1.3.1..2) Estime de soi et capacité d’intervention
2.4 Genre et participation orale
2.4.2 Discours rationnalisant des enseignants (explications…)
extração de sal
extração de sal
extração de sal
extração de sal
O sal marinho é o cloreto de sódio ( NaCl ), que constitui uma das substâncias mais importantes para o homem. O sal é de uso antiqüíssimo. Eram com as medidas de sal que se pagavam o trabalho dos operários na Roma Antiga, donde surgiu a palavra salário, usada ainda entre nós. O sal é um importante insumo econômico. Já foram contados 14 mil usos de sal, dentre os quais, produção de cloro, soda cáustica, barrilha, ácido clorídrico, vidro, alumínio, plásticos, têxteis, borracha, hidrogênio, celulose e muitos outros produtos químicos, além de estar presente na
composição de 104 dos 150 produtos químicos mais importantes. Os principais usos do sal são mostrados no quadro a seguir.
Neste trecho, predomina a pesca com rede de espera e gancho. A rede de espera é lançada sempre à tarde, em pontos de passagem de algumas espécies de peixes e recolhida ao
amanhecer. O gancho, no local, é empregado para capturar principalmente tainhas. Neste local, não há captura expressiva do camarão.
Segue um panorama da pesca na lagoa de Araruama em 1996. A praia do Siqueira é o principal ponto aglutinador de desembarque do camarão capturado na lagoa. É estimada uma captura semanal de 3.500 kg de camarão.
Aproximadamente 400 pescadores exercem esforço de pesca em 100 embarcações, do tipo bote de fundo chato sem motor, movidas através de uma vara de bambu. Em São Pedro da Aldeia, a localidade de Baixo Grande é um dos principais aglutinadores de desembarque de camarão e peixes. A concentração de pescadores acontece em dois pontos: na ponta do Ambrósio e na praia Linda. Na ponta do Ambrósio, cerca de 100 pescadores exercem esforço de pesca em 25 embarcações, enquanto na praia Linda, esta atividade é desenvolvida por 80 pescadores em 20 embarcações. A captura semanal de camarões nesta localidade é da ordem de 88 kg/dia e de 230 kg/dia de peixes, notadamente a tainha e a
carapeba.
A principal comunidade de pescadores da laguna está localizada em São Pedro da Aldeia, agregando 380 embarcações ( cerca de 1.100
pescadores ). Os pescadores associados a este trecho exploram, exclusivamente, a lagoa, sem realizar incursões ao mar. Em São Pedro da Aldeia, as carapebas, tainhas, carapicus e ubaranas adquirem importância equivalente ao camarão. Foi estimada uma produção média de 42.160 kg/mês de camarão e 5.600 kg/mês de peixes ( computando-se, para o último, apenas as capturas em rede de espera ). A quarta área de pesca localiza-se em Iguaba Grande. Nesta, concentram-se, em especial, nas
proximidades da Patrulha Rodoviária, cerca de 20 embarcações que atendem a aproximadamente 40 pescadores. A pesca concentra-se, em especial, na captura de peixes, sendo a tainha, a carapeba e o parati as espécies de maior ocorrência. Nos períodos mais piscosos, de março a junho, captura-se em
torno de 300 kg/dia de peixe por embarcação. No Município de Araruama, concentram-se cerca de 60 embarcações, que atendem a 120 pescadores. A pescaria é, basicamente, de espécies capturadas em rede de emalhar, das quais se destaca a tainha e a perumbeba. A captura, média por embarcação, foi estimada em 200 kg.
Em pequena escala, observa-se a coleta de mariscos e caranguejos nos mangues de Porto do Carro.
Lagoa de Araruama
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Consumo humano Indústria alimentícia
Indústria química e farmacêutica Recuperação de resinas Indústria têxtil Soda cáustica Cloro Barrilha Celulose e papel Borracha sintética
Indústrias químicas diversas
Refinado Indústria química Outros fins
Fonte: Cisal Usos do sal Pecuária Frigoríficos Charqueadas Salgas Curtumes Prospecção do petróleo
O sal na lagoa de Araruama era conhecido das tribos indígenas, que o colhiam de depósitos naturais. Gabriel Soares de Souza, no seu livro “Tratado Descritivo do Brasil em 1587”, relatou: “por essa baía ( no caso a lagoa de Araruama )
entra a maré muito pela terra adentro, que é muito baixa, onde de 20 de janeiro até todo o fevereiro se coalha a água muito depressa, e sem haver
marinhas, tiram os índios o sal coalhado e duro, muito alvo, às mãos cheias, de baixo da água, chegando-lhe sempre a maré, sem ficar nunca em seco”.
A Carta Régia, de 28 de fevereiro de 1690, proibiu sua produção para proteger os interesses comerciais do Reino de Portugal. Mais tarde, monopólios concedidos a estrangeiros privilegiados
impediam o desenvolvimento da atividade, cuja liberação deu-se apenas após a chegada de D. João VI ao Brasil, por volta de 1808. Por este motivo é que só no começo do Império iniciou-se a produção de sal no país. A primeira salina brasileira foi
construída em 1823 nas margens da lagoa de Araruama. Trata-se da Salinas Perynas, localizada noesporão arenoso, na ponte dos Macacos, cujo empreendedor foi Luís Lindenberg, oficial do exército alemão que chegou ao Brasil em 1822. Sobre o nome da salina paira um aspecto pitoresco. Em 1915, Luis Lindenberg, filho do pioneiro,
escreveu no livro “A História do Sal Fluminense na Lagoa de Araruama” que o nome original da salina era perine, pois o oficial alemão não conseguia pronunciar o português corretamente, e assim dizia
“perine” ao invés de “perene”, dada a permanente produção de sal. As terras para implantação das salinas foram doadas a Lindenberg em 22 de maio de 1824 pelo imperador D. Pedro II, mas somente em 1840 ele obteve o aforamento perpétuo.
CONJUNTO DE tanques de uma salina
Lagoa de Araruama
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Essa iniciativa, contudo, não logrou grande êxito devido a tecnologia empregada, de modo que a produção em escala comercial passou a ocorrer, de fato, a partir de 1870, quando o engenheiro francês Léger Palmer construiu uma salina com tecnologia francesa, em São Pedro da Aldeia, onde hoje se localiza a Salina Mossoró. Em 1885, o português Luis João Gago construiu a Salina “Acahira”, pelos modelos das salinas portuguesas do Aveiro. Com o fim da escravatura, os salineiros recrutam trabalhadores portugueses que, com grande
experiência no serviço, impulsionaram a produção.
Até fins do século XIX, a lagoa de Araruama foi o maior produtor de sal do país. Em 1920, através do Decreto 15.549, de 31 de dezembro, o
Ministério da Guerra autorizou o aforamento dos terrenos de Marinha no entorno da lagoa de
Araruama. A indústria do sal lagunar floresceu após a Primeira Guerra Mundial. Por volta de 1930, havia cerca de 2.100 ha de salinas, divididos em 120 proprietários.
As salinas foram erguidas, principalmente, na orla Sul e Leste da lagoa, nas restingas de Cabo Frio, Massambaba e sobre os esporões das pontas do Costa, dos Macacos, Massambaba, Acaíra e das Coroinhas. Na orla Norte, concentraram-se na costa de São Pedro da Aldeia e no canal de Itajuru. Da Primeira Guerra até a década de 70 do século XX, a produção de sal na borda da lagoa de Araruama oscilou, anualmente, entre 70 mil a 470 mil toneladas, consoante as condições climáticas. Além disso, os produtores estavam sujeitos às quotas estabelecidas pelo Instituto Nacional do Sal e, posteriormente, pela Comissão Executiva do Sal. Da metade dos anos 80 para diante, houve uma queda vertiginosa, tachado pelo historiador Beauclair como “o sal declina sobre o sol”.
Através dos tempos, foram criados no Brasil vários órgãos públicos com a finalidade de organizar e ordenar a comercialização, preço e qualidade do sal. A primeira foi uma repartição surgida em 1641 e extinta em 1852. Em 1940, através do Decreto-lei n° 2.300, de 10 de junho, Getúlio Vargas criou o Instituto Nacional do Sal – INS, com a incumbência de organizar os registros das salinas e dos
estabelecimentos da indústria do sal, e regular e estimular a sua produção e distribuição. No governo de Juscelino Kubitscheck, o INSS foi reorganizado,
SALINAS E seus cristalizadores
passando a denominar-se Instituto Brasileiro do Sal – IBS, mediante a Lei n°3.317, de 13 de maio de 1957. Dez anos depois, em 1967, o Decreto-lei n° 57, de 2 de agosto, instituiu a Política Econômica do Sal, estabelecendo regras relativas à produção,
estocagem, comercialização e industrialização. Este Decreto-lei extinguiu o IBS e criou em seu lugar a Comissão Executiva do Sal – CES, cujo regimento foi aprovado pelo Decreto n° 62.067, de 1 de maio de 1968. A CES, com sede na Cidade do Rio de Janeiro, tinha Inspetorias Regionais nos estados do Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará e Sergipe. Todas as salinas eram obrigadas a se registrar na CES, apresentando para tanto, além de documentos, plantas nas escalas de 1:100 a 1:10.000 assinadas por profissional habilitado do CREA. Além delas, o registro era obrigatório para os distribuidores, beneficiadores, cooperativas, reembaladores,
moageiros e refinarias.
A Comissão perdurou até 1986, quando foi extinta pelo Decreto n° 93.614, de 11 de dezembro, no Governo de José Sarney. Ao longo de sua existência, a CES baixou diversas resoluções, entre as quais uma que previa a construção do “canal das salinas”, na lagoa de Araruama. Uma das mais importantes foi a Resolução 3/71, que oficializou, nacionalmente, as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, que tratavam da
classificação técnica do sal e outros assuntos relacionados à qualidade do produto. O sal é classificado pela ABNT em Tipos I, II, III, Refinado, Extra Refinado e Refinado Úmido, de acordo
Lagoa de Araruama
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Salinas e mar
néis
Fonte: IBGE ( cartas topográficas ), CNA, 1984 - Consórcio Ambiental Lagos - São João
Secretaria de Estado de
Meio Ambiente e
Lagoa de Araruama
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com os teores de umidade, Cálcio ( Ca ), Magnésio ( Mg ), Sulfato ( SO4 ), Sulfato de Cálcio ( CaSO4 ), Sulfato de Magnésio ( Mg SO4 ), Cloreto de Magnésio ( Cl SO4 ) e outras características. Em 1969, através da Resolução n°1, a CES firmou um convênio com o setor de Veterinária da UFF para a montagem e operação de uma salina experimental em Iguaba, que existe até hoje.
Para se construir uma salina são
necessárias três condições básicas: proximidade contígua ao mar, topografia adequada e condições climáticas favoráveis. A região do entorno da lagoa de Araruama é reconhecida como uma das áreas mais propícias para a produção de sal no Brasil, graças a suas características naturais: existência da lagoa que, além de ser salgada tem o nível de salinidade maior que a do mar; o relevo plano, com sol praticamente todo o ano e um baixo índice de pluviosidade.
Em linhas gerais, o beneficiamento do sal é um processo de cristalização realizado em uma série de tanques rasos, usando o calor solar para a evaporação. O Sulfato de Cálcio ( gipsita ou gipso ) é depositado nos primeiros reservatórios e o líquido é evaporado em sucessivos tanques até que os sais de magnésio e potássio comecem a depositar. O sal é recuperado, em seguida lavado com salmoura e empilhado. Para obter gesso, de larga aplicação na construção civil, faz-se a calcinação da gipsita, que com isso perde ¾ de água. De cada tonelada de sal é possível obter cerca de 76 kg de gipsita.
As salinas da lagoa de Araruama compõem-se de uma série de tanques de terra, obtidos por
escavação ou endicamento, onde a água se concentra, lentamente, pela
evaporação natural, até a precipitação do cloreto de sódio. A impermeabilização destes reservatórios é
assegurada por uma fina camada de algas que se formam, naturalmente, com o tempo. Eles podem ser divididos em três tipos, segundo sua função: tanques de carga, evaporadores e cristalizadores. Constituem os primeiros, os reservatórios de alimentação ou depósitos de águas das salinas. Nos segundos, a água evapora até a concentração de 24° Bé, ponto diante do qual o cloreto de sódio começa a cristalizar. Nos últimos, finalmente, se dá a precipitação do sal, permanecendo aí a salmoura até