Section 2. Epidemiology of bovine tuberculosis
II. Disease transmission
A elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções segundo Vergueiro (1989, p. 26) arrola “o estado atual da coleção, seus pontos fortes e fracos; b) a comunidade a ser servida; e c) outros recursos disponíveis, tanto localmente como através de empréstimo entre bibliotecas”.
Esta política deve funcionar como instrumento norteador das decisões dos bibliotecários em relação à seleção do material a ser incorporado ao acervo e a administração dos recursos financeiros. A função desta política segundo Vergueiro é (1989, p. 25) é
deixar clara a filosofia a nortear o trabalho bibliotecário no que diz respeito à coleção. Trata- se de tornar público, expressamente, o relacionamento entre o desenvolvimento da coleção e os objetivos da instituição, a que esta coleção deve servir, tanto por causa da necessidade de um guia prático na seleção diária de itens, como devido ao fato de ser tal documento peça chave para o planejamento em larga escala. Vergueiro (1989, p. 27) comenta que uma política de desenvolvimento de coleção deve subsidiar o profissional da informação sobre:
a) que material fará parte da coleção (tanto em termos de conteúdo quanto de formato, incluindo a política da biblioteca para acesso aos materiais cuja posse não lhe é de interesse); b) quando e sob quais condições este material poderá ingressar no acervo (políticas de seleção, aquisição, doação, etc.); c) que necessidades específicas e de que parcelas da comunidade ele deve atender
(incluindo-se os métodos para obtenção destas informações); d) como será avaliada a importância do material para a biblioteca, uma vez incorporado à coleção (métodos para avaliação da coleção); e) quando e sob quais condições ele será retirado do acervo (políticas de remanejamento e descarte).
Esta política é um documento importante para o desencadeamento do processo de desenvolvimento de coleções e pode garantir “a consistência dos procedimentos e seu aprimoramento ao logo do tempo” (WEITZEL, 2013, p. 20), além de “um crescimento balanceado dos recursos informacionais da biblioteca”. (VERGUEIRO, 1989, p. 25).
Leite (2009, p. 66) comenta que cada repositório institucional organiza seus conteúdos de maneira que melhor se ajuste às suas necessidades. A formação e o desenvolvimento de coleções exige que profissionais bibliotecários e a comunidade usuária participem do processo ativamente. Muitas universidades estruturam suas comunidades de acordo com seus centros de pesquisa, departamentos, institutos ou escolas. Apesar de essa maneira de organização ser a mais difundida e menos complexa, esse não é o único princípio de estruturação e organização.
Uma maneira fácil de compreensão do modo como os conteúdos podem ser organizados dentro de um repositório institucional é, portanto, a adoção da estrutura de Comunidades, Subcomunidades (caso sejam necessárias), Coleções (onde os itens serão de fato depositados). A decisão de modo como as coleções serão estabelecidas dentro das comunidades também deve ser tomada e, de acordo com a política do repositório, pode variar conforme a comunidade. (LEITE, 2009, p. 66). Silva (2014, p. 78) destaca que
com o surgimento dos documentos digitais, o processo de desenvolvimento de coleções e a própria construção de uma política trouxe uma preocupação para os bibliotecários, no que tange aos referidos princípios que regem as coleções.
Isso porque com a presença de novos formatos e as possibilidades de manipulação que as coleções digitais oferecem, foi necessário acrescentar novos elementos em função da natureza desses materiais, os quais requerem especificidades distintas dos materiais impressos.
Nos repositórios institucionais o objetivo dessa política também é orientar a gestão e a tomada de decisão de modo que as suas coleções espelhem a produção científica da instituição que a representa. Silva (2014, p. 78) afirma que
é imprescindível a elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções que regulamente todo o processo de desenvolvimento de coleções e que disponha dos princípios gerais e específicos pelos quais as coleções (impressas e/ou digitais) são orientadas e desenvolvidas, estejam elas armazenadas em bibliotecas clássicas ou em repositórios institucionais. (SILVA, 2014, p. 78). Segundo Silva (2014, p. 76) esta política serve para subsidiar a definição de ações e a descrição de critérios, a fim de desenvolver as coleções de forma mais equilibrada e em sintonia com os objetivos da instituição.
A seguir discorre-se sobre a política de conteúdo. 2.3.7 Política de conteúdo
Os repositórios podem armazenar desde informação científica- didática, burocrática e as disseminadas pelos recursos multimídia.
Para Gibbons (2004), o reconhecimento que esforços significativos são necessários para atrair conteúdo para os repositórios é imprescindível; caso contrário, o projeto de repositório institucional corre o risco de despender esforços com tecnologia e serviços, e não obter resultados significativos.
Barton e Waters (apud LEITE, 2009, p. 72) sugerem diretrizes para a elaboração das políticas de conteúdos de repositórios institucionais.
a) políticas que sua equipe pode determinar internamente, como, por exemplo, uma lista
de formatos de arquivos suportados pelo sistema;
b) políticas relacionadas com as políticas da biblioteca, tais como políticas de formação e desenvolvimento e acesso às coleções; c) decisões políticas relacionadas com as
políticas da instituição, como, por exemplo, autenticação e identificação de usuários, política de privacidade, políticas sobre acesso e disponibilidade de teses e dissertações, entre outras.
A política de conteúdo diz respeito aos tipos, formatos e qualidade de documentos que compõem as coleções dos repositórios institucionais (TOMAÉL; SILVA, 2007).
Tomaél e Silva (2007, p. 6) destacam que
O conteúdo de um repositório institucional destina-se ao compartilhamento, o acesso pode diversificar em grandes proporções, assumindo vários níveis, desde o acesso limitado aos membros de um mesmo departamento, até o que alcança pesquisadores do mundo inteiro. Segundo Tomaél e Silva (2007, p. 6), os repositórios institucionais convivem com diversos recursos que disseminam a comunicação acadêmica digital, representada por uma tipologia múltipla de conteúdos. O Quadro 5 discrimina conteúdos oriundos de pesquisas e experiências, arrolados por diferentes autores.
Quadro 5 - Conteúdos dos repositórios institucionais
Fonte: Tomaél, Silva (2007, p. 6).
Tomaél e Silva (2007, p. 6) argumentam que
na política de conteúdo, deverá ser indicado o tipo de materiais que serão aceitos e armazenados no repositório. Também é importante informar quais formatos de arquivo (DOC, PDF, HTML, JPG, GIF, MPEG) serão aceitos e como as coleções serão organizadas dentro do repositório.
Os conteúdos apresentados no Quadro 3 demonstram que os repositórios podem armazenar desde informação científica, didática, burocrática, até as disseminadas pelos recursos de multimídia.
Segundo Tomaél e Silva (2007), as estratégias de captação das informações devem ser definidas a priori.
a) Será realizado um mapeamento dos conhecimentos institucionais para definir o escopo do repositório institucional?
b) Ou começarão com os documentos já disponíveis/conhecidos, deixando para outro momento a inclusão de outros tipos de documentos eventualmente existentes na instituição?
c) Quais serão os critérios para determinar o que constituirá uma comunidade, subcomunidades ou coleção no repositório? Qual a definição de “coleção” no âmbito do repositório?
d) Quem poderá administrar coleções? Uma mesma equipe da Biblioteca será responsável por todas?
e) A criação de comunidades e coleções refletirão os conteúdos dos documentos? Serão com base na estrutura organizacional da instituição? No tipo de documentos – livros, artigos, teses e dissertações, vídeos, normas, acórdãos? Ou através de coleções temáticas e projetos – memória institucional, memória oral, objetos educacionais (apostilas, apresentações em power point e outros materiais didáticos de cursos), juRIprudência, legislação, boas práticas, lições aprendidas? f) Haverá autoarquivamento de documentos
pelos autores?
Tomaél e Silva (2007) argumentam que o conteúdo do RI determina o seu sucesso. O conteúdo destina-se ao compartilhamento e deve refletir o conhecimento existente, a missão da organização e a produção técnica e científica da comunidade de usuários.
Boso (2011, p. 41) complementa quando afirma que
o êxito de um repositório institucional está intimamente relacionado à quantidade e à qualidade do conteúdo depositado. Para atrair conteúdo aos RI, é relevante que principalmente os administradores tomem iniciativas, sejam proativos e criem políticas, o que despende grande esforço para obter resultados expressivos.
Neste contexto Leite (2009, p. 30), salienta afirmando que “é mais seguro iniciar o projeto com uma política de conteúdos mais restritiva e, gradativamente, flexibilizá-la até o ponto que for conveniente à instituição, do que iniciar flexível e ter de se tornar rígida com o passar do tempo”.
A seguir, um estudo sobre política de metadados de preservação digital.