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Quando se pretende analisar o estado atual de um país, a análise PESTAL é uma das ferramentas mais utilizadas e úteis, na medida em que analisando fatores políticos, económicos, socioculturais, tecnológicos, ambientais e legais que caracterizam um dado país, as empresas têm uma primeira impressão da situação atual do mercado a abordar. Neste caso, a análise PESTAL incide sobre a Alemanha, oficialmente República Federal da Alemanha, que é um país localizado na Europa Central. Sendo composto por 81,4 milhões de habitantes, trata-se do país mais populoso entre os Estados Membros da União Europeia, o que faz com que assuma um papel com mais impacto na tomada de decisões, sejam elas políticas ou económicas, no contexto da União.

A República Federal Alemã é constituída por dezasseis Estados Federais, sendo Berlim, Hamburgo e Bremen cidades-estado.

A Alemanha é, em termos do Produto Interno Bruto (PIB), a maior economia da Europa e a quarta a nível mundial, a seguir aos Estados Unidos da América, à China e ao Japão, tratando-se de um país com uma mão-de-obra extremamente qualificada e etnicamente diversificado.

Por último, é de salientar que no presente realizar-se-ão eleições no país, podendo este facto alterar o rumo de algumas políticas que têm sido desenvolvidas.

Iniciando a presente análise pelos fatores político-legais, os aspetos mais relevantes neste contexto são:

Forte configuração democrática;

Forte estado de direito;

Grande influência política e económica sobre os países da União Europeia;

Sistema de segurança social bem implementado e estabelecido em concordância

com os valores europeus;

Políticas governamentais e regulações onde se incluem incentivos fiscais;

Fortes leis de proteção da propriedade intelectual, o que constitui um fator de atração para muitas empresas que investem em I&D;

País com um nível de corrupção bastante baixo;

Membro integrante da União Europeia, em contexto de liberdade de circulação de bens, serviços, pessoas e capitais, e da União Económica e Monetária;

Sistema político estável, com o Governo atualmente em funções (ainda que a realização próxima de eleições possa determinar uma alteração no poder, não se esperando mudanças significativas no rumo do país);

Perda de alguma soberania com a entrada na União Europeia, apesar de o país ter grande influência no rumo económico-financeiro de todos os países membros da união.

No que respeita aos fatores económicos de maior relevância, podem enumerar-se:

O forte crescimento do PIB observado nos anos mais recentes, com tendência

A estrutura do sistema económico, assente nos sectores industrial e de serviços. Neste contexto, merece particular destaque a indústria transformadora ao contribuir com 30,2% para a formação do PIB em 2015 e que conjuntamente com os serviços conexos constituem os pilares da economia alemã;

A crise económica de 2009 teve um impacto muito negativo na economia alemã, resultando numa queda de 5,1% do produto (a maior de toda a sua história), ainda que depois tenha sido o país que recuperou mais rapidamente da crise;

Forte investimento público e incremento da procura interna, de modo a aumentar

o crescimento económico e a inflação do país;

É esperado um crescimento médio anual do investimento no período 2016-2020 na ordem de 1,6%;

A taxa de inflação registou valores alarmantes no período de 2011 a 2014 com quedas sucessivas, tendo atingindo valores negativos em alguns meses de 2015. Ainda assim, espera-se um crescimento anual da taxa de inflação de 1,6% entre 2016-2020, impulsionada pelo crescimento dos preços da energia e pela subida dos salários;

Graças a um sector exportador tradicionalmente forte (dados oficiais relativos a 2015 indicam um crescimento das exportações de 6,4% enquanto as importações registaram um incremento de 4,2%), a balança corrente alemã beneficia de excedentes estruturais no seu comércio de mercadorias, que deverá ter-se fixado em 8,2% do PIB em 2015 (para o período 2016-2020, estima-se uma taxa média anual de 7,4%). Recolhe, ainda, dividendos do saldo da sua balança de rendimentos, resultante dos lucros do investimento direto de empresas alemãs no estrangeiro;

A taxa média de desemprego, que em 2009 atingiu 9,1%, tem vindo gradualmente a diminuir ao longo dos anos, fixando-se em 5,0% em 2014, refletindo os efeitos positivos das medidas governamentais tomadas em favor da proteção dos postos de trabalho. No ano transato, este indicador voltou a cair para 4,7%, acompanhando o aumento progressivo do número de postos de trabalho;

A dívida pública é bastante baixa face aos seus pares europeus, tal como o défice público;

As fortes descidas dos preços da matérias-primas como por exemplo, o petróleo, fizeram baixar os custos de produção;

Vários programas de incentivo ao investimento direto estrangeiro.

Os Fatores Socioculturais considerados na análise deste mercado são os seguintes:

População algo envelhecida, à imagem do que acontece no mundo ocidental;

Um dos melhores sistemas educativos do mundo, composto por universidades de

renome e grandes polos tecnológicos;

Um sistema de saúde típico de um país altamente desenvolvido;

Pouca mentalidade liberal nas pessoas com mais idade, muito por causa de ideias dos tempos da Alemanha imperial e colonial, não obstante as pessoas mais novas já comecem a ter uma mentalidade mais aberta e “europeia”;

Recente aumento de problemas relacionados com o surto migratório que afectou a europa nos últimos anos;

País em alerta devido ao jihadismo, tendo como consequência o aumento da insegurança no país;

A maior parte dos alemães falam só alemão, revelando-se às vezes esta situação um enorme entrave para a entrada de empresas no mercado;

Os alemães são, maioritariamente, cristãos, protestantes e católicos;

O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da Alemanha é de 0,885, o que é considerado muito alto, apresentando uma esperança média de vida da população de 79,3 anos e um nível de alfabetização de 99,9%.

A Alemanha, desde a sua génese e mesmo no período da Segunda Guerra, foi pioneira de inúmeras tecnologias, bem como na sua aplicação essencialmente na indústria;

País líder em áreas como a produção de máquinas, a nanotecnologia, produtos farmacêuticos, automóveis, entre outros;

Grande desenvolvimento da engenharia de moldes e de produto, nomeadamente a nível tecnológico. Estas tecnologias permitiram conceber e simular novos produtos com recursos a ferramentas cada vez mais sofisticadas de CAD/CAM, automatizar processos de produção e logística e desenvolver projetos em equipas multi-site com recursos a engenharia simultânea;

O aumento da utilização de impressoras 3D, impressão de protótipos rápidos, Direct Digital Manufacturing (DDM) e outras tecnologias semelhantes, que vão obrigar as empresas de moldes a adaptar-se nos próximos anos;

Surgimento da indústria 4.0, onde a Alemanha já está a apostar fortemente e que vai mudar o paradigma da indústria e das próprias sociedades em geral;

Forte aposta nos centros e pólos de desenvolvimento tecnológico;

Forte investimento público e privado em atividades de I&D (entre 2005 e 2011 o governo alemão aumentou os seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento em 46%, ou seja, em 13,2 mil milhões de euros).

Finalmente, entre os Fatores Ambientais avultam:

Aumento do interesse em empresas sustentáveis, com um enfoque na eficiência energética;

O novo paradigma do estilo de vida da sociedade, que se traduz em forte preocupação dos cidadãos e empresas com a redução da poluição;

O impacto ambiental da ocorrência de maiores cheias e secas pode ter efeitos negativos no país;

O acordo de Paris que estabeleceu medidas muito ambiciosas no que toca à redução de emissão de dióxido de carbono para os próximos anos;

Uma crescente preocupação com a sustentabilidade e com o meio ambiente pode constitui uma enorme vantagem competitiva para as empresas e melhorar a sua imagem.

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