Contexte territorial : cas d'Itasy
DU DEVELOPPEMENT COMMUNAUTAIRE À LA GESTION COMMUNAUTAIRE À MADAGASCAR
O objetivo principal foi determinar a epidemiologia da violência contra os Enfermeiros que trabalham no serviço de Urgência, a perceção dos Enfermeiros sobre o que constitui a violência, os efeitos da mesma sobre a produtividade, e potenciais estratégias preventivas.
Tratou-se de um estudo transversal que decorreu em 6 serviços de Urgência de 6 hospitais terciários em 5 estados na Nigéria. O estudo decorreu em 2 meses: Outubro e Novembro de 2009, e englobou todos os Enfermeiros certificados a trabalhar nos serviços de Urgência selecionados no momento do estudo. Os Enfermeiros que trabalhavam nos serviços de Urgência de pediatria e de ginecologia e obstetrícia foram excluídos do estudo. Um total de 81 Enfermeiros das 6 instituições envolvidas respondeu ao questionário, correspondendo a uma taxa de resposta de cerca de 90%.
Utilizou-se um questionário semiestruturado sobre a perceção da violência entre os Enfermeiros, que sondava definições de violência dos entrevistados, a sua perceção sobre a epidemiologia, o número de incidentes violentos no último ano, causas da violência e medidas estratégicas disponíveis para a prevenção, o efeito da violência sobre o desempenho no trabalho, satisfação no trabalho e escolha de carreira, e os atributos possuídos pelo Enfermeiros para reduzir, evitar ou prevenir a violência.
O rácio entre homens e mulheres foi de 1: 4. A idade dos Enfermeiros variou de 25- 57 anos, com uma idade média de 39.33 anos. O número médio de anos de pós- qualificação foi 13,2 anos e número de anos de experiência de trabalho no serviço de Urgência foi de 5,3 anos.
A maioria dos entrevistados (81.2%) tinha uma definição correta sobre a violência no trabalho. 88,6% já tinha testemunhado violência no serviço de Urgência contudo, apenas 65,0% tinham sido vítimas diretas. A violência foi na sua maioria praticada por visitantes (familiares ou amigos dos doentes). Homens foram responsáveis pela maioria da violência
(76,6%), depois mulheres (10,4%) e ambos os sexos para 13,0% dos casos. A maioria dos atos de violência teve lugar durante a noite (38,0%).
Apenas 15,8% dos Enfermeiros já foram ameaçados com uma arma. As razões percebidas para a violência nas diferentes instituições consistem nas seguintes (classificadas numa escala de 0 a 5): intoxicação alcoólica (média de 3.75), abuso de substâncias (média de 2.67), a superlotação (média de 3.91), subcontratação de pessoal (média de 3.57), tempos de espera (média de 3.88), pouca ou nenhuma medida de segurança no local (média de 3.69), longa permanência no serviço de Urgência antes da transferência para enfermarias ou outro serviço apropriado (média de 2.92), e disseminação de gangues ou conflito de cultos diferentes (média de 2.79).
Insatisfação no trabalho, perda de autoestima e diminuição da produtividade foram os principais efeitos da violência serviço de Urgência sobre os inquiridos.
Todas as instituições tinham falta de estratégias básicas de prevenção. Dos entrevistados, 74,3% não tiveram qualquer tipo de formação no reconhecimento e/ou gestão de violência. Para aqueles que tiveram algum tipo de formação, 89,5% foi de maneira formal ou seminário, lecionada por organizações não-governamentais, ministérios de saúde, hospitais e instituições de formação.
A maioria dos Enfermeiros não estava satisfeito com o serviço de Urgência que considera não seguro (79.4%), contudo poucos desejavam a transferência para outros serviços. A maioria dos Enfermeiros era da opinião que as seguintes competências dos Enfermeiros poderiam atenuar a violência: disponibilidade (85%), respeito (85%), apoio (53%) e capacidade de resposta (68%).
O estudo incidiu em profissionais de saúde esquecendo o agressor.
Implementação de uma intervenção abrangente para reduzir agressões físicas e
ameaças no serviço de Urgência, Gillespie, Gates, Kowalenko, Bresler, & Succop
(2014)
O objetivo principal deste estudo foi testar a eficácia de um programa para reduzir a incidência de violência no trabalho contra os profissionais de saúde de um serviço de Urgência, efetuada por doentes e visitantes. Os objetivos secundários foram descrever as taxas de violência no trabalho e o número de eventos violentos.
Tratou-se de um estudo quasi-experimental que decorreu em 6 serviços de Urgência: 2 classificados como centros de trauma nível I; 2 classificados como terciários urbanos; e 2 classificados como suburbanos de base comunitária. O estudo decorreu durante 18 meses: 9 meses antes da intervenção e 9 meses depois, e englobou todos os funcionários (ofereceram-se como voluntários 220 funcionários, 209 foram utilizados para a análise estatística). Foi necessária uma amostra estratificada com um mínimo de 160 participantes para se poder ter poder estatístico para testar a eficácia da intervenção.
Foram desenvolvidos 3 inquéritos como método de colheita de dados: um inquérito demográfico usado para colher informações sobre a ocupação dos participantes, idade, sexo, e experiência anterior com violência no trabalho; uma pesquisa mensal para determinar o número de agressões e ameaças físicas experimentadas durante o mês anterior; e uma pesquisa de eventos violentos que era preenchida para cada agressão ou ameaça física identificada nos inquéritos mensais, e que incluía a data do evento, se o agressor era um doente ou visitante, a queixa principal do doente, o sexo do agressor e idade, se o participante relatou o incidente no seu serviço, e se ele(a) recebeu um esclarecimento formal ou informal após o evento.
O programa de intervenção teve 3 componentes: mudanças ambientais; políticas e procedimentos; e educação e formação, que foram implementadas num hospital, que serviria posteriormente para comparação. Os 6 serviços de Urgência concordaram em não implementar novas políticas, procedimentos, formação ou mudanças ambientais relacionadas com violência no local de trabalho durante o período de estudo.
Os participantes eram principalmente do sexo feminino, Enfermeiros, e trabalhavam em centros de trauma nível I. A idade média dos participantes foi de 37,3 anos. A maioria dos participantes tinha sido ameaçado ou agredido pelo menos uma vez durante os 18 meses da colheita de dados. Foram relatados 1333 eventos nos inquéritos mensais e 832 nas pesquisas de eventos violentos.
A maioria das agressões (96%) e das ameaças físicas (86.3%) foram cometidas por doentes. Ambas ocorreram mais comumente quando o doente estava a ser tratado por uma condição psiquiátrica (34% para agressões e 28% para ameaças físicas) ou por abuso de substâncias (18% para agressões e 23% para ameaças físicas).
Doentes com diagnóstico de dor tiveram uma menor percentagem de agressões do que o esperado, enquanto a alteração do estado mental teve a maior percentagem de agressões (P.0001). Os agressores com mais de 70 anos foram responsáveis pela maior percentagem de agressões mas por menos ameaças (P.0001). As mulheres foram responsáveis por mais agressões e os homens por mais ameaças do que o esperado
(P.0001). A hora do dia em que ocorreu o evento violento não foi significativa; destaca-se que a maioria das agressões e das ameaças ocorreu entre meio-dia e meia-noite (70% e 63% respetivamente).
A maioria dos participantes não completou um relatório formal das agressões e das ameaças físicas (60% e 62% respetivamente); e a maioria também não recebeu qualquer esclarecimento formal ou informal (88% para as agressões e 89% para as ameaças físicas). Das agressões relatadas 20% resultaram em ferimentos.
A hipótese de que os locais de intervenção teriam uma redução significativamente maior de eventos violentos em comparação com os locais de comparação, não foi comprovada. Contudo é importante notar que 2 dos locais de intervenção tiveram uma diminuição significativa de eventos violentos [especificamente, o serviço de Urgência classificados como suburbanos de base comunitária demonstrou uma redução significativa na taxa de assaltos (de 0.20 a 0.11, P.05) e o serviço de Urgência classificados como centros de trauma nível I tive uma diminuição significativa nas ameaças físicas (de 0.60 a 0.47, P =. 002)].
Os resultados sublinham que a eficácia de programas de prevenção se baseia, não só em estratégias que examinem os fatores de risco relacionados com os doentes, funcionários, e programas de empregador, mas com a participação dos trabalhadores, compromisso de gestão e apoio.