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Irene Hoffmann, Roswitha Baumung and Claire Wandro FAO Animal Genetic Resources Branch

DISCUSSION AND CONCLUSIONS

O projeto “Histórias que encantam” contou com a realização de 10 sessões desempenhadas com os grupos da educação Pré-Escolar. Seu intuito é averiguar como é que a leitura de histórias desenvolve competências comunicativas e linguísticas nas crianças da educação Pré-Escolar, ou seja, como é que ouvir ler/contar histórias influencia as crianças na sua compreensão de leitura de mundo e no desenvolvimento da sua comunicação.

Foram realizadas atividades como: teatro/dramatização, teatro de fantoches, teatro de sombras, vídeos de histórias conhecidas e também de histórias produzidas pela própria escola, além da forma tradicional de se contar histórias com recurso ao livro em suporte de papel.

As sessões foram realizadas na biblioteca com a presença de todas as turmas envolvidas na pesquisa, assim como suas educadoras e respetivas assistentes operacionais.

Logo em seguida, as crianças voltavam para suas classes, local onde a contadora de histórias/investigadora punha em prática várias estratégias para o desenvolvimento da compreensão da história, após uma conversa, em interação com as crianças, de perceção da mensagem das histórias. Algumas atividades podem ser encontradas na internet.

Atividades desenvolvidas:

➢ Ovos Misteriosos – 24 de janeiro de 2019

A primeira história trabalhada com as crianças conta sobre uma galinha que tinha um sonho de ser mãe, mas toda vez que punha um ovo os humanos tiravam-lho para comê-lo. Foi então que ela fugiu para uma mata, onde fez seu ninho e pôs um ovo. Ao sentir fome, ela saiu para buscar alimento, mas quando voltou teve a surpresa de encontrar seu ninho com muitos ovos de tamanhos e cores diferentes, mesmo assim decidiu chocá-los. O tempo passou e nasceram os mais diversos animais, exceto um que era seu pintainho. Contudo, apesar de serem diferentes, a galinha os acolheu como se fossem seus filhos.

Um dia um menino apareceu na floresta e tentou roubar o pintainho para comer. A galinha tentou defender seu filhote, mas não conseguiu. Seus irmãos então, se uniram, entraram em cena e não permitiram que seu irmãozinho fosse comido pelo menino. No final a galinha fez um bolo maluco, com vários andares e cada andar tinha a comida preferida de cada bichinho e todos festejaram.

▪ A história contada:

Essa história foi contada na biblioteca, através do teatro de sombras. Mostramos a importância de aceitarmos e respeitarmos uns aos outros com suas diferenças e todos podemos ser amigos e gerarmos empatia uns pelos outros, não importa a nossa origem.

▪ Atividade e objetivo:

Foi realizado, com a figura dos animais, uma atividade escrita com a identificação das letras de cada palavra e a divisão silábica dos nomes de cada bicho. Eles deveriam reconhecer as letras e descobrir quantas sílabas tinha em cada palavra.

➢ La Luna – 29 de janeiro de 2019

A segunda história foi uma curta metragem premiada de animação da Pixar. Essa animação conta sobre a vida de um menino que está crescendo e seu pai e avô acham por bem que ele deve acompanhá-los para ver como é o singular trabalho de sua família. A história se passa a noite, no qual o trio sai num barco de madeira pelo mar, até que vão parar na lua. Em meio aos desentendimentos dos seu pai e avô, para ver os passos de quem o menino vai seguir, ele descobre o seu próprio jeito de trabalhar e todos percebem que cada um tem seu jeito único de contribuir no trabalho e na vida uns dos outros.

▪ A história contada:

O vídeo, com duração de cerca de sete minutos, foi passado na biblioteca pelo datashow. Logo em seguida foram feitas perguntas de compreensão sobre o desenho e o objetivo do mesmo.

▪ Atividade e objetivo:

Foram realizadas atividades de ligar as profissões com seus respetivos instrumentos de trabalho, um joguinho do labirinto e desenho. O objetivo era trabalhar a coordenação e a leitura e reconhecimento das imagens, assim como a distinção das várias áreas que temos de atuação e sua importância, como o valor da professora na escola, do médico que cuida da nossa saúde, da costureira que faz as nossas roupas, entre outros.

➢ Os três porquinhos – 4 de fevereiro de 2019

A terceira atividade foi os três porquinhos eram irmãos que viviam com a mãe. Um belo dia resolveram sair de casa e morar na floresta, no entanto, nessa mesma floresta vivia um lobo que os queria comer.

O primeiro porquinho que era muito preguiçoso construiu uma casa de palha, pois queria acabar logo para poder ir descansar e brincar. Logo que o lobo apareceu destruiu a casa dele com um sopro só e o porquinho saiu a correr para a casa do seu irmão.

Esse segundo irmão que também não gostava muito de trabalhar, construiu uma casa de madeira perto da casa que era de palha, para ambos poderem brincar juntos. O lobo, que a essa altura já estava bastante faminto, chegou e também destruiu a casa com um sopro só. Os dois porquinhos desesperados correram para a casa do seu terceiro irmão.

Esse último porquinho era trabalhador e muito esforçado, construiu uma casa de tijolos, grande e resistente para ele morar. Quando o lobo chegou pensou que seria fácil como foi com as casas anteriores, mas para sua surpresa ele assoprou, assoprou e assoprou, porém, a casa nem se moveu do sítio, o lobo saiu com o rabo entre as pernas, faminto e cansado e os três porquinhos ficaram a viver protegidos naquela casa.

▪ A história contada:

Os três porquinhos foi a história contada por meio do teatro de sombras, na biblioteca. Nessa história falamos com as crianças sobre a importância de se ouvir os pais e educadores/as de infância/professores, principalmente quando eles estão a ensinar algo, pois há tempo para tudo, para brincar, para estudar, para fazer os trabalhos, entre outros, porém quem só pensa em fazer uma coisa só o tempo todo acaba por se dar mal.

▪ Atividade e objetivo:

Nesse trabalho procuramos realizar atividades com números, sílabas e imagens. O objetivo era perceber a compreensão de leitura deles com numerais, assim como sua contagem, a coordenação na escrita (para que lado é a “barriguinha” do número 2, por exemplo) e como elas contam.

Também foram colocadas diante das crianças as imagens da história todas embaralhadas para eles contarem na ordem como a história aconteceu, aos mesmo tempo que organizavam as figuras. Assim, trabalhamos a atenção e a concentração da leitura dos factos ocorridos.

➢ A História do pirata Horácio e da menina Leonor – 14 de fevereiro de 2019

A quarta atividade conta a história de um grupo de piratas que saqueavam tudo que encontravam pelo mar, principalmente ouro e prata, mas quando eles paravam em terra firme era só para descansar. Em uma dessas viagens eles resolveram parar na ilha dos Açores para repousar. Contudo, o pirata Horácio, que era o chefe dos piratas, se apaixonou por uma menina da ilha, chamada Leonor, e imediatamente a pediu em casamento. Porém o pai da menina com receio do pirata, não autorizou o casamento, dizendo que sua filha não se casaria com pirata algum. Muito triste a menina foi dizer ao pirata que eles não podiam casar-se, foi então que Horácio teve uma ideia. Ele decidiu deixar de ser pirata, entregou o seu navio com todo o seu tesouro para os piratas que o acompanhavam e foi viver na ilha. Com isso, ele pediu a mão da Leonor em casamento para o pai dela e esse aceitou o pedido ao perceber que o amor de Horácio era sincero ao ponto de fazê-lo largar tudo por ela.

▪ A história contada:

A história do pirata e da menina é uma história produzida pela escola onde a professora Carla Dimitre é coordenadora, em parceria com os professores da escola. Ela foi contada na biblioteca por meio do datashow e logo em seguida foram feitas perguntas de compreensão da história, as quais foram respondidas pelos alunos.

▪ Atividade e objetivo:

Montamos uma atividade, na qual as crianças contariam, por meio de seus próprios desenhos a ordem da história, ou seja, as crianças desenharam o início, o meio (o conflito do enredo) e o fim (a resolução do conflito), respetivamente nessa ordem. O intuito foi trabalhar a compreensão das crianças na ordem dos acontecimentos. Semelhante ao anterior, mas dessa vez as crianças não tinham nenhuma imagem diante delas, apenas uma figura em branco, da qual elas mesmas fariam os desenhos conforme seu entendimento.

➢ A Formiga Horripilante – 19 de fevereiro de 2019

A quinta história fala de uma formiga que era muito, mas muito feia e o desejo dela era ter as mesmas características que seus amigos, os outros bicharocos da floresta tinham, para se defender dos pássaros que viviam na expectativa de comê-los. Ao perguntar para cada bicharoco como eles faziam para se esconder, ela decidiu se fantasiar conforme as características de cada um. No entanto, isso não deu muito certo, poia ela acabou a chamar

mais atenção dos pássaros que foram direto atrás dela. A formiga horripilante ficou com tanto medo que acabou perdendo o disfarce e mostrando como ela era de verdade. Quando os pássaros perceberam o quanto ela era horripilante ficaram com medo e fugiram para nunca mais voltar. Os bicharocos ficaram todos felizes, pois graças a formiga podiam viver em paz sem precisar ficar a esconder-se o tempo todo.

▪ A história contada:

A formiga horripilante foi contada por meio do livro com imagens transmitidas pelo datashow e também encenamos com mascaras na biblioteca. A mensagem é que todos temos nossa própria beleza, não precisamos nos comparar a ninguém e fomos feitos para ajudar uns aos outros. Ela queria se defender, mas só por ser ela mesma acabou ajudando todos os seus amigos.

▪ Atividades e objetivo:

A crianças fizeram o desenho dos animais a fim de identificar os bicharocos da história, quem era quem, assim como suas cores. Foi feito o joguinho do labirinto com o intuito de identificar de todos os animais quais eram suas verdadeiras patas.

➢ O Carnaval do Caracol – 27 de fevereiro de 2019

A sexta história conta sobre uma festa que vai acontecer na floresta. Com o carnaval se aproximando, o guarda florestal tem a ideia de fazer um baile de máscaras e convida todos os animais para irem fantasiados. Porém o caracol fica triste, pois não tem como se fantasiar, já que sua roupa é a sua casa, ele não pode tirá-la.

O que deixa ele mais irritado é a provocação da borboleta que, ainda por cima, o chama de feio e vai embora como se ela fosse a mais bonita de toda a floresta. Triste e quase desistindo de ir à festa, ele encontra com o amigo duende que rapidamente consegue uma solução para ele.

Ao pintar sua casa de amarelo brilhante, o caracol aparece na festa reluzindo como o sol e torna-se a atração mais bonita do baile. A borboleta fica tão sem graça que se arrepende e decidi ir pedir desculpas por ter dito palavras tão feias para o caracol. Ele a perdoa e os dois voltam a ser amigos e todos festejam juntos.

▪ A história contada:

Essa história foi contada por meio do teatro de fantoches, na biblioteca. Além de ser uma histórica temática que foi ao encontro das atividades que eles estavam

desenvolvendo a respeito do carnaval, a mensagem fala sobre respeitar e valorizar as diferenças, ninguém é melhor que o outro, mas somos especiais de conforme nossas diferenças.

▪ Atividades e objetivo:

Mais uma atividade em que promovemos a leitura e reconhecimento dos números traduzidos nas imagens. As crianças fizeram a leitura do que cada número pedia conforme os desenhos nas imagens. Foi trabalhada a compreensão da quantidade pedida em cada imagem.

➢ Foge, rato! – 12 de março de 2019

A história conta sobre uma família de 5 gatos, o pai Aramis Mortadela, a mãe Tuca Mortadela e os filhotes Pepe, Sissy e Quico. Eles são uns gatinhos aventureiros que aprendem com os pais a arte de serem gatos-polícia. Contudo, enquanto Sissy e Pepe estão empenhados em aprender esse novo trabalho, Quico só quer saber de brincar e brincar. Ele não da atenção aos seus pais e não aprende nada do que eles tentam ensinar, por pensar que já sabe de tudo. O tempo passa e chega a hora de Quico e seus irmãos saírem de casa e seguirem seus próprios caminhos. Sissy vai colocar em prática o que aprendeu em uma pastelaria, Pepe vai para um armazém de tecidos e Quico vai parar em um moinho. Enquanto seus irmãos trabalham, Quico não é bem-sucedido, pois, por não ter dado a devida atenção e não ter aprendido nada, ele passa vergonha, magoa-se, riem dele e ainda, por cima, é expulso do sítio onde vivia. Por isso ele acaba por voltar à casa dos pais muito arrependido e disposto a aprender tudo o que seus pais têm para ensinar. Logo, eles o recebem de braços abertos, cuidam de Quico e dão uma nova oportunidade dele aprender com seus irmãos mais novos. Quando Quico finalmente aprende a lição, Aramis e Tuca Mortadela decidem deixar o negócio da família aos cuidados de Quico e ele fica muito feliz e agradecido por essa nova chance.

▪ A história contada:

Essa história foi narrada através da leitura do próprio livro Foge, rato!, contando com interpretações das leitoras/contadoras de histórias. Utilizando-se alguns adereços para atrair mais ainda a atenção das crianças, com o objetivo de deixar bem clara a mensagem de que precisamos estar sempre atentos para nunca desperdiçarmos as oportunidades, que temos tempo para todas coisas e existe tempo determinado para

tudo, ou seja, há hora de brincar, de aprender, de comer, entre outros, e que nem sempre teremos uma segunda chance. Tudo isso de uma forma dinâmica e divertida para as crianças.

▪ Atividades e objetivo:

Buscamos trabalhar a interpretação da mensagem por meio do desenho livre, no qual as crianças tivessem a liberdade de articular sua criatividade de acordo com a compreensão e a maneira individual de se expressarem. A segunda atividade tratou- se do jogo do labirinto, o qual envolveu a coordenação motora, o raciocínio lógico e a interação delas num trabalho em conjunto, no qual uns cooperavam com outros no intuito de se ajudarem a ir até o fim, proporcionando mais autonomia no aprendizado, ao mesmo tempo que desenvolveu o trabalho em conjunto.

➢ Chibos sabichões – 28 de março de 2019

A oitava história nos conta sobre três irmãos mais conhecidos como os chibos sabichões. Eles viviam no cume de uma montanha. Um dia desceram da montanha e viram umas ervas frescas e bem verdinhas, mas para lá chegar, tinham de atravessar uma ponte que era vigiada por um ogre. Decidiram passar a ponte, o primeiro chibinho apareceu e o ogre disse que ia comê-lo, este disse para não o fazer porque atrás vinha um chibo maior. O ogre deixou-o passar e esperou pelo próximo. Chegou o chibo médio e ao ser ameaçado pelo ogre, garantiu- lhe que viria um chibo maior ainda. Por fim, chegou o chibão grande, deu com seus chifres para cima do ogre e ele nunca mais apareceu. No fim, juntaram-se os três chibos, comeram as ervas e ficaram 3 chibões sabichões enormes.

▪ A história contada:

Essa história foi narrada por meio do teatro de sombras, contando com a colaboração de outras professoras da escola. Utilizando-se de um cenário “florestal” no intuito de fazer as crianças sentirem-se por dentro da história. É uma história que retrata a importância do trabalho em equipa, e da inteligência frente a força, ou sejam, quem pensa em trabalho em conjunto tende a ter resultados melhores. Também nos mostra que é importante não subestimarmos os outros por causa do seu tamanho ou do que aparentam.

▪ Atividades e objetivo:

Foram realizadas duas atividades. O objetivo da primeira era conectar a leitura visual com a auditiva, por meio dos sons que cada Chibo fazia conforme seu tamanho. Com as imagens misturadas, as crianças ligavam cada Chibo ao som correspondente ao que ele fazia na história. Na segunda atividade, por meio de uma sequência dada às crianças, elas contariam em ordem os factos mais importantes da história, com o objetivo de trabalhar sua memória e interpretação leitora.

➢ História de uma flor na cata livros & 25 de abril (Infominuto) – 24 de Abril

A nona história foi contada por meio de dois vídeos curtos, os quais relataram de uma forma dinâmica e na linguagem simples e infantil das crianças a importância do dia 25 de Abril e o que representa o cravo para Portugal. Os dois vídeos narraram a história sobre a ditadura e como a população portuguesa se uniu para pôr fim a uma presidência ditatorial e instaurar um regime democrático ao protestarem com um cravo em suas armas, em vez de usarem a violência.

▪ Atividades e objetivo:

Nessa história foi realizada apenas uma atividade, a qual podemos chamar também de um joguinho. Construímos um puzzle com o desenho de dois cravos para as crianças pintarem, recortarem e colarem as peças nos devidos lugares, desenvolvendo suas habilidades motoras, coordenação entre olho e mão (guiando os movimentos das mãos conforme seus estímulos visuais), além de trabalhar o pensamento abstrato e a imaginação.

➢ A Lebre e a Tartaruga – 14 de maio de 2019

A história conta sobre a lebre que vivia a se vangloriar por ser o animal mais veloz da floresta. Um dia a tartaruga, que era o animal mais lento, cansou-se dessa situação e propôs um desafio para ver quem realmente era o mais rápido e a lebre aceitou. No dia marcado a bicharada se reuniu para assistir a corrida entre a lebre e a tartaruga. Quando começou, a lebre disparou como flecha enquanto a tartaruguinha mergulhou no capim. Pensando que já tinha tudo sobre controlo a lebre parou para descansar e comer umas cenouras e acabou por pegar no sono. Enquanto isso, lá longe vinha a tartaruga sempre devagar até passar pela Lebre que estava a dormir de baixo da árvore, então quando ela acordou com os gritos da

bicharada, perceber que a tartaruga já estava quase na linha de chegada. Ela bem que tentou passar a tartaruga, mas já não dava, pois, a tartaruga já estava tão perto que só esticou a cabecinha e venceu.

▪ A história contada:

Essa história foi contada na biblioteca por meio do livro 3D, no qual, narra-se a história ao passar o dispositivo eletrónico pelas páginas do livro a mesma ganha vida na tela e os personagens interagem em tamanho real junto com o que está escrito.

▪ Atividades e objetivo:

A primeira atividade trabalhada pedia às crianças que enumerasse os quadrinhos desenhados conforme a ordem dos factos da história. A segunda atividade estimulava as crianças a pintarem o número de bolinhas conforme a quantidade de sílabas de cada palavra, por meio do som que fazíamos com as mãos, através das palmas. Objetivo é trabalhar a compreensão da leitura através do som e das imagens, trabalhando o cognitivo delas por meio da audição, visão e memória.