Fréquence de contact avec les dispositifs sociaux
4. Difficultés de communication et relation médecin-patient
Sendo um dos objectivos deste trabalho o desenvolvimento de um acessório de moda, mais especificamente uma faixa, com um bom desempenho durante o uso e com um design inovador, considera-‐se importante apresentar aqui diversas definições relativas a este tipo de acessório.
$OJXPDVGHILQLo}HVGHFLQWRRXIDL[DWHQGRFRPRIRQWHROLYUR´Moda ilustrada de A a ZµGH Regina Maria Catellani, são as seguintes:
´&LQWR² Tira de couro, tecido ou outro material que cinge a cintura, prendendo e adornando
peças do vestuário como calças, shorts, saias, vestidos etc.µ
´&LQWR-‐jóia ² &LQWRGHPHWDOTXHFRQWpPSHGUDVSUHFLRVDVRXLPLWDo}HVµ
´&LQWXUmR ² Cinto largo, geralmente confecionado em couro, usado desde os primórdios da
civilização para cingir os rins, firmando-‐os para as constantes caminhadas, e também para guardar utensílios junto ao corpo. No decorrer dos séculos, esses cintos contiveram bolsas e FRPSDUWLPHQWRVDQWHVGHRKRPHPXVDUEROVRVHEROVDVµ&DWHOODQL
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´Faixa ² 7LUD FRPSULGD H ODUJD XVDGD HP WRUQR GD FLQWXUD GD FDEHoD RX GR TXDGULOµ (Catellani, 2003: 430)
Nas figuras 2.2 e 2.3 estão ilustrados alguns possíveis tipos de cintos apresentados no referido livro.
Figura 2.2 ² Painel de cintos: cinto pespontado, com 2 fusilhões e presilha trapézio; cinto de couro de jacaré, com presilha arredondada e um fusilhão; cinto preso por gancho e ilhós; cinto em tressê com fivela de um fusilhão curvo em S (Fonte: Catellani ,2003)
15 Figura 2.3 ² Cinto com fivela de chapa (Fonte: Catellani, 2003)
Segundo Antonio Donnanno, no livro ´/DWHFQLFDGHLPRGHOOL$FFHVVRUL0RGD² comerealizzare
ERUVHERUVHWWHFUDYDWWHFLQWXUHJXDQWLVFDUSH7UDWWDWRGLPRGHOOLVWLFDGjEELJOLDPHQWRµ,
o cinto é uma tira de couro, tecido, material sintético ou metal, que é colocado em volta da cintura com o intuito de segurar as calças, as saias ou os vestidos, ou usado como complemento de moda.
Fazendo uma breve retrospectiva, pode dizer-‐se que desde a pré-‐história que os nossos antepassados utilizam o cinto.
No Antigo Egipto, o cinto era um componente do vestuário muito rico e importante. Prova disso são as bailarinas, que quase sempre representadas nuas, usavam contudo um cinto. Na Roma Antiga, existiam vários tipos de cintos, desde os utilizados pelos militares, os usados pelas damas e os dos jovens nobres.
Na Idade Média, os guerreiros colocavam a espada pendurada no cinto, o que significava ser cavalheiro e ter elevada classe social. Já para as prostitutas o uso de cinto era proibido. Por esta altura era normal pendurarem-‐se no cinto pequenas bolsas, chaves, o necessário para a costura, pequenas jóias, espelhos e sininhos.
No século XIII, na lista dos dotes, o cinto era geralmente feito em prata ou prata dourada, sendo frequente este acessório ser oferecido pelo marido à esposa na ocasião das bodas. Um acessório indispensável no vestuário masculino era a corrigia, um tipo de cinto que por vezes era de prata mas não alcançava a beleza dos cintos femininos decorados com pedras preciosas.
No século XIV, os homens utilizavam os cintos para apertar as túnicas, as saias, as túnicas compridas ou as túnicas forradas de pele, na zona da cintura. Os cintos de couro eram por
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vezes decorados com tiras de ouro ou prata, sendo considerados objectos tão preciosos que se guardavam em caixas fechadas.
Um acessório bastante importante usado pelas mulheres eram as scheggiali, cintos em couro ou tecido decorados com pedras preciosas. Estas peças eram consideradas verdadeiras obras de arte em ourivesaria. Tal como os cintos masculinos, tinham uma fivela com um fecho, uma extremidade e tiras.
São as descrições dos inventários dos dotes e outros documentos que fornecem estas informações.
No século XV, o cinto era quase indispensável na indumentária feminina. Usado alto, sob o peito no início do século, passou depois a ser usado um pouco mais abaixo. Os cintos que se usavam eram parecidos com cordões, tipo correntes de couro decoradas com tiras de prata. O cinto masculino continuava a ser um acessório importante, mas não tanto como no século XIV. Os cintos de seda de Genova eram muito famosos, de tal forma que o governo inglês permitiu a sua importação, apesar de ter proibido a importação de sedas estrangeiras em 1455.
No século XV, e no primeiro quarto do século XVI, o cinto usa-‐se alto e não é muito vistoso. Depois passa a usar-‐se um cinto bastante enfeitado, exactamente na linha da cintura, apelidado paternostro, que imitava os rosários. A partir do meio deste século, o cinto feminino usa-‐se mais em baixo e é de uma grande riqueza, com uma ponta comprida e caindo ao centro, praticamente só com uma parte, terminando com uma fita, uma jóia ou uma ponta em ouro.
Figura 2.4 ² Retrato de Caterina Ferrari, primeira esposa de R. Trivulzio, Marquês de Vigevano. De anónimo, por volta de 1560 (Fonte: Donnanno, 2004)
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A partir do século XVIII e até ao final do século XIX, o cinto feminino é constituído por uma fita, mesmo quando é usado sob o peito, com a moda império. Este raramente é de couro, até à chegada do tailleur, quando se começaram a utilizar cintos do tipo masculino para segurar a saia por baixo do casaco (Donnanno, 2004: 112).
Hoje em dia usa-‐se todo o tipo de cintos e das mais variadas formas. A título de exemplo, John Galliano na sua colecção Verão 2010, inspirada nas viagens de Napoleão Bonaparte, além de vários outros acessórios que utilizou para construir este visual, colocou camisas e cintos na cintura a definir a silhueta, tal como ilustrado na figura 2.5.
Figura 2.5 ² Look da colecção Verão 2010, John Galliano, foto Giovanni Giovanni (Fonte:
http://www.stylekf.com/index.php?option=com_content&view=article&id=708:john-‐galliano-‐se-‐inspira-‐ no-‐imperador-‐napoleao-‐bonaparte&catid=3:newsflash&Itemid=101)