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5.2 Présentation détaillée

5.2.4 Des points de publication

Para analisar e comparar a aprendizagem dos conteúdos conceituais foi elaborada uma prova objetiva por um professor de biologia não envolvido na pesquisa, para evitar conflito de interesse, a esse professor foi solicitado que a prova (anexo 03) contivesse conteúdo de botânica esperado para o ensino médio. A avaliação foi aplicada de forma individual e sem consulta bibliográfica, sendo que 60% dos alunos da turma A e 30% da turma B tiveram notas entre 5 e 10 (figura 4).

Figura 04– Rendimento dos alunos com aulas práticas investigativas (Turma A) e com aulas

demonstrativas (Turma B).

No teste estatístico não paramétrico de Wilcoxon, com amostras independentes, o valor de p foi de 0,0202, portanto a diferença de rendimento entre as turmas A e B pode ser considerada significativa. A turma “A”, que teve aulas práticas investigativas, teve rendimento notoriamente maior que a turma B. Assim, podemos deduzir que, apesar de a quantidade de conceitos abordados ter sido menor na turma com aulas práticas investigativas, o aprendizado dos conceitos abordados parece ter sido mais significativo.

Avaliando questão a questão, algumas tiveram maior diferença considerando a quantidade de acertos entre as duas turmas, mesmo nas questões não envolvidas diretamente nas práticas investigativas a turma A obteve maior rendimento, fruto de maior envolvimento e predisposição a estudar o tema despertado pelas aulas em laboratório.

Na questão 01, por exemplo, que trata da comparação e reconhecimento de diferentes grupos vegetais com base nas respectivas aquisições evolutivas, 83% dos alunos da turma “A” assinalaram a alternativa correta; já na turma “B” o índice de acerto foi de 46,7%.

Na questão 03, que trata do reconhecimento e identificação das características dos principais representantes do reino Plantae, os alunos da turma “A” tiveram índice de acerto de 66,7% ante 43,3% da turma “B”.

Na questão que envolveu diretamente a interpretação de um experimento científico a diferença entre as turmas mostrou-se ainda mais acentuada, sendo que os alunos da turma “A” tiveram índice de acerto de 90% ante 53,3% da turma “B”, apesar de as duas turmas terem visto o conteúdo sobre método científico nas disciplinas de biologia e filosofia. Assim, ficou evidenciado que a prática é muito mais efetiva na aprendizagem significativa.

Em todas as questões analisadas a turma que teve aulas práticas investigativas tiveram maior índice de acertos mostrando que a prática traz um ganho significativo na aprendizagem conceitual, além dos ganhos nos conteúdos atitudinais e procedimentais.

Os resultados obtidos parecem corroborar as recomendações de vários autores que sugerem que as práticas investigativas tornam o ensino de botânica mais dinâmico e agradável aos alunos, contribuindo efetivamente para a alfabetização científica, além da formação de cidadãos críticos e da diminuição da “cegueira botânica” (Cachapuz, 2005; Sasseron 2008; Andrade 2011; Silva 2014; Krasilchik 2016).

Como parte de uma avaliação formativa processual, após a correção da avaliação proposta, os alunos receberam suas respectivas atividades comentadas, com o objetivo de tomarem ciência de seus rendimentos, todas as questões da avaliação foram corrigidas na lousa com a participação da turma, possibilitando aos educandos identificarem quais seus erros e acertos.

Para evitar prejuízos à turma “B” foi adotado um rodízio na abordagem dos conteúdos subsequentes, alternando as práticas investigativas e outras metodologias. Apesar de as práticas serem idealizadas para um lugar com pouca estrutura e utilizando materiais simples, aulas práticas demandam mais tempo do professor na preparação das aulas e aquisição dos materiais, fato corroborado por Cornacini (2017), bem como na correção e devolutiva dos trabalhos. Por consequência, há um aumento da carga de trabalho extraclasse e o mesmo não pode negligenciar outras atribuições e as demais turmas, portanto torna-se difícil realizar essa abordagem com várias turmas simultaneamente.

7 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Chama a atenção, particularmente a extensa lista de atividades a serem desenvolvidas, considerando os conteúdos e habilidades propostos para o 2º bimestre do 3º ano EM (anexo 04), principal momento em que o conteúdo de botânica deve ser trabalhado. Um bimestre é composto por 18 a 20 aulas de 50min ou 45min (período noturno), durante essas aulas o professor deve trabalhar conteúdos, habilidades/competências, realizar avaliações, atividades para recuperação, participar de reunião de pais, conselho de classe e considerar eventuais feriados.

Pela extensa lista de atividades a serem desenvolvidas, citadas acima, fica evidente que o tempo é um limitador importante da prática docente, o que é corroborado por Lemos (2006) e por Andrade, (2011).

Segundo Salatino e Buckeridge (2016) “o conteúdo de botânica para a educação básica é tido por alunos e professores como um dos mais difíceis e desinteressantes, sendo relatado que muitos professores acabam por pular esse conteúdo ou tratá-lo de forma superficial”. Entre os principais motivos apresentados estão a linguagem excessivamente técnica, resultado de uma visão de ensino conteudista, focada unicamente na aprendizagem de vocabulário desconectado da realidade do aluno, e a falta de domínio do conteúdo pelo professor, que o leva a reproduzir o livro em aulas expositivas tradicionais, que relegam o aluno a uma condição de passividade cognitiva, não resultando em uma aprendizagem significativa (Silva, 2008).

Várias mudanças devem ser implementadas para amenizar esse desinteresse pela botânica em um país com uma grande riqueza de biomas e biodiversidade. Ao professor compete conhecer e fazer uso de diferentes estratégias didáticas para atingir os objetivos da educação propostos para a área de ciências, como, promover a alfabetização científica através de uma aprendizagem significativa que possibilite a formação de cidadãos críticos, com competências e habilidades para enfrentar situações cotidianas, atuando de forma racional e responsável nas tomadas de decisões.

Dentre as metodologias disponíveis destacamos aula expositiva dialogada, discussões, excursões, simulações, projetos, demonstrações e aulas práticas, sendo que está última apresenta diversas vantagens em uma visão de ensino que valorize o

conhecimento prévio dos educandos e vise a alfabetização científica em uma perspectiva construtivista de ensino (Krasilchik, 2016).

A aula prática por si só não garante a aprendizagem, porém em uma abordagem investigativa, por meio de questionamentos e investigação, mostrou-se muito eficiente no desenvolvimento de diversos conteúdos (atitudinal, conceitual e procedimental). Possibilitou a contextualização e interdisciplinaridade, propiciando uma visão mais holística e menos compartimentada por disciplinas, o que está em acordo com as recomendações dos documentos oficiais. Promoveu também maior interação entre professor-aluno e aluno-aluno, entretanto, demanda mais tempo, menor número de alunos por sala e um espaço físico adequado, ainda que sem equipamentos sofisticados, já que montar os experimentos na sala de aula requer que as turmas dos outros períodos não interfiram nos mesmos, uma vez que uma mesma sala é usada por pelo menos três turmas diferentes ao longo do dia.

A aula demonstrativa teve um efeito positivo na aprendizagem, mas muito aquém da prática investigativa. Se estas aulas não forem bem planejadas funcionarão como um conjunto de receitas e mera repetição de técnicas para confirmar algo que já tenha sido ensinado, a demanda cognitiva tende a ser baixa. Têm como vantagem exigir menos material, demandar menos tempo e ser possível trabalhar com turmas mais numerosas. Suas desvantagens podem ser amenizadas se os alunos forem questionados e chamados a participarem através de perguntas e problemas apresentados pelo professor, estimulando a criatividade, habilidade em resolver problemas, reflexão e capacidade de argumentação (Cachapuz et al, 2005).

A maioria dos professores reconhecem a importância das aulas práticas e a necessidade de se variar a metodologia adotada, entretanto relatam diversos obstáculos à realização de aulas menos tradicionais, sendo os principais: a infraestrutura inadequada, falta de materiais, pouco tempo de aula, salas com número excessivo de alunos, deficiência na formação, excesso de trabalho e carência de bibliografia (Lima, 2004). Segundo Lemos (2006) o professor, por melhor preparado que seja, dificilmente conseguirá desenvolver um bom trabalho se os fatores macroestruturais não contribuírem para isso, sendo necessário um esforço coletivo para superar tais limitações.

Esse trabalho mostrou as vantagens de se trabalhar o conteúdo de botânica através de aulas práticas investigativas e, com base nessa experiência, apresenta como produto material didático de apoio com sugestões de aulas práticas

que utilizam materiais simples e que são fáceis de serem realizadas, mesmo em um local com pouca infraestrutura.

8 – REFERÊNCIAS

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10– ANEXOS

04 – Prova para aferir resultado quantitativo

01 - A associação correta entre a coluna que apresenta os diferentes grupos de plantas e algumas de

suas características morfofuncionais é:

I. briófitas 1. primeiras plantas vasculares

II. Angiospermas 2. primeiras plantas que formam sementes III. pteridófitas 3. não apresentam vasos para condução da seiva IV. Gimnospermas 4. plantas que apresentam flores e frutos

a-) I – 1, II – 2, III – 4 e IV – 3. b-) I – 3, II – 4, III – 2 e IV – 1.

c-) I – 3, II – 1, III – 4 e IV – 2. d-) I – 2, II – 3, III – 1 e IV – 4. e-) I – 3, II – 4, III – 1 e IV – 2.

02 - O grande sucesso das plantas fanerogâmicas (gimnospermas e angiospermas) pode ser atribuído,

dentre outras, a duas importantes adaptações desses organismos ao ambiente terrestre, que consistem em:

a-) propagação por meio de frutos e por meio de sementes.

b-) independência da água para reprodução e propagação por meio de sementes.

c-) independência da água para reprodução e propagação por meio de frutos. d-) reprodução por meio de esporos e propagação por meio de sementes. e-) reprodução por meio de gametas e por meio de esporos.

03 - As plantas são os objetos de estudo da Botânica e estão incluídas no Reino Plantae. Entre as

alternativas a seguir, marque aquela que indica corretamente as características presentes nesse grupo de organismos.

a-) Eucariontes, multicelulares e autotróficas.

b-) Eucariontes, unicelulares e heterotróficas. c-) Eucariontes, unicelulares e autotróficas. d-) Procariontes, multicelulares e heterotróficas. e-) Procariontes, multicelulares e heterotróficas.

04 – (FATEC 1º SEM/17) Na caatinga brasileira, plantas como os mulungus (Erythrina spp.) são

classificadas como caducifólias porque apresentam a perda sazonal das folhas. O hormônio e a adaptação diretamente relacionados a esse mecanismo fisiológico são, respectivamente,

a-) ácido abcísico e aumento da transpiração. b-) auxina e diminuição da fotossíntese. c-) citocinina e aumento da transpiração. d-) etileno e diminuição da transpiração.

e-) giberelina e aumento da fotossíntese.

05 - (FATEC 1º SEM/16) Para que uma planta possa crescer e se desenvolver, ela precisa de

compostos que contenham átomos de carbono, como qualquer outro ser vivo. À medida que a planta se desenvolve, ela incorpora esses compostos às raízes, às folhas e ao caule e há, consequentemente, um aumento de sua massa total. Em um experimento para verificar qual a origem do carbono presente nas estruturas dos vegetais, foram analisados dois grupos de plantas, todas da mesma espécie e com o mesmo tempo de vida. Essas plantas foram expostas a compostos contendo átomos de carbono radioativo, de modo que fosse possível verificar posteriormente se esses átomos estariam presentes nas plantas. A tabela apresenta o modo como o experimento foi delineado, indicando as características da terra em que as plantas foram envasadas e da atmosfera à qual foram expostas ao longo do estudo.

É esperado que após um tempo de crescimento dos dois grupos de plantas, nas condições descritas, seja encontrada uma quantidade de átomos de carbono radioativos

a-) maior nas plantas do grupo 2, pois essas plantas teriam absorvido, pelas folhas, o gás carbônico

para realizar a respiração.

b-) maior nas plantas do grupo 2, pois essas plantas teriam absorvido, pelas folhas, o gás carbônico para realizar a fotossíntese.

c-) equivalente nos dois grupos de plantas, pois o carbono incorporado nas estruturas das plantas pode

ser obtido tanto a partir das substâncias absorvidas pelas raízes quanto daquelas absorvidas pelas folhas.

d-) maior nas plantas do grupo 1, pois essas plantas teriam absorvido, pelas raízes, os compostos

orgânicos para utilizá-los como alimento, incorporando-os diretamente em suas estruturas.

e-) maior nas plantas do grupo 1, pois essas plantas teriam absorvido, pelas raízes, os compostos

orgânicos para realizar a fotossíntese.

06 - (FATEC 1º SEM/15) As sequoias são árvores que ocorrem na região oeste da América do Norte e

que pertencem ao grupo das coníferas, também chamado de gimnospermas. Elas podem atingir mais de 100 metros de altura e para que ocorra fotossíntese em suas folhas, a água captada pelas raízes precisa percorrer toda essa distância e alcançar as suas copas. Em um edifício de altura equivalente, seria necessário o uso de potentes bombas d’água para realizar o transporte de água até os andares mais altos. Já no caso das sequoias e de qualquer outra planta de grande porte com vasos condutores de seiva, o transporte da água até o topo é explicado pela teoria da coesão-tensão de Dixon. De acordo com essa teoria, o transporte da água no interior das sequoias é decorrente, principalmente,

a-) do bombeamento feito por vasos pulsáteis das raízes. b-) do aumento da temperatura das folhas e do tronco. c-) da perda de água nas folhas por transpiração.

d-) da entrada contínua de água pelas raízes. e-) da movimentação das folhas pelo vento.

07 – (FUVEST – 2018) Muitas plantas adaptadas a ambientes terrestres secos e com alta intensidade

luminosa apresentam folhas

a-) pequenas com estômatos concentrados na parte inferior, muitos tricomas claros, cutícula impermeável e parênquima aquífero.

b-) grandes com estômatos concentrados na parte inferior, poucos tricomas claros, cutícula

impermeável e parênquima aerífero.

c-) pequenas com estômatos concentrados na parte superior, ausência de tricomas, cera sobre a

epiderme foliar e parênquima aquífero.

d-) grandes com estômatos igualmente distribuídos em ambas as partes, ausência de tricomas,

ausência de cera sobre a epiderme foliar e parênquima aerífero.

e-) pequenas com estômatos concentrados na parte superior, muitos tricomas claros, cera sobre a

epiderme foliar e parênquima aerífero.

08 - (FATEC 2º SEM/15) Foi realizado um experimento com cinco plantas da mesma espécie para

verificar se o crescimento delas poderia ser afetado pela direção dos raios luminosos. Essas plantas foram iluminadas por uma fonte de luz, fixa em uma determinada posição, e submetidas a tratamentos diferentes desde o momento da germinação, conforme especifica o quadro. O objetivo era avaliar se os diferentes fatores levariam as plantas a crescer em direção à luz (fototropismo positivo). A figura representa os resultados do experimento verificados após dois dias exatos do crescimento das plantas nas condições descritas.

Os resultados observados no experimento são decorrentes da interação entre a luz e um hormônio vegetal denominado ácido indolacético (AIA), produzido no ápice caulinar. Com base nesses resultados, é correto afirmar que o AIA promove fototropismo

a-) positivo, contanto que o ápice caulinar esteja presente e receba estímulo luminoso.

b-) positivo, contanto que o ápice caulinar esteja presente, e a base do caule receba estímulo luminoso. c-) negativo, contanto que o ápice caulinar esteja presente, e qualquer parte da planta receba estímulo

luminoso.

d-) negativo, contanto que o ápice caulinar esteja presente, e a base do caule receba estímulo

luminoso.

e-) negativo, contanto que o ápice caulinar seja removido.

09 - (VUNESP-2007) Os principais grupos de plantas que colonizaram o ambiente terrestre foram as

gimnospermas e as angiospermas. Muitos autores acreditam que os insetos tiveram um papel importante no sucesso das angiospermas nesse ambiente. Uma característica das angiospermas que possibilitou a associação com os insetos é a presença de

a-) fruto com mesocarpo carnoso, que impede a ingestão das sementes pelos insetos durante a

polinização.

b-) grãos de pólen com envoltórios resistentes, produzidos em estróbilos com áreas secretoras, que

atraem os insetos polinizadores.

c-) carpelos múltiplos não ovulados e anteras plumosas, que forçam insetos polinizadores a visitar

muitas plantas.

d-) flores com pétalas com cores, aromas ou secreções, que atraem insetos que atuarão na polinização da planta.

10 – (Fuvest-SP) Observando plantas de milho, com folhas amareladas, um estudante de agronomia

considerou que essa aparência poderia ser devida à deficiência mineral do solo. Sabendo que a clorofila

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