Etude des couches minces piézoélectriques
2.4 Caractérisation de l’empilement réalisé
2.4.3 Caractérisation de la couche PZT
2.4.3.1 Diffraction des rayons X (DRX)
m orfem a. Aronoff considera este pensam ento um a conseqüência de um a visão sim plif icada entre som e signif icado herdado do estruturalism o am ericano;
IV. Que a base de um a teoria m orfológica não pode depender crucialm ente do m orfem a com o base de significado. Neste proposta, Aronoff busca justificar seu m odelo de m orfologia de palavras.
Os processos ou regras de formação de palavras (RFP) são parte da gramática da língua e estão separados da sintaxe. Cabe ao falante acionar
i. Qual o significado de “-fer”? ii. Por que “-fer” não é forma livre?
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uma regra e criar uma palavra a qualquer momento, uma vez que léxico é um sistema aberto. À morfologia cabe dizer quais são essas palavras potenciais da língua, as palavras possíveis de serem acionadas pelas RFPs.
Para a teoria de Aronoff, as palavras gravitam em torno do significado. Algumas são geradas a partir de significados fora dos morfemas, um exemplo para o português é ficante. Por questões pragmáticas e discursivas, a base ficar apresenta um significado diferente de permanecer em local determinado, ou mesmo manter-se em determinada atitude. Na forma atual da língua, o uso aponta para a acepção de alguém que permaneceu junto de outrem, em atitudes de namoro, mas sem o compromisso de estabilidade ou mesmo de fidelidade amorosa. Dentro desta mobilidade no significado original de ficar, ou seja, o significado de ficar namorando alguém sem compromisso futuro, a RFP foi acionada para a produção do substantivo em–
nte, uma vez que a RFP com o X-nte admite o acionamento com verbos da língua, portanto, ficar ficante.
Por outro lado, há também palavras que, depois de derivadas, resultam em significação diferente do previsto pela regra, por exemplo: acabamento
(acabar -mento), embora seja esta a forma nominalizada do verbo acabar,
não se pode dizer que seu significado esteja reduzido somente ao ato de acabar, mas também aos materiais que serão utilizados no procedimento final de uma construção, como os azulejos, as torneiras etc. Em suma, o significado final do processo não se reduz à junção das partes de significado envolvidas no processo de formação.
Quanto à formalização das RFPs, a teoria prevê as seguintes especificações:
I. O conjunto de palavras com as quais pode se operar, cham ada de “base da regra”;
II. Um a m arca sintática ou de subcategorização com a palavra resultante; III. Um a única operação fonológica na sua base;
IV. A carga sem ântica a partir da sem ântica da base da regra.
Se a morfologia está interessada nas palavras possíveis da língua, cumpre também entender por que existem restrições no acionamento de algumas regras. Por exemplo, na RFP que se aciona na formação de formas
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adjetivas em –vel, como, contar contável ou amar amável. No
acionamento da RFP em -vel, há restrições sintáticas que selecionam os verbos de transitividade direta para que seja produzida uma nova palavra.
Somente os verbos transitivos diretos podem produzir adjetivos em–vel18, a
regra X-vel vai atacar somente as bases que lhe são interessantes para o acionamento. Isso quer dizer que as RFPs têm acesso aos traços sintáticos das bases de regra. Da mesma forma que as RFPs acessam os traços sintáticos das bases, elas também alcançam os traços semânticos, fonológicos, pragmáticos e morfológicos. Um outro exemplo de restrição no português é o acionamento da regra des-X, com a base nascer, cujo acionamento produziria *desnascer. Neste caso a regra considerou a semântica da base para a restrição.
Há também traços restritos aos morfemas e que são sensíveis às RFPs,
se a afixação aconteceu adjacente ao morfema. Um exemplo do português é o -vel -bil /___dade, por exemplo: amável amabilidade.
Um conceito bastante interessante para a morfologia de Aronoff é o bloqueio. Segunda esta restrição gramatical, o léxico está arranjado de acordo com as bases. Cada base tem uma fenda, ou um espaço semântico próprio, ocupada por seu significado e não pode ser preenchido com mais de um significado. Desta forma, quando há uma forma pronta em uso na língua, a morfologia não permite que haja o acionamento de uma regra que venha a produzir uma outra forma com aquela mesma base para um mesmo significado. Um exemplo para o português é a palavra inovação que bloqueia a emersão da forma *inovamento. Outra contribuição nova à morfologia dada por Aronoff são as once only rules ou, regras de uma única vez. Elas apontam para uma distinção entre as regras da morfologia e da sintaxe. Para as once only rules, as RFPs da morfologia são acionadas uma única vez e acontecem de uma só vez. Assim, depois de acionada e produzida a palavra, esta passa a ser um item do léxico do falante. Depois de formada e integrada ao léxico, a regra não mais será acionada quando o falante utilizar este item, ela se aciona apenas uma vez na formação da palavra. Todavia, as regras da sintaxe são constantemente acionadas a cada frase enunciada, ou seja, elas são sempre “montadas” à medida que vão sendo enunciadas pelo falante.
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4.7 KIPARSKY E A MORFOLOGIA LEXICAL
Kiparsky (1982) propõe uma teoria morfológica sugerindo uma integração entre os componentes morfológico e fonológico. Por essa razão sua proposta é conhecida como Morfologia Lexical ou Fonologia Lexical, sendo, portanto, aplicável tanto à fonologia quanto à morfologia. Esta relação entre morfologia e fonologia, proposta por Kiparsky, se articula mediante a construção da estrutura morfológica das palavras que, juntamente com as regras fonológicas, vai determinar a pronúncia destas palavras. Ou seja, formas morfológica e fonológica acontecem de maneira integrada. As RFPs, responsáveis por essa articulação, são parte do léxico e, segundo a teoria, estão organizadas em blocos ou estratos e dispostas de forma hierárquica no léxico do falante. Isto quer dizer que há níveis de ordenação entre os estratos e suas respectivas RFPs. Cada um dos níveis oferece diferentes processos e regras morfológicas aos itens lexicais. A ordem desses estratos reflete o grau de complexidade do processo de formação. Desta forma, os processos de níveis mais altos, ou seja, os processos que acontecem na morfologia estrato 1 (S1) terão maior complexidade e os estratos subseqüentes (S2, S3, Sn...) terão essa complexidade reduzida gradativamente.
No modelo da Morfologia Lexical as línguas têm, pelo menos, dois estratos. Os afixos, como parte integrante dos itens lexicais, estão também condicionados em diferentes estratos. Cada um dos estratos traz as regras morfológicas de formação de palavras que, por sua vez, estão distribuídos conforme a complexidade do processo de formação e o grau de modificação acarretado da base da RFP. Em línguas que apresentam somente dois níveis em sua morfologia, os processos e os afixos do estrato 1 são aqueles que acarretam modificações nas bases. Por esta razão, são os afixos “não neutros”. Estes afixos estão mais perto da raiz da palavra e são considerados como uma camada interna da palavra, pois, depois de afixados e prontos, estes se constituem como output do estrato onde ocorreu o acionamento da regra. Mas, considerando a ciclicidade das regras, caso haja mais um afixo a ser acondicionado, o output do estrato 1 (como palavra pronta com base + afixo) passa a input do estrato subseqüente onde se dará o novo processo. O desenho abaixo representa a ordem e as respectivas camadas.
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Um exemplo para o português de uma regra acionada do estrato 1 do
léxico é a X-ecer. O grau de complexidade desta regra envolve processos
parassintéticos e deslocamento do acento da base para o afixo, como em “envelhecer”, “amadurecer” etc. Esta irregularidade e complexidade, na morfologia de nível 1, vai se refletir na produtividade da RFP. Por sua vez, no estrato 2, encontram-se os processos e os afixos fonologicamente neutros e, em línguas com dois níveis, pode-se dizer que estão em oposição aos afixos do estrato 1, uma vez que estes não causam alterações drásticas nas bases, são mais transparentes e regulares. Estes atributos da transparência e da regularidade têm grande importância para a produtividade das RFPs na língua.
Os inputs e outputs de cada estrato são sempre palavras da língua, o que coloca a Morfologia Lexical no âmbito de morfologia baseada em palavra. As regras morfológicas são parte das regras fonológicas e estas, por sua vez, indicam como a estrutura fonológica será pronunciada. A figura abaixo é uma representação do léxico na Morfologia Lexical.
ESTRATO 1
NÃO NEUTROS (afetam a base)
• Base → raiz (input do S1) a ser afixada • Mais perto da raiz da palavra (camada interna)
opose →→→→ oposite input output
ESTRATO 2
AFIXOS NEUTROS E COMPOSIÇÃO