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Bloco de intervenção Organização por histórias Objetivos específicos Conteúdos/ temas Atividades realizadas A Continente explorado: Europa História I: ‘O nabo gigante’ 1

Motivação: A partir da exploração e posterior reconto da história é explicado às crianças que a história tem origem russa e é apresentada a personagem de feltro com o nome ‘Oleg’.

A educadora lança algumas questões de partida:

- Qual acham que é o país onde nasceu o

Oleg?

- Que língua fala? - Quais as semelhanças do seu aspeto físico em relação às crianças portuguesas? Existem diferenças? Organização: A partir daqui, foi realizado um diálogo em grupo, de onde posteriormente, surgiram atividades pedagógicas propostas, quer pela educadora, quer pelas crianças. Estas foram organizadas com base nas áreas de conteúdo, preconizadas para a educação pré- escolar e esquematizadas na organização - Consciencialização da importância das várias línguas; - Familiarização com outros reportórios linguísticos; - Aquisição e mobilização de vocabulário novo; - Consciencialização de outras culturas e suas tradições; - Diversidade cultural e linguística; -Gastronomia típica europeia; -Arte e património; Semana 1 Sessão a) Exploração da história pela educadora/objetos enviados pelas famílias; Realização de sequências de tamanho com as matrioskas; Sessão b) História tradicional russa, exploradas e traduzida por uma falante nativa; Sessão c) Correspondência oral de algumas palavras português-russo; Trabalho de projeto* Sessão d) Escrita da palavra 'nabo' em russo;3 Sessão e) Plantação de legumes presentes na história (nabos e cenouras); Sessão f) Identificação das quatro formas geométricas principais/ Construção da casa da história, com formas geométricas; Semana 2 Sessão g) Pesquisa e observação de imagens digitais sobre a Roménia, e diálogo acerca da língua falada no país, capital, artesanato e monumento típico;

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Quadro 7 - Organização do Bloco de Intervenção A

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1 (Anexo 1 – Histórias utilizadas no projeto de intervenção) 2 (Anexo 2 - Organização curricular por histórias)

3 (Anexo 3 – Trabalhos realizados pelas crianças no âmbito do projeto)

curricular por histórias; 2 Sessão h) Artesanato romeno: ovos pintados;3 Sessão i) História tradicional romena, traduzida por uma mãe (falante nativa);

Sessão j) Cozinhar

'Ciorba de legume'

(receita romena típica dada pela mãe); Correspondência oral de algumas palavras português-romeno (legumes utilizados); Sessão k) Formação de formas geométricas em grupos/com o corpo; Sessão l) Composição geométrica do Castelo de Bran (monumento romeno); 3 Semana 3 Sessão m) Pesquisa e observação de imagens digitais sobre Itália, e diálogo acerca da língua falada no país, capital, arte, monumentos e gastronomia típica/ Correspondência oral de algumas palavras português-italiano surgidas do interesse das crianças; Sessão n) Cozinhar 'Pannacota’ (doce típico italiano); Sessão o) Impressão artística da pintura 'Mona Lisa' de Leonardo DaVinci; 3

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Nota: Em simultâneo com estas atividades, foram ainda lançados dois projetos que decorrem ao longo do ano letivo 2016/2017. Ambos se realizaram em parceria com os pais (foram combinados previamente com as famílias, em contexto de reunião de pais), são eles:

(i) “Conta-me um conto com…”: Este projeto funcionou em paralelo com o desenvolvimento do projeto de intervenção.

O projeto girava em torno de 6 figuras em feltro (Anexo 3 - Trabalhos realizados pelas crianças no âmbito do projeto) - correspondentes a 6 culturas, existentes nos 6

continentes, sendo que cada figura correspondia a uma cultura existente em cada um dos continentes (ex: Europa - Oleg, o russo). Cada figura acompanhava a criança/família durante uma semana e enquanto o continente era explorado em sala (através da história), o projeto desenvolvia-se no mesmo continente, mas em contexto familiar. Cada família participava criando uma história, tendo como base o continente explorado em contexto de sala. A exploração da história enviada pelas famílias foi realizada semanalmente, em grande grupo.

No final do ano letivo, a pedido de alguns pais, a educadora digitalizou todas as histórias e enviou-as às famílias, em formato digital. O objetivo deste projeto era promover a inclusão das famílias no projeto, através da criação de histórias que focassem a diversidade cultural.

(ii) “Livro de receitas do mundo” - Os pais recolheram e enviaram as receitas para a educadora, que as compilou e elaborou um livro de receitas. No final do ano letivo cada família recebeu um livro. Com este projeto pretendeu promover- se a participação dos pais no processo educativo, através das suas escolhas pessoais no ramo gastronómico.

Descrição das atividades realizadas

Semana 1

Sessão a) A sessão iniciou-se quando a educadora colocou algumas questões: Qual o país onde cada um nasceu? Qual o país onde moram? Verificou-se que todos haviam nascido

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e moravam no mesmo país, em Portugal, embora tenha sido referido que alguns pais tinham nascido noutros países.

A educadora propôs então às crianças ouvirem a história ‘O nabo gigante’, um conto tradicional da Rússia, um dos países que pertence ao continente europeu, tal como Portugal, indicando o continente em ambos os mapas do mundo afixados na sala, assim como no globo existente. Após ouvirem, foi proposto que realizassem o reconto da história.

De seguida, a educadora apresentou a personagem de feltro com o nome de ‘Oleg’, que passou por todas as crianças, para que estas o observassem. A educadora referiu que o Oleg era um menino que morava no mesmo país de onde vinha a história ouvida e questionou: Em que país acham que nasceu? Após ouvir a resposta, perguntou ainda: Que língua fala? Quais as semelhanças do seu aspeto físico em relação às crianças portuguesas, em relação a vocês? Existem diferenças? Após, o grupo expôs o seu ponto da vista, com alguma mediação por parte da educadora, para levar as crianças a focarem os pontos-chave das perguntas relativos à interculturalidade. Quando terminaram o diálogo, a educadora perguntou quem tinha trazido materiais enviados pelos pais, sendo estes materiais eram referentes à Rússia. Após receber os materiais, explicou no que consistiam: imagens dos livros, matrioskas e qual a sua origem, tendo estes sido observados pelo grupo, de forma individual.

A partir desta exploração das matrioskas, surgiu uma atividade onde foram realizadas sequências de tamanho (pequeno, médio e grande), inicialmente com as matrioskas e posteriormente, através das alturas das crianças. Em ambos os casos, as crianças, divididas em grupos de 3, tiveram que proceder a uma organização de acordo com os critérios de organização e tamanho, fornecidos pela educadora.

Sessão b) e c) Após as crianças estarem sentadas na área do tapete, a educadora explicou que iriam ter uma visita da Rússia, a Eugénia, uma amiga da e mãe do J., colega que frequentava agora o 1º ciclo. Explicou que a Eugénia tinha nascido na Rússia e vinha contar a história ‘O nabo gigante’ mas em russo, tal como a ouvia (e de acordo com a tradição oral) quando tinha a idade do grupo.

A Eugénia entrou na sala, apresentou-se e sentou-se de frente para o grupo, segurando o livro da história, em português. Contou a histórias por trechos, falando primeiro em português e posteriormente fazendo a tradução do texto para russo. Quando

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terminou a história a Eugénia - juntamente com a educadora - questionou as crianças acerca da língua russa, das diferenças que se tinham apercebido entre a língua portuguesa e a russa e acerca das semelhanças e diferenças entre ambas as versões da história.

As crianças demonstraram interesse em aprender algumas das palavras presentes na história, na língua russa, nomeadamente nabo (repka) e casa (dom), entre outras. A Eugénia traduziu as palavras escolhidas e repetiu-as várias vezes, soletrando-as, para que as crianças as conseguissem repetir e assimilá-las. No final, ensinou ainda as saudações em russo: olá (priviet) e adeus (paka). A educadora pediu então que à Eugénia que regista- se a tradução das palavras em papel, para utilizar posteriormente.

Sessão d) Trabalho de projeto*

Decorrente da sessão anterior, o grupo em geral solicitou realizar um trabalho em que pudessem aprender a escrever ‘nabo’ em português e posteriormente em russo, como a Eugénia tinha explicado. Dando continuidade ao interesse do grupo e de acordo com a metodologia do trabalho de projeto, a educadora questionou as crianças e esquematizou os seus interesses no quadro 8.

Quadro 8 - Trabalho de Projeto A

Para iniciar a atividade, a educadora escreveu a palavra ‘nabo’ no quadro de ardósia e pediu ao grupo que identificasse as letras que constituíam a palavra. De seguida as crianças copiaram a palavra para uma folha de registo (elaborada pela educadora), com

Trabalho de projeto

O que sabemos? O que

queremos saber? Onde vamos pesquisar? O que queremos fazer? Correspondência oral e escrita de palavras português - russo; - Conhecemos uma pessoa que veio da Rússia;

- Sabemos a língua (russo) e qual é a bandeira da Rússia; - Sabemos dizer nabo e casa em russo; - Também sabemos dizer paka que é adeus;

- E que priviet é dizer olá;

- A Rússia é o país maior do mundo todo;

- Como escrevem na Rússia? - Como se escreve nabo em russo? - Quais são as letras da palavra repka? - No computador azul da Ariana ou no computador da escola; - Perguntamos à mãe do teu menino, à Eugénia;

- Podemos

perguntar aos pais para ver se alguém sabe; - Aprender a palavra nabo em russo; - A escrever russo com as letras deles; - Quero saber as letras da Rússia;

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uma tabela simples, correspondendo uma letra a cada espaço desta. Escreveu ainda no quadro, a palavra ‘repka’, que corresponde à tradução para russo da palavra portuguesa ‘nabo’. A cada criança foi dado um pedaço de papel com as cinco letras baralhadas, que tinham que recortar e colar pela ordem correta numa segunda tabela, impressa na mesma folha. Finalmente foi utilizado um carimbo com o sinal de ‘=’, que cada um carimbou entre as duas palavras, verificando a sua igualdade, em duas línguas diferentes.

Sessão e) À semelhança do que aconteceu na história ‘O nabo gigante’, a educadora propôs a plantação de alguns dos legumes que figuravam na história, nomeadamente cenouras e nabos. Em grande grupo, todos se dirigiram ao exterior, onde se sentaram em meia-lua.

Posteriormente deu-se seguimento à atividade, uma a uma, as crianças foram-se dirigindo aos canteiros da horta - situada em frente à sala - em que cada um plantou um legume à escolha, furando a terra com o polegar, colocando o rebento correspondente e tapando o buraco com terra. No final, o chefe do dia regou os canteiros e a educadora identificou os canteiros com pequenas placas que referiam o que cada um deles tinha plantado. Foi combinado em grupo que, de dois em dois dias, o chefe do dia iria regar os canteiros, para assegurar a manutenção e o crescimento dos legumes.

Nota: A plantação foi realizada em outubro e após seis meses (no mês de março), os nabos e as cenouras foram colhidos e realizada uma seriação. Verificou-se que todos os legumes tinham crescido em versão ‘baby’. Em pequenos grupos, as crianças estiveram a classificar os legumes de acordo com critérios de tamanho (pequeno, grande e médio). Após a educadora explicou que os legumes iriam ser divididos (dois para cada criança) e que cada um deveria realizar um cozinhado com esses mesmos legumes, tendo os pais que fotografar e enviar as fotos para o e-mail da educadora, para que todos pudessem ver o cada um tinha realizado em sua casa. A educadora enviou também a informação para os pais.

Sessão f) Na área do tapete foi realizado um jogo em grupo, com a utilização dos blocos lógicos, material que fomenta noções matemáticas na área das formas geométricas, sendo constituído por peças com características específicas: (i) forma (quadrado, círculo, triangulo e retângulo); (ii) cor (azul, amarelo e vermelho); (iii) tamanho (pequeno, médio e grande); (iv) espessura (grosso e fino).

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Após um jogo de identificação de cada forma geométrica (cada um tinha que identificar a forma que a educadora apontava), foi realizado um jogo onde figuravam as características dos blocos lógicos em que cada criança teria que recolher uma peça com os critérios pedidos pela educadora (ex: uma peça quadrada, azul, pequena e fina). Individualmente, todas as crianças realizaram a atividade, até não restarem mais peças para recolher.

De seguida foi proposta uma atividade pela educadora. Mostrou algumas formas recortadas em cartolina: um quadrado, um triângulo, um retângulo e dois círculos, colocando ao seu lado, a imagem da casa da história. Salientou que as peças serviam para construir uma nova casa para a velhinha e o velhinho da história. Individualmente ou em pequeno grupo, as crianças tentaram montar a casa, sendo bem-sucedidas na grande maioria dos casos, sendo os restantes ajudados pelos colegas. Quando todos experimentaram, a educadora explicou que todos poderiam voltar a tentar, pois iriam realizar a atividade de forma individual. Assim todos teriam o conjunto de formas mencionado, sendo que deveriam recortá-lo e montar a casinha à semelhança do que tinha sido realizado em grande grupo.

Semana 2

Sessão g) Após uma votação positiva em grupo, ficou determinado que iámos ‘viajar’ até à Roménia, para novas descobertas. Assim, em grupo todos se dirigiram à sala do computador, onde a educadora assumiu o papel de mediadora, pesquisando as sugestões das crianças e orientando-as para alguns tópicos importantes a procurar (comida tradicional, tradições, etc.). À medida que os tópicos iam sendo pesquisados, dialogaram acerca das imagens observadas e das conceções das crianças. As crianças estabeleceram pontos de igualdade e diferença entre as culturas, referindo que a língua romena era mais parecida com a russa, do que com a portuguesa, e que todos roupas típicas diferentes do normal, coloridas e ‘engraçadas’.

As pesquisas continuaram, sendo que a educadora pediu às crianças para escolherem um tipo de artesanato e um monumento para explorarem, de todos os que haviam observado. Assim, foi feita uma votação em grupo, sendo que a esmagadora maioria das escolhas recaíram no artesanato típico de alguns países de leste, muito popular na Roménia: os ovos pintados. A educadora explicou às crianças que as pessoas pintavam os ovos em casa e depois os ofereciam umas às outras na Páscoa, sendo muito

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conhecidos e comuns no país. O monumento escolhido na votação foi o Castelo de Bran, que suscitou o interesse do grupo, quando a educadora esclareceu que era um castelo famoso por ser conhecido como o castelo do Drácula.

Sessão h) Posteriormente, no tapete, dando seguimento ao tema, a educadora mostrou os materiais referentes à Roménia, que haviam sido enviados pelos pais da C. e do T.: ovos pintados. Os ovos passaram por todo o grupo, para os poderem observar atempadamente. Quando terminaram, a educadora mostrou vários desenhos de ovos em branco com vários motivos diferentes e estabeleceu um paralelismo entre estes e os ovos trazidos pelas crianças. Iniciou-se, então, um diálogo acerca das opiniões das crianças sobre o assunto, tendo algumas delas dado a sua opinião estética acerca dos ovos pintados.

A educadora propôs ao grupo, a pintura dos desenhos dos ovos, para criação de novos ovos romenos. Baseados nos ovos romenos trazidos e nas imagens observadas anteriormente no computador, como um referencial de arte para basearem a sua criação, cada um ia criar um novo ovo. Cada criança escolheu a sua imagem favorita, para colorir livremente, com diferentes materiais de pintura (lápis de cor, marcadores, etc.).

Sessão i) Após as crianças estarem sentadas na área do tapete, a educadora explicou que

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