1.3 Différents modèles et mécanismes de ségrégation des chromosomes . 24
1.3.2 Différents modèles bactériens d’organisation spatiale du chro-
Conforme descrito, as atividades investigativas sobre a “importância das folhas para as plantas e o ambiente” foram construídas e executadas pela pesquisadora que é professora da turma, junto a alunos do 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola particular do interior do Estado de São Paulo.
Dessa forma, para a obtenção de dados, utilizamos instrumentos de registro oral (gravação em áudio e vídeo), escrito, postagens e fotografias de todo o processo de execução das atividades. Nesse sentido, a professora pesquisadora e os alunos interagiram no desenvolvimento do estudo, prevalecendo uma relação de confiança entre eles.
A metodologia de análise de argumentos está baseada na ferramenta de Suart e Marcondes (2009) que segue os pressupostos de Zoller (1993, 2001 e 2002) e consiste em examinar os argumentos dos alunos para compreender o nível de habilidade cognitiva manifestada por eles. Em sua dissertação, Suart (2008) propôs que, para compreender o nível de habilidades cognitivas desenvolvidas pelos alunos, fossem analisadas as questões-problema elaboradas pelo professor e as respostas dadas pelos alunos. Para analisar as questões propostas pelo professor na forma escrita ou oral, Suart (2008) adaptou o critério de categorias criado por Shepardison e Pizzini (1991) que
denominam os níveis de questão como: “input”, aquelas que requerem do estudante somente recordar uma informação; “processing”, questões nas quais os estudantes fazem relações entre os dados, necessitando relacionar, comparar, contrastar, classificar; e por último, as denominadas “output”, questões que exigem do estudante utilizar não somente os dados para sua resolução, mas hipotetizar, generalizar, criar e avaliar. (SHEPARDISON e PIZZINI, 1991 apud SUART, 2008, p. 75)
Assim, Suart (2008) denominou como P1, P2 e P3 os níveis classificados respectivamente como “input", “processing” e “output”, conforme descreve quadro 4 abaixo:
Quadro 4: Nível de cognição das questões propostas para os alunos
Nível Descrição
P1 Requer que o estudante somente recorde uma informação, partindo dos dados obtidos. P2 Requer que o estudante desenvolva atividades como sequenciar, comparar, contrastar, aplicar leis e conceitos para a resolução do problema. P3 Requer que o estudante utilize os dados obtidos para propor hipóteses, fazer inferências, avaliar condições e generalizar. Fonte: Suart (2008, p. 75).
Já para analisar as respostas dos alunos, Suart (2008) fez uma denominação em que utilizou a letra N, seguida de um número na gradação de 1 a 5, onde cada nível segue as definições de Zoller (1993, 2001, 2002, 2007) para as habilidades cognitivas, de acordo com o quadro 5.
Quadro 5: Nível cognitivo das respostas dos alunos Nível Resposta do tipo ALG
N1 • Não reconhece a situação problema • Limita-se a expor um dado relembrado.
• Retêm-se a aplicação de fórmulas ou conceitos. Nível Resposta do tipo LOCS
N2
Reconhece a situação problemática e identifica o que deve ser buscado.
Não identifica variáveis.
Não estabelece processos de controle para a seleção das informações.
Não justifica as respostas de acordo com os conceitos exigidos.
N3
Explica a resolução do problema utilizando conceitos já conhecidos ou relembrados (resoluções não fundamentadas, por tentativa) e quando necessário representa o problema com fórmulas ou equações.
Identifica e estabelece processos de controle para a seleção das informações.
Identifica as variáveis, podendo não compreender seus significados conceituais.
Nível Resposta do tipo HOCS
N4
Seleciona as informações relevantes.
Analisa ou avalia as variáveis ou relações causais entre os elementos do problema.
Sugere as possíveis soluções do problema ou relações causais entre os elementos do problema.
Exibe capacidade de elaboração de hipóteses.
N5 Aborda ou generaliza o problema em outros contextos ou condições iniciais.
Fonte: Adaptado de Suart e Marcondes (2009, p. 76).
Os argumentos categorizados como do tipo em N1 são respostas do tipo algorítmicas (ALG) que demonstram que o “aluno não compreende o problema ou utiliza para sua resolução apenas dados memorizados, considera-se que esse aluno evocou apenas dados algorítmicos,
elaborando pouco ou nenhum raciocínio lógico para sua resolução” (SUART; MARCONDES, 2009, p. 58). Já os argumentos do tipo N2 e N3 são respostas do tipo LOCS, pois podem apontar que os alunos apresentam pouca demanda cognitiva em suas respostas, mas também podem indicar que o problema a ser investigado não foi compreendido. Por fim, essas autoras classificam os argumentos N4 e N5 como do tipo HOCS, em que o pensamento crítico e avaliativo e a tomada de decisões são exigidos.
... quando o aluno apresenta respostas que envolvem elaboração de hipóteses, análise de variáveis e relações causais, ou seja, pensamentos mais complexos para a resolução de um problema, considera-se que este aluno utilizou habilidades cognitivas de ordem alta, e suas respostas são categorizadas como N4 (HOCS). Um nível maior de complexidade é considerado quando o aluno consegue ultrapassar a situação atual e abordá-la em outros contextos, apresentando as características do nível N5 de habilidades cognitivas. (SUART; MARCONDES, 2009, p. 59)
Tal instrumento aqui tomado como parâmetro teve a intenção de sistematizar a análise relativa a quais habilidades cognitivas os alunos manifestam na resolução dos problemas propostos nas etapas de uma atividade investigativa. Em nosso estudo, estamos expandindo a análise para além do laboratório, ou seja, para todo plano de investigação – teórico e prático – sendo o experimento uma de suas etapas.
Deste modo, entendemos que o uso das ferramentas descritas é coerente com a proposta adotada no desenho metodológico desta pesquisa. Durante o processo de análise, primeiramente transcrevemos e tabulamos as respostas de cada um dos grupos (nove ao todo) em uma planilha Excel de maneira padronizada, onde, cada atividade dispõe das questões-problema lançadas pela professora e as respostas elaboradas por cada grupo.
Em seguida, cada pergunta e cada resposta foi analisada e categorizada de acordo com os critérios dos instrumentos de Suart (2008) quadro 4 e quadro 5, respectivamente (Apêndice J). O detalhamento dessas análises está apresentado no capítulo seguinte (capítulo 7).