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DESIGN AND OPERATIONAL DATA REQUIRED FOR

Quadro 17 – Comentários sobre as práticas de avaliação na Esaf referentes à questão aberta

constante no item K do Questionário:

Comente sobre as práticas de avaliação, tomada de decisões e resolução de problemas em sua organização ou sobre quaisquer outras questões de interesse relacionadas ao objeto desta pesquisa

continua Nº Respondente Centro Regional Observação

R2 CR1 Acredito que a Esaf não tem claros os seus objetivos e assim é difícil realizar avaliações. R5 CR1 Creio que o sistema avaliativo utilizado pela instituição é limitado e sem dúvida passível de melhorias, em especial as relacionadas à precisão dos

dados e amplitude das variáveis avaliadas.

R6 CR1 A avaliação é uma rotina na organização, porém não há um enfoque em melhorias baseado nos resultados. As práticas de tomada de decisão são centralizadas.

R7 CR1

As avaliações de satisfação do público-alvo da ação são usadas apenas para a correção de problemas pontuais. A avaliação por parte da direção costuma dar-se apenas pelo número de capacitações (meta física) e em geral não vejo as avaliações sendo utilizadas como instrumento de melhoria contínua na instituição.

R8 CR1

As práticas de avaliação são consideradas na organização apenas no processo de finalização das atividades o que tornam os resultados divergentes e contraditório em relação à concepção do que seja um processo avaliativo e sua importância para ressignificar as ações de planejamento e suas práticas. Constata-se também que até os processos de avaliação que existem na organização não são utilizados para tomadas de decisão.

R10 CR1 Avaliação é fundamental para produzir o todo da organização com foco na importância do planejamento e comprometimento organizacional. R11 CR2 Observo que as decisões vêm muito de cima para baixo, quando a regional é consultada parece ser proforma. Não há tempo suficiente para refletir, avaliar

e responder com segurança.

R13 CR2 Nosso modelo de avaliação é muito bom, porém apresenta falhas por não termos um feedback por parte dos gestores.

R15 CR2

O grande gargalo referente às práticas de avaliação é o uso dos resultados para implementar as mudanças. Há muita resistência nas organizações públicas quanto a esse tema. Formalmente as avaliações existem, mas na prática não observamos bom uso delas.

R17 CR2 No Centro Regional há vários tipos de avaliação: i) avaliação institucional quando do planejamento da unidade; ii) avaliação de evento pelos participantes, educadores e clientes; e iii) avaliação da aula pelo educador. R21 CR3 Se tratando da Esaf Brasília não possuímos nenhum apoio avaliativo, acarretando inércia do assunto neste centro regional. R22 CR3 As avaliações são de níveis confiáveis a todos os participantes que tem acesso e melhoram os resultados atingindo-se as reivindicações.

R23 CR3

As práticas avaliativas insuficientes. Não existe a prática de mapeamento de processos. As tomadas de decisões ocorrem do nível operacional para outro na tentativa de atender a demanda do usuário externo, tratando-se de um aspecto puramente “sanativo” ou “apagador de incêndios”. O aspecto preventivo da avaliação não é explorado.

Comente sobre as práticas de avaliação, tomada de decisões e resolução de problemas em sua organização ou sobre quaisquer outras questões de interesse relacionadas ao objeto desta pesquisa

conclusão Nº Respondente Centro Regional Observação

R24 CR3 Os elementos ou itens da avaliação dos servidores envolvem questões subjetivas, a exemplo de “atender satisfatoriamente”, valor não objetivo. R27 CR3 Espero que a organização possa utilizar os resultados das avaliações para melhoria do serviço prestado. R28 CR3 Acredito que as práticas avaliativas da Esaf estão em processo de mudança, o que considero muito positivo, pois as realizadas anteriormente considero-

as sem influência para tomada de decisão.

R29 CR3

A avaliação no âmbito do serviço público é vista com muita desconfiança pelo servidor. Geralmente, tem-se a percepção de um instrumento punitivo, uma vez que tem ligação com remuneração e nunca é vista como um instrumento de melhoria de desempenho da ação.

R34 CR3 Não trabalhamos com avaliação de impacto a longo prazo. Sobre os resultados das avaliações, infelizmente nem sempre conseguimos reparar o problema devido às limitações do serviço público.

R35 CR3

Como organização tradicional no âmbito federal, a Esaf e os seus centros ainda demonstram inexperiência e parcialidade em sua gestão e tomada de decisões. No âmbito da atuação dos seus servidores, ainda não há um reconhecimento daqueles que mais se esforçam e nem cobrança sobre os que não se esforçam.

R36 CR3 São avaliações subjetivas e sem direcionamento da prática de nossas atividades em relação à missão. DR CR Em nossa organização não existe um acompanhamento de metas a cumprir. As iniciativas são quase todas regionais. Existe uma sensação de que a

Diretoria-Geral não acompanha o desempenho de cada unidade regional.

DR CR

Há um distanciamento entre o órgão central (Esaf-Sede) e os centros regionais e entre estes. É como se eles não conversassem entre si, como se cada um tivesse plena autonomia. Há um esforço crescente do Centro em avançar em práticas avaliativas e em tomada de decisão e resolução de problemas a partir das informações advindas dos processos avaliativos. DR CR Não há registros de práticas avaliativas planejadas e institucionalmente estruturadas de modo ordenado e organizado nem permanente. (DR = Diretor-Regional / R = Respondentes (servidores) / CR = Centro Regional)

Fonte: Elaborado pelo autor

A partir das observações dos respondentes conforme o quadro 17 acima e a Figura 24, é pertinente destacar que na Esaf há o entendimento de que apesar de a avaliação ser uma prática continua na organização, ainda que em certo grau insuficiente, e apresentar razoável confiabilidade, não há clareza dos objetivos, precisão dos dados, enfoque em melhorias contínua e de resultados, uso dos resultados com foco na mudança, apoio avaliativo e reconhecimento dos envolvidos. A avaliação ocorre principalmente após a implementação da ação e não durante todo o ciclo, além disso não há feedback e a tomada de decisão ocorre de cima para baixo. Todavia, acentua-se que a avaliação é importante para o planejamento e o comprometimento, tal qual vimos como evidências nas respostas dos questionários em que se verificou falta de planejamento avaliativo na Esaf (Ex. itens D6 e F8) mas aumento do comprometimento pelo uso da avaliação (Ex. I13 e I14). Acrescenta-se ainda o distanciamento do órgão central em relação aos centros regionais no que tange ao suporte.

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