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DESCRIPTION DE LA GUADELOUPE, LA GUYANE ET LA RÉUNION

As quatro aulas no chat, cada uma com duração de 50 minutos, ocorreram logo após a entrega da primeira versão da resenha corrigida. As aulas foram ministradas pela pesquisadora e a professora da disciplina acompanhou apenas algumas delas basicamente através da visualização dos comentários dos alunos, já que ela escreveu

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algumas mensagens apenas no início da aula. O objetivo geral dessas aulas on-line foi promover uma discussão a respeito das principais dificuldades encontradas pelos alunos durante a primeira versão da resenha. Torna-se importante ressaltar que o foco dos encontros virtuais foi principalmente nas dificuldades e nos problemas relacionados à avaliação do artigo resenhado após as aulas presenciais. A escolha do conteúdo a ser abordado nessas aulas se justifica pelo fato de que, segundo Bezerra (2001), a resenha tem como principal particularidade a avaliação de um determinado objeto cultural e/ou acadêmico. Sabemos que, embora essa seja sua principal característica, os graduandos apresentam muitas dificuldades em produzir uma avaliação baseada em argumentos consistentes.

A partir dos encontros no chat, desejávamos a ampliação da visão crítica do estudante diante do artigo resenhado para que, consequentemente, ele conseguisse desenvolver um posicionamento reflexivo que lhe permitisse avaliar o texto através de uma argumentação bem fundamentada, isto é, baseada no apontamento de aspectos positivos e negativos do artigo resenhado e na sua relação com outras obras que também tratam sobre a temática discutida no artigo de Bentes (2009). Isso foi possível porque o chat possibilitou aos alunos o compartilhamento dos seus pontos de vista, enriquecendo a avaliação individual dos estudantes. De acordo com Pereira (2004), o ambiente do chat deixa os alunos mais à vontade para expressarem suas “ideias, dúvidas e pensamentos contrários” (p.98) e, portanto, permite o enriquecimento e o amadurecimento das ideias.

Torna-se importante destacar que percebemos diferenças na participação individual dos estudantes nas aulas virtuais, pois houve uma variação no número de comentários realizados por eles. Desse modo, alguns alunos produziram um grande número de mensagens, demonstrando maior envolvimento e uma participação mais ativa. Por outro lado, alguns estudantes produziram um baixo número de comentários, demonstrando uma participação mais passiva, já que praticamente não colaboraram para a discussão dos conteúdos, pois se limitaram à visualização dos comentários dos colegas.

Alguns estudantes justificaram informalmente na sala de aula presencial que não houve uma participação maior porque estavam trabalhando ou desenvolvendo alguma atividade acadêmica remunerada no momento e, por isso, conseguiram apenas acompanhar as aulas basicamente através da visualização das mensagens. Outro fator

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externo que atrapalhou a participação dos alunos foi a falta de conexão à internet, no momento da aula, devido a problemas técnicos.

3.2.2.3.1 Organização das aulas no chat

Nas aulas no chat do Facebook, os participantes foram divididos em quatro grupos, de aproximadamente dez pessoas, que foram formados de acordo com a disponibilidade de horário dos alunos. Torna-se importante ressaltar que os estudantes que não puderam participar foram orientados a ler os comentários produzidos pela pesquisadora e pelos colegas durante a aula a fim de ficarem contextualizados acerca do conteúdo discutido. A divisão em grupos se justifica, porque, para Pereira (2004), grupos com um número grande de pessoas no bate-papo pode dificultar a discussão, caso haja apenas um mediador.

Além disso, Pereira (2004) menciona a importância de o aluno ter conhecimento sobre o conteúdo que será discutido. Tendo isso em vista, a pesquisadora contextualizou os estudantes sobre o objetivo da aula virtual com o intuito de poderem se preparar para a discussão a partir do levantamento das dúvidas que tiveram no decorrer da elaboração da resenha acadêmica. A pesquisadora também pediu aos participantes para focarem na meta principal da aula com o intuito de não ocorrerem digressões excessivas capazes de prejudicar o fluxo e o alcance do objetivo proposto que, no caso, está ligado com a melhora da avaliação presente nas resenhas dos alunos.

Considerando que a aula no chat foi uma experiência nova para a maior parte dos envolvidos, elaboramos um guia com orientações e regras (Apêndice B) para que esse evento virtual fosse aproveitado com sucesso por todos. O roteiro, que foi apresentado aos graduandos antes das aulas virtuais, destacou a relevância da releitura do artigo Abordagens do texto: considerações em torno dos objetos e unidades de análise textual de Bentes (2009), pois a discussão seria em torno de aspectos pontuais do texto e, por isso, tornava-se necessário certo domínio do conteúdo abordado, a fim de se ter um bom rendimento na aula.

Enfatizamos que uma releitura atenta sobre o texto resenhado era um requisito fundamental para a realização das aulas, pois elas se construiriam basicamente por meio de comentários e de dúvidas dos graduandos em relação à avaliação desenvolvida por eles na primeira resenha e, por isso, era fundamental saber o conteúdo do artigo. Percebe-se, portanto, a necessidade de uma postura participativa e crítica do estudante

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para a consolidação da aula, pois o professor deixa de ser o principal responsável pela sua efetivação.

Além da releitura, o objetivo da aula on-line foi destacado, pois os alunos precisavam se conscientizar de que a principal meta seria discutir questões ligadas especialmente à avaliação presente na primeira resenha, embora aspectos ligados a outros movimentos retóricos também tenham sido abordados em menor proporção durante o encontro. Esse ponto foi destacado com o intuito de os alunos não focarem, por exemplo, na discussão de erros voltados para questões da gramática normativa. Pedimos aos graduandos também que lessem, antes do chat, outros textos que abordassem os pontos discutidos por Bentes (2009), pois o diálogo do texto-fonte com outros artigos científicos é muito relevante para a construção de uma avaliação consistente.

Nesse sentido, Geraldi (2004) menciona que, quando o texto funciona como uma unidade de ensino-aprendizagem, é preciso compreendê-lo como “um lugar de entrada para este diálogo com outros textos” (p. 22). Desse modo, o aluno deve ser visto como “participante ativo deste diálogo contínuo com textos e com leitores” (p. 22) e, por isso, instigamos a busca por outros artigos científicos relacionados com a temática do texto resenhado. Assim, torna-se possível que haja uma aprendizagem pautada na interação entre professor, alunos e outros textos. Isso permite a formação de novos contextos através da produção de novos textos caracterizados pela ampliação dos sentidos, já que novos conhecimentos são gerados a partir do diálogo entre os três elementos mencionados.

Outro aspecto apontado no roteiro corresponde ao grande fluxo de informação na aula on-line e, por isso, alertamos os estudantes sobre a necessidade de se ter uma atenção redobrada durante o encontro no chat. Considerando também a predominância de recursos linguísticos no bate-papo, sugerimos o uso do vocativo no momento em que um aluno estiver respondendo ao comentário específico de um colega, pois assim a aula ficaria mais organizada e seria acompanhada mais facilmente pelos participantes.

As aulas virtuais foram preparadas após a correção da primeira resenha, pois, a partir dessa etapa, a pesquisadora pôde selecionar os principais erros e problemas ligados à avaliação do artigo resenhado e também ligados a outras dificuldades dos alunos percebidas durante a correção. A pesquisadora obteve uma visão global sobre as

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resenhas depois de ter corrigido todas elas e, portanto, conseguiu identificar quais foram os problemas mais recorrentes na produção textual dos alunos.

Dessa forma, foi possível escolher fragmentos avaliativos que melhor representassem os erros cometidos pela maioria dos estudantes durante a realização da avaliação do artigo de Bentes (2009). Esses trechos foram apresentados aos graduandos no chat17 com o intuito de eles indicarem os problemas na avaliação mostrada pela pesquisadora e também com o objetivo de discutirem como ela poderia ser melhorada. Nesse sentido, debatemos sobre aspectos capazes de tornar a avaliação consistente e, por isso, mostramos, por exemplo, como o diálogo do texto resenhado com outros artigos, cuja temática seja semelhante, pode ser importante para a construção da argumentação em relação ao ponto de vista defendido durante a avaliação positiva e/ou negativa do artigo-fonte.

Outro aspecto discutido corresponde à necessidade de se recomendar ou não o artigo baseando-se nas características positivas e/ou negativas apontadas no decorrer da avaliação. Além disso, chamamos a atenção dos graduandos a respeito da necessidade de sempre justificarem as críticas favoráveis e desfavoráveis feitas ao artigo resenhado para que elas não sejam consideradas superficiais. Trabalhamos também questões ligadas à polidez do resenhista no momento em que ocorrerem críticas negativas ao texto ou à autora. Além disso, destacamos trechos de resumo do artigo, dentro das resenhas dos alunos, caracterizados pela cópia do texto original e pela desorganização das ideias. Através dessa dinâmica de organização das aulas virtuais, os alunos puderam perceber como poderiam melhorar seus erros na segunda produção textual.