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Des représentations aux actions

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2. Atividades realizadas na Educação Pré-Escolar

Na PES em Educação Pré-Escolar, no Jardim de Infância n.º 2, as atividades realizadas e elaboradas incidiram, na sua maioria, no tema do presente Relatório Final de Estágio. Com a cooperação da educadora Lúcia Gonçalves, ficou resolvido, desde o primeiro dia, que a maioria das atividadesteria como objetivo fundamentar o tema escolhido e, como tal, as reuniões entre a estagiária e a educadora cooperante serviam para estabelecer as atividades, tratando-se, desta forma, de uma idealização conjunta. As decisões das atividades realizadas também incluíram as crianças, pois nas reuniões de grupo propúnhamos atividades e estas escolhiam aquela que mais apelava a sua motivação e interesse. Desta forma, as atividades incidiram mais na área da Matemática, interligando-a com o movimento e a Expressão Físico-Motora.

Os objetivos definidos tiveram em consideração as Orientações Curriculares definidas para a Educação Pré-Escolar (I. Silva et al., 2016) e, nas atividades, relacionou-se, sempre que possível, a matemática com o movimento e com a expressão Físico-Motora. Nestas atividades, pretendeu-se olhar a matemática de uma forma mais didática, lúdica, prática e dinâmica, verificando-se que as crianças demonstraram sempre interesse, motivação e entusiasmo. Saliente-se que, nas atividades 1,3 e 5, no caso particular da área da Matemática, embora nas Orientações Curriculares (I.Silva et al., 2016) se aconselhe contar até 10, optou-se por contar até 20, de acordo a recomendação da educadora cooperante que conhecia melhor as crianças.

Atividade 1- “Habitante da terra que não sabe poupar água”

Esta atividade idealizou-se com a finalidade de enriquecer o tema Dia Mundial da Água. Decidimos, então, abordar o domínio Números e Operações, constante da área da Matemática e o domínio de Cooperação e Convivência Democrática/Cidadania, incluído na área de Formação Pessoal e Social, relativamente à Educação Motora.

Neste sentido, planificamos a atividade (Apêndice A) de acordo com os objetivos gerais e específicos/descritores, que se podem observar na tabela 3. Esta atividade realizou-se no polivalente e foram necessários paralelepípedos de esponja. Já no local, pediu-se às crianças que se sentassem para a explicação do jogo, de forma a que soubessem as suas funções e responsabilidades. Antes do início do jogo, as crianças espalharam-se pelo polivalente para um breve aquecimento.

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Tabela 3-Os objetivos gerais e específicos/descritores da atividade 1.

Objetivos gerais Objetivos específicos/descritores Educação Motora

-Desenvolver a motricidade fina; -Desenvolver a motricidade grossa; -Desenvolver a noção corporal.

-Coordenar movimentos; -Caminhar;

-Correr. Área da Matemática -Aprender a contar até 20;

-Reconhecer os números e conhecer a sua sequência;

-Desenvolver a capacidade de associação.

-Contar até 20;

-Identificar os números até 20;

-Identificar os números a partir da sua sequência;

-Associar os números à quantidade de crianças.

Área de Formação Pessoal e Social -Demonstrar o espírito de trabalho em

equipa;

-Utilizar a capacidade de concentração; -Desenvolver as relações interpessoais; -Respeitar regras sociais.

-Trabalhar em equipa; -Estar atento;

-Ajudar os colegas; -Esperar pela sua vez; -Saber ouvir.

Na primeira atividade, acrescentou-se à planificação um momento de aquecimento, dada a importância de começar qualquer atividade de Educação Motora com um aquecimento dos membros do corpo. Também a lógica do jogo foi modificada, graças à pertinaz contribuição de uma criança, pois, durante a reunião de grupo, na qual falávamos sobre a importância da água e a respetiva poluição, construiu em lego um submarino que serviria para tirar a poluição dos oceanos.

No início da atividade, cada criança, peixes do oceano, tinha em sua posse uma esponja, saco plástico, à exceção de uma, que representava o submarino que limpava o oceano. A estagiária pediu às crianças que se dispersassem pela área do polivalente e, de seguida, que colocassem a esponja no chão. Ao primeiro apito, a estagiária pediu aos peixes do oceano que abandonassem os seus sacos plásticos para assim imitarem um oceano poluído. De seguida, pediu que corressem aleatoriamente. Ao longo do jogo, a corrida foi-se substituindo por estilo

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slow motion, saltinhos, pé coxinho, de quatro apoios - pés e mãos no chão. Ao segundo apito, a estagiária pediu aos peixes do oceano que corressem para o saco plástico correspondente, enquanto o submarino ia retirando sacos plásticos de forma a limpar o oceano. Na figura 4 podemos observar as crianças em plena atividade.

Os peixes do oceano sem sacos de plástico eram apanhados pelo submarino e ficavam a ajudá-lo na reciclagem. Depois de apanhadas, as crianças tiveram que respeitar as que ainda estavam em jogo, sem nunca saírem do local previamente estabelecido.

Na mesma sessão, realizamos outro jogo, também de acordo com a tabela 3. Neste caso, em grande grupo, os alunos sentaram-se no chão de pernas bem abertas uns a seguir aos outros.

O primeiro elemento que estava sentado levantou-se e começou a saltitar entre as pernas dos os seus colegas, como se observa na figura 5.

Cada criança iniciava um circuito que, ao passar pelas pernas dos colegas, contabilizava, em voz alta, o número de meninos pelos quais passava. Sempre que uma criança estava quase a terminar, outra levantava-se e repetia o mesmo circuito, e assim sucessivamente.

Figura 5-Números e Operações: Contagem. Figura 4-Jogo motor: "os habitantes da terra que não sabem poupar água”.

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Para acalmar as crianças do ritmo acelerado da aula, achamos conveniente fazer uma breve sessão de relaxamento.

Reflexão:

O primeiro jogo demonstrou uma enorme capacidade física, sensibilidade crítica e raciocínio por parte das crianças, uma vez que lhes foi evidente tratar-se não só de um simples jogo, mas, da abordagem de um problema ecológico atual.

O segundo jogo decorreu de forma organizada, respeitando o que foi mencionado na planificação.

As crianças ficaram muito entusiasmadas com os dois jogos, pelo que, no final, foi necessário realizar uma sessão de relaxamento, para os acalmar, por forma a conseguirem entrar na sala ordeiramente. Na sala, numa reflexão sobre os jogos, surgiram alguns comentários: “este jogo é que foi fixe”, “gostei mesmo de saltar nas pernas dos meus colegas”, “no intervalo da tarde podemos repetir”.

Desta forma, e recorrendo à psicomotricidade, trabalhou-se a matemática de uma forma mais prática e dinâmica, em que as crianças mostraram o seu entusiasmo e, principalmente, divertiram-se imenso a aprender matemática.

Atividade 2- Confeção de Pão-de-Ló

A atividade 2 surgiu como iniciativa da educadora cooperante, estando já incluída nas planificações semestrais elaboradas pelas três educadoras afetas ao Jardim de Infância n.º 2. Como tal, as estagiárias, individualmente e com o seu grupo, planificaram e realizaram esta atividade. Deste modo, abordamos o domínio Geometria e Medida, relativamente à área da Matemática e o domínio de Autonomia/Independência e de Cooperação, analogamente à área de Formação Pessoal e Social.

Neste sentido, planificamos a atividade (Apêndice B), segundo os objetivos gerais e específicos/descritores apresentados na tabela 4.

Para esta atividade, necessitou-se da receita de pão-de-ló (Anexo A), dos ingredientes; farinha, fermento de padeiro, ovos; dos utensílios de cozinha, bacia, colheres de pau, chávenas, batedeira e do forno. Decorreu com apenas seis crianças do grupo, respeitando a vontade da educadora cooperante.

Como forma de iniciar a atividade, a estagiária explicou a funcionalidade dos materiais que estavam presentes na mesa, finalizando com a leitura da receita em voz alta. A estagiária

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estabeleceu, depois, funções diferentes para cada uma das crianças, lendo novamente a receita e respeitando os passos da sua preparação.

Tabela 4.Objetivos gerais e específicos/descritores da atividade 2.

Objetivos gerais Objetivos específicos/Descritores Área da Formação Pessoal e Social

-Colaborar nas atividades de pequeno e grande grupo;

-Manifestar comportamentos de apoio e interajuda;

-Desenvolver a independência/autonomia.

-Participar na confeção da massa de pão de ló;

-Auxiliar os colegas ao longo da atividade; -Revelar interesse pela atividade desenvolvida;

-Participar na atividade de forma autónoma. Área da Matemática

- Compreender que os objetos têm tributos mensuráveis.

-Adicionar os ingredientes nas quantidades certas;

-Juntar os ingredientes pela ordem correta. Num primeiro momento, as crianças envolvidas formaram uma roda em torno da mesa e conversou-se sobre as regras de higiene na cozinha, num segundo momento, a estagiária promoveu o diálogo das crianças sobre a confeção de pão de ló, identificando os ingredientes e objetos utilizados, tendo sempre presente a noção de medida e quantidade; assim como, a medição das quantidades. Deste modo, exploramos os ingredientes, o material e as quantidades necessárias para uma boa confeção do pão de ló (Figura 6).

Posteriormente, passamos à confeção do pão-de-ló. Cada criança, ajudada pela estagiária, fez a medição dos ingredientes. Como seriam muitas crianças a comer o bolo, a

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estagiária explicou que iriam proceder a três medições de cada ingrediente para assim obterem mais massa. De farinha precisava-se de 750g, pelo que as crianças, ao observarem as medições na balança, constataram que eram necessárias três chávenas de café para atingir essa medida. Posto isto, a estagiária, solicitou a uma criança que colocasse a farinha na bacia. De seguida, uma criança contabilizou 13 gemas e repetiu o processo mais duas vezes, quando terminou a contagem, e com a ajuda da auxiliar, bateram as claras em castelo.

Outra criança, com a ajuda da estagiária, associou que 400g de açúcar correspondia a duas chávenas de café, assim, e como tínhamos que repetir o processo mais duas vezes, a criança afirmou “então tenho que adicionar na bacia 6 chávenas de café de açúcar”. Concluiu a medição e adicionou os ingredientes à massa.

Para finalizar, uma criança adicionou 15 ovos. Desta forma, com a ajuda da auxiliar, duas crianças, com a batedeira, misturaram todos os ingredientes até obterem uma mistura homogénea. Depois, foi só adicionar as claras em castelo e envolver lentamente com a mistura, sendo um processo delicado foi executado pela estagiária.

Uma das crianças, reparou que não foi colocado “aquele pó branco que faz crescer os bolos da mãe”, ajudando assim a estagiária a lembrar-se de acrescentar o fermento no pão-de- ló.

Na última fase, as crianças responsáveis por esta atividade, explicaram ao restante grupo como a realizaram e identificaram os passos que percorreram durante a sua realização.

Reflexão:

Relativamente à planificação, observamos que as crianças atingiram os objetivos desejados e, principalmente, que adquiriram os conteúdos do modo pretendido.

A atividade demonstrou-se bastante empolgante e propícia à aprendizagem das crianças no que respeita aos ingredientes utilizados e ao procedimento a seguir, interligando-os com o domínio de Geometria e Medidas na área da Matemática.

O resultado final veio demonstrar o ótimo trabalho realizado pelas crianças e a sua felicidade, verificável, especialmente, na constatação do aroma do pão-de ló. Todos os elementos do Jardim de Infância foram convidados a participar num lanche da Páscoa, colocando-se na mesa o pão-de-ló confecionado, como podemos observar na figura 7.

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65 Atividade 3- A cobra doida

A educadora cooperante solicitou a atividade 3, fazendo-a incidir sobre o domínio da Educação Motora, no que diz respeito à área das Expressões, o domínio de Cooperação e Convivência Democrática/Cidadania, da área de Formação Pessoal e Social, e, ainda, o domínio Números e Operações, relativamente à área da Matemática.

Neste sentido, planificamos a atividade (Apêndice C), tendo em consideração os objetivos gerais e específicos/descritores apresentados na tabela 3 da atividade 1.

Esta atividade decorreu no polivalente do Jardim de Infância n.º 2 de Vila Real e apenas precisamos de bolas de futebol de esponja.

A atividade começou com um breve aquecimento dos grupos musculares da criança, tendo sido usada uma lógica sequencial, iniciando-se com o movimento dos membros superiores, e posteriormente, avançando-se lentamente para os membros inferiores. Utilizou-se movimentos calmos inicialmente, aumentando o ritmo ao longo do aquecimento dos braços, pescoço, ombros, anca, pernas, joelho e pés (Figura 8).

Figura 7-Lanche da Páscoa com pães de ló.

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O aquecimento foi realizado de forma didática e com diversidade de movimentos, fazendo perceber à criança a sua importância. Os exercícios didáticos entusiasmaram as crianças, que foram dizendo “já não é aborrecido aquecer”.

Depois do aquecimento, realizou-se o jogo: Cobra doida, dividindo-se em três etapas diferentes que serão explicadas nos pontos seguintes.

Primeira etapa:

As crianças posicionaram-se em fila e dividiram-se em 3 equipas. A cada equipa foi entregue uma bola e nenhum dos seus elementos podia sair da fila; caso acontecesse, a criança que havia desrespeitado a regra seria desqualificada. O primeiro jogador da fila tinha a bola e os restantes jogadores deviam manter-se em posição vertical de pernas abertas. Ao soar o apito, o primeiro jogador lançou a bola pelo meio das pernas dos colegas, que podiam ajudar a bola a passar com um pequeno toque. O último jogador da fila tinha que apanhar a bola e correr para o início da fila, logo que posicionado, as crianças repetiam o circuito.

Segunda etapa:

Repetimos o procedimento anterior, mas com uma vertente diferente. Nesta segunda etapa as crianças tinham que passar a bola por cima da cabeça. Ou seja, continuaram posicionados em fila e, sem se virarem para trás, tinham que fazer passar a bola ao colega por cima da cabeça. Apenas podiam movimentar os braços (bíceps).

Terceira etapa:

Repetimos o procedimento anterior, realizando-o em grande grupo. Posicionou-se o grupo em fila, e o último elemento correu por entre os elementos da fila. Durante a repetição do exercício, ocorreram algumas variações, em que, a cada criança foi atribuído um número e aquando da passagem do elemento em jogo, iniciaram a contagem.

A criança posicionada no fim da fila só iniciou o exercício aquando o apito da estagiária. Reflexão:

Com esta atividade, as crianças atingiram todos os objetivos inicialmente estabelecidos. As crianças tiveram um comportamento exemplar, o que permitiu que a sessão corresse como estava prevista.

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Inicialmente, surgiram algumas dificuldades quanto à compreensão das regras do jogo, mas depois de jogar a primeira vez como forma de exemplo, todas as crianças conseguiram executar a sessão motora como pretendido. Contudo, sentimos algumas limitações por parte das crianças mais novas, mas, sendo auxiliadas pelos mais velhos, conseguiram acompanhar o exercício. As crianças mais velhas adoraram a terceira etapa do jogo e pediram para a realizarmos novamente. Esta motivação demonstrada pelas crianças verbal e fisicamente transmitiu uma energia positiva à estagiária, fazendo-a sentir que as suas atividades eram do agrado das crianças.

Nesta atividade, devido ao entusiasmo da estagiária e por esquecimento, não foi possível o registo fotográfico.

Atividade 4- Vamos encontrar as figuras geométricas?

A atividade 4 assenta numa combinação tripartida das áreas curriculares, viabilizando a noção de interdisciplinaridade. Deste modo, trabalhou-se o domínio de Geometria e Medida relativamente à área da Matemática, mas também o domínio da Educação Motora no que diz respeito à área das Expressões, e, finalmente, no domínio de Cooperação e Convivência Democrática/Cidadania, da área de Formação Pessoal e Social.

Neste sentido, planificamos (Apêndice D), com os seguintes objetivos gerais e específicos/descritores presentes na tabela 5.

Tabela 5-Objetivos gerais e específicos/descritores da atividade 4.

Objetivos gerais Objetivos específicos/descritores Educação Motora

-Desenvolver a motricidade fina; -Desenvolver a motricidade grossa; -Desenvolver a noção corporal.

-Coordenar movimentos; -Caminhar e correr;

-Desenvolver de uma postura corporal correta;

-Desenvolver movimentos fundamentais. Área da Matemática

-Reconhecer e operar com formas; geométricas e figuras;

-Exprimir a capacidade de associação.

-Identificar figuras geométricas; -Associar o nome à figura.

68 -Demonstrar o espírito de trabalho em

equipa;

-Utilizar a capacidade de concentração; -Desenvolver as relações interpessoais; -Respeitar regras sociais.

-Trabalhar em equipa; -Estar atento;

-Ajudar os colegas; -Esperar pela sua vez; -Saber ouvir.

Iniciamos a sessão motora com um breve aquecimento. Posicionamos as crianças, de forma aleatória, pelo polivalente, e ao som da música de aquecimento do Léo Megga2,

executaram o movimento consoante a letra música, reproduzindo os movimentos da estagiária que estava à sua frente.

De seguida, com giz, a estagiária desenhou no chão quatro figuras geométricas; quadrado, triângulo, círculo e retângulo, repetindo cada uma quatro vezes. Primeiramente, a estagiária pediu às crianças para correrem pelo polivalente, e, ao primeiro apito, a estagiária mencionou em voz alta o nome da figura geométrica pretendida, e, as crianças, assim que relacionavam o nome da figura com a sua visualização no chão, colocaram-se nesse espaço, como é possível observar na figura 9.

Esta atividade teve ainda algumas variantes no movimento, semelhantes às descritas na atividade 1, que se observam na figura 10.

2 https://www.youtube.com/watch?v=mSO6PGFIETk

Figura 9-Grupo de alunos na figura geométrica – quadrado.

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69 Reflexão:

O movimento proporcionado por esta atividade e o sentimento de liberdade na sua realização motivou as crianças. Desta forma, executaram a atividade com sucesso, mostrando- se bastante ativas e participativas.

As crianças, principalmente as de três anos de idade, apresentaram alguma dificuldade na capacidade de ação-reação. Nestes casos, a ajuda da estagiária e da educadora cooperante foram essenciais durante o tempo, em que os alunos com mais dificuldades, realizaram a atividade. No entanto, estas crianças acabaram por ultrapassar as suas limitações e a realização do jogo decorreu sem qualquer constrangimento. O restante grupo não demonstrou dificuldade. Na globalidade, a atividade realizou-se como planificado, desenvolvendo e explorando as propriedades das figuras.

Concluímos que todas as crianças obtiveram sucesso na realização da atividade, atingindo os objetivos propostos e demonstrando grande entusiasmo, dedicação e alegria.

Atividade 5- Jogo motor aritmético

Esta atividade inseriu-se, novamente, nos domínios e nas áreas mencionadas na atividade 1. Deste modo, planificamos (Apêndice E), com os mesmos objetivos gerais e específicos/descritores definidos na tabela 3.

Esta atividade também se realizou na área do polivalente e foram precisos lenços de papel, arcos, uma bola de futebol e balizas. Primeiramente, pediu-se às crianças que se posicionassem, de forma livre, pelo espaço, seguindo-se a explicação, pela estagiária, das regras do jogo do aquecimento. De imediato, a estagiária deu início ao jogo vamos roubar a cauda, em que se apela à corrida para aquecer os músculos de uma forma geral. A estagiária entregou a cada criança do grupo um lenço de papel, colocando-o na parte de trás do cós das calças. Ao primeiro apito, cada criança, tentou roubar a cauda das outras e ao mesmo tempo proteger a sua. O vencedor foi a criança que, no final, conquistou o maior número de caudas. Para completar o aquecimento, organizamos o grupo, alternadamente (criança – espaço; espaço – criança), pelo polivalente, e procedemos à exercitação dos grupos musculares, alternando entre descanso e recuperação, com o intuito de preparar as crianças para a atividade seguinte, como é possível observar na figura 11.

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Relativamente ao jogo aritmético, este englobou todo o grupo, com o objetivo de fazer movimentar as crianças em simultâneo. O grupo posicionou-se em círculo, constituído por arcos. Como o número de crianças era elevado, optamos por colocar 8 arcos (figura 12), e, no seu interior, um número reduzido de crianças, para assim ser mais fácil a contagem pelas crianças mais novas.

Cada arco devia conter no seu interior um conjunto de crianças. Num encontrava-se apenas uma, noutro duas, no seguinte três, e assim sucessivamente até que todas estivessem a participar na atividade.

No exterior do círculo, formado pelos arcos, encontrava-se uma criança a correr (figura 13); ao apito da estagiária, parava e contabilizava rapidamente quantos colegas seus se encontravam dentro do arco em que parou. Depois de dar a resposta, corria rapidamente em direção à baliza e marcava golo.

Para dificultar o jogo, a baliza tinha pequenas dimensões e um guarda-redes. Figura 12-Esquema do jogo aritmético.

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No final do jogo, realizamos uma sessão de alongamentos, assim como um relaxamento, uma vez que estes movimentos são tão ou mais importantes do que a atividade/jogo em si.

Na figura 14 encontram-se os exercícios dos alongamentos constantes do

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