3.2 Proofs
3.2.7 Detailed proof of Theorem 22
Por serem importantes recortes dos currículos de cada curso, as matrizes curriculares precisam ser levadas em consideração e observadas numa proposta de construção de um currículo integrado. Nesse sentido, esta subseção apresenta tais matrizes levando em consideração as especificidades e as generalizações, ou seja, o que cada matriz tem em comum, independentemente do curso e o que elas têm de divergentes.
Cada curso possui matrizes curriculares específicas, ainda que compartilhem da base comum e da base diversificada. Por conta disso e para melhor facilitar a leitura das disciplinas que os cursos apresentam em comum, segue no quadro 5 um demonstrativo das referidas disciplinas em cada uma das bases:
Quadro 5 – Disciplinas comuns aos cursos técnicos
Cursos ofertados Disciplinas da base comum Disciplinas da base diversificada Disciplinas da base profissional Agronegócio Edificações Finanças Mecânica Língua Portuguesa; Artes; Inglês; Espanhol; Educação Física; Química; Física; Biologia; Matemática; História; Geografia; Filosofia e sociologia.
Horário de Estudo; Projeto de Vida; Empreendedorismo; Formação para a Cidadania; Projetos Interdisciplinares; Mundo do Trabalho e Estágio Supervisionado (Mediação).
Informática Básica e Estágio
Supervisionado.
Fonte: Elaborado pelo autor a partir das Matrizes Curriculares dos Cursos Técnicos.
Em relação às disciplinas que não são comuns aos cursos, estas se concentram na base profissional do currículo. Vejamos, pois, no quadro 6, as disciplinas ofertadas por curso:
Quadro 6 – Disciplinas técnicas para cada curso
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Currículo ensinado: Aquele que é praticado independentemente se é o oficial. Currículo oculto: Aquele que é praticado pelas relações de convivência e de ensino e aprendizagem. Contexto curricular: Aquele que está relacionado com as condições de materialização do currículo.
Cursos Disciplinas técnicas
Agronegócio Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional; Princípios de Agronegócio e Práticas de Convivência com o Semiárido; Fundamentos do Agronegócio; Manejo da Água e do Solo; Olericultura; Floricultura; Fruticultura; Mercado e Comercialização Agrícola; Qualidade e Certificação; Aquicultura; Outros Agronegócios; Ovinocaprinocultura; Bovinocultura; Sistemas Agrossilvopastoris; Planejamento e Gestão Rural; Projetos e Empreendedorismo Rural; Associativismo e Cooperativismo e Extensão Rural.
Edificações Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional; Desenho Técnico; Mecânica dos Solos; Higiene e Segurança do Trabalho; Canteiro de Obras; Locações Topográficas; Materiais de Construção; Resistência dos Materiais; Desenho Arquitetônico I; Projeto de Estrutura; Projeto Hidrossanitário I; Projeto Elétrico I; CAD; Patologia das Construções; Meio Ambiente e a Sustentabilidade na Construção; Desenho Arquitetônico II; Projeto Hidrossanitário II; Projeto Elétrico II; Especificações e Orçamentos e Técnicas de Construções.
Finanças Introdução ao Curso Técnico e Ética Profissional; Noções de Administração; Introdução à Economia; Contabilidade Básica; Contabilidade de Custos; Matemática Financeira; Legislação Empresarial e Tributária; Administração do Capital de Giro; Mercado de Capitais; Informática Aplicada à Gestão Financeira; Administração Financeira; Contabilidade Gerencial; Plano de Negócios; Finanças Públicas e Auditoria e Controladoria.
Mecânica Ciências Aplicadas; Materiais para Construção Mecânica; Higiene e Segurança do Trabalho; Leitura e Interpretação de Desenho Técnico; Gestão da Qualidade; Metrologia Dimensional; Elementos de Máquinas; Lubrificação Industrial; Gestão da Manutenção; Eletroeletrônica Básica; Acionamentos Hidráulicos e Pneumáticos; Instalações Elétricas Industriais; Tecnologia Mecânica; Usinagem com Máquinas Convencionais; Processos de Soldagem; Manutenção Mecânica de Máquinas e Equipamentos; Resistência dos Materiais; Processos de Fabricação Mecânica; Desenho Mecânico; Desenho Auxiliado por Computador; Comando Numérico Computadorizado e Gestão da Produção.
Fonte: Elaborado pelo autor a partir das Matrizes Curriculares dos Cursos Técnicos.
Ao todo, os cursos técnicos em Agronegócios, Edificações, Finanças e Mecânica apresentam uma carga horária curricular de 2.620 horas das disciplinas da base regular do currículo cada um.
O que diverge é a carga horária destinada para a Base Profissional e a Base Diversificada. O curso de Agronegócio destina 1.500 horas da base profissional e 1.280 para a base diversificada do currículo, o curso de Edificações destina1.600 horas para a base profissional e 1.180 para a base diversificada, o curso de Finanças destina 1.000 horas para a base profissional e 1.780 para a diversificada e o curso de Mecânica destina 1.520 horas para a base profissional e 1.260 horas para a diversificada. É importante destacar quem em todos eles, a carga horária total do curso equivale a 5.400 horas distribuídas nas três séries do Ensino Médio.
Nesse contexto, vale ressaltar que os professores da base comum dão aulas, de acordo com suas disciplinas, em todos os cursos. O professor de Língua Portuguesa lotado no 3º ano de Agronegócio também dá aulas nas turmas de Edificações, Finanças e Mecânica, por exemplo.
Já os professores da base profissional dão aulas apenas nos cursos e disciplinas específicos. Quanto à base diversificada, ela é composta por professores que também são da base comum e recebem formações específicas para cumprirem suas atribuições. As aulas de Empreendedorismo, por exemplo, são dados pela professora de Espanhol e esta já participou de 03 cursos de formação em empreendedorismo ofertados em parceria entre a Secretaria da Educação do Ceará e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
Ainda se faz necessário destacar que as cargas horárias dos professores são diferenciadas: todos os da base comum são contratados por 40h semanais distribuídas nas turmas, independentemente do curso. Porém, a lotação desses em efetiva regência de sala, normalmente não é a mesma. O professor de Inglês, por exemplo, tem 01 aula em cada turma (12 aulas) mais 02 aulas de Mundo do Trabalho nas turmas de 1º ano (08, ao todo) e mais 05 horas/aula para desempenhar as funções de Diretor de Turma do 3º de Mecânica. Assim a carga horária de efetiva regência dele é de 25 horas e as 15 restantes são utilizadas para planejamento e hora-atividade. Já o professor de Geografia tem 02 aulas em cada uma das turmas o que faz com que a lotação de efetiva regência seja de 24 horas e que as de planejamento e hora-atividade sejam de 16.
Quanto aos professores da base profissional a lotação deles se dá da seguinte forma: cada curso tem um coordenador, com formação específica, contratado por 20 horas para desempenhar as funções que lhes são atribuídas. Esse mesmo coordenador pode assumir a regência de sala e, à medida que tenham 04 aulas de regência, têm 01 hora para planejamento. Logo, os professores técnicos não são, necessariamente, contratados por 40 horas e a carga horária deles para planejamento é distribuída proporcionalmente a quantidade de aulas de regência. Além dos coordenadores, também são contratados por 100 horas semanais os Orientadores de Estágio e estes também podem assumir regência de sala.
Nesse sentido, as matrizes curriculares definem, entre outras coisas, as contratações e as lotações dos professores, a carga horária para cada disciplina e a própria distribuição dos horários de funcionamento e rotina da escola. A próxima subseção trata do cerne do caso de gestão aqui estudado que está relacionado com os desafios da integração curricular no âmbito da Escola Estadual de Educação Profissional Dario Catunda Fontenele.
1.3.4 Práticas curriculares na EEEP Dario Catunda Fontenele: a dimensão formal X