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d’éléments piézoélectriques

2.2 Design de la structure expérimentale .1Description de la structure instrumentée

2.2.3 Dimensionnement de la poutre

Alguns autores defendem a presença de uma cultura da informação nos programas de formação continuada do professor. Como resultado isto leva a uma nova mentalidade em sala de aula e à presença de novas tecnologias ou formas de produção da informação. Esta nova abordagem está entre as experiências da sociedade contemporânea, e aponta-se que as bibliotecas com recursos de TIC e os PID (unidades de inclusão digital) são como sistemas de aprendizes e que:

o professor, enquanto usuário da informação está ativamente envolvido com a produção e transferência da informação e o profissional da informação é o mediador deste processo, em busca da satisfação das suas necessidades informacionais (BELLUZZO, 2004, p. 31)



tem sido alvo de políticas públicas de governos, da iniciativa privada e de ONGs. Mesmo assim, nas escolas da região de Ribeirão Preto, cidade do Estado de São Paulo, a unidade da federação mais rica do Brasil, tais políticas ainda não surtiram o efeito desejado. Para alçar os estudantes ao universo digital, principalmente os das escolas públicas com menos acesso a computadores em casa, alguns obstáculos ainda persistem, e.g. a falta de equipamentos e de preparo dos professores para levar seus alunos à nova Sociedade, como alerta este jornal:

Somente na rede estadual, neste ano, 2.496 computadores foram distribuídos entre escolas das quatro maiores cidades da região Ribeirão, Franca, São Carlos e Araraquara. A essas máquinas, somaram-se outras distribuídas por programas federais, municipais e privados. Nas escolas da rede estadual de São Paulo, os laboratórios usados pelos alunos também são abertos para a horários sem aula e durante os finais de semana. (jornalista Jean de Souza da FOLHA DE SÃO PAULO-SP-15/11/2009). O fato é que a inclusão digital ainda não é realidade na sala de aula nas escolas públicas em todo o Brasil. A maioria conta com apenas com um laboratório de informática para centenas de alunos, com falhas na assistência técnica e na manutenção dos equipamentos. Outro problema, na visão do Conselho de Educação do Estado de São Paulo, é a falta de preparo do corpo docente que pouco usa o laboratório como instrumento de seu ofício. Ainda existe resistência, principalmente por parte dos professores mais idosos, de acordo com a Diretoria de Ensino de Ribeirão Preto.

As escolas públicas brasileiras, do segundo e primeiro graus, desde a criação do GESAC foi um dos parceiros mais beneficiados com as ações de Inclusão Digital. O número de PID ou Pontos GESAC instalados em Laboratórios de Informática sempre superou 50% do total disponibilizados. Igualmente, vale ressaltar que estes quantitativos forem sempre aquém da demanda reprimida. O Programa Brasileiro de Banda Larga nas Escolas - PBLE, uma iniciativa do Ministério das Comunicações (http://www.mc.gov.br/noticias-do-site/21136-programa-banda-larga- nas-escolas-ja-atende-66-das-escolas-publicas-urbanas-do-brasil) e Ministério da Educação

(http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=823&id=15808&option=com_content&vie w=article) foi uma das principais respostas para enfrentar este desafio.

A questão da alfabetização e do uso das TIC nas escolas brasileiras, especialmente as públicas, tem sido uma preocupação por parte do MEC, e de

outras entidades responsáveis pela educação para a Sociedade da Informação e pesquisadores da área. O Programa Nacional de Informática na Educação, de 9 de abril de 1997, e hoje denominado PROINFO, tem o objetivo de promover o desenvolvimento da informática educativa e seu uso nos sistemas públicos de ensino (1o, 2o, 3o graus e Educação Especial). O Programa já implantou centenas de milhares de computadores nas escolas, ou melhor, Laboratórios de Informática (MARTINS, 2009). Já o Pro-UCA (Projeto UCA – Um Computador por Criança) tem como objetivo ser um Projeto Educacional utilizando tecnologia, inclusão digital e adensamento da cadeia produtiva comercial no Brasil. Vide o site:http://www.uca.gov.br/institucional/.

Existem muitas outras iniciativas, ações e projetos de desenvolvimentos das TIC para Educação, concluídos ou em desenvolvimento, e em praticamente, todos os estados há pelo menos um projeto nas suas secretarias de educação. O mesmo pode-se dizer de municípios maiores, onde se encontra iniciativas e até programas de Inclusão Digital. Lopes (2011) e outros pesquisadores elaboraram uma Pesquisa sobre uso do computador e da internet nas escolas públicas, produzida com apoio da Fundação Victor Civita.

As cidades digitais já são uma realidade no Brasil, que está ultrapassando a fase experimental, pois já existem casos de sucesso em centenas de municípios. O Governo, nos seus três níveis, e a iniciativa privada tem implementado ou fomentado cidades digitais, e sempre as atividades de inclusão Digital são contempladas. CPqD e Momento Editorial lançaram “Índice Brasil de Cidades Digitais”, um trabalho realizado com o objetivo de medir o nível de digitalização dos municípios brasileiros que utilizam as tecnologias da informação e comunicação (TICs). (Vide http://www.cpqd.com.br/imprensa-e-eventos/fatos/299-fatos-185/5539-cpqd-e-

momento-editorial-lancam-o-indice-brasil-de-cidades-digitais-municipios-sao- premiados.html).

Na maioria dos casos citados, os gestores e responsáveis estão ocupados em disponibilizar a infraestrutura de Inclusão Digital, mas as atividades nem sempre são acompanhadas de monitoramento e de alguma sistemática de avaliação. Pesquisadores tem ressaltado a importância que deve ser dada à incorporação dos instrumentos de avaliação educacional, como ressalta o estudo recente de Sorj e Lissovsky (2011, p. 32), com base em pesquisa nas escolas do Estado do Rio de Janeiro.

Este processo irá certamente abrir as portas para lobbies empresariais que atuam na área e que tendem a reduzir o desafio de introduzir novas tecnologias para uma questão simples de criar o software certo. Sem dúvida, as empresas privadas têm um papel a desempenhar, mas há certamente um grande número de produtos de domínio público disponível no Brasil e no exterior que poderia ser colocada em uso e que exigem um processo contínuo de catalogação e avaliação. Nossa tradução. 6

O uso das TIC na educação, como as demais áreas, conta sempre com otimistas, assegurando que o uso de tecnologias permite novas formas de ensino, valoriza as habilidades dos professores e pode dar mais ritmo à aprendizagem individual de cada aluno, bem como permite a inovação, seja nas formas de trabalho colaborativo, ou no uso de redes sociais de aprendizado que superam o tempo o espaço restrito de uma sala de aula (SUAIDEN; OLIVEIRA, 2006).

Já outros pesquisadores (SORJ; LISSOVSKY, 2011) alertam que para as promessas se concretizem na sua plenitude, a estrada à frente, pelo menos para os responsáveis pela administração do sistema escola, será longa e árdua. No seu estudo, tomando como base a amostra 400 escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro, identificou-se as armadilhas a serem evitadas ao longo do caminho. As sugestões e alertas apontada pode ajudar a pôr de lado os obstáculos falsos, muitos dos quais têm sido evocado, várias vezes, para "explicar" as dificuldades das escolas na experiência de incorporação de novas mídias, especialmente computador e Internet.

6This process will certainly open the doors to business lobbies that operate in the area and that tend to reduce the challenge of introducing new technologies to a simple issue of creating the right software. Without a doubt, private companies have a role to play here, but there are certainly a large number of public domain products available in Brazil and abroad that could be put to use and that require an ongoing process of cataloging and evaluation (SORJ e LISSOVSKY, 2011, p.32).