Chapitre 3 : La ségrégation spatiale et ses échelles
2. Analyse de l’effet des densités sur la ségrégation
2.2. Densités, étalement urbain et ségrégation : une analyse des effets
As atracções turísticas são o motor de desenvolvimento de um destino turístico, que sobrevive graças à deslocação de visitantes com uma motivação. Cunha, (2003: 261) considera “como atracção turística qualquer elemento ou
Figura 3 – Introdução ao Turismo
Fonte: Adaptado de Licorish e Jenkins, (1997: 100)
A diversidade de atracções (naturais ou artificiais) é notória. Dessa forma, Swarbrooke (citado pela OMT, 1997) por sua vez mencionada por Cunha (2003) classifica-as da seguinte forma:
a) Atracções naturais: praias, montanhas, parques naturais, cataratas, rios, entre outras. PRIMÁRIO Transportes Organização Viagens Alojamento Catering Atracções Turísticas Negócios Turísticos Compras a Retalho Entretenimento e Lazer Excursões Serviços Pessoais Agências Noticiosas Limpeza, Cabeleireiros Bancos Seguros Destino SECUNDÁRIO TERCIÁRIO (Serviços de suporte aos negócios turísticos) Serviços Públicos Publicidade Imprensa Alimentos Combustíveis Manufacturas e Grossistas Infra-estruturas e Equipamentos para o Turismo Saúde, Segurança Ambiente Serviços Desportivos Vestuário Fotografia Equipamento Desportivo
b) Atracções criadas pelo homem sem a intenção de atrair visitantes: catedrais, monumentos, centros de peregrinação, museus, palácios, centros urbanos, entre outras.
c) Atracções artificiais criadas com o fim de atrair visitantes: parques temáticos, ecomuseus, casinos, centros de exposições, balneários, centros comerciais, centros urbanos, entre outros.
d) Eventos especiais e mega eventos: festivais de arte, jogos desportivos, exposições, aniversários históricos, entre outros.
Citando Cunha (2003:262) acerca dos equipamentos de atracção e animação, este afirma que “A capacidade de gerar movimentos turísticos
difere de atracção para atracção em função das suas características, da sua localização e das condições de acesso: uma atracção singular (paisagem dramática ou obra notável), próxima de centros urbanos e de fácil acesso terá, obviamente, uma maior capacidade de atracção do que uma outra que não possua elementos distintivos marcantes, se situe em locais distantes e de fácil acesso. No entanto, o elemento mais importante de uma atracção que lhe concede maior capacidade de atracção é a sua singularidade…”.
Consideram-se acontecimentos especiais os eventos desportivos, culturais, económicos, religiosos ou históricos tais como os festivais de música em Bayreuth
e Salzburg, os festivais de cinema de Cannes e Veneza e as realizações
desportivas como Le Mans.
Nesta categoria de eventos podem ainda distinguir-se os mega eventos, com uma enorme dimensão, mas de curta duração (de ano a ano, dois em dois anos, quatro em quatro anos, entre outros.). Os Jogos Olímpicos, Expo´98, Lisboa ou Porto Capital da Cultura e Euro 2004 são alguns desses acontecimentos em larga escala (Cunha, 2003).
O Quadro 2 sintetiza os vários núcleos de atracção turística, dos quais são destacados os núcleos climáticos e hidrológicos (estâncias montanhosas de Inverno) e os núcleos desportivos.
Estâncias Montanhosas de Inverno
Importa analisar este ponto de acordo com o tema desta investigação. Desta forma, o desenvolvimento das estâncias de Inverno surgiu com o aparecimento dos desportos de Inverno, nomeadamente, da prática do esqui. De acordo com Cockerell (1994) citado por Cunha (2003: 269) “Estima-se em 70
milhões o número de esquiadores existentes em todo o mundo dos quais 30
milhões ma Europa, 20 milhões nos EUA e Canadá e 14 milhões no Japão”.
A procura é maior nas zonas montanhosas dos Alpes (França, Itália, Suíça e Áustria, montanhas americanas, canadianas e japonesas e Andes sul americanos. Contudo, esta actividade é, extremamente, sazonal. O período para a prática destes desportos, é muito relativa, dependendo das condições meteorológicas (queda de neve) para a sua boa prática. Habitualmente, situa-se entre Dezembro e Maio no hemisfério Norte (Cunha, 2003).
Novos destinos começam a despoletar no mundo do turismo de Inverno, nomeadamente, Espanha, Roménia, República Checa, Bulgária, fomentados pelo desenvolvimento da produção de neve artificial, sempre que as baixas temperaturas o permitem e pelo aumento do número de esquiadores (Cunha, 2003).
Também Andorra se assume como um novo destino de massas, atraindo visitantes pelas boas condições de neve, compras, beleza natural e repouso. Este destino será analisado mais á frente, bem como a Serra Nevada em Espanha.
Núcleos Turísticos Desportivos
O desporto motiva nos dias que correm um elevado número de pessoas a deslocarem-se para assistir espectáculos desportivos ou para a sua prática. Os destinos nascem e mantém-se estáveis devido à prática de determinada actividade desportiva, que é a principal razão pela qual as pessoas procuram esse destino (Cunha, 2003).
Quadro 2 – Principais núcleos de atracção turística
Núcleos Receptores Naturais Reservas Naturais; Parque Natural; Monumento Natural; Paisagem protegida e Jardins;
Núcleos Receptores Monumentais e Culturais Cultura; estilos de vida; património artístico; arte; monumentos; cidades; vilas e aldeias históricas; Núcleos Receptores Religiosos Templos, catedrais; locais de peregrinação, entre
outros; Núcleos Climáticos e Hidrológicos Praias
Estâncias Montanhosas de Inverno
Estâncias Hidrológicas e Climáticas estâncias de saúde (health resorts); destinos termais (destination spas3) e estâncias termais (resort spas)
Núcleos Receptores Temáticos Parques Temáticos (ex. Disneyland, Port Aventura,
Legoland);
Compras de Ócio (Shopping);
Turismo Industrial (Kellogg´s, Cadbury, Heineken); Jogos (Casinos) (Las Vegas, Macau);
Núcleos Turísticos Desportivos
Cunha (2003: 284) afirma ainda que “É, com efeito, a prática do desporto
por parte dos turistas que dá origem à criação de núcleos turísticos desportivos”.
Distinguem-se de entre as actividades praticadas pelos turistas as seguintes delimitações da natureza dos serviços prestados (Cunha, 2003):
a) Turismo desportivo orientado para a utilização de atracções desportivas: golfe, esqui, ténis, rafting, vela.
b) Estadas em centros desportivos essencialmente para treinos e estágios.
c) Viagens para a prática de uma actividade desportiva: escalada, ciclismo, expedições, trekking, safaris, automobilismo.
De acordo com Pigeassou (1997) citado por Cunha (2003: 284) “A estas
actividades correspondem a oferta de vários produtos cuja tipologia poderá ser
estabelecida da seguinte forma:
i) Uma linha de produtos ligados ao mar;
ii) Uma linha de produtos ligados à natureza;
iii) Uma linha de produtos específicos das montanhas;
iv) Uma linha de produtos heterogénea.