As redes sociais mediadas por tecnologias digitais são reflexos da sociedade atual e, principalmente, de seus hábitos e costumes. Podemos aqui afirmar, entretanto, que apesar das relações em ambiente presencial serem projetadas em ambiente virtual, algumas particularidades podem ser apontadas e ressaltadas no contexto virtual. Limitações nesta interação também são ressaltadas, e muitas vezes impossibilitam que as relações entre membros do grupo se deem de forma plena, tal qual observamos nas relações face-a-face. Desta forma, apresentamos adiante algumas características destas interações – presenciais e mediadas por tecnologias digitais.
O entendimento do conceito ‘interação’ é fundamental para os estudos relacionados à comunicação mediada, uma vez que a interatividade é característica presente nas relações sociais que podem se desenvolver, estender-se ou maximizar-se nos ambientes on-line, via dispositivos de comunicação como o telefone celular ou ambientes digitais como as redes sociais na internet. Deste modo, a abordagem conceitual desse fenômeno complementa a discussão em torno da Socialidade suportada por estes ambientes que emergiram na atualidade.
Propomos inicialmente uma contextualização do conceito de interação, analisada brevemente sob a ótica de algumas áreas das ciências humanas e sociais, a fim de se compreender como os outros saberes utilizam-se deste conceito, bem como qual significado ele denota, para que - a partir desta compreensão - possamos analisar tais manifestações agregadas aos ambientes on-line.
No campo da biologia, a interação entre componentes é muito presente, principalmente no que tange às explicações genéticas, porém destacam-se também estudos das interações intermoleculares na química, interação medicamentosa na farmacologia, entre outros. Mas é nas áreas das ciências humanas e sociais que encontramos parâmetros satisfatórios à análise proposta.
A antropologia também se ocupa em tentar compreender este fenômeno, destacando a interação entre culturas na formação de civilizações. Apesar de analisarem a interação de forma bem específica, ela é vista por diversos saberes como relações e influências mútuas entre fatores e cada um deles pode vir a alterar o outro, ou mesmo a si próprio ou a relação entre eles.
Todavia, os conceitos de interação que se aproximam deste estudo são os abordados pela filosofia e pela sociologia. Aspectos estudados na filosofia da linguagem conectam-se aos pressupostos de interação social, tendo relação/afinidade com alguns autores clássicos como Arthur Schopenhauer, Friedrich Hegel, Immanuel Kant, Gottfried Leibniz, John Locke, Friedrich Nietzsche, Charles Sanders Peirce e Michel Foucault, refletindo sobre a importância destes aspectos analisados em conjunto.
Primo e Cassol (2006) destacam que existem diversas abordagens sobre interação, as quais se concentram na totalidade da experiência e na riqueza da natureza – o pragmatismo. Esta ótica analisa a humanidade não como mera espectadora, separada da natureza, mas como
um fator constante e criativo, interagente com ela. O não reconhecimento dessa interação prejudicaria o pensar sobre a existência humana. E a sociologia aborda a interação, enfatizando as relações sociais, além dos impactos nas normas sociais como regras e modelos imaginados de conduta, que influenciam estas interações na sociedade.
Desta forma, é a partir da ideia de relações sociais, que analisaremos as interações ocorridas via telefones celulares, buscando apontar algumas características específicas que serão descritas mais adiante, neste estudo. Por hora, nos restringiremos a verificar aspectos da interação humana em sua essência pura e, adiante, discorreremos sobre a interação em ambientes mediados.
A interação humana, também denominada interação social, é basicamente definida como uma ação social, mutuamente orientada, de dois ou mais indivíduos em contato. Distingue-se da mera inter-estimulação, pois envolve significados e expectativas em relação às ações de outras pessoas. Podemos dizer que a interação é a reciprocidade de ações sociais (LAKATOS e MARCONI, 1999).
Os estudos de Blumer tiveram grande impacto nas pesquisas em comunicação, fomentando a necessária discussão sobre interação humana. O interacionismo simbólico, amplamente discutido pelo autor e a concepção que sustenta uma de suas principais teorias, vê os significados sociais como produtos, como criações que são formadas através da definição e das atividades de interação entre as pessoas. Embora o significado das coisas seja formado no contexto da interação social e seja obtido pela pessoa a partir dessa interação, é uma aplicação do significado de forma derivada.
Esta utilização de significados pelas pessoas ou ‘atores’ - termo utilizado por Blumer (1969) - ocorre através de um ‘processo de interpretação’. Este processo tem duas fases distintas: primeiro, o ator indica para si mesmo as coisas sobre as quais ele está agindo, chamando a atenção para as mesmas; em segundo lugar, por força deste processo de comunicação consigo próprio, a interpretação se torna uma questão de manipulação de significados. O ator seleciona, verifica, suspende, reagrupa e transforma os significados à luz da situação em que ele é colocado e da direção da sua ação.
Para o autor, o termo ‘interacionismo simbólico’ tem entrado em uso como um rótulo para uma abordagem distinta relativamente ao estudo da vida humana em grupo e conduta
humana. Assim, o conceito de interacionismo simbólico é construído em torno destas conexões em geral.
A partir daí ele conduz à ideia de que o interacionismo simbólico repousa, em última análise, em três simples premissas.
A primeira premissa é que os seres humanos atuam nas coisas com base nos significados que essas coisas têm para eles. A segunda premissa é que o significado de tais coisas é derivado, ou decorre de uma interação social. A terceira premissa é que esses significados são manipulados, e modificados através de um processo interpretativo utilizado pela pessoa ao lidar com as coisas que ele encontra e criar um consenso (BLUMER, 1969, p.2).
A posição do interacionismo simbólico, portanto, é de que os significados que as coisas têm para os seres humanos são centrais no seu próprio direito. Contornar o significado em favor dos fatores alegados para produzir o comportamento, é visto, então, como uma negligência grave ao papel do significado na formação do comportamento.
É importante ressaltar que Blumer tem como foco de seu estudo cinco pontos que George Herbert Mead10 aponta em seu trabalho e que foram fundamentais à construção da ideia de Interacionismo Simbólico: o Self; a ação; a interação social; os objetos e as ações conjuntas. Quanto ao self, Mead (1972) interpreta o homem como sendo um ator que pode tanto interagir com os outros quanto consigo mesmo. Já em relação à ação, o autor afirma que a mesma é desenvolvida num processo dinâmico para com o mundo, ao invés de ser mera estrutura psicológica previamente existente, ativada por fatores incidentes àquela estrutura. No que tange à interação social, ele enfatiza uma diferenciação entre Interação Simbólica e Não-Simbólica. A primeira estaria permeada por símbolos, sendo, então, interpretada. A segunda alicerça-se na ideia de que podemos interpretar gestos que são puramente reflexivos e nos comportar de acordo com isso, não contendo simbologia. Em relação aos objetos, Mead apud Blumer (1969) aponta que sua natureza é construída com base em sua significação, e esta depende de quem se refere a eles, isto é, todos os objetos são produções sociais. Por fim, as ações conjuntas seriam padrões de comportamento e interações entre os homens que coexistem no mesmo mundo e são o foco principal do estudo do interacionismo simbólico,
10
Precursor dos pressupostos que embasaram o que viria a ser denominado posteriormente por Blumer (1969) de ‘Interaciosnismo Simbólico’, conceito discutido no decorrer do artigo.
por serem o mais fértil veículo para as transformações interpretativas causadas pelo processo de interação.
Deste modo, Blumer (1969, p. 8) discute sobre estas duas formas de interação social que são denominadas, respectivamente, de “interação não-simbólica” e “interação simbólica”. Tais formas de interação possuem algumas características opostas. Na sua essência, porém, ambas são parecidas. A primeira ocorre quando se reage diretamente à ação de outro fator, sem que se interprete tal ação. Isso pode ser analisado como puro reflexo. A segunda, por sua vez, implica na interpretação dos atos, isto é, há uma carga simbólica muito grande e a interação vem repleta de significados e de subjetividade.
É a partir destes pressupostos que a abordagem do interacionismo simbólico surge no pensamento de Blumer: os seres humanos agem em relação ao mundo baseados no sentido que os mesmos conferem às coisas, sentido este produzido através do processo de interação social. Berlo (1999) identifica que existe uma relação de interdependência na interação, onde cada agente depende do outro, cada um influencia o outro. Alerta, porém, para a limitação em enxergar a interação apenas como ação e reação, isto é, as pessoas não funcionam da mesma forma e não se deve ter uma visão linear deste processo. Assim, é impossível conceber a constituição do self fora da experiência social, apartada da interação entre indivíduos.
Refletindo sobre o self e sendo uma das fontes de origem do pensamento blumeriano, Mead apud Blumer (1969), afirma que vê o ser humano como um organismo que cria sua relação para transformar o mundo, e dá um caráter único à sua ação. Pode-se considerar que o ser humano têm concepções de si mesmo e comunica-se consigo próprio. Estes tipos de comportamento implicam que o ser humano pode se tornar o objeto de sua própria ação. Esta auto-interação assume a forma de fazer suas próprias indicações para si, satisfazer estas indicações, passando para a confecção de mais indicações.
Aproximando-se a esta visão sobre interação, Gahagan faz reflexões sobre o processo de interação e, inclusive, tece argumentos sobre a visão de Blumer, em sua obra. Gahagan (1980, p. 21) salienta que a conduta social é possibilitada pela comunicação, e reforça que “o homem - como sistema social - tem suficientes pontos biológicos em comum com outras espécies”, porém sua interação com outros é apenas um produto de sua herança biológica. A partir daí, evidencia-se a importância da comunicação na interação social, fator que difere dos demais tipos de interação abordados em outras áreas do conhecimento.
O interacionismo simbólico baseia-se num número de ideias básicas, ou ‘imagens origem’. Estas imagens, segundo Blumer (1969) referem-se à raiz e descrevem a natureza das seguintes questões: os grupos humanos ou sociedades, a interação social, os objetos, o ser humano como um ator, a ação humana, bem como a interligação das linhas de ação. Na percepção de Mead (1972), os seres humanos vivem em um mundo ou ambiente de objetos, e suas atividades são formadas em torno dos mesmos. Esta declaração se torna branda, e é muito significativa quando se percebe que, para Mead, os objetos são construções humanas, e não entidades ‘auto-existentes’, intrínsecas na natureza.
Assim sendo, argumenta Mead apud Blumer (1969), há vários pontos importantes na análise de objetos. Em primeiro lugar, a natureza de um objeto é constituída pelo significado que ele tem para a pessoa ou para o grupo. Em segundo lugar, este significado não é intrínseco ao objeto, mas decorre da forma como a pessoa está inicialmente preparada para agir em relação a isso. Em terceiro lugar, os objetos - todos os objetos - são produtos sociais, na medida em que são formados e transformados pela definição dos processos que ocorrem na interação social.
Blumer (1969), tenta trazer à tona uma gama de particularidades intrínsecas ao interacionismo simbólico, a partir dos parâmetros iniciais de Mead. Para Blumer, quanto à natureza da sociedade humana, os grupos humanos são vistos como sendo compostos por seres humanos que estão envolvidos na ação. Esta consistirá de todas as espécies de atividades que os indivíduos realizam em sua vida, de que modo eles encontram um ao outro e como eles lidam com a sucessão de situações, confrontando-as. Assim, os grupos de pessoas estão sempre entrando em co-ação. De acordo com Blumer (1969), grupos de pessoas ou sociedades só existem ‘em ação’ e, dessa ação, resultariam tanto a cultura - que é derivada das coisas que as pessoas fazem – quanto a estrutura social, composta de relacionamentos e formas de agir das pessoas, umas com relação às outras.
Já em suas reflexões sobre a natureza da interação social, Blumer (1969, p. 7-8) salienta que as atividades de um indivíduo ocorreriam em resposta ou em relação às atividades de outro.
A vida em grupo necessariamente pressupõe interação entre os membros do grupo, ou seja, a vida social consiste na interação dos indivíduos com as outras pessoas. O interacionismo simbólico não se limita a dar um caráter cerimonioso à interação
social. Ele reconhece a interação social como sendo de vital importância para o seu próprio direito. Esta importância reside no fato de que a interação social é um processo que ‘faz a conduta humana’, em vez de ser meramente um meio ou uma definição para a expressão ou liberação da conduta humana.
Em seguida, o autor reflete sobre a natureza dos objetos, afirmando que a posição do interacionismo simbólico é de que os ‘mundos’ que existem para os seres humanos e para os seus grupos, são compostos de ‘objetos’ e de que esses objetos são o ‘produto’ da interação simbólica. Disto resulta que, a fim de compreender a ação das pessoas, é necessário identificar seu ‘mundo de objetos’. Estes objetos poderiam então ser físicos, sociais e abstratos. Sua natureza dependerá estritamente de quem interage com eles, pois não possuem status sólidos e variam com as indicações e definições que as pessoas fazem sobre eles.
Blumer (1969) entende ainda que o ser humano age como um organismo. Assim, o interacionismo simbólico reconhece que os seres humanos devem ter uma composição que se ajuste à natureza da interação social. O ser humano é visto como um organismo que não só responde aos outros sobre o “não-simbólico”, mas com um nível que retorna a outras indicações e as interpreta.
A partir de tais pressupostos,o autor argumenta que a capacidade do ser humano de fazer indicações para si mesmo dá um caráter distintivo à ação humana. Isso significa que a pessoa humana confronta-se com um mundo que ele deve interpretar no sentido de agir, em vez de um ambiente ao qual ele responda por causa de sua organização. Fundamentalmente, a ação por parte de um ser humano consiste em ter em conta várias coisas que ele observa e como ele as interpreta, forjando uma linha de conduta sobre a base. Isso faria parte da natureza da ação humana, afirma Blumer (1969).
Cabe destacar que, na percepção de Blumer (1969), a vida humana é constituída por grupos, e existem linhas de ação para si e para os membros do grupo. Essa articulação das linhas de ação dá origem e constitui a ‘ação comum’ - uma organização social de conduta de diversos participantes em seus diversos atos.
Uma ‘ação comum’, enquanto constituída por diversos componentes e atos que entram em sua formação, é diferente de qualquer um deles e de sua mera agregação. Vários comentários estão em ordem com relação a este claro regime. Em primeiro lugar, não se trata das extensões da vida em uma sociedade humana ou em qualquer sociedade humana, mas é
uma expressão pré-estabelecida de formas de ação conjunta. A segunda observação sobre a interligação que constitui uma ação conjunta refere-se à ligação de ação alargada que compõe a vida do grupo humano. A terceira importante observação que precisa ser feita, é a de que qualquer instância de uma ação conjunta - quer recém-formada ou estabelecida de longo prazo – surge, necessariamente, a partir de um fundo de ações anteriores dos participantes (BLUMER, 1969).
Contribuindo com esta visão sobre interação, Gahagan tece reflexões a este respeito, argumentando, em sua obra, sobre a visão de Blumer. Gahagan (1973, p. 21) salienta que a conduta social é possibilitada pela comunicação e reforça que “o homem como sistema social, tem suficientes pontos biológicos em comum com outras espécies”. Sua interação com os outros, porém, é apenas um produto de sua herança biológica. E, a partir daí, evidencia-se a importância da comunicação na interação social, fator que difere dos demais tipos de interação abordados em outras áreas do conhecimento.
Em estudos não tão recentes como os de Blumer e Gahagan, muitos dos conceitos e pensamentos abordados sobre interação social não enfocam ou, mesmo, não fazem menção à interação mediada. Naqueles estudos, os aparatos de comunicação eram bem restritos, diferentemente dos estudos contemporâneos, que evidenciam bem mais este processo, até mesmo por contar com tecnologias de comunicação cada vez mais utilizadas pelos indivíduos. Apesar de sabermos da existência da interação mediada antes mesmo da internet, as teorias mais antigas não enfatizam esta modalidade. No entanto, as teorias em torno da interação mediada por tecnologias digitais vêm se fortificando paulatinamente.
Embora a interação mediada por artefatos digitais possa apresentar particularidades em relação à interação face-a-face, ressalta Santos (2002, p. 102), que “seu ponto de partida analítico ainda é a interação não-mediada”, ou seja, parte considerável dos problemas presentes na interação presencial é também encontrada na interação mediada.
Apesar de não enfocar especificamente os meios digitais de comunicação como a internet, Thompson (2002) se preocupa em entender o processo de interação. Com essa análise, podemos embrenhar-nos na compreensão da interação mediada, percebendo que, apesar de ainda não desenvolver sua teoria enfocando as novas tecnologias digitais como a internet e os telefones celulares, o autor apresenta argumentos que podem ser aplicados aos mesmos. De acordo com seu pensamento, o desenvolvimento dos meios de comunicação
afetou os padrões tradicionais de interação e “as novas formas de interação que se estendem no espaço ou até mesmo no tempo, oferecem um leque de características que as diferenciam da interação presencial” (THOMPSON, 2002, p. 81). Assim, aponta três tipos de interações típicas das sociedades modernas (quadro 1): A ‘interação face-a-face’; a ‘interação mediada’ e a ‘quase-interação mediada’.
Características
interativas Interação face-a-face Interação mediada
Quase-interação mediada Espaço-tempo Contexto de co- presença; sistema referencial espaço- temporal comum Separação dos contextos; disponibilidade estendida no tempo e no espaço Separação dos contextos; disponibilidade estendida no tempo e no espaço Presenças simbólicas Multiplicidade
simbólica Limitação simbólica Limitação simbólica
Orientação / característica Orientada para receptores específicos / Dialógica Orientada para receptores específicos / Dialógica
Orientada para número indefinido de
receptores / Monológica
Quadro 1: Tipos de interação Fonte: Adaptado de Thompson (2002).
A interação face-a-face acontece num contexto que o autor denomina co-presença, isto é, os interagentes estão presentes e partilham um mesmo sistema referencial de espaço e tempo. Outra característica desta modalidade é a multiplicidade de deixas simbólicas para transmitir mensagens e também interpretar as que cada um recebe do outro. Desta forma, uma expressão facial ou corporal pode complementar o diálogo ou até mesmo dar outro tom a uma palavra verbalizada.
No que se refere à interação mediada, são enfatizados, na obra de Thompson, o telefone (ainda analógico no contexto da análise do autor), as cartas e outros artefatos do gênero. Sua característica principal é que se estendem no espaço e no tempo, possibilitando a comunicação em contextos espaciais ou temporais diferentes deste tipo de interação e priva os interagentes das deixas simbólicas disponíveis na co-presença. Assim, “ao estreitar o leque das deixas simbólicas, as interações mediadas fornecem aos participantes poucos dispositivos simbólicos para a redução da ambiguidade na comunicação” (THOMPSON, 2002, p. 79).
Por fim, a quase-interação mediada, que se caracteriza pelas relações sociais estabelecidas pelos meios de comunicação de massa, implica numa extensa disponibilidade de informação e conteúdo.Ao mesmo tempo, as deixas simbólicas podem ser restritas, pois as próprias formas simbólicas são produzidas para um número indefinido de pessoas. Outro ponto que a diferencia das demais é que o fluxo da comunicação é predominantemente de sentido único, ou seja, do produtor para os receptores.
Faz-se necessário destacar que no contexto em que o autor construiu seus argumentos sobre interações humanas, tecnologias - como o telefone - ainda eram bem mais limitadas no que tange ao uso de seus recursos. Os telefones eram utilizados única e exclusivamente para realizar chamadas e conversações desprovidas de quaisquer outros recursos senão os de áudio. Já plataformas e ambientes como a internet ainda eram utilizados de forma tímida pela