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Difficultés des premiers socialistes en Valais

IV. Le PSV et la société valaisanne (1919 à 1929)

7. Difficultés des premiers socialistes en Valais

A avaliação é vantajosa tanto para os alunos, como para os professores e encarregados de educação. Os alunos podem conhecer a evolução da sua própria aprendizagem e identificar as estratégias que melhor contribuem para o progresso dos seus conhecimentos. Deste modo, aprendem a aprender. Os professores obtêm informação acerca da evolução do processo de ensino-aprendizagem e de todos os fatores que incidem no processo educativo. Os encarregados de educação e familiares dos alunos ficam a conhecer a evolução da aprendizagem dos seus educandos, podendo contribuir desde cedo para o sucesso (Geli in Palacios e León, 2000: 190).

No que diz respeito às estratégias de avaliação, foram realizadas somente avaliações diagnósticas e formativas. Os recursos utilizados como avaliação diagnóstica correspondem aos mencionados no tópico estratégias de iniciação, do ponto “Fundamentação da prática pedagógica”.

Uma das estratégias de avaliação formativa que utilizámos foi a estratégia K-W-L (ver anexo VII). Esta estratégia é utilizada não só para avaliar o conhecimento prévio de um aluno antes de uma unidade, mas também pode ser usado como uma avaliação formativa após uma aula de um dia ou de uma unidade completa. O gráfico é dividido em três categorias que os alunos devem preencher: K - o que eu sei, W- o que eu quero saber e L - o que eu aprendi. Ao completar esta tarefa o aluno vai dar uma noção ao professor onde se encontram os seus conhecimentos anteriores. Além disso, essa estratégia é um grande recurso para o professor se autoavaliar depois de uma aula. Outra das estratégias pedagógicas disponíveis para os professores é o “Conceito Cartoons”. Esta também foi uma das estratégias de avaliação formativa que aplicámos. Através desta estratégia apresentam-se aos alunos um conjunto de ideias alternativas sobre um conceito científico de forma visual (ver anexo XIV). Este é usado principalmente na sala de aula para apoiar o ensino e a aprendizagem em ciências, gerando discussão, estimulando a investigação e permitindo promover no aluno o envolvimento e a motivação.

109 A avaliação formativa foi cumprida em todas as aulas e por isso, aplicada num maior período de tempo. Com função formativa e para se obterem informações mais exatas sobre as aprendizagens e as dificuldades dos alunos, foram registados, pelo professor, as tabelas de verificação (ver tópico “observação e cooperação das atividades educativas”). Os professores ao utilizarem a avaliação formativa, ou seja, uma avaliação para promover a aprendizagem dos alunos estão também a envolvê-los numa autorregulação da sua própria aprendizagem.

As técnicas e instrumentos de recolha de informação que se podem aplicar nas atividades de avaliação são bastante diversas e numerosas, pois existem tantas quanto a nossa imaginação permitir. No entanto, é necessário ter em conta que cada estratégia e técnica de avaliação pode abordar um determinado tipo de informação. Para conhecer e analisar os diferentes componentes do conjunto de aprendizagens dos alunos é necessário utilizar diversos instrumentos (Geli in Palacios e León, 2000: 197). Existem inúmeras técnicas que permitem promover a avaliação para a aprendizagem.

A resolução de exercícios para além de constituir uma estratégia de consolidação de conhecimentos foi ainda utilizada como estratégia de avaliação formativa. Bem como o questionamento oral que para além de constituir uma estratégia de iniciação também ocorreu durante todo o processo de ensino-aprendizagem.

A avaliação formativa não deve ser só usada pelo professor para avaliar a eficácia dos seus métodos de ensino, mas também deve ser usada pelos alunos para autoavaliarem os seus progressos e aprendizagens. A avaliação formativa realizou-se também no final da lecionação dos conteúdos, pelo preenchimento de uma grelha de autoavaliação, por parte dos alunos. Atribuímos as fichas de autoavaliação aos alunos no fim de cada aula, para eles refletirem e avaliarem a sua participação nas atividades de aprendizagem cooperativa. Podendo decidirem como poderiam melhorar essa participação, podendo melhorar e controlar a sua aprendizagem.

A autoavaliação consiste num processo em que o aluno é participante ativo na sua avaliação, este faz a sua avaliação a partir de critérios de sucesso definidos pelo professor ou negociados entre professor e alunos. O aluno reflete sobre o que faz, sobre o motivo de o ter feito e no percurso que está a seguir para que cumpra os critérios de avaliação estabelecidos. Neste sentido, a autoavaliação entende-se por “olhar crítico consciente sobre o que se faz, enquanto se faz e/ou depois de se ter feito” (Simão 2005, citado em Ferreira, 2007: 108). A autoavaliação tem então como finalidade “desenvolvimento da autonomia do aluno através da tomada de consciência gradual dos

110 processos cognitivos, a vigilância da sua execução e o desenvolvimento das estratégias de autoavaliação” (Laveault, 1999, citado em Ferreira, 2007: 109).

Também para o professor a avaliação tem uma função pedagógica, pois informa- o do modo como os alunos evoluem e são recetivos às suas propostas didáticas, permitindo, se for necessário, fazer ajustamentos. (Pais e Monteiro, 2002: 37) Ao professor cabe o papel de mediador, que orienta a autoavaliação dos alunos, através da criação de condições pedagógicas que favorecem a autoavaliação, que permitem a consciencialização do aluno e a autonomia na sua aprendizagem. No processo de avaliação, não nos podemos esquecer que o professor também se deve avaliar, refletindo sobre o seu próprio trabalho, verificando os seus procedimentos e, se necessário, reestruturar a sua prática.

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IV – Conclusões

Neste último capítulo apresentam-se as conclusões do trabalho e da prática educativa. Apresentam-se também as referências bibliográficas que fundamentaram o trabalho realizado e os anexos, dos quais fazem parte os anexos das respetivas planificações, os recursos e materiais utilizados para a lecionação dos conteúdos referidos e utilizados no processo de ensino-aprendizagem e ainda os referentes internos da instituição onde foi realizado o estágio pedagógico.

Conclusão

Ser bom professor consiste em adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estar interessados; a não se lembrarem de que lá fora é melhor.

(Sebastião da Gama in Pais e Monteiro, 2002)

Antigamente predominava a visão empirista, dada a natureza dos currículos das disciplinas do Ministério da Educação. Atualmente verifica-se um maior recurso às abordagens construtivistas, como fonte de investigação, inovação e transformação. Assim, a prática pedagógica e a prática de avaliação deverão superar o autoritarismo e a punição, estabelecendo uma nova perspetiva para o processo de aprendizagem e de avaliação educacional, marcado pela autonomia do educando e pela participação do aluno na sociedade de forma democrática. Partindo destes pressupostos, para que o aluno construa o seu conhecimento e a sua autonomia, é necessário que ele esteja inserido num ambiente em que haja intervenções pedagógicas onde os indivíduos que se relacionam entre si se considerem iguais, respeitando-se reciprocamente. Importante ainda referir que o aluno deve ter oportunidade de participar na elaboração das regras, dos limites, dos critérios de avaliação, das tomadas de decisão, além de assumir pequenas responsabilidades.

Os professores têm de privilegiar as diferentes metodologias de ensino das Ciências adequando-as aos destinatários e aos conceitos envolvidos. As estratégias construtivistas conduzem a um aluno necessariamente ativo, participativo e crítico, onde a aprendizagem da ciência é também uma construção pessoal. As estratégias e ideias aqui mencionadas não devem ser encaradas como regras, ainda que acreditemos na

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A perspetiva construtivista de ensino-aprendizagem apresenta grandes vantagens para o aluno, pois para além de permitir formar pessoas com espírito crítico, participativo e cooperativo, conduzirá a uma maior flexibilidade na elaboração do seu próprio conhecimento, alcançando-se notavelmente uma aprendizagem significativa.

O Estágio Pedagógico foi uma etapa essencial para a nossa formação enquanto professoras, pois permitiu-nos a aplicação dos conhecimentos teóricos obtidos nas disciplinas do plano de estudos, permitiu-nos estar em contacto com a realidade/prática e a concretização de atividades e estratégias de ensino-aprendizagem. Para nós foi importante refletir acerca destes aspetos para uma melhor intervenção futura.

As diferentes metodologias e estratégias selecionadas no decurso da prática pedagógica, bem como a revisão bibliográfica possibilitaram uma melhor preparação para ingressar no mundo do ensino. Como futuras profissionais vamos procurar encontrar as soluções pedagógicas que considerarmos mais adequadas, de acordo com os diferentes contextos em que estaremos envolvidas, de modo a desenvolver ambientes de aprendizagem numa perspetiva construtivista do ensino e naturalmente conducentes ao sucesso.

Podemos ainda concluir que as estratégias e recursos por nós utilizados ao longo do estágio pedagógico tiveram uma participação muito positiva no processo de ensino- aprendizagem, pois através das avaliações por nós realizadas, pudemos comprovar que na generalidade os alunos foram adquirindo as competências cognitivas, procedimentais e sociais.

“Ensinar ciência é efectivamente um trabalho difícil, mas (extremamente) recompensador. As recompensas dos professores estão enraizadas nos conhecimentos que os alunos aprenderam como resultado da sua eficácia como professores.” (Staver, 2007: 25)

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