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DESCRIPTION DES ESSAIS

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Os primeiros grandes autores sobre ensino e educação foram Sócrates, Platão e Aristóteles. Sócrates (469 – 399 a.C.) foi um filósofo ateniense, ícone e um fundador da Filosofia Ocidental atual. Conforme a revista Nova Escola, os diálogos de Platão retratam Sócrates como um mestre que se recusou a ter discípulos. Sócrates admitiu poder evitar ser condenado se desistisse da vida justa, ou se aceitasse ajuda de seus amigos. Não valorizava os prazeres dos sentidos, mas colocava o belo entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo. Ele se dizia parteiro das ideias dos cidadãos de Atenas. Sócrates não recebia pagamento por suas aulas, e na maiêutica, primeiro levava seus interlocutores a pôr em causa suas próprias concepções e teorias sobre algum assunto, depois os conduzia a uma nova perspectiva do tema abordado. Assim, fazia seus interlocutores colocarem em causa seus conhecimentos e preconceitos sobre o assunto, conduzindo-os, depois, a novas ideias.

Após Sócrates, Platão, seu discípulo, também ateniense, filósofo e matemático na Grécia Antiga (428/427 – 348/347 a.C.), é autor de vários diálogos filosóficos e fundou a Academia em Atenas, primeira

instituição de ensino superior do ocidente. Conforme Mosse (1982), junto com seu mentor, Sócrates e seu aprendiz, Aristóteles, ele ajudou na construção dos alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. Seu provável nome era Arístocles e Platão um apelido referendando seu porte atlético ou capacidade intelectual de tratar de temas diferentes como, ética, política, metafísica e o conhecimento.

Ele iniciou na filosofia com Crátilo, seguidor de Heráclito, mas em torno dos 20 anos, encontrou Sócrates, tornando-se seu discípulo. Desenvolveu a noção de que a pessoa fica em contato permanente com dois tipos de realidade: a inteligível que é imutável e a sensível que é aquilo que afeta os sentidos, as realidades dependentes, mutáveis, sendo imagens das realidades inteligíveis.

A teoria gnosiológica ou do conhecimento, de Platão, conforme Mosse (1982), explica como é possível conhecer as coisas, que, para ele, ao ver um objeto várias vezes, a pessoa lembra do que viu no mundo das ideias. Assim, a ciência platônica é uma leve recordação, uma reminiscência, onde a investigação das ideias supõe a preexistência das almas. Platão, sob a influência de Sócrates, buscava a verdade essencial das coisas. O conhecimento era o da própria pessoa, e o contido na alma era a essência do que existe no mundo sensível. O conhecimento tinha fins morais de levar a pessoa à bondade e felicidade e obter autoconhecimento em um caminho árduo e metódico.

Aristóteles nasceu na Macedônia, cidade de Estagira, Tassalônica, na península da Calcídia (384 a.C. – 322 a.C). No ano de 367 a.C., com 17 anos, foi enviado a Atenas para completar sua educação na Academia de Platão, ficando até o ano de 348 a.C., quando Platão morreu. No ano 343 a.C. encarregou-se da educação de Alexandre, O Grande, com 13 anos de idade, filho do Rei da Macedônia. Depois da educação de Alexandre, voltou a Atenas, onde fundou uma escola próxima ao templo dedicado ao deus Apolo, recebendo o nome de Liceu. Aristóteles tinha uma posição diferente de Platão, defendendo que a observação era a atividade básica para poder entender o mundo (ARISTÓTELES, 2002).

Na organização da escola de Aristóteles havia disciplinas matutinas para os discípulos e à tarde a um público mais amplo. A escola chamava-se Perípatos (passeio) e, seus seguidores, denominados peripatéticos, pois as aulas ocorriam durante passeios realizados. Após a morte de Alexandre, aumentou, em Atenas, uma rivalidade a Aristóteles, acusado de favorecer o Rei Macedônico. Retirou-se dizendo não querer que os atenienses pecassem pela segunda vez contra a filosofia, ao relembrar a morte de Sócrates. Para Aristóteles a classificação das

ciências envolve a teoria do conhecimento, da qual foi um grande sistematizador do pensamento de sua época, considerando três fases do conhecer: contato com o objeto através dos sentidos; a impressão do objeto percebida de maneira passiva pelo intelecto; e, a transformação da impressão em conceito, pelo intelecto em grau máximo de abstração. O ser humano tem conhecimento do necessário (filosofia e ciência) e do contingente (arte e sabedoria prática) (ARISTÓTELES, 2002).

Para Aristóteles, conforme Hessen (1999), todo conhecimento e trabalho visam a algum bem e o maior é a felicidade. Considerava que ao vulgo, a felicidade é óbvia como o prazer, a riqueza ou as honras e deve-se procurar o bem indagando o que ele é. Assim, deve-se perguntar se adquirimos a felicidade pela aprendizagem, pelo hábito ou adestramento; se é dada por Deus ou resulta do acaso. Afirmava haver duas espécies de virtudes: intelectuais resultantes do ensino e as morais que resultam do hábito e nos atos e nas relações pessoais a pessoa se torna justa ou injusta.

O objeto do conhecimento científico (episteme) é o necessário e eterno, onde toda ciência pode ser ensinada e seu objeto aprendido. A Sabedoria Prática (phrónesis) caracteriza-se na pessoa ao deliberar sobre o que é bom e conveniente. A Razão Intuitiva (nõus) é o que se aprende sobre as últimas premissas de onde parte a ciência. A Sabedoria Teorética (sofia) é a razão intuitiva junto ao conhecimento científico, orientada a objetos mais elevados e, das formas de conhecimento, é a mais perfeita, superando a sabedoria prática.

Conforme Hessen (1999), Aristóteles tratou o problema relativo à utilidade da sabedoria teorética e prática, apresentando questões. Ele afirmou que o caráter, formado pelos hábitos impostos pelo educador, não é vicioso ou virtuoso. A virtude e o vício, que se desenvolvem nos atos que só o adulto é capaz, porque se realizam principalmente na vida cívica ou militar. Depois do período grego, houve vários pensadores, mas nesse estudo, apresenta-se na sequência o pensamento renascentista.

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