D. Structures en maçonnerie avec joint mortier
3. Discussion
Tendo em consideração o tipo de análise que foi realizada neste trabalho, e o sucesso que se conseguiu ter com o mesmo nos dois trechos já analisados para determinar possíveis patologias futuras na zona intervencionada, considera-se que se deve estender esta análise a um número maior de trechos para se conseguir obter resultados estatísticos que permitam que nasça daqui um princípio para avaliação da qualidade de execução no que toca a este tipo de obras de pavimentação após instalação de infraestruturas.
Assim, considera-se que se deve investir em estudos que permitam chegar a valores percentuais limite (que indiquem a razão entre a capacidade de carga antes e após intervenção no pavimento), em função do tipo de pavimento e obra em estudo, os quais o empreiteiro deveria ser obrigado a cumprir sob pena de lhe serem aplicadas coimas tão mais agravadas quanto maior for a diferença percentual da capacidade de carga do pavimento antes da intervenção e após a intervenção no pavimento. Desta forma, com simples ensaios não destrutivos de capacidade de carga no pavimento, a qualidade de execução deixaria de depender somente de uma apertada fiscalização, uma vez que o empreiteiro era “obrigado” a executar todos os trabalhos inerentes a este tipo de obras de forma correta, cumprindo as boas normas de execução e respeitando os cadernos de encargos, para evitar que num controlo final de qualidade da obra pudesse correr o risco de sofrer onerosas coimas por incumprimento dos referidos limites de variação da capacidade de carga.
Com este tipo de metodologia de controlo de qualidade, estariam garantidas as capacidades de carga exigidas à intervenção no pavimento, assegurando assim a qualidade estrutural e, por sua vez, a qualidade funcional do pavimento, proporcionando maior conforto aos utilizadores das vias e um maior período de vida útil ao pavimento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Águas do Sado (s. d.). “Assentamento de tubagem em vala”, Desenhos tipo ADS, Concessionária dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento de Setúbal S.A, Setúbal.
Al-Quadi,I.L., Morian, D.A., Stoffels, S.M., Elseifi, M., Chehab, G., Stark, T. (2008). “ Synthesis on use of geosynthetics in pavements and development of a roadmap to geosynthetically-modified pavements”, Federal Highway Administration, McLean, VA, Report No. FHWAHRT, pp. 1-195.
Ariaratnam, S. (2009). “Survey questionnaire results of the current level of knowledge on trenchless technologies in China”, Ira A. Fulton School of Engineering, Ariz. St. Univ, Arizona, United States.
Azambuja, A. R. (2009). “Pavimentos asfálticos: análise de patologias na repavimentação de trechos devido a obras de rede de esgoto sanitário.”, Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Engenharia Civil, Porto Alegre.
Boasong, M., Najafi M. (2007). “Development and applications of trenchless technology in China”, China University of Geosciences, College of Engineering , China, and, Department of Civil and The University of Texas, Arlington Department of Civil and Environmental Engineering , Texas, USA.
Boletim Municipal (2005). “Regulamento para a intervenção na rede de infraestruturas subterrâneas”, Câmara Municipal de Cascais.
Boletim Municipal (2007). “Regulamento de obras e trabalhos na via pública relativo à construção, instalação, uso e conservação de infraestruturas no Município de Mafra ”, Câmara Municipal de Mafra, Mafra.
Boletim Municipal (2011). “Regulamento de obras e trabalhos na via pública relativos à construção, instalação, uso e conservação de infraestruturas no Município de Azambuja”, Camara Municipal de Azambuja, Azambuja.
Bomag (2009). “Basic principles of asphalt compaction”, Bomag Gmbh, Germany.
Bomag (2013). “Light equipment” Bomag Fayat Group,
<http://www.bomag.com/world/en/products/asphalt/light-articulated-steered-tandem- rollers/less+than+1.8t/BW+80+AD-5.html>. (Acedido em 2013).
Bomag (2013). “Light equipment”, Bomag Fayat Group,
<http://www.bomag.com/world/en/products/light-equipment/single-direction-vibratory- plates/BP+10:35.html>. (Acedido em 2013).
Bomag (2013). “Light equipment”, Bomag Fayat Group, <http://www.bomag.com/world/en/products/light-equipment/reversible-vibratory-
plates/BPR+25:40.html>. (Acedido em 2013).
Bomag (2013). “Light equipment”, Bomag Fayat Group,
<http://www.bomag.com/world/en/products/light-equipment/double-drum-vibratory- rollers/BW+65+H.html>. (Acedido em 2013).
Bomag (2013). “Light equipment”, Bomag Fayat Group,
<http://www.bomag.com/world/en/products/light-equipment/tampers/BT+60:4.html>. (Acedido em 2013).
Branco, F. C. (1996). “A importância do ensaio de adsorção de azul-de-metileno no controlo da qualidade dos agregados” – II Jornadas da Industria Mineral Portuguesa Lisboa, Apimineral, Lisboa.
Branco, F., Pereira, P., Santos, L. P. (2008). “Pavimentos rodoviários”, Edições Almedina, Coimbra.
CE EP (2009). “Caderno de encargos tipo obra”, Estradas de Portugal, S.A., 14.01 Terraplanagem. Características dos materiais.
CETANZ (2008). “Test focus – Compaction curves”, Civil Engineering Testing Association of New Zealand, The official newsletter of the Civil Engineering Testing association of New Zealand.
Cetin, H., Fener, M., Soylemez, M., Gunaydin, O. (2007). “Soil structure changes during compaction of a cohesive soil”, Engineering Geology 92, pp. 38-48.
CP (2007). “Manual theori and practice”, Compaction and Paving, Produced by MM Communications AB, Sweden.
Crispin, F. A., Lima D. C., Schaefer C. E. G. R., Silva C. H. C., Carvalho C. A. B., Barbosa P. S. A., Brandão E. H. (2011). “The influence of laboratory compaction methods on soil structure: mechanical and micromorphological analyses”, Volume 34, Soils and Rocks Journal, São Paulo.
DPWT (2003). “Pavement cut and repair standards manual”, Department of Public Works and Transportation, City of Dallas.
EP-IEP-JAE (2012). “Caderno de encargos das estradas de Portugal”.
Fernandes, M. (1994). “Mecânica dos solos”, Volume 1, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto.
Fersil (2007). “Poli(cloreto de vinilo) não plastificado nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão”, Manual técnico PVC-U.
Freitas, E. (1999). “Estudo da Evolução do Desempenho dos Pavimentos Rodoviários Flexíveis”. Trabalho de Síntese de Provas de Aptidão Pedagógica e de Capacidade Cientifica, Universidade do Minho, Braga.
Guerrero, A. M. A. (2004). “Effects of the soil properties on the maximum dry density obtained from the standard proctor test”, Thesis submitted in partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Science, University of Central Florida Orlando, College of Engineering and Computer Science, Department of Civil and Environmental Engineering, Florida.
Hidrossolo (2006). “Perfuração horizontal dirigida”, INvisual, <http://www.hidrossolo.pt/> (Acedido em 27-02-2013).
Hilf, J. W. (1956). “An investigation of pore water pressures in compacted cohesive soils”, Technical Memorandum 654, U.S. Department of the Interior, Bureau of Reclamation, Denver, Colorado. (Citado em Kurucuk et al., 2007)
Hogentogler, C. A. (1936). “Essentials of soil compaction”, Proceedings Highway Research Board, National Research Council, Washington, D.C., pp. 309 - 316. (Citado em Kurucuk et al., 2007)
Kazemian, S., Barghchi, M., Prasad, A., Maydi, H., Huat, B. (2010). “Reinforced pavement above trench under urban traffic load: Case study and finite element (FE) analysis”, Scientific Research and Essays, Volume 5, Academic Journals.
Krebs, Robert D., Walker, Richard D. (1971). “Highway materials”, McGraw-Hill, Virginia. Kurucuk, N., Kodikara, J., Fredlund, D. (2007). “Prediction of compaction curves”.
Lambe, T. W. (1960). “Structure of compacted clay”, Transactions, ASCE, 125, pp. 682-705. (Citado em Kurucuk et al., 2007)
Lee, S., Lauter, K. (1999). “Impact of utility trenching and appurtenances on pavement performance in Ottawa-Carleton”, Regional Municipality of Ottawa-Carleton, Environment and Transportation Department, Ottawa, Ontario, Canada.
Lehmann + partner (2013). “Dynaplaque”,
<http://www.lehmannpartner.de/geraete/dynaplaque> (Acedido em 04-03-2013). LNEC – E197 (1966). “Solos. Ensaio de compactação”.
LNEC – E240 (1970). “Solos. Classificação para Fins Rodoviários”.
Lodi, P. C. (1998). “Mecânica dos solos”, Volume 1 – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Engenharia e Tecnologia de Bauru, Departamento de Engenharia Civil, Área de Geotecnia, São Paulo.
Machado, S. L. (2002). “Mecânica dos solos”, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Departamento de Geotecnia da Escola Politécnica de Engenharia, Salvador.
Multiquip.Basic (2004). “Manual of Soil Compaction Handbook”.
Najafi, M.(2005). “Trenchless technology – Pipeline and utility construction and renewal”, McGraw-Hill, New York, USA.
Olson, R. E. (1963). “Effective stress theory of soil compaction”, Journal Soil Mechanics and Foundations Division, ASCE, 89, No. SM2, pp. 27-45. (Citado em Kurucuk et al., 2007)
Parsons, R. L., Foster, D. H., Cross, S. A. (2001). “Compaction and settlement of existing embankments”, University of Kansas, Lawrence.
Pereira, P., Miranda, C. (1999). “Gestão da conservação dos pavimentos rodoviários”, Universidade do Minho, Braga.
Proctor, R. R. (1993). “Fundamental principles of soil compaction”, Engineering News- Record, 111, 286.
Ribeiro, S. P. T. (2008). “Terraplanagem. Metodologia e técnicas de compactação”, Tese submetida para obtenção do grau de Mestre em Engenharia Civil, Universidade do Porto, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Departamento de Engenharia Civil, Porto.
RIVP-A (s. d.). Regulamento Municipal de intervenções na via pública, Departamento de obras e serviços urbanos, Câmara Municipal de Albufeira, Albufeira.
RIVP-VNG (s. d.). Regulamento de intervenções na via pública, Município de Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Gaia.
Rodrigues, J. A. (2004). “Regulamento geral dos sistemas públicos e prediais de distribuição de água e de drenagem de águas Residuais”, 5ª edição, Edições Rei dos Livros, Lisboa. Santos, J. A. (2008). “Obras geotécnicas. Compactação”, Instituto Superior Técnico,
Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura, Mestrado em Engenharia Civil, Lisboa.
Sedidrill (2009). “Penetrómetros dinâmicos”, MCSI,
<http://www.sedidrill.com/index.php?option=com_content&view=article&id=32&Itemi d=30&lang=es> (Acedido em 27-02-2013).
SETRA/LCPC (1994). “Remblayage des tranchées et refection des chaussées”, Ministère de l' Equipment, du Logement et des Transports, France.
SETRA/LCPC (2000). “Réalisation des remblais et des couches de forme”, Fascicule 1, Ministère de l' Equipment, du Logement et des Transports, France.
SETRA/LCPC (2000). “Réalisation des remblais et des couches de forme”, Fascicule 2, Ministère de l' Equipment, du Logement et des Transports, France.
Sondagens Oeste (2013). “Perfurações horizontais dirigidas”, Pombaldir.com, <http://www.sondagensoeste.pt/phd.php> (Acedido em 27-02-2013).
Sória, M. H. A. (1985). “Reflexões lógicas sobre classificação de solos”, Tese submetida para obtenção do grau de Doutor, Universidade de São Paulo, Escola de Engenharia de São Carlos, São Paulo.
Stuchi, E. T. (2005). “Interferências de obras de água e esgoto sobre o desempenho de pavimentos urbanos.”, Universidade de São Paulo, Escola de Engenharia de São Carlos, São Paulo.
TAI (1978). “Soils manual for design of pavement structures”, The Asphalt Institute, Edition.
Tecnilab (2013). “Gama densimetro”, Vectweb,
<http://www.tecnilab.pt/content/default.asp?idcat=GamaDensimetroTROXLER&idCat M=PRODUTOS&idContent=93A2DB25-7952-40C1-9D01-0422D7AE9893>
(Acedido em 05-03-2013).
Zica, E. S. (2010). “Estudo comprovativo entre energias de compactação do subleito para subsidiar projetos de pavimentação”, Tese submetida para obtenção do título de Mestre em Geotecnia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais.