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Delta-Sigma A/D Converter Architecture Delta-Sigma Oversampling A/D Converter Principle

Dans le document PART I Signals and Systems (Page 115-121)

Analog-to-Digital Conversion Architectures

5.5 Delta-Sigma Oversampling Converter

5.5.1 Delta-Sigma A/D Converter Architecture Delta-Sigma Oversampling A/D Converter Principle

As novas formas de celibato surgem como impostas para algumas mulheres, mas para outras terá sido por opção. “Neste caso, é um celibato a que se chega por vontade própria ou por incapacidade de viver com alguém” (Alborch, 2000, p. 79).

“As mulheres preferem muito mais viver sozinhas do que antigamente, pois agora temos o nosso trabalho a nossa independência apesar de ser pesado pagar tantas despesas só com um ordenado e pequeno, mas antigamente não tinham nada ou casavam ou viviam de esmolas” (E3).

“Têm a independência delas e não precisam de ter um companheiro para serem felizes” (E5).

Á medida que as mulheres foram incorporando o mercado de trabalho e tiveram acesso à educação, optaram por criar os seus próprios estilos de vida, mais independentes, pois o viver só não é o mesmo que estar só, ou ser uma pessoa solitária como podemos concluir através das respostas obtidas.

Para Cármen Alborch (2000)

“ A pessoa só – dizem - dá origem a um novo estado civil. Trata-se de uma opção, não de uma catástrofe. No entanto as razões porque se vive só devem ser analisadas caso a caso. Se a solidão é imposta por um abandono ou por incapacidade, a sua vivência não será a mesma que no caso de ser fruto de uma decisão decorrente de uma estratégia profissional, por exemplo, ou de uma peripécia pessoal, que não se liga necessariamente ao falhanço, nem ao desamparo ou à rejeição” (p.81)

A definição de solidão pode-nos levar a duas vertentes que vai da satisfação por uma situação escolhida ao inconformismo de uma situação imposta, onde se incluem as mulheres viúvas que entrevistamos, e para quem o estar só não foi uma opção que fizeram para as suas vidas, mas antes o resultado da trajectória conjugal interrompida por morte do companheiro.

“Tal como em muitos outros aspectos, também a respeito das pessoas sós a contemporaneidade comporta várias realidades, onde se inscrevem dinâmicas com enraizamento em diferentes compassos históricos” (Guerreiro, 2003, p.48)

Quadro nº 20 - A razão da ausência de uma relação sentimental 6.6 A solidão marca a separação de relações

FRASES SICNIFICATIVAS TEMAS CATEGORIA

“Não tenho uma relação sentimental, porque não encontrei a pessoa ideal ou pelo menos que pensasse que era a ideal”(E1)

“Actualmente não tenho uma relação sentimental, porque não aconteceu, acho que ainda era capaz de me apaixonar, apesar de ter ficado muito marcada pelo meu casamento” (E2)

“Não tenho uma relação sentimental porque fiquei marcada por um relacionamento anterior, mas já passou e não estou interessada porque me sinto bem assim, faço o que me apetece, sou dona do meu espaço” (E4)

“Não tenho uma relação sentimental porque (…) não sei, não aconteceu, aliás nunca deu certo…penso que ninguém está só por opção.”(E3)

“Não tenho, mas hoje já não penso nisso porque sofri muito com o meu casamento” (E5)

A marca da separação Desencantamento A SOLIDÃO MARCA A SEPARAÇÃO DE RELAÇÕES 6.6.1 A marca da separação

Ao analisarmos as frases significativas sobre este tema, verificamos que a maioria das nossas entrevistadas referiu como a razão principal por não ter uma relação sentimental actualmente, o facto de ter ficado marcada por relações anteriores e também algumas não conseguem explicar a razão limitando-se ao não aconteceu, não encontrei a pessoa ideal, não deu certo.etc.

Pelas respostas obtidas dá-nos a ideia que a ausência de uma relação sentimental parece não ter sido uma opção. Foi sim o resultado de um conjunto de factores entre eles a marca deixada por uma separação e um desencantamento em relação a uma vida a dois.

De acordo com Abthony Giddens (2000) “A combinação de vários factores tem levado ao aumento do número de pessoas que vivem sozinhas, nas sociedades ocidentais modernas. Um factor é a tendência para as pessoas se casarem mais tardiamente (…) outro factor é o aumento das taxas de divórcio. Um outro é ainda o número crescente de idosos cujos companheiros morreram ” (p.208)

Certamente que a marca que fica de uma separação não é sentida da mesma forma por todas as mulheres, para algumas será a descoberta de uma nova vida com mais autonomia e mais liberdade. Como nos dizem algumas das nossas entrevistadas:

“Não tenho uma relação sentimental porque fiquei marcada por um relacionamento anterior, mas já passou e não estou interessada, porque me sinto bem assim, faço o que me apetece” (E4)

“Não tenho, mas hoje já não penso nisso porque sofri muito com o meu casamento” (E5)

“Porque não encontrei a pessoa ideal ou pelo menos que pensasse que era a ideal, pois ás vezes o que parece não é, quantas não partiram para o casamento cheias de expectativas e a pensar que tinham encontrado a pessoa ideal e acabou tudo passado pouco tempo, também deve ser difícil digerir um divórcio”(E1)

6.6.2 Desencantamento

É curioso verificar que um número significativo de mulheres que participaram no nosso estudo (50%) referiram o seu desencanto face a relações anteriores, mas algumas continuam na expectativa de encontrar o seu príncipe encantado. Embora as mulheres prefiram ficar sós a terem de suportar qualquer tipo de relação, o que seria pior que a própria solidão continuam a sonhar com uma vida acompanhada.

Como refere Kaufmann (2000), “A construção do casal tornou-se difícil, mas não é proibido ter esperança (…) É preciso ter esperança e é preciso sonhar para dar forma às expectativas: quem é aquele que se deseja encontrar? É aqui que intervém a figura imaginária do príncipe encantado, filtro através do qual se desenham cenários do futuro” (p.67)

Como nos diz uma das entrevistadas:

“Não aconteceu, aliás nunca deu certo…penso que ninguém está só por opção, aconteceu assim e pronto, pode ser que ainda me apareça o príncipe encantado”” (E3)

Pelas respostas obtidas depreendemos que a autonomia residencial de algumas entrevistadas pode não ter sido a primeira opção para as suas vidas e sim o resultado de alguns acontecimentos.

Sobre este assunto Maria das Dores Guerreiro (2003) refere que: (…) nada garante ter sido o celibato uma condição voluntariamente assumida para todos aqueles incluídos no contingente dos solteiros, podendo para alguns significar a existência de dificuldades em se apresentarem no mercado matrimonial” (p.42)

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