2. La plate forme Java
2.1. Java 2 Standard Edition (J2SE)
2.1.2. Desktop Java
Estudamos primeiro um caso em que as funções tKnu, tFnu, tKn‹u, tFn‹u são polinomi-
ais em a e b. Para isso, consideramos o modelo dos sapos com configuração inicial regulada por ηq, em que ηqé uma variável aleatória 0-1, comPpηq“ 0q “ 1 ´Ppηq“ 1q “ 1 ´ q. Para evitar
trivialidades assumimos q ą 0. Provaremos que pcpTd1,d2, ηqq ă 1 e a partir daí mostramos que
pcpTd1,d2, ηq ă 1 desde que ρ0ă 1. Logo, pelo Teorema1.6.1concluímos que o MSpTd1,d2, p, ηq
exibe transição de fase, o que finaliza a prova do resultado central deste capítulo (Teorema1.2.1). O seguinte resultado garante que o modelo dos sapos com densidade inicial q fixada, sobrevive para p suficientemente próximo de 1. Primeiro defina para p P r0, 1s, a função
fpd1,d2,qqppq “ α ppqβ ppqr1 ` qp1 ´ α ppqqsr1 ` qp1 ´ β ppqqs ´ 1
d1d2, (1.15) em que αppq, β ppq são dadas na Definição1.2.1.
Teorema 1.6.2. Suponha que q ą 0. Se d1ě 2 ou d2ě 2, então
pcpTd1,d2, ηqq ď ˜ppd1, d2, qq,
Capítulo 1. Modelo dos sapos em árvores birregulares 42
Observação1.6.3. Note que o Teorema1.2.3é uma consequência direta do resultado acima, com a escolha de q “ 1.
Corolário 1.6.1. Suponha que ρ0ă 1. Se d1ě 2 ou d2ě 2 então temos que
pcpTd1,d2, ηq ď ˜ppd1, d2, ρ0q,
em que ppd˜ 1, d2, ρ0q é a única raiz em (0,1) de fpd1,d2,qq dada em (1.15), com a escolha de
q “ 1 ´ ρ0.
O Teorema1.6.2segue do seguinte lema, que estabelece uma fórmula para o número médio de descendentes por indivíduo do processo de ramificação definido por tY`,nu`ě0.
Lema 1.6.1. Para todo n ě 1, temos que tY`,nu`ě0 é um processo de ramificação de Galton-
Watson cuja sobrevivência implica a sobrevivência doMSpTd1,d2, p, ηqq. Além disso, o número
médio de descendentes por indivíduo é igualErY1,ns “ pd1d2qnφnpd1,d2,qqppq em que
φnpd1,d2,qqppq “ qrα ppqβ ppqp1 ` qp1 ´ β ppqqqsnr1 ` qp1 ´ α ppqqsn´1 (1.16)
Prova do Lema1.6.1. A prova decorre do fato que para s P r0, 1s a função geradora de proba- bilidade de ηq é dada por ϕpsq “ 1 ´ qp1 ´ sq. Daí temos que πηqpi, j, kq “ qπpi, j, kq, em que
πpi, j, kq é dada em (1.6). Usando este fato, temos que, νηqp1, 1, 2nq “ F
pqq
n pα ppq, β ppqq, em que
Fnpqqpα ppq, β ppqq é dada pelas fórmulas enunciadas no final da subseção1.6.1com a escolha de ϕpsq “ 1 ´ qp1 ´ sq. Finalmente, por indução em n, temos que Fnpqqsatisfaz
Fn`1pqqpa, bq “ abr1 ` qp1 ´ aqsr1 ` qp1 ´ bqsFnpqqpa, bq, n ě 1,
com condição inicial F1pqqpa, bq “ qrabp1 ` qp1 ´ bqqs. Consequentemente para todo n ě 1,
Fnpqqpa, bq “ qrabp1 ` qp1 ´ bqqsnr1 ` qp1 ´ aqsn´1.
O resultado segue, notando que φpd1,d2,qq
n ppq dada em (1.16) é simplesmente Fnpqqpα ppq, β ppqq.
Capítulo 1. Modelo dos sapos em árvores birregulares 43
Prova do Teorema1.6.2. Para cada n ě 1 e q P p0, 1s fixado, definimos fpd1,d2,qq n ppq “ ” φnpd1,d2,qqppq ı1{n ´ 1 d1d2 . (1.17)
Note que para p P r0, 1s, temos
lim
nÑ8f
pd1,d2,qq
n ppq “ fpd1,d2,qqppq,
em que fpd1,d2,qqppq é dada na equação (1.15).
Desde que as funções em (1.17) e (1.15) satisfazem as condições em Lema1.5.4, obtemos que
pcpTd1,d2, ηqq ď ˜ppd1, d2, qq,
em que ˜ppd1, d2, qq é a única raiz em (0,1) de fpd1,d2,qqppq.
Por fim, lembre-se que o principal objetivo desta seção é provar que o MSpTd1,d2, p, ηq
exibe transição de fase para η „ tρkukPN0 (não somente uma v.a. 0-1).
Na continuação, provamos o Corolário1.6.1.
Prova do Corolário1.6.1. Pela definição de tY`,nu, seu número médio de descendentes por
indivíduo é dado por
ErY1,ns “ pd1d2qnνηp1, 1, 2nq “ pd1d2qnFnpα ppq, β ppqq.
A fim de obtermos um limitante inferior paraErY1,ns (não dependendo de ϕ ), trunca-
mos a configuração inicial do modelo dos sapos. Consideremos a configuração inicial modificada η1dada por
η1pxq “1tη pxqě1u, x P V.
Já que η1é dominada por η na usual ordem estocástica, segue que
Capítulo 1. Modelo dos sapos em árvores birregulares 44
Mas, para o modelo dos sapos restrito com configuração inicial regulada por η1,
νη1p1, 1, 2nq “ φpd1
,d2,qq
n ppq,
em que q “ 1 ´ ρ0ą 0. Então, usando Teorema1.6.2, desde que η1 é uma v.a. 0-1, segue que
existe ˜ppd1, d2, ρ0q P p0, 1q, tal que
pcpTd1,d2, ηq ď pcpTd1,d2, η
1
q ď ˜ppd1, d2, ρ0q.
Observação1.6.4. (i) Observe que, no caso q “ 1 (ðñ ρ0“ 0), obtemos o limitante superior
no Teorema1.2.3.
(ii) Note que, a condição ρ0ă 1, é também condição necessária para a sobrevivência do
modelo.
Os resultados desenvolvidos nesse capítulo são apresentados emLebensztayn e Utria
45
2 Recorrência e transiência para o modelo dos sa-
pos em T
d
1,d
2Dizemos que uma realização particular do modelo dos sapos é recorrente, se a raiz é visitada por infinitas partículas ativas. Caso contrário, dizemos que a realização é transiente. Enfatizamos que, inclusive se cada passeio aleatório for transiente, o número de visitas à raiz ainda pode ser infinito. Como citado anteriormente, para o modelo sem morte um tema importante de pesquisa concerne à questão de recorrência/transiência em árvores infinitas e em redes hipercúbicas, também veja-se Kosygina e Zerner(2017) onde os autores proveram condições suficientes para a validade de uma lei zero-um, entre recorrência e transiência para modelos dos sapos em uma ampla generalidade. Em Döbler et al. (2018) estabeleceram a existência da dicotomia recorrência/transiência dependendo das probabilidades de transição para o modelo com deriva em Zd eRosenberg(2017) estudou esse assunto para o modelo em R, em que as partículas são localizadas nos pontos de um processo de Poisson na reta com intensidade υ e assim que uma partícula é ativada começa a se mover de acordo um movimento Browniano com deriva à esquerda, nesse artigo o autor deu condições na intensidade υ para o modelo ser transiente ou não.
Nesse Capítulo estabelecemos condições na distribuição inicial de partículas, para que o modelo dos sapos em Td1,d2, exiba uma transição de fase com respeito à recorrência/transi-
ência conforme o parâmetro p varia. As demonstrações dos resultados principais apresentados aqui se fundamentam nas ideias do trabalho deAlves et al.(2002a).
Agora, definimos o parâmetro crítico pu, como segue
pupTd1,d2, ηq :“ inftp : PrMSpTd1,d2, p, ηqé recorrentes ą 0u.
Note que, se o MSpG, p, ηq é recorrente então também sobrevive. Portanto, pupG, ηq ě pcpG, ηq
Capítulo 2. Recorrência e transiência para o modelo dos sapos em Td1,d2 46
2.1
Resultados principais
Começamos apresentando um caso em que o modelo é transiente para todo p ă 1. Teorema 2.1.1. Suponha queEηε ă 8 para todo ε P p0, 1q. Se d
1ě 2 ou d2ě 2, então
pupTd1,d2, ηq “ 1,
Observação 2.1.1. Note que, em particular, o Teorema 2.1.1 implica que, começando com configuração inicial de uma partícula por vértice o modelo dos sapos em Td1,d2 é transiente para
todo p ă 1.
O próximo teorema fornece uma condição suficiente na distribuição caudal de η para que o modelo seja recorrente para p suficientemente perto, porém diferente, de 1.
Teorema 2.1.2. Suponha que existe r ă logp
? d1d2q
2 logp?d1d2`1q tal que
Prη ě ks ě 1 kr,
para todo k suficientemente grande. Então pupTd1,d2, ηq ă 1.