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1) Description morphologique

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Les amphores de la fin de la République

I- 1) Description morphologique

Na nova maneira de pensar saúde, esta deixa de ser uma área de responsabilidade da medicina e passa a ser um projeto social ligado as responsabilidades políticas e na qual a sociedade deve ser capaz de promover saúde, assim como mostra habilidade em sua capacidade de curar doenças, conservando desta maneira, o seu bem-estar (PEREIRA, 2000).

2.5 Modos, Condições, Estilos... Qualidade de Vida e Promoção da Saúde

Uma sociedade, num dado momento histórico, tem um modo de vida correspondente. Tanto a saúde como as doenças são processos inerentes à vida, “condicionados pelos modos de vida, condições de vida e estilos de vida” (FERREIRA e BUSS, 2002, p. 17).

O modo de vida da sociedade é a expressão das características do grau de desenvolvimento de suas forças produtivas, da sua organização política e social, da sua cultura, da sua história, da situação de saúde da população, ou seja, das diversas condições de vida dos diferentes setores da população.

O conceito de estilo de vida, por outro lado, diz respeito ao indivíduo ou um pequeno grupo e seus hábitos e valores, suas características biológicas, a

habitação e seu entorno, bem como sua participação na produção e distribuição dos bens de serviço.

[...] a situação de saúde está estreitamente vinculada com a vida cotidiana de indivíduos e populações. A vida cotidiana é o espaço onde se manifestam as articulações entre os processos biológicos e sociais que determinam a situação de saúde; é também, portanto, o espaço privilegiado de intervenção da saúde pública (Castellanos, 1998) e, por conseguinte, de promoção da saúde (Ibidem, 2002, p. 18).

Entendendo que o termo qualidade de vida tem sido usado em uma série de contextos, desde o ambiente até o sistema de cuidado em saúde, partiremos do princípio de que estamos lidando com um contexto mais amplo, onde a satisfação pessoal é apenas um componente da qualidade de vida. Pode-se entendê-lo aqui, como um sinônimo de modo de vida. Então, mais uma vez refere-se Buss (2000), quando cita estudos clássicos, tais como o “Black Report” inglês, além de outros estudos canadenses e europeus, que mostram relações entre saúde e qualidade/condições de vida. O autor enfatiza que em alguns países da América Latina, “a péssima distribuição de renda, o analfabetismo e o baixo grau de escolaridade, assim como as condições precárias de habitação e ambientes têm um papel muito importante nas condições de vida e saúde” (Ibidem, 2000, p. 165).

Segundo Briceño-León (2000):

La definición de lo que sería bienestar depende, entonces, desde el punto de vista objetivo, de lãs condiciones históricas de cada sociedad; y desde el punto de vista subjetivo, de la manera como cada sociedad se imagina su próprio bienestar em tanto meta a lograr [...] El bienestar es entonces el modo como cada sociedad estabelece sus ideales, y lo hace em la confrontación entre las aspiraciones que pretende alcanzar y los médios de os cuales dispone para hacerlo (BRICEÑO-LEÓN, 2000, p. 20).

A positividade da saúde requer a evolução social e histórica da sociedade, cuja ação sobre seus fatores determinantes pode fazer com que ela melhore ou se deteriore, num estado de permanente transformação. Então, pode-se afirmar que a saúde resulta de um...

[...] processo de produção social que expressa a qualidade de vida de uma população, entendendo qualidade de vida como uma condição de existência dos homens no seu viver cotidiano, um ‘viver desimpedido’, um modo de ‘andar a vida’, prazeroso, seja individual, seja coletivamente (MENDES, 1999, p. 237).

Articulando-se saúde e condições/qualidade de vida, vê-se claramente a influência de uma sobre a outra e, neste sentido, o desenvolvimento da promoção da saúde tem um papel fundamental, especialmente em países como o Brasil e outros da América Latina. Neles as condições de vida e de saúde da população são determinadas pela má distribuição de renda, pelo analfabetismo, pelo baixo grau de escolaridade e pelas péssimas condições de habitação e ambiente.

Nos últimos anos, aumentou a discussão teórico-conceitual no campo da Saúde Pública e da Epidemiologia, sobre a questão da “prevenção” (dos riscos), especialmente no que diz respeito aos aspectos sociais que interagem na situação de saúde das populações e indivíduos, os quais são vistos como “sujeitos” da saúde, deixando evidente que não basta prevenir doenças ou medicalizar as populações, é necessário assegurar qualidade de vida, para haver uma população efetivamente sadia, não competindo à medicina esta tarefa e sim ao Estado e à sociedade (LUZ, 2003).

A promoção da saúde é mais uma alternativa para atuar sobre os determinantes da situação da saúde, como estratégia para melhorar a qualidade de vida e, conseqüentemente, a saúde da população. Como mecanismos operacionais concretos para a implementação desta estratégia, as políticas públicas saudáveis envolvem o compromisso político de situar a saúde no topo da agenda pública e o compromisso técnico de enfatizar os fatores determinantes do processo saúde- doença, como foco de intervenção.

À nova concepção de saúde importa uma visão afirmativa, que a identifica com bem estar e qualidade de vida, e não simplesmente com ausência de doença. A saúde deixa de ser um estado estático, biologicamente definido, para ser compreendida como um estado dinâmico, socialmente produzido. Neste marco, a intervenção visa não apenas diminuir o risco de doenças, mas aumentar as chances de saúde e de vida, acarretando uma intervenção multi e intersetorial sobre os chamados determinantes do processo saúde- enfermidade: eis a essência das políticas públicas saudáveis (BUSS, 2000, p. 174).

Para proporcionar saúde, o autor afirma que é preciso assegurar a qualidade de vida, ou seja, ampliar o padrão de bem-estar e. Nesse sentido, a intervenção sanitária refere-se aos aspectos subjetivos, relativos às representações sociais de saúde e doença, e não apenas à dimensão objetiva dos agravos.

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