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Un dispositif pour observer les performances au cours de la production écrite

III. PARTIE MÉTHODOLOGIQUE

3. M ÉTHODOLOGIE

3.1. Considérations méthodologiques

3.1.1. Un dispositif pour observer les performances au cours de la production écrite

As necessidades minerais dos ruminantes são afetadas e dependentes de diversos fatores isolados, nomeadamente pela espécie animal, raça, idade, nível de produção, adaptação à enzima química do elemento mineral na dieta e interrelações entre os diversos elementos minerais (Júnior et al. 2011). (Júnior, Braga et al. 2011).

São várias as alterações fisiológicas que a deficiência em selénio pode causar, nomeadamente doenças relacionadas com o sistema imunitário, atraso no crescimento, distrofia muscular e morte do animal. Em animais adultos pode-se observar distúrbios reprodutivos, alterações na motilidade dos espermatozoides, alta mortalidade embrionária, partos prematuros, nados mortos, alta incidência de retenções placentárias (Carbajal et al. 2013). A doença do músculo branco assume uma maior importância nos animais jovens (Bostedt e Scramel 1989), normalmente associada com níveis deficitários nas progenitoras (Perez 1994).

A miopatia nutricional pode apresentar-se sob 3 formas: a forma congénita, em animais que já nascem doentes ou que podem morrer nas primeiras 48 horas de vida, é rara; a forma esquelética, que ocorre em cordeiros de 1-12 semanas de idade e a forma retardada, que acomete animais de 9-12 meses de idade com atraso no crescimento (Perez 1994).

Como vimos anteriormente, a vitamina E e o Se atuam como protetores das membranas celulares contra o stress oxidativo. Quando ocorre deficiência em selénio, o organismo perde um sistema de defesa das membranas celulares, o que determina a ocorrência de alterações na permeabilidade das mesmas, permitindo assim o influxo de cálcio para o citoplasma. Consequentemente, ocorre a acumulação de cálcio nas mitocôndrias e morte celular, o que causa necrose segmentar – miopatia (Amorim et al. 2005). (Am orim , Oliveira et al. 2005).

A manifestação clínica mais importante, do ponto de vista do diagnóstico, da deficiência em selénio e vitamina E é a degenerescência muscular (miopatia). A miopatia nutricional, também conhecida como distrofia muscular, pode surgir em ovinos, caprinos e bovinos, especialmente nos animais jovens, quando estes vão para os pastos no início da primavera. Este fenómeno está relacionado com a baixa ingestão de selénio e de vitamina E durante o período de estabulação invernal e com o aumento do conteúdo de ácidos gordos polinsaturados presentes nos lípidos da erva jovem dos pastos (McDonald et 1999, Perez

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1994, RIET-Correa 2004). O stress, caminhadas de longas distâncias, o maneio do rebanho, doenças intercorrentes são alguns dos fatores que predispõem à manifestação clínica de uma situação de distrofia muscular subclínica (Amorim et al. 2005).

A miopatia afeta fundamentalmente os músculos esqueléticos, pelo que os animais afetados apresentam debilidade dos músculos das extremidades que pode manifestar-se por dificuldade em manter-se em estação, tremores, andar descoordenado. Por vezes, os animais não conseguem levantar-se e a debilidade dos músculos do pescoço impede-os de levantar a cabeça. As alterações macroscópicas observadas nos músculos esqueléticos durante a necropsia justificam a denominação de doença do músculo branco pela qual esta miopatia é também conhecida, uma vez que ocorre degeneração de Zencker nas fibras ou grupos de fibras musculares. Os músculos mais afetados são os que apresentam maior atividade metabólica: diafragma, músculos intercostais, gastrocnémios e miocárdio (Carbajal et al. 2013). Além da musculatura esquelética pode também estar afetado o músculo cardíaco, o que pode determinar a morte do animal (McDonald et al. 1999). Nos ovinos e caprinos esta miopatia é também conhecida como “doença do cordeiro rígido” (McDonald et al. 1999).

Nas fêmeas a deficiência em selénio causa problemas reprodutivos, tais como, manifestações de cios silenciosos, fracos e irregulares, baixa taxa de conceção e maior incidência de quistos ováricos e de retenção placentária. Nos machos, é comum observar uma motilidade espermática reduzida, que pode estar relacionada com um alto conteúdo de ácidos gordos polinsaturados na membrana celular dos espermatozoides. Segundo vários estudos, a incidência da retenção placentária em vacas pode ser reduzida pela suplementação pré-parto com selénio ou com a associação de selénio e de vitamina E (Júnior et al. 2011). (Júnior, Braga et al. 2011).

Laboratorialmente as deficiências em selénio caracterizam-se por níveis séricos baixos de selénio e da enzima glutatião peroxidase no sangue e níveis altos de transaminase glutámica oxalacética (TGO) e da isoenzima desidrogenase láctica (DHL) que são enzimas que em condições normais só se encontram no interior das células, sendo apenas libertadas na presença de dano tecidular (Villanueva 2011).

Face aos efeitos benéficos do selénio muitas vezes somos tentados a suplementar os animais com o intuito de os ajudar a expressar o seu potencial genético melhor e mais eficazmente. Contudo, animais que não manifestem sinais clínicos diretos ou indiretos de deficiências minerais não devem ser suplementados. A suplementação mineral deve ser

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ajustada ao nível de produção, bem como as necessidades de suplementação mineral dependem com a área, a época do ano e com o maneio alimentar do rebanho (Júnior et al. 2011). (Júnior, Braga et al. 2011).

9.1. Deficiência em selénio noutras espécies

A miopatia nutricional causada por deficiência em vitamina E e selénio afeta também outras espécies animais além dos ruminantes, como é o caso dos suínos e das aves (McDonald et al. 1999) e de alguns animais de laboratório (Perez 1994). Nos suínos as principais doenças relacionadas com a deficiência em vitamina E e selénio são as miopatias e a doença cardíaca. A miopatia nutricional afeta sobretudo animais jovens em crescimento rápido, sendo que pode afetar também animais de outras idades. Os suínos apresentam um caminhar descoordenado e desequilíbrio, ou não conseguem levantar-se. Ao contrário do que se verifica nos outros animais, o músculo cardíaco é o mais afetado. Origina-se uma insuficiência cardíaca aguda e, ao exame pos mortem, observam-se alterações na musculatura cardíaca descritas como áreas pálidas ou linhas brancas. Esta doença é denominada de “doença do coração de amora” (McDonald et al. 1999). Nos suínos está também descrita a hepatose diatética caracterizada por lesões no fígado e edemas subcutâneos (Seixas e Kehrig Hdo 2007); e a poliencefalomalácia simétrica focal, associada à intoxicação por selénio, caracterizada por poliencefalomalácia simétrica dos segmentos espinais cervicais ou lombo-sagrados (McDonald et al. 1999).

A deficiência em vitamina E e selénio nos frangos pode provocar uma série de doenças diferentes, tal como miopatias, encefalomalacia e diáteses exsudativa. Na miopatia nutricional os músculos mais afetados são os músculos peitorais, podendo também ser afetados os músculos das extremidades inferiores. Na encefalomalacia nutricional ou “loucura do frango” os frangos não conseguem andar ou manter-se em pé e apresentam hemorragias e necrose das células do cérebro. A diáteses exsudativa é uma doença vascular dos frangos que se caracteriza por edema generalizado do tecido adiposo subcutâneo, relacionado com uma permeabilidade anormal das paredes dos capilares. Na miopatia nutricional e na diáteses exsudativa parece estar implicada a deficiência em vitamina E e selénio, enquanto na encefalomalacia nutricional o selénio parece não ter influência (McDonald et al. 1999).

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