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DISCLOSURE STATEMENT

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The Genetic Landscapes of Autism Spectrum Disorders

DISCLOSURE STATEMENT

A escolha por pesquisar em tais revistas deveu-se à importância e abrangência do acervo de estudos por elas já publicado. A Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, por exemplo, foi criada em 1944 com o objetivo de reunir estudos relevantes para a área de Educação. É responsável por publicar os estudos realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), além de resultados de pesquisa consideradas relevantes segundo critérios rigorosos e por sua contribuição ao avanço o conhecimento educacional.

Em Aberto é outra publicação ligada ao Inep. Criada em 1981, tem periodicidade

quadrimestral e organizada em torno de temas específicos para discussão. Das seções que apresenta, trabalhamos com a denominada “Ponto de Vista”. Esta seção difunde diferentes perspectivas acerca de um tema escolhido pelo Conselho Editorial.

A Revista Brasileira de Educação é o órgão oficial da Anped e faz circular, desde 1995, estudos inéditos da área de Educação. Contribui significativamente para a socialização de pesquisas no meio acadêmico, permitindo a difusão de parte relevante do conhecimento que vem sendo produzido no nosso país.

A tabela abaixo indica o quantitativo de volumes, números e estudos investigados por nós num período de 10 anos (2006 a 2015)8. Serão expostos também os números de estudos

relativos ao nosso objeto de pesquisa.

Tabela 04: Quantitavo de trabalhos publicados em revistas acadêmicas

Revista Número de Volumes Quantidade de Números Estudos Total relativo à temática Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos 10 30 330 3

Em Aberto 9 18 134 0

Revista Brasileira de Educação 10 33 348 6

Total 29 81 812 9

Fonte: produção da própria autora a partir dos dados obtidos nas revistas científicas

O número de estudos relacionados à nossa temática correspondeu apenas a 2,13% das produções no período analisado. Na Revista Brasileira de Educação, os trabalhos que nos interessaram foram publicados entre os anos de 2008 e 2014. Na Revista Brasileira de

Estudos Pedagógicos,as publicações estão concentradas entre 2010 e 2014. A revista Em Aberto não apresentou discussões de interesse para a pesquisa9.

Os dez trabalhos identificados foram categorizados a partir dos seguintes temas: currículo de cursos de licenciatura (5 trabalhos); formação de professores de matemática (2 trabalhos) e estudos teóricos (2 trabalhos).

Os trabalhos acerca do currículo das licenciaturas apresentam maior destaque. Três desses estudos estavam presentes na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. O mais recente deles foi publicado em 2014 e é de autoria de Sônia Penin (USP), Cláudia Galian (PUC-SP) e Vera Teresa Valdemarin (USP). As autoras investigaram a política curricular que levou à reforma de cursos de licenciatura em Letras (Língua Portuguesa). Os resultados ressaltaram a dificuldade em articular os saberes pedagógicos com o saberes provenientes da área de referência.

Em 2013, a Revista Brasileira de Educação apresentou um estudo sobre o componente curricular Estágio Supervisionado. O autor, Micaías Rodrigues (UFPI) compreende quatro diferentes visões sobre o estágio: a visão legal, a visão dos autores que estudam a temática, a visão dos professores e a dos estudantes de dois cursos de Licenciatura da Universidade Federal do Piauí. A pesquisa revelou que as visões estão em consonância e defendem a ideia de que os docentes são responsáveis por buscar maneiras de aperfeiçoamento do estágio.

No mesmo ano, a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) publicou o estudo de Lenir Maristela da Silva, Francéli Brizolla e Luiz Everson da Silva. Os/as pesquisadores/as propuseram-se a estudar o Projeto Político Pedagógico de licenciatura em Ciências da UFPR Litoral. A pesquisa documental revelou que a instituição inova na sua estrutura acadêmica, rompe com as estruturas tradicionais e traz efetivas transformações nas ações formativas.

Em 2010, a RBEP trouxe um trabalho sobre o currículo do Programa de Formação de Professores da Universidade de São Paulo para os cursos de licenciatura em Ciências Agrárias e Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz” (Esalq) e na licenciatura em Matemática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) de autoria de Maria Angélica PenattiPipitone, Edna Maura Zuffi e Noeli Prestes Padilha Rivas. O estudo das diretrizes oficiais revelou desafios na construção de uma identidade docente na instituição, como também um desafio no desenvolvimento dos

9No ano de 2010 houve uma publicação referente à formação pedagógica, porém estava direcionada à formação continuada de professores/as da educação superior.

conceitos de estágio supervisionado, de prática como componente curricular e de atividades acadêmico-científico-culturais.

O trabalho mais antigo referente à categoria do “currículo de cursos de licenciatura” foi publicado pela Revista Brasileira de Educação, em 2008. As pesquisadoras Maria Inês Petrucci Rosa e Tácita Ansanello Ramos buscaram compreender memórias escolares de estudantes de licenciatura compartilhadas na experiência do estágio a partir dos cheiros e odores que sentiam nas escolas campo de estágio. O estudo revelou a fala nostálgica dos sujeitos e a ideia da escola como lugar de amizade, de encontro, de diferentes possibilidades e oportunidades em termos de socialização.

Textos sobre a formação dos professores de Matemática foram publicados pela Revista

Brasileira de Educação em 2008. O estudo de Maria Tereza Menezes Freitas e Dario

Fiorentini visou investigar como futuros/as professores/as da licenciatura responderam à experiência de uma disciplina de formação matemática que privilegiou o registro escrito. Os dados mostraram aspectos relevantes na presença da escrita para a constituição pessoal e profissional do docente. A escrita reflexiva também permitiu a problematização e ressignificação dos conhecimentos.

O segundo estudo visou descrever e analisar a experiência das aulas compartilhadas por estudantes de licenciatura nas atividades do componente curricular de Prática de Ensino da Matemática (UFMG). As aulas dos licenciandos foram filmadas e um episódio foi selecionado para análise. A experiência evidenciou a importância da prática para a construção de saberes sobre a educação.

“Estudos teóricos” foram publicados pela Revista Brasileira de Educação nos anos de 2009 e 2010. Gustavo E. Fischman e Sandra Regina Sales realizaram uma pesquisa bibliográfica cujo foco era a pedagogia crítica tomada como narrativa redentora nos cursos de formação de professores/as (2010). Os/as autores/as argumentaram que a pedagogia crítica só pode se tornar um discurso político-educacional viável na formação docente quando forem consideradas novas estratégias para além das posições redentoras. Acrescentaram a importância de se abandonar os essencialismos dicotômicos e a figura do “super professor consciente crítico” como agente de mudança educacional.

Um outro estudo teórico foi produzido por Dermeval Saviani (2009) discutiu aspectos históricos e teóricos da formação de professores no Brasil, com ênfase nos problemas. Saviani afirmou que a formação de professores/as não pode ser dissociada do problema das condições de trabalho que envolve a carreira docente, sobretudo no que diz respeito à relação entre as questões salariais e da jornada de trabalho. O quadro analisado pelo autor também reforçou a

dificuldade em garantir uma boa formação e o estímulo para que se busquem cursos de licenciatura em Instituições de Ensino Superior.

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