O modelo de investigação relaciona as características do porto e as características do terminal com o desempenho do terminal de contentores (Figura 11).
As características do porto integram os constructos “position-port” ou localização do terminal, “hard-port” ou infraestrutura do porto e “soft-port” ou serviços do porto. As características do terminal de contentores integram os constructos “hard-terminal” ou infraestrutura do terminal e “soft-terminal” ou serviços do terminal.
O constructo “position-port” subdivide-se em dois constructos “local position-port” ou posição local do porto, e “continental position-port” ou posição continental do porto.
Os fatores “soft-terminal” são subdivididos em fatores: (a) “softlogis-terminal” ligados aos serviços oferecidos no terminal e à integração logística com a componente terrestre do terminal; (b) “softorg-terminal” ligados à organização e gestão do terminal em si; (c) “softsea- terminal” ligados ao serviço marítimo dos navios oferecido pelo terminal.
O desempenho do terminal é determinado neste estudo por: (a) desempenho operacional, inclui o movimento de contentores no “hinterland” e o movimento de contentores de “transhipment” entre navios; (b) eficiência do terminal e produtividade do terminal; (c) impacto económico ou contributo do terminal para a economia; e (d) satisfação dos clientes, incluindo a satisfação do dono da carga, do armador e dos agentes e transitários.
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho Figura 11 - Modelo de investigação
Para avaliar a influência das características do porto e do terminal no desempenho do terminal de contentores, definiram-se as hipóteses de trabalho recorrendo à literatura.
Hipótese 1
Os portos localizados mais próximo do centro económico da Europa tendem a ter um maior movimento de contentores, com exceção dos terminais “hub” intermédios de “transhipment”, pelo que se pretende demonstrar que a localização próxima do centro económico e logístico da Europa influencia positivamente o desempenho do terminal de contentores (Song & Yeo, 2004; Liu, 1995; Estache et al., 2001).
Por outro lado, os portos sujeitos a um maior nível de concorrência no seu “hinterland”, a partir de portos próximos à sua localização, tendem a ser mais competitivos e logo a ter um maior desempenho (Slack, 2007; Goss, 1990).
A localização dos portos e dos terminais de contentores, na proximidade dos grandes eixos globais de transporte marítimo, tende a resultar na escolha desses portos para o movimento de “transhipment” e abastecimento do “hinterland” interior, com influência positiva no desempenho (Onut et al., 2011; Notteboom, 2011).
Os portos são muitas vezes escolhidos pela sua localização junto a grandes centros de consumo ou aos centros de produção, verificando-se a sua relação positiva com o desempenho dos terminais de contentores (Onut et al., 2011; Chou, 2010).
Características do Porto Localização do Porto
("Position-port") H1
Infraestruturas do Porto Operacional (Atividade)
("Hard-port") H2
Serviços do Porto H3 Desempenho Eficiência e Produtividade
("Soft-port") do Terminal
Impacto Económico Características do Terminal H4
Infraestruturas do Terminal Satisfação do Cliente
("Hard-terminal") H5 Serviços do Terminal
("Soft-port")
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho
A importância económica da região onde o porto se localiza determina positivamente o desempenho do porto (Chou, 2010; Onut et al., 2011; Zohil & Prijon, 1999, Cheo, 2007; Hung et al., 2010).
Assim, coloca-se a hipótese 1: Os fatores “position-port” relacionados com a localização geográfica do porto influenciam o desempenho do terminal de contentores.
Hipótese 2
A maior dimensão dos fundos de acesso marítimo do porto permite a entrada de navios maiores, atraindo mais navios e cargas contentorizadas ao porto, o que importa comprovar (Wang & Cullinane, 2006, Gaur, 2005; Turner et al., 2004).
Adequadas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias ao porto são fundamentais para o escoamento dos contentores na ligação ao seu “hinterland”, sendo factor importante para os clientes do porto na sua escolha (Wang & Cullinane, 2006; Gaur, 2005; Turner et al., 2004; Tongzon, 2002; Wiegmans, 2003).
A dimensão do porto provoca efeito de escala e economias de escala que influenciam positivamente o desempenho do porto e dos seus terminais (Coto-Millan et al., 2000; Liu, 1995; Serrano & Trujillo, 2005).
A existência de áreas logísticas junto ao porto é considerada uma das características importantes na escolha do porto pelas redes logísticas internacionais.
A existência de terminais de contentores concorrentes no porto aumenta a competição pelas cargas e a competitividade desses terminais, através duma maior oferta alternativa para os clientes, sendo factor positivo no desempenho dos terminais de contentores (Goss, 1990). O tempo de navegação no acesso ao porto traduz a distância deste ao mar aberto e às rotas de passagem dos navios, podendo uma menor distância influenciar positivamente o desempenho do terminal de contentores (Zohil & Prijon, 1999; Nottebomm, 2011; Gaur, 2005).
Assim, coloca-se a hipótese 2: Os fatores “hard-port” relacionados com a infraestrutura do porto influenciam o desempenho do terminal de contentores.
Hipótese 3
A especialização do porto em contentores contribui positivamente para o desempenho do terminal de contentores ao criar uma marca ligada ao mercado dos contentores ou a outro tipo de carga, funcionando como atractor e pólo deste tipo de tráfego marítimo (Trujillo & Tovar, 2008).
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho
A especialização do porto em graneis contribui negativamente para a imagem do porto como porto de contentores, influenciando negativamente o seu desempenho neste segmento de mercado.
A qualidade dos serviços de reboque e pilotagem do porto contribuem para a qualidade geral do porto e do terminal, influenciando positivamente o desempenho do terminal de contentores (Juang & Roe, 2010; Hung et al., 2010).
A imagem positiva do porto pode beneficiar a imagem dos terminais que nele se encontram, influenciando positivamente o seu desempenho (Juang & Roe, 2010; Onut et al., 2011; Chang
et al., 2008; Cheo, 2007).
O dinamismo da autoridade portuária e da comunidade portuária na procura de soluções adequadas para os clientes do porto e na divulgação da marca do porto, influenciam positivamente o desempenho dos terminais de contentores do porto (Van Der Horst & De Langen, 2008).
O nível baixo das taxas portuárias do porto e da autoridade portuária tem influência positiva sobre o desempenho do terminal de contentores (Chou, 2010; Onut et al., 2011; Chang et al., 208; Juang & Roe, 2010).
O facto de o porto ser gerido por entidade nomeada pelo Estado central ou pela região ou município, pode influenciar a ligação entre o porto e a envolvente, facilitando o encontrar de soluções sobre a ligação do terminal ao “hinterland”, com o modelo municipal a influenciar positivamente o desempenho (Notteboom et al., 2000; Notteboom, 2010; Tongzon e Heng, 2005; Tongzon, 2000).
Os portos que possuem os terminais maioritariamente concessionados possuem vantagens em termos de serviço, atraindo mais carga e navios, com efeitos positivos no desempenho dos seus terminais (Notteboom et al., 2000; Notteboom, 2010; Tongzon & Heng, 2005).
O elevado nível de integração dos portos nas cadeias logísticas terrestres influencia positivamente o desempenho dos terminais de contentores (Juang & Roe, 2010; Onut et al., 2011; Woo et al., 2011; Bichou e Gray, 2004).
Assim, coloca-se a hipótese 3: Os fatores “soft-port” relacionados com o serviço do porto influenciam o desempenho do terminal de contentores.
Hipótese 4
A maior dimensão dos fundos marítimos junto ao cais do terminal de contentores permite o serviço de navios maiores, atraindo mais navios e cargas (Wang & Cullinane, 2006).
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho
O tipo e número elevado de equipamentos de cais e de parque influenciam positivamente o desempenho do terminal de contentores (Sharma & Yu, 2009; Cullinane & Wang, 2010; Onut
et al., 2011; Hung et al., 2010; Wu et al., 2010; Turnar et al., 2004).
A dimensão do cais do terminal de contentores permite a receção de maior ou menor número de navios e facilita a existência de economias de escala, bem como, a segmentação do mercado, com atribuição de áreas para tráfegos específicos, com requisitos específicos, pelo que um cais maior influencia positivamente o desempenho do terminal de contentores (Sharma & Yu, 2009; Cullinane & Wang, 2010; Hung et al., 2010; Wu et al., 2010).
A dimensão do terrapleno do terminal, na sua relação com o cais, permite uma melhor ou pior organização do parqueamento dos contentores e velocidades na arrumação ou saída dos contentores, com efeitos positivos dos grandes terraplenos sobre o desempenho (Sharma & Yu, 2009; Cullinane & Wang, 2010; Hung et al., 2010; Wu et al., 2010).
A grande dimensão dos navios das linhas marítimas que escalam o terminal de contentores, permitida pelas infraestruturas, tem efeitos sobre o frete, o tipo de destinos e o segmento mercado de serviço marítimo oferecido pelo terminal, sendo importante um maior desempenho do terminal de contentores (Acochrane, 2008; Veldman et al., 2011; Turner et
al., 2004; Hung et al., 2010).
As ligações ferroviárias a terminais de segunda linha no “hinterland” permitem alargar o mercado do terminal, servindo de portarias distantes do terminal, pelo que melhores ligações possuem efeitos positivos no desempenho do terminal de contentores (Juang & Roe, 2010; Chang et al., 2008; Bruce et al., 2008; Tongzon et al., 2009; Panayedes & Song, 2011; Panayedes & Song, 2009).
Assim, coloca-se a hipótese 4: Os fatores “hard-terminal” relacionados com a infraestrutura do terminal de contentores influenciam o desempenho do terminal de contentores.
Hipótese 5
A agilidade face a alterações de última hora, a fiabilidade do serviço, a qualidade do serviço do terminal, bem como, a flexibilidade e a orientação do terminal para os requisitos do cliente são características importantes para um melhor desempenho do terminal de contentores (Juang & Roe, 2010; Chang et al., 2008; Bruce et al., 2008; Tongzon et al., 2009; Panayedes & Song, 2011; Panayedes & Song, 2009; Chang et al., 2008; Tongzon et al., 2009; Veldman
et al., 2011; Woo et al., 2011; Hung et al., 2010;Liu et al., 2009; Onut et al., 2011; Carbone
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho
A imagem positiva do terminal tem forte influência positiva na escolha pelos clientes e no seu desempenho (Juang & Roe, 2010; Onut et al., 2011; Chang et al., 2008; Cheo, 2007; Pando et
al., 2005; Pardali e Kounoupas, 2007; Cahoon & Hecker, 2007).
O elevado nível de integração do terminal nas cadeias logísticas terrestres influencia positivamente o desempenho dos terminais de contentores (Juang & Roe, 2010; Tongzon & Heng, 2005; Hung et al., 2010; Panayedes & Song, 2009; Paixão & Marlow, 2003; Liu et al., 2009).
O tipo de "layout" do terminal de contentores e a sua organização física têm influência sobre o seu rendimento e sobre o seu desempenho.
O elevado número e tipo de linhas de navios porta-contentores que escalam o terminal de contentores, bem como, a sua segmentação em termos de linhas “feeder”, de shortsea, intercontinentais e de armadores do top10 mundial são características que influenciam positivamente a oferta do terminal e logo a sua atratibilidade e desempenho (Song & Yeo, 2004; Chou, 2010; Veldman et al., 2011; Onut et al., 2011; Tongzon, 2002; Veldman & Buckmann, 2003; Hung et al., 2010).
O reduzido tempo de espera do navio para acostar ao terminal, devido ao congestionamento do cais do terminal tem influência sobre os custos do navio em porto e logo efeitos positivos sobre o desempenho do terminal (Onut et al., 2011).
Os terminais modernos que oferecem mais serviços de valor acrescentado à carga no interior, como âncoras para a captura das cadeias logísticas, realizando operações enquanto a carga está no terrapleno em espera, influenciam positivamente o desempenho do terminal (Veldman
et al., 2011; Woo et al., 2011; Juang & Roe, 2010; Hesse & Rodrigue, 2004; Harding &
Juhel, 1997; Carbone & De Martino, 2003; Bichou & Gray, 2004; Panayedes & Song, 2011; Panayedes & Song, 2009).
O sistema de informações do terminal moderno, adequado e integrado com as cadeias logísticas dos clientes do lado marítimo e terrestre são pontos fortes determinantes da escolha pelos clientes, influenciando positivamente o desempenho (Carbone & De Martino, 2003; Panayedes & Song, 2009; Cachon & Fisher, 2000; Zhao et al., 2002; Liu et al., 2009).
O tipo de gestor do terminal e o modelo de organização do terminal têm influência na qualidade dos serviços e agilidade e flexibilidade, bem como, na orientação do terminal para o cliente e para as suas necessidades, com efeitos no desempenho (Bicou & Gray, 2004; Robinson, 2002; Liu et al., 2009).
A elevada formação do pessoal, experiência e produtividade de cais do terminal de contentores possui efeito no tempo de estadia e atendimento dos navios, com reflexos nos
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho
custos de estadia no porto, influenciando positivamente a escolha do porto pelos armadores e o desempenho do terminal (Onut et al., 2011; Tongzon et al., 2009; Juang & Roe, 2010; Liu
et al., 2009).
O tarifário de “handling” do terminal mais baixo tem influência positiva no desempenho do terminal (Onut et al., 2011; Carbone & De Martino, 2003; Liu et al., 2009).
A gestão privada do terminal permite uma gestão mais eficiente, com influência positiva sobre o desempenho do terminal (Notteboom et al., 2000; Notteboom, 2010; Tongzon & Heng, 2005; Liu, 1995; Tongzon, 2000,2001,2002; Cheon et al., 2010; Barros, 2003).
Assim, coloca-se a hipótese 5: Os fatores “soft-terminal” relacionados com o serviço do terminal de contentores influenciam o desempenho do terminal de contentores.
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho 3.2 Constructos e variáveis observadas
Apresentam-se as variáveis observadas utilizadas no modelo de investigação a partir de cada uma das questões do questionário efetuado, organizadas por constructo ou variável latente, e selecionadas recorrendo às fontes analisadas na revisão da literatura (Tabela 1).
Tabela 1 – Constructos, variáveis observadas e autores
Constructos Variáveis Autores
Desempenho Movimento de contentores com o “hinterland” Sharma & Yu, 2009; Acochrane, 2008
Movimento de contentores de “transhipment” Acochrane, 2008; Onut et al., 2011
Produtividade do terminal Onut et al., 2011; Talley, 2006
Eficiência
Chou, 2010; Acochrane, 2008; Onut et al., 2011; Turner et al., 2004; Tongzon et al., 2009; Onut et al., 2011; Notteboom et al., 2000
Satisfação do dono da carga Robinson, 2002; Liu et al., 2009
Satisfação do armador Liu et al., 2009
Satisfação dos agentes e transitários Liu et al., 2009; Magala & Sammons, 2008
Contributo para a economia Veldman et al., 2011
Position-port Distância ao centro da Europa Song & Yeo, 2004; Liu, 1995; Estache et al., 2001
Distância a portos concorrentes Slack, 2007; Goss, 1990
Distância ao Eixos de transporte marítimo Este-Oeste do Mediterrâneo
Onut et al., 2011; Notteboom, 2011
Distância aos centros de produção Onut et al., 2011
Distância aos mercados/cidades no “hinterland” Chou, 2010
Riqueza económica da região Chou, 2010; Onut et al., 2011; Zohil e Prijon, 1999, Cheo, 2007; Hung et al., 2010
Hard-port Fundos de acesso do porto Wang & Cullinane, 2006, Gaur, 2005; Turner et al., 2004
Acessibilidades ferroviárias Juang e Roe, 2010; Onut et al., 2011; De Langen, 2004
Acessibilidades rodoviárias Juang & Roe, 2010; Tongzon, 2002, Wiegmans, 2003
Dimensão do porto Coto-Millan et al., 2000, Liu, 1995, Serrano & Trujillo, 2005
Existência de áreas logísticas no porto autor
Existência de terminais concorrentes no porto Goss, 1990
Tempo de navegação de acesso no porto Zohil & Prijon, 1999; Nottebomm, 2011; Gaur, 2005
Soft-port Especialização do porto em contentores Trujillo &Tovar, 2008
Especialização do porto em granéis Autor
Qualidade dos serviços de reboque e pilotagem Juang & Roe, 2010; Hung et al., 2010
Imagem do porto onde está o terminal Juang & Roe, 2010; Onut et al., 2011; Chang et al., 2008; Cheo, 2007
Dinamismo da Autoridade Portuária Van Der Horst & De Langen, 2008
Dinamismo da Comunidade Portuária Van Der Horst & De Langen, 2008
Nível das taxas portuárias Chou, 2010; Onut et al., 2011; Chang et al., 208; Juang & Roe, 2010
Governo do porto Notteboom et al. 2000; Notteboom, 2010; Tongzon e Heng, 2005; Tongzon, 2000
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho
Integração do porto na logística terrestre Juang & Roe, 2010; Onut et al., 2011; Woo et al., 2011; Bichou e Gray, 2004
Hard-
terminal Fundos do cais do terminal de contentores
Wang & Cullinane, 2006
Equipamento do cais e do parque do terminal
Sharma & Yu, 2009; Cullinane & Wang, 2010; Onut et al., 2011; Hung et al., 2010; Wu et al., 2010; Turnar et al., 2004
Dimensão do cais do terminal de contentores Sharma & Yu, 2009; Cullinane & Wang, 2010; Hung et al., 2010; Wu et al., 2010
Dimensão do terrapleno do terminal Sharma & Yu, 2009; Cullinane & Wang, 2010; Hung et al., 2010; Wu et al., 2010
Dimensão dos navios das linhas marítimas Acochrane, 2008; Veldman et al., 2011; Turner et al., 2004; Hung et al., 2010
Ligações ferroviárias a terminais de 2ª linha
Juang & Roe, 2010; Chang et al., 2008; Bruce et al., 2008; Tongzon et al., 2009; Panayedes & Song, 2011; Panayedes & Song, 2009
Soft-terminal Agilidade face a alterações de última hora Woo et al., 2011; Onut et al., 2011; Liu et al., 2009
Fiabilidade do terminal de contentores Chang et al., 2008; Tongzon et al., 2009
Flexibilidade operacional e comercial Liu et al., 2009
Imagem do terminal de contentores
Juang & Roe, 2010; Onut et al., 2011; Chang et al., 2008; Cheo, 2007; Pando et al., 2005; Pardali e Kounoupas, 2007; Cahoon & Hecker, 2007
Integração do terminal nas cadeias logísticas
Juang & Roe, 2010; Tongzon & Heng, 2005; Hung et al., 2010; Panayedes & Song, 2009; Paixão & Marlow, 2003; Liu et al., 2009
“Layout” adequado do terminal de contentores autor
Modelo de organização do terminal Bichou & Gray, 2004; Robinson, 2002; Liu et al., 2009
Nº de linhas do TOP10 dos armadores mundiais Song & Yeo, 2004
Nº de linhas “feeder” e Short-Sea oferecidas
Chou, 2010; Veldman et al., 2011; Onut et al., 2011; Tongzon, 2002; Veldman & Buckmann, 2003; Hung et al., 2010
Nº de linhas intercontinentais oferecidas Song e Yeo, 2004
Qualidade geral dos serviços do terminal Veldman et al., 2011; Woo et al., 2011; Juang & Roe, 2010; Hung et al., 2010;Liu et al., 2009
Tempo de espera do navio Onut et al., 2011
Serviços logísticos de valor acrescentados oferecidos à carga
Veldman et al., 2011; Woo et al., 2011; Juang & Roe, 2010; Hesse & Rodrigue, 2004; Harding e Juhel, 1997; Carbone & De Martino, 2003; Bichou & Gray, 2004; Panayedes & Song, 2011; Panayedes & Song, 2009
Sistema de informações do terminal
Carbone & De Martino, 2003; Panayedes & Song, 2009; Cachon & Fisher, 2000; Zhao et al., 2002; Liu et al., 2009
Tipo de gestor do terminal de contentores Liu et al., 2009
Produtividade do cais do terminal Onut et al., 2011; Tongzon et al., 2009; Juang e Roe, 2010; Liu et al., 2009
Orientação do terminal para o cliente Juang & Roe, 2010; Onut et al., 2011; Carbone & De Martino, 2003; Liu et al., 2009
Tarifário de handling do terminal ou THC (adicionada apenas no 2º inquérito)
Onut et al., 2011; Song & Yeo, 2006; Veldman & Buckmann, 2003; Tongzon et al., 2009; Juang & Roe, 2010
Gestão privada do terminal
(adicionada apenas no 2º inquérito)
Notteboom et al. 2000; Notteboom, 2010; Tongzon & Heng, 2005, Liu, 1995; Tongzon, 2000;2001;2002; Cheon et al., 2010; Barros, 2003
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho
4 Metodologias estatísticas
Neste capítulo são analisadas as escalas das variáveis observadas através dos inquéritos efetuados e recolha de dados, a amostra e as técnicas estatísticas utilizadas.
O universo selecionado consiste nos terminais de contentores da Península Ibérica e da Europa, que são o objeto deste estudo limitado pela maior facilidade de obtenção de dados. O processo de recolha de dados tem por base a realização de dois inquéritos, um apenas na Península Ibérica e outro a nível europeu, incluindo a Península Ibérica.
O primeiro inquérito realizado na Península Ibérica visou aferir, em termos gerais, a importância dos fatores de caracterização do porto para o desempenho e a importância relativa das medidas de desempenho, tendo por base a opinião de gestores de empresas da comunidade especialista quer utiliza e opera esses terminais.
O segundo inquérito visou testar o modelo que relaciona os fatores que caracterizam o porto e caracterizam o terminal com o desempenho. Teve como base a opinião de gestores de empresas da comunidade especialista que utiliza e opera os terminais. Este segundo inquérito foi lançado em duas fases, uma primeira a nível ibérico e, uma segunda, a nível europeu, visando comparar os resultados.
Os dados qualitativos recolhidos no segundo inquérito foram complementados por dados quantitativos, relativos às características e níveis de desempenho dos terminais específicos da amostra, observados nos “sites” ou agregados de informação oficial das autoridades portuárias e outras.
Influência das características do porto/terminal de contentores no seu desempenho 4.1 Escalas e amostra
4.1.1 Escalas
Primeiro inquérito (pré-teste)
O primeiro inquérito refere-se à avaliação da perceção geral dos utilizadores do terminal de contentores relativamente à importância das características do porto e do terminal no desempenho do terminal de contentores e sobre a importância dos indicadores de medida desse desempenho, tendo-se restringido aos portos portugueses e espanhóis, uma vez que se tratava de um inquérito preparatório ou pré-teste do estudo principal.
Assim, numa primeira fase de investigação, recorreu-se a um primeiro inquérito relativo à perceção dos utilizadores relativamente às características do porto e do terminal e os indicadores de desempenho, tendo sido utilizadas as variáveis descritas na Tabela 2, divididas