I. REVUE DE LITTERATURE
4. Diagnostic paraclinique
4.3 Diagnostic immunologique
A estudante Scarllet Lins, que já atuava como voluntária e também como instrutora de violão e flauta doce no Projeto Acordes I, juntamente com a estudante Camila Melgaço, estudante do Curso Técnico Subsequente em Florestas, que também atuava como instrutora de violão, solicitaram que encontrássemos um meio de dar continuidade às atividades que vinham sendo realizadas, pois faltavam ações primordiais a serem cumpridas para que os objetivos fossem alcançados e o projeto estava prestes a chegar ao prazo final de execução. Ainda no primeiro semestre de 2012 foi lançado um novo edital da Pró-Reitoria de Extensão do IF Baiano (PROEX/IF 03/2012) e nos inscrevemos com outro projeto que pudesse promover a continuidade dos trabalhos. Dessa vez o suporte financeiro era maior do que o do primeiro projeto Acordes, assim como o tempo de execução que era de dez meses, enquanto que o primeiro havia sido de sete.
O professor Joab Jobson, Coordenador do Núcleo de Extensão do campus, apoiou o Acordes desde sua fase inicial e incentivou muito para que nós o relançássemos. O novo edital trazia uma diferença fundamental do anterior: poder incluir outros profissionais no projeto. Com isso, convidei profissionais de outras áreas que faziam parte do quadro docente do campus, entre eles, houve interesse e integração com a professora Laikui Lins, com formação em letras/português, para compor a equipe e auxiliar na coordenação. A interação entre profissionais com diferentes formações poderia enriquecer o trabalho, além de facilitar as funções de coordenação, por isso colegas de outras áreas foram convidados.
A atuação no Projeto Acordes em 2011 evidenciou a necessidade de implantação de ações que proporcionassem maior interação do público interno com a comunidade externa, e essa poderia ser a oportunidade de concretização dessa meta. Sendo assim, acrescentamos aos objetivos desse segundo projeto mais ações que possibilitassem essa integração. No entanto, o objetivo principal continuava sendo o mesmo: conscientizar a comunidade interna da necessidade de termos em nosso quadro docente um profissional da área de música, uma vez que dispúnhamos de acervo de instrumentos musicais e de um grupo de estudantes com aptidão e muito interesse pelo conhecimento nessa linguagem artística.
O projeto foi aprovado e iniciamos as atividades com maior facilidade do que no ano anterior. O grupo de estudantes/pesquisadores estava bem integrado, inteirado das ações necessárias e com objetivos bem definidos. Além de dar continuidade às atividades que já vinham ocorrendo no projeto Acordes inicial, outras diferenciadas foram implantadas nesta etapa. Um exemplo disso foi o contato com o maestro da cidade, Orley da Silva, que nos contemplou com algumas visitas às aulas, nas quais eram trocadas experiências entre ele, estudantes e instrutores. Além disso, o maestro possibilitou o contato com a Camerata Paz e Bem, grupo musical sob sua regência. O grupo é formado por estudantes integrantes do Educandário Paz e Bem, que é coordenado por uma entidade filantrópica administrada pela Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor localizada em Teixeira de Freitas. A primeira apresentação da Camerata Paz e Bem no campus ocorreu no dia quatorze de março de dois mil e doze. Alguns estudantes envolvidos com o Projeto Acordes participaram, integrando-se aos músicos com seus respectivos instrumentos. O evento marcou a finalização da primeira etapa do Projeto Acordes e o início da segunda por meio do novo edital.
Figura 23 – Acordes e Camerata Paz e Bem em apresentação.
Fonte:Flávia Valiate
organização de registros fotográficos e bibliográficos, folders, cartazes informativos, crachás, certificados e outros materiais necessários para o bom andamento dos trabalhos. Esse material deu corpo a um portfólio, de modo a figurar como parte do acervo do futuro laboratório de Arte e da biblioteca do campus, servindo, inclusive, como registro histórico institucional e material bibliográfico para ser consultado por futuros pesquisadores.
A partir da implantação do Projeto Acordes, o grupo participante passou a ser convidado frequentemente para efetuar apresentações musicais em diversos eventos do
campus. Tornou-se rotina ver estudantes nos corredores, pátios e salas de aulas do campus portando instrumentos musicais, formando grupos ou ensaiando para
apresentações musicais ou outros eventos internos e externos. Mesmo aqueles que não estavam integrados ao Projeto Acordes, mas eram músicos, passaram a trazer seus instrumentos e participar dessas ações.
As atividades foram concluídas com êxito, apesar do surgimento de alguns problemas como desacordos entre os bolsistas envolvidos e falta de um profissional da área para apoiar as ações dos estudantes. Por outro lado a verba disponibilizada foi suficiente para a compra de todos os materiais necessários. Ficou evidente a participação ativa e prazerosa dos estudantes, o envolvimento de professores, técnicos e outros servidores do campus. Além disso, a interação entre estudantes de diferentes cursos e professores de formações diversificadas e a demonstração de valorização dos saberes musicais dos envolvidos ficou evidente na comunidade interna e externa do IF Baiano. O Projeto Acordes foi reconhecido e valorizado tanto pela direção do campus quanto pela Reitoria. Uma prova disso foi o fato de ter sido selecionado para representar o instituto no Projeto de Internacionalização da Extensão do Instituto Federal Baiano no
I Congreso Extensión y Sociedad, em Montevideo – Uruguai, em Novembro de 2013.
Durante a execução dessa pesquisa soube por estudantes do campus que, com a finalização das atividades do Projeto Acordes, os estudantes organizaram manifestação solicitando continuidade das atividades em música e contratação de um professor com formação específica na área, para atuar no campus. A Direção do campus informou que tem como meta a contratação de um profissional de Arte na linguagem de música para o
campus.
Sabe-se que os conteúdos básicos da disciplina de artes, são organizados por área, devido ao fato da disciplina ser composta por quatro áreas (artes visuais, música, teatro e dança), e estendemos o
quanto seria importante se tivéssemos, profissionais com perfil para atender a cada uma destas áreas. No momento isto não é possível, assim, com relação à área de música, a direção do campus está verificando a possibilidade de uma contratação de um instrutor para que assim possa atender aos projetos de musicais do campus. Salienta- se que alguns instrumentos musicais já foram adquiridos e que o campus adquiriu também instrumentos para compor uma fanfarra (Genilda Lima, entrevista realizada em 6/12/2014).
A integração dos grupos durante a execução das atividades e quando chegaram à fase de conclusão dos trabalhos foi enfatizada pelos entrevistados que foram unânimes em citar o quanto essa integração foi importante para o bom desempenho dos trabalhos, estendendo-se, em alguns casos, à comunidade interna e externa ao campus. As ações desenvolvidas no decorrer do processo passam a fazer parte da vida cotidiana desses estudantes, assim como a vida cotidiana dos mesmos passa a ser parte integrante das atividades desenvolvidas nos projetos. Quando entrevistados, os estudantes confirmaram que as atividades em Arte, por meio do projeto Acordes, deixaram exemplo do cooperativismo entre os envolvidos direta e indiretamente, como os monitores, instrutores musicais, maestro, grupos musicais externos, entre outros. Julia Coutinho, uma das integrantes do projeto Acordes, declarou o seguinte:
Cooperativismo foi a lição principal do Acordes para mim. Quando os monitores ficavam de olho nos corredores para ninguém atrapalhar nossas aulas; quando os alunos do IF se dispuseram a dar aula no Acordes; quando recebemos apoio do maestro Orley, da Camerata Paz e Bem... Coisas assim. (Julia Coutinho, em entrevista realizada no dia 28 de outubro de 2014).