DE PABOK ET EST DU QUÉBEC, 1981
B) Grandes affectations du territoire
4.2 DESCRIPTION DES 'TRAVAUX
5.4.3 Description des unités de paysage
Conforme apresentado na seção “Metodologia”, essa parte do estudo corresponde também à etapa de embasamento teórico, assim como a Parte I. Ou seja, os capítulos decorrentes dessa fase da pesquisa apresentam os resultados da revisão da literatura sobre o tema de estudo: Planejamento Energético Urbano e Sistemas de Energia Urbanos. No entanto, a Parte II da pesquisa é caracterizada por uma abordagem exploratória, na qual se optou pela utilização da RS.
Tal método determina algumas etapas e procedimentos que dizem respeito ao estabelecimento de uma pergunta clara, norteadora da revisão, seguida pela definição de estratégia/protocolo de pesquisa para a realização da busca pela literatura. O protocolo de pesquisa determina: as bases de dados utilizadas para a seleção dos textos considerados na revisão; os critérios de inclusão e exclusão dos artigos levantados; a definição dos desfechos de interesse; a verificação da acurácia dos resultados; a determinação da qualidade dos estudos e a análise da estatística utilizada – quando couber (OKOLI; SCHABRAM, 2010).
A Figura 4 apresenta o protocolo elaborado para o desenvolvimento da RS cujo objetivo principal é o de identificar na literatura existente, a definição para os termos Planejamento Energético Urbano e Sistemas de Energia Urbano, assim como verificar no discurso científico, a existência de coerência política e/ou discursiva, através da seleção de argumentos nos artigos revisados, sobre problemas associados ao desenvolvimento desses conceitos e os resultados esperados de sua implementação.
A literatura sobre coerência política tem rica tradição na análise da integração de políticas ambientais40 e recentemente também na integração das políticas climáticas41. A
40 Ver: HILDINGSSON, R.; JOHANSSON, B. Governing low-carbon energy transitions in sustainable ways:
Potential synergies and conflicts between climate and environmental policy objectives. Energy Policy, v. 88, p. 245–252, 2016; REYES-MENDY, F. et al. Policy statement coherence: A methodological proposal to assess environmental public policies applied to water in Chile. Environmental Science and Policy, v. 42, p. 169–180, 2014.
41 Ver: NTWI-AGYEI, P.; DOUGILL, A. J.; STRINGER, L. C. Assessing coherence between sector policies and
Climate Compatible Development: Opportunities for triple wins. Sustainability (Suíça), v. 9, n. 11, p. 1–16, 2017; LAH, O. Factors of Change: The influence of policy environment factors on climate change mitigation strategies in the transport sector. Transportation Research Procedia, v. 25, p. 3499–3514, 2017; MAKKONEN, M. et al. Policy coherence in climate change mitigation: An ecosystem service approach to forests as carbon sinks and
maioria dos estudos na área discute questões sobre a consistência na integração de políticas, analisando a ausência de contradições dentro dos documentos de políticas setoriais ou dentro de um mesmo espectro de políticas (ROGGE; KERN; HOWLETT, 2017). Verificam-se, ainda, estudos que apresentam a noção de coerência política horizontal na busca de sinergias ou apoio sistêmico para a realização de objetivos comuns dentro de políticas setoriais (SIMÕES; HUPPES; SEIXAS, 2015).
Neste estudo, propõe-se dar um passo atrás na problematização do significado de coerência política. Portanto, questiona-se a definição dos problemas e a agenda de solução construída por meio do discurso e dos dados da comunidade científica. A coerência discursiva, nesse contexto, versa sobre a análise das principais frases relacionadas a um campo específico, a fim de determinar uma história, dando descrições e combinando sentenças para conferir relações de coerência que resultam em um inventário de ações, políticas ou metas de forma lógica (YANG, 2015). A literatura em coerência política, como tal, ainda não se concentrou no aspecto da definição do problema42.
bioenergy sources. Forest Policy and Economics, v. 50, p. 153–162, 2015; SCOBIE, M. Policy coherence in climate governance in Caribbean Small Island Developing States. Environmental Science and Policy, v. 58, p. 16– 28, 2016.
42 Ver também: KURZE, K.; LENSCHOW, A. Horizontal policy coherence starts with problem definition:
Unpacking the EU integrated energy-climate approach. Environmental Policy and Governance, v. 28, n. 5, p. 329– 338, 2016.
Figura 4- Protocolo elaborado para o desenvolvimento da RS.
Etapas Protocolo
1 Pergunta Orientadora 1: qual a definição conceitual para Planejamento Energético Urbano e Sistemas de Energia Urbanos?
2 Bases de dados consultadas: CAPES, SCIELO, SCOPUS e SCIENCEDIRECT.
3 Palavras-chave:
1. “Planejamento Energético Urbano” (Urban Energy Planning) OR “Sistemas de Energia Urbanos” (Urban Energy System)
4 Estratégia de busca: o recorte temporal foi de 1970 até janeiro de 2019. Foram selecionados artigos de periódicos ou anais de eventos científicos da área; trabalhos de conclusão de curso, mestrado e doutorado. As palavras-chave foram buscadas nos campos: título, palavras-chave e resumo. Os idiomas foram inglês e português. As referências encontradas foram exportadas no formato de planilhas excel com as seguintes informações: Autor (es), título, ano, resumo e palavras-chave do autor.
5 Aplicação de critérios de seleção: a) trabalhos publicados e disponíveis integralmente em bases de dados científicas ou em versões impressas. b) trabalhos publicados em periódicos que realizam o peer-review e de máxima excelência classificados pelo Qualis CAPES como A1, A2 e B1. c) trabalhos que definem explicitamente os conceitos Planejamento Energético Urbano, Sistemas de Energia Urbanos ou termos análogos. d) estudos que consideram a escala da cidade, ou do urbano, com abordagem multisetorial. Aplicação de critérios de exclusão: a) foram desconsiderados trabalhos que não estejam disponíveis integralmente nas bases de dados pesquisadas. b) foram desconsiderados os trabalhos que não mencionarem nos campos selecionados os termos Planejamento Energético Urbano e Sistemas de Energia Urbanos ou termos análogos. c) foram eliminados aqueles artigos que não apresentem conexão explícita com as dimensões consideradas para a condução da pesquisa, como por exemplo artigos que não eram aplicados a escala da cidade.
6 Processo de seleção dos estudos primários: foram realizadas buscas com as palavras- chaves nas fontes de pesquisa definidas. Dos trabalhos recuperados foram lidos os resumos, e uma pré-avaliação, já baseada nos critérios de inclusão e exclusão, foi feita para selecionar os textos que foram ser lidos integralmente.
7 Estratégia de extração de informação: foram preenchidos “formulários de extração de dados” para cada texto, considerado válido para a RS. Além das informações básicas (dados bibliográficos, data de publicação, abstract, entre outros) esses formulários apresentam a síntese do trabalho, assim como a definição dos conceitos encontradas na literatura, e também as frases retiradas de cada artigo sobre os problemas e soluções
associados as palavras-chaves de busca e às perguntas orientadoras da segunda etapa de análise dos documentos. As perguntas que orientaram a segunda etapa de coleta de dados foram: o PEU é uma resposta para que tipos de problemas sociais? Quais são as áreas de conhecimento associadas ao PEU? Quais são os objetivos e soluções propostas pela literatura existente na área?
8 Sumarização dos resultados: foi redigida uma seção nessa tese que descreve sinteticamente o conteúdo da RS apresentando análises qualitativas e quantitativas, com relação aos trabalhos pesquisados e suas conclusões. Os principais resultados são: os anos de publicação e quantidade de publicações, periódicos que publicaram sobre o tema, definições dos conceitos encontrados, identificação de temas-chaves relacionados ao PEU e SEU e principais problemas e soluções associados aos termos.
Fonte: autora (2019)