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Discussion & Conclusions

representantes - se nossas inferências, fatos e interpolações estão corretos -

tenderia a colocar em dúvida a existência de uma elite étatiste auto contida e auto­

sustentada

-

os donos do poder de Raimundo Faoro - ao menos no penado

estudado38 . Não estou negando o elemento essencial ao modelo "manàarim"39:

possuir educação superior era fator extremamente imponante, tanto na Repúblice

como no Império, mas os brasileiros aparentemente divergiem menos de outres

elites políticas sob o aspecto da formação educacional do que por sua condição de

proprietários.

NOTAS

I . Sobre O� tr;'� rnetodos básicos para a definição de elites, ver o anigo clássico de Roben A. Dahl, "A critiq1lt' of tlH" ruling dite rnod('I", A merican PoJitical Scimu Rtuiew, 52 (junho, 1 958), pp. 463-46�.

Em algum ca\os, a elite lelTl sido definida com base na reputação dos detentores do poder, avaliada

por um RTupo dt' P(''''�()d� julgada ... competentes. Frey e Bonilla, por exemplo, utilizam esse método, em

{'()mbinação com o mélOJo posicional. Essa técnica é mais atraente para o cientista politico- que pode

cOlllar com o julgallH'llIo Je contemporâneos -do que para o historiador. O critério de definição de

uma ('1;1(' alra\'é� dd tolllada dt· decisões seria útil para0 historiador se tratasse de urnaquesLão de cada

\'('Z; riO Cd_m de rnuitd_� quntôes, os registros inexistem ou então são inacesslveis. Ver Frederick W. Frey,

nu Turkirh pobllml ,Illr (Cambridge, Mass: 1965); Frank Bonilla, 'l'he failure of elites (Cambridge. Mass: 1 970;.

2. O., If('" estudos são Roben M. uvine, Pernambuco in the Brazilianftdtratirm. 1889-1937 ( 1 978);John D.

\'\linll .. Hmas Gnms 111 Ihf Braúlia/1 [ederation, 1889-1937 (1977); eJoseph L. Love, SàoPauw in lhe Braz.ilian

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S. Capitulo cinco em cada volume (<LA elite poHtica").

4. Poter H. Sm;th,lA/ryrintlu political Teauitm<nt in twenti<th-c� Mexia> (Princ<ton, N.J.: 1919). Smith também faz uma análise separada dos funcionários públicos, de 1970 a 1976.

5. Uma análise semelhante, feita por Robert Levine. apresenta 60 membros da elite pernambucana unidos numa rede de relaçôes, Levine, p. 204.

6. Num procedimento um pouco arbitrário. assinalo as dispersões enaontradas entre os três grupos, maiores do que o desvio-padrão 5.0.

7. A proporção em tennos nacionais era de uma pessoa com diploma universitário em cada 387 brasileiros. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estadstica. Rtctrutamenlo ... } 940: Ctruo tkmogr6fico, série nacional. vaI. 2 (Rio de Janeiro: 1950) pp. 1, 30, 67, 89.

8. O componente paulista indula aproximadamente crés ocupações por pessoa.

9. A proporção em termos nacionais era de um profissional em cada 347 brasileiros. Dados do

RectnStamento. .. J 940, pp. I , 34, 67, 126, 134, 142.

10. Variáveis para PROPRIETÁRIO: fazendeiro, comerciante, industrial, banqueiro, negociante de terras, comissário de café, investidor em ferrovias. proprietário de minas. Variáveis para PROFISSIO­ NAIS: advogado, médico, jornalista, educador, engenheiro, padre, militar, juiz.

1 1 . Nas ocupações de PROPRIETÁRIO, São Paulo liderava em sete das oito categorias (não foi constatado nenhum proprietário de minas no grupo paulista).

12. As ligações com o estrangeiro incluiam as 13 variáveis numeradas de 16 a 28 no apêndice. 13. As ligações fora do estado incluiam as oito variáveis numeradas de 29 a 36 no apêndice. 14. Definição: membro da.ou relacionado com a elite imperial. como primo-irmão, consangiiineo ou afim. ou de descendente direto até neto. Definição de elite imperial: senadores ou detentores do útulo de barão ou de títulos de nobreza hierarquicamente superiores.

15. Teste do quiquadrado de significância estatistica: 0.000. (A significância no nível 0.05 indica que as chances são I 9 em 20 das vezes de que a relação não seja aleatória).

16. A mulher em que,stão foi Maria Tereza de Azevedo. que atuou durante apenas um ano na comissão executiva do Panido Constitucionalista.

17. Em São Paulo: Francisco Glicério e Armando Prado; em Pernambuco: Man�l Lubambo. Ver Lave, p. 156; Winh, p. 141; Levine, p. 1 1 1 .

18. Dados da Diretoria Geral de Estatistica, Recenseamento. . . 1920, vol. 4 (Rio deJaneiro: 1 929) pp. 7, 9, 1 1 , 14·19, 208-09.

19. Não possuo dados para Pernambuco.

20. José Murilo de Carvalho, Eütes and state-building in Brazil, Dissenação de doutorado não publicada (Universidade de Stanford: 1974) p. 1 7 7 (mimeo).

A Revolução de 30

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22. Houve dispersão entre os estados: Pernambuco passou de nenhum engenheiro na segunda gemação para 22% na terceira.

23. Os valores do quiquadrado para as tabulações cruzadas da República Velha e do periodo Vargas são os seguintes: militares. 0.042; bacharéis, 0.002; e NEGÓiIOS 0.021 .

24. As seqüências s�paradas tambt'lIl confinnaralll a maior proeminência econômica dos membros de

comi�sões executivas. Por exelllplo, duas \'ez('� mais membros desses órgãos tinham ligações com

EXPORTAÇÃO quando ('ornp,uados com os não-membros. As comissões como um lodo contavam com 1/3 mais no grupo NEGÓCIOS do que os não-membros, e as comissões executivas dos partidos republicanos possuíam sozinha� 2/3 Jllai� do ljU(' o grupo residual.

25. Ver tabelas em Love, p. 166; LcYine, p. 1 1 4; e Winh, p. 151.

26. Smith constata padrões similares de repetições decargos na elite política mexicana ames, durante e depois da revolução. Ver lAbyrintfu, pp. 139, 142-43, 150-51.

27. Smith, p. 138.

28. Sobre o coeficiente gama ver Smith, pp. 107-08; e para uma discussão mais aprofundada, ver John H. Muetler, Karfl F. Schuessler e Herbert L Costner, Stalislical reasoning in Sociology(21!-ed., Boston: 1970)

pp. 279-92.

29. Os estudos mencionados são, em ordem alfabética, Dario iantón, ElParlamento argentino en épocas de

Cllmbio: 1889, 1916)' 1946 (Buenos Aires: 1966); Paul W. Drale, "The political responses of the chilean upper dass to the great depression and the threat of socialism, 1931-33", in Frederic i. Jaher, ed.,

T1U! rich, thewell-bom, anti the pawerfu1 (Urbana, IU.: 1973) pp. 304-37; Frederick W. Frey (acima); Patrick L-R. Higonnet e Trevor B. Higonnet, "ilass corruption, and politics in the French ihamber of Deputies,

1846-1848", in D. K. Rowney eJ.Q Granham, OOs., Quantitative history (homewood. 111.: 1 969) pp. 129- 47; José Luís de lmaz, Los que mandan; traduzido para o inglês por iarlos A. Astiz (Albany, N.Y.:

1970); Robert D. Putnam, lhe comparative stwi)' ofpolitical elite5 (Englewood ilitTs, N.].: 1 976); e Peter H. Smith (acima).

30. Ao prepamar esses dados, recomputei as percentagens para eliminar as. informações não

disponfveis e obtive uma taxa única para cada grupo. ponderando os deputados e senadores pelo

número em cada câmara, pama o ano em questão.

3 1 . Putnam, p. 6 1 .

32. Ver "Tropical Review: the tbeory of secwral classes", in Latin American RC5earch Review, 4,3 ( 1 969),

pp. 1 - 1 14. 33. Putnam, p. 27.

34. Putnam (p. 27) mostra que "os funcionários civis mais antigos" apresentavam percentuais de educação superior que vamiavam de 83% na Grã-Bretanha a 100% na Itália, entre o s gmupos europeus. iontudo, as taxas nesse caso são provavelmente "distorcidas" pelas exigências estatutárias regendo o funcionalismo pilblico.

35. Higonnet e Higonnet, p. 132.

36. A elite dos Estados Unidos na Tabela 8 (1877- 1 934) é constituída de presidentes, vice-presidentes e ministros de Estado none-americanos. A elite dadécadade 1 7 90 a 1940 abrange as mesmas categorias,

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e mais os ministtOs. senadores e funcionários públicos relacionados no Dictiona" of Amenean BWgr'aphy.

No entanto, eotreos senadores tomados isoladamente, em 1900, -4:5% dedicavam·se aos negócios ou à

agricultura., contra 3796 em 1940. Em 1320 e 1860, a proporção de fazendeiros e homens de negócios. somados, ultrapassava 5096. VeT Putnam, pp. 185, 187, 188 (citação).

37. Imaz, p. 27.

38. Raimundo F.oro, 0' /ÚmQ' de pc.úr, !omw{iú)(w potronalc poli.ia! bra,ileiro (2� «I., Rio: 1975), hol,.

39. Ver Eul·Soo Pang e Ron L. Seclinger, "The mandarins ofImperial Brazil". Comparative Studies in Society and H;story, 14, 2 (março, 1972), pp. 215-44.

APÊNDICE A

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