CHAPITRE I. LE SYSTEME VERBAL TURC
CONJUGAISON TURQUE
VII. LES NOMS VERBAUX
1. Deixis et temps
No seu desenvolvimento endógeno as formas larvares das espécies do género Strongylus fazem migrações complexas no organismo hospedeiro podendo causar lesões graves (Bowman et al., 2014). As larvas que migram para diferentes partes do corpo do hospedeiro, originando localizações erráticas, perdem-se para o ciclo biológico. Apenas as larvas que completam a sua migração, alcançando o intestino grosso, conseguem formar adultos no lúmen do cego e cólon (Romero, 1988).
Os adultos são parasitas hematófagos e histófagos da mucosa do cólon e cego dos equídeos (Van Kolk & Kroeze, 2013; Beveridge et al., 2014).
Strongylus vulgaris
O desenvolvimento endógeno de Strongylus vulgaris só foi cabalmente esclarecido na década de 1970 e para a sua descrição são basilares os trabalhos de Ogbourne & Duncan (1985) e Soulsby (1986).
As L3 infetantes são ingeridas com o alimento ou a água de bebida e perdem a bainha no intestino delgado. Em dois dias as larvas infetantes perfuram a parede do intestino delgado, cego e cólon. Passados cerca de oito dias após a infeção mudam para L4 na submucosa. As L4 atravessam a íntima das arteríolas da submucosa e migram contra a corrente sanguínea, formando sulcos no endotélio da parede arterial, através das artérias intestinais cólica e cecais, até atingirem a artéria mesentérica cranial, para onde convergem todas as larvas. Durante esta migração os sulcos formados são cobertos por fibrina e posteriormente dão origem a trombos, responsáveis por acidentes trombo-embólicos, principalmente a nível gastrointestinal.
As L4 podem ser observadas na artéria mesentérica cranial, 14 dias após a infeção e aí podem permanecer cerca de três a quatro meses, associadas a trombos e a aneurismas. Por volta dos 45 dias de permanência na artéria mesentérica, as L4 iniciam a muda para L5, as quais mantêm a bainha da L4. A sua presença está associada a um aumento das lesões arteriais e consequente inflamação e engrossamento das paredes vasculares arteriais, com desenvolvimento de aneurismas e trombose arterial. As L5 perdem a bainha das L4, desenvolvendo-se em adultos imaturos, e iniciam uma migração descendente pelo lúmen do sistema arterial intestinal até à fase serosa do cego e cólon onde, no interior das arteríolas,
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formam nódulos e completam a muda final. Os jovens adultos imaturos roturam os nódulos parasitários e libertam-se para o lúmen do intestino grosso onde maturam, durante cerca de seis a oito semanas, e iniciam a produção de ovos aos seis a sete meses após infeção, sendo este o período pré-patente.
Figura 2 - Representação esquemática do ciclo biológico, com o desenvolvimento exógeno e endógeno, de Strongylus vulgaris (Adaptado de http://cal.vet.upenn.edu/projects/merial/ Strongls/strong_8a1.htm).
A - Desenvolvimento endógeno; B - L4 atravessam na íntima das arteríolas da submucosa; C - L4 e L5 na artéria mesentérica cranial; D - L5 formam nódulos e na serosa do cego e cólon; 0 - Ovo; L1 - Larva do primeiro estádio de desenvolvimento; L2 - Larva do segundo estádio de desenvolvimento; L3 - Larva do terceiro estádio de desenvolvimento.
Strongylus equinus
Desenvolvimento endógeno de Strongylus equinus segundo McCraw & Slocombe (1985) e Soulsby (1986).
A L3 desembainha e atravessa a mucosa e submucosa do íleo, cego e cólon até à subserosa, onde forma nódulos serosos. Cerca de 11 dias a 15 dias após a infeção desenvolve-se, no nódulo, o quarto estádio larvar, a L4 migra através da cavidade peritoneal até atingir o fígado, onde permanece de seis a 17 semanas. Cerca de 15 semanas após infeção ocorre a muda para L5, as que abandonam o fígado pelos ligamentos hepáticos e através do pâncreas voltam à cavidade peritoneal. As larvas que não completaram a última muda no fígado concluem-na no pâncreas. As L5 dirigem-se para o intestino grosso através do hiato de Winslow e ao encontrarem o cego e cólon perfuram a parede formando nódulos parasitários, o que ocorre cerca de trinta semanas após a infeção. Os adultos imaturos envolvidos pelos nódulos da
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parede do cólon deslocam-se até ao lúmen intestinal onde maturam. Em cerca de dez meses é possível observar fêmeas adultas com ovos férteis, sendo este o período pré-patente.
Strongylus edentatus
Desenvolvimento endógeno de Strongylus edentatus segundo McCraw & Slocombe (1978) e Soulsby (1986).
As L3 perfuram até a submucosa da parede do cego e cólon ventral. Invadem vénulas e iniciam a migração venosa até ao fígado, através do sistema porta. Dois dias após a infeção as L3 atingem o fígado onde formam nódulos e mudam para L4, cerca de 11 a 18 dias após infeção. As L4 migram pelo parênquima hepático durante cerca de 9 semanas e através dos ligamentos hepáticos saem do fígado. A partir das 17 semanas após infeção é frequente observar L4 nos ligamentos hepáticos hépato-renal, falciforme, redondo e triangular direito assim como no tecido conjuntivo subperitoneal parietal do flanco abdominal direito, onde originam nódulos hemorrágicos, na zona peri-renal e também subpleural. A muda para L5 ocorre cerca de 16 semanas após infeção a nível dos flancos, gordura peri-renal, ligamento hépato-renal e na base do cego, onde há formação de nódulos purulentos. As L5 migram via subperitoneal, entre os cordões do mesocólon, para o intestino grosso e às 36 semanas após infeção as L5 atingem a zona de aderência entre a base do cego e a parede abdominal, penetram na parede cecal e cólica onde produzem nódulos hemorrágicos. Os parasitas jovens adultos atingem o lúmen intestinal onde maturam ao longo de mais um mês. A produção de ovos ocorre cerca de 11 meses após ter ocorrido a infeção, o seu período pré-patente.
Géneros Triodontophorus, Oesophagodontus e Craterostomum
Os restantes géneros agrupados na subfamília Strongylinae são parasitas intestinais de equídeos que não fazem migrações complexas como o género Strongylus (Bowman et al., 2014). São exemplo os géneros Triodontophorus, Oesophagodontus e Craterostomum (Lichtenfels et al., 2008).
O desenvolvimento endógeno destes estrongilíneos inicia-se com a ingestão das formas infetantes L3 que após o desembainhamento perfura a mucosa do intestino grosso. A migração dos estádios larvares ainda não é bem conhecida mas sabe-se que está limitada à parede do cego e cólon (Van Kolk & Kroeze, 2013; Beveridge et al., 2014).
O género Triodontophorus está relacionado com zonas de ulceração hemorrágica do intestino grosso frequentemente rodeadas por parasitas adultos. As formas larvares provavelmente desenvolvem-se nestas lesões (Van Kolk & Kroeze, 2013; Bowman et al., 2014).
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Do ponto de vista biológico as espécies dos géneros Craterostomum e Oesophagodontus assemelham-se com as do género Triodontophorus e o desenvolvimento endógeno destes estrongilíneos é considerado idêntico aos dos ciatostomíneos (Beveridge et al., 2014; Bowman et al., 2014).