A.5 Type checking rules
A.5.1 Definitions
Tendo em vista onde estamos inseridos e a importância do indivíduo no contexto social, é de suma importância conhecer quem fomos, quem somos e quem seremos, pois só é possível formar cidadãos conscientes através do conhecimento.
Fazer o aluno compreender o seu papel dentro da sociedade, do grupo ou do meio em que convive é tarefa da disciplina de Sociologia no ensino médio brasileiro. Nesse sentido, o ensino a partir do eixo temático “Cultura e a Sociedade” é essencial no desenvolvimento do senso crítico e na formação de um cidadão crítico. Assim, a intencionalidade desse Plano Anual de Ensino é prioritariamente conscientizar o aluno do seu papel na sociedade.
Visando satisfazer as finalidades e objetivos delineados para o ensino médio brasileiro conforme destacado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (2000), o estudo do eixo temático “Cultura e Sociedade” visa construir uma formação cidadã e ética, desenvolver e aprimorar o pensamento crítico do aluno, bem como a autonomia intelectual do aluno. Conforme enunciado ao longo deste trabalho, a importância desse plano anual construído através deste eixo temático é desenvolver a capacidade crítica no aluno, no sentido de identificar e analisar as diversas manifestações culturais da sociedade; formar um cidadão consciente do seu papel como agente motivador e participante no contexto da sociedade; aprimorar o educando como pessoa humana a partir do conhecimento da Sociologia conforme destacado no PCN.
Além disso, o estudo da Cultura é necessário para entendermos as raízes da nossa formação, visando a compreensão do outro no sentido de reconhecer os diferentes costumes, crenças e tradições de pessoas e grupos sociais. Apesar de distintos, os costumes e a cultura têm a mesma função que é agrupar os indivíduos numa coletividade. Por isso, é necessário, a partir do estudo deste eixo temático, desenvolver o senso crítico, a autonomia do pensamento e a consciência da função social do aluno para que com isso formem-se indivíduos desprendidos e destituídos de preconceitos e discriminações.
REFERÊNCIAS
A INDÚSTRIA Cultural: O Esclarecimento como Mistificação das Massas. Disponível em: <https://direitoufma2010.files.wordpress.com/2010/05/a-industria-cultural.pdf>. Acesso em: jun 2016.
A INDÚSTRIA Cultural no Brasil. Publicado em 22 de out de 2013. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Bg0k62MZFdc.>. Acesso em: 14 ago 2016.
A NOVA moda do século XXI – A arte de ser o que não é. Disponível em: <https://m.facebook.com/story.php?Story_fbid=1047756851983791&id=88721411371390&r ef=bookmark>. Acesso em: 04 set 2016.
ALMÉRI, T. M. Sociologia contemporânea: Consumo voraz. Revista Sociologia, Ed. 30. 2010. Disponível em: <http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/30/artigo181646- 1.asp>. Acesso em: jun 2016.
ANIMAÇÃO – Homem Consumista. Publicado em 4 de jan de 2013. Disponível em: <https://youtu.be/5XqfNmMl_V4>. Acesso em: 04 set 2016.
ARAÚJO, F. Contracultura e cultura. Disponível em:
<http://www.infoescola.com/historia/contracultura-e-cultura/>. 2011. Acesso em: jun 2016.
BODART, C. N; SAMPAIO SILVA, R. Blog Café com Sociologia. Disponível em <cafecomsociologia.com.br>. Acesso em: jun 2016.
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. Bases Legais. Ensino médio, Brasília: MEC, 2000.
______. Parâmetros curriculares nacionais +. Ensino médio. Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências Humanas Tecnologias, Brasília: MEC, 2000.
______. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Volume 3. Brasília: MEC/SEB, 2006.
CÂNDIDO, Aécio. A Importância da Sociologia no Ensino Médio. Centro Acadêmico de
<file:///C:/Users/NOT/Desktop/A_Import%C3%A2ncia_da_Sociologia_no_Ensino_M%C3% A9dio._Texto_escrito_e.pdf>. Acesso em: 9 out 2016.
CAZUZA. Ideologia. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/cazuza/43860/>. Acesso em: 10 ago 2016.
CHAUÍ, M. S. O que é ideologia. José E. Andrade, 2004. Disponível em: <https://drive.google.com/file/d/0B9KQSm2-3ng6YjRUazRaMmltdjA/view?pli=1>. Acesso em: jul 2016.
CHINELLATO G.Mídia e sua influência na sociedade. Publicado em 29 de set de 2012. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=PEeZEtqcPeA>. Acesso em: 14 ago 2016.
CORDEL do preconceito. Disponível em: http://dandafc.blogspot.com.br/p/cordel-do- preconceito.html. Acesso em: jul 2016.
CULTURAS de mulheres africanas são foco de documentário no Festival do Rio. Postado em 8 de Novembro de 2013. Disponível em: https://dsesexnemus.wordpress.com/page/3/?app- download=nokia. Acesso em: jul 2016.
CURTA METRAGEM - O preconceito cega. Publicado em 21 de set de 2012.Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=aec-i7n6V48>. Acesso em: 13 ago 2016.
DIREITOS, Cidadania e Movimentos Sociais – Sociologia Vestibular e Enem. Disponível em: <http://blogdoenem.com.br/direitos-cidadania-e-movimentos-sociais-sociologia-enem/>. Acesso em: jun 2016.
ESCRITORES da Liberdade. Direção: Richard LaGravenese. Produzido por Danny DeVito, Michael Shamber e Stacey Sher, 123 min, 2007, EUA. Drama/Filme para adolescente. Sinopse e detalhes. Disponível em: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-60975/. Acesso em: ago 2016.
ENGENHEIROS do Hawaii. 3º do Plural. Disponível em:
<https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/747530/>. Acesso em: 13 ago 2016.
FACE da morte. Mudar o Mundo. Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/face-da- morte/mudar-o-mundo.html>. Acesso em: 03 set 2016.
GONZAGUINHA. Comportamento Geral. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/gonzaguinha/330922>. Acesso em: 10 ago 2016.
LARAIA, R. B. Cultura: um conceito antropológico. São Paulo: Zahar, 2005.
LEMOS, C. E. et al. Curso de especialização em ensino de sociologia: nível médio: módulo 2. Cuiabá/MT: Central de Texto, 2013.
MENEZES, H. Resumo dos Artigos: Consumer culture theory (CCT): twenty years of research. ARNOULD, E. J; THOMPSON, C. J. Journal of Consumer Research, v. 31, n. 4, p. 868-882, 2005. & Possessions and the extended self. BELK, R.W. Journal of Consumer Research, v. 15, n. 2, p. 139-168, 1988. (2012). Disponível em: <https://holbeinmenezes.wordpress.com/2012/10/18/resumo-dos-artigos-consumer-culture- theory-cct-twenty-years-of-research-arnould-e-j-thompson-c-j-journal-of-consumer-research- v-31-n-4-p-868-882-2005-possessions-and-the-exten/>. Acesso em: 08 nov 2016.
MIRANDA, L. S. de A.; RODRIGUES, M. S.; GERMANO, L. B. P. A Contracultura da década de 1960 a partir de suas manifestações. Belo Horizonte – MG - Universidade Federal
de Minas Gerais. 21/06/2012. Disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=41583. Acesso em: set 2016.
MOREIRA, G. M.; BUENO, O. Diversidade Cultural: Da perplexidade. Juiz de Fora – MG,
Universidade Federal de Juiz de Fora. 2011. Disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=25729. Acesso em: jul 2016.
MUDAR o mundo – filme educativo. Enviado em 1 de jun de 2011. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=pJ5LjmO9FZ8>. Acesso em: 03 set 2016.
MULTICULTURALISMO. Vídeo. Disponível em:
http://multiculturalismo9a.blogspot.com.br/p/videos.html. Acesso em: jul 2016.
NINGUÉM nasce racista. Criança Esperança. Publicado em 3 de jul de 2016.Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kaWUyiMSrV0>. Acesso em: 04 set 2016.
O QUE você faria se visse essa garotinha na rua? UNICEF. Publicado em 28 de jun de 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=LEHYw35MfB4>. Acesso em: 14 ago 2016.
PAULILLO, G. 4 dinâmicas de motivação no trabalho muito fáceis de aplicar. Disponível em: http://www.agendor.com.br/blog/dinamicas-de-motivacao-no-trabalho/. Acesso em: jul 2016.
PITTY. Admirável Chip Novo. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/pitty/admiravel- chip-novo/>. Acesso em 05 set 2016.
RIBEIRO, P. S. Cultura Brasileira: da diversidade à desigualdade. Brasil Escola. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/cultura-brasileira-diversidade- desigualdade.htm>. Acesso em: 03 jul 2016
SANTOS, M. P. dos; CASTRO, C. B. de. As relações entre escola e cultura sob o olhar da
sociologia da educação: uma abordagem sistêmica. Disponível em:
<http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ImagensEduc/article/view/18274/9906>. Acesso em: jun 2016.
SARANDY, F. M. S. Reflexões acerca do sentido da sociologia no Ensino Médio. Revista Espaço Acadêmico – Ano I -Nº 5 – Outubro/2001. Disponível em: https://www.espacoacademico.com.br/005/05sofia.htm./ Acesso em: 28 mai 2016.
SILVA, A.; LOUREIRO, B.; MIRANDA, C. et.al. Sociologia em Movimento. 1.ed. São Paulo: Moderna, 2013.
SOUZA JUNIOR, D. M. Cultura e indústria cultural no Brasil. Disponível em: <https://direitoufma2010.files.wordpress.com/2010/05/a-industria-cultural.pdf>. Acesso em: jun 2016.
TÃO LONGE é aqui. Direção: Eliza Capai. Roteiro: Daniel Augusto, Eliza Capai. Produtora: Tás a ver, Arissas multimídia, laboratório cisco, GNT. 75 min, 2013.
TEMPOS de rebeldia - Contracultura e Psicodelia. Vídeo. Publicado em 27 de abr de 2012. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=CB_I9sPT4C8. Acesso em: 10 out 2016.
TOMAZI, N. D. Sociologia para o ensino médio. 2.ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
TV ESCOLA. Sala de Professor – Contracultura e psicodelia (Tempos de rebeldia). 2012. Sinopse. Disponível em: <tvescola.mec.gov.br/tve/vídeo/contracultura-e-psicodelia-tempo-de- rebeldia>. Acesso em: 10 out 2016.
VIANA, H. S.; FREITAS, A. R de. Sociologia no ensino médio: uma leitura a partir do conteúdo programático e dos procedimentos teórico-metodológicos nos colégios da rede
pública estadual de Goiânia. I Simpósio Estadual sobre a formação dos professores de Sociologia. Londrina: UEL, 2008.
ANEXOS
UNIDADE I
ANEXO I – Música: Ideologia (Cazuza)
Meu partido
É um coração partido E as ilusões
Estão todas perdidas Os meus sonhos Foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito Ah! Eu nem acredito
Que aquele garoto Que ia mudar o mundo Mudar o mundo Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"
Meus heróis
Morreram de overdose Meus inimigos
Estão no poder Ideologia!
Eu quero uma pra viver Ideologia!
Eu quero uma pra viver
O meu prazer
Agora é risco de vida Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll Eu vou pagar
A conta do analista Pra nunca mais Ter que saber Quem eu sou
Ah! Saber quem eu sou
Pois aquele garoto Que ia mudar o mundo Mudar o mundo Agora assiste a tudo Em cima do muro Em cima do muro! Meus heróis Morreram de overdose Meus inimigos Estão no poder Ideologia!
Eu quero uma pra viver Ideologia!
Pra viver
Pois aquele garoto Que ia mudar o mundo Mudar o mundo Agora assiste a tudo Em cima do muro Em cima do muro Meus heróis Morreram de overdose Meus inimigos Estão no poder Ideologia!
Eu quero uma pra viver Ideologia!
Eu quero uma pra viver Ideologia!
Pra viver Ideologia!
ANEXO II – Música: Comportamento Geral (Gonzaguinha)
Você deve notar que não tem mais tutu e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão e esquecer que está desempregado
Você merece, você merece Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé Se acabarem com o teu Carnaval? Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé Se acabarem com o teu Carnaval?
Você deve aprender a baixar a cabeça E dizer sempre: "Muito obrigado" São palavras que ainda te deixam dizer Por ser homem bem disciplinado Deve pois só fazer pelo bem da Nação Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final E diploma de bem comportado
Você merece, você merece Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé Se acabarem com o teu Carnaval?
Você merece, você merece Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé Se acabarem com o teu Carnaval?
Você merece, você merece Tudo vai bem, tudo legal E um Fuscão no juízo final Você merece, você merece
E diploma de bem comportado Você merece, você merece
Esqueça que está desempregado Você merece, você merece
UNIDADE II
ANEXO III – Imagens
Foto 01
Fonte: http://serfelizeserlivre.blogspot.com.br
Foto 02
Foto 03
Fonte: http://culturapopularxculturaerudita
Foto 04
Foto 05
Fonte: http://www.usp.br
Foto 06
Foto 07
ANEXO IV - “Os meios de comunicação e a vida cotidiana” do livro Sociologia para o ensino médio de Tomazi (2010, p. 184-185)
Entre todos os meios de comunicação, a televisão é o mais forte agente de informações e de entretenimento, embora pesquisas recentes já demonstrem que ela pode ser desbancada pela internet na massificação da informação. Diante disso, pode-se declarar que a análise de Adorno e Horkheimer, desenvolvida em 1947, está ultrapassada ou mantém seu poder de explicação?
Observando que o que mudou foi a tecnologia dos meios de comunicação, as formas de mistificação que adotam e a apresentação e embalagem dos produtos, podemos afirmar que o conceito de indústria cultural conserva o mesmo poder de explicação. Os produtos culturais aparecem com invólucros cada vez mais esplendorosos, pois a cada dia são maiores as exigências para prender a atenção dos indivíduos. Produtos de baixa qualidade têm a oferta justificada pelo argumento de que atendem às necessidades das pessoas que desejam apenas entretenimento e diversão, não estando preocupadas c om o caráter educativo ou cultural do que consomem. Mas isso é falso, pois esses produtos são oferecidos tendo em vista as necessidades das próprias empresas, cujo objetivo é unicamente o lucro.
O “mundo maravilhoso” e sem diferenças está presente nos programas de televisão, que mostram guerras, mortes, miséria e opressão de outros povos, nunca do nosso, e demonstram que isso sempre foi assim, e, portanto, é inútil e desnecessário melhorar o que aí está. Preocupado com o que a televisão vem fazendo em termos culturais, o cientista social italiano Giovanni Sartori, em seu livro Homo videns (2001), reflete sobre esse meio comunicação
Retomando a história das comunicações, ele destaca o fato de que as civilizações se desenvolveram quando a transmissão de conhecimento passou da forma oral para a escrita. Até o surgimento da imprensa, em 1440, a transmissão de conhecimentos era muito restrita. Foi com Johannes Gutenberg e a invenção da imprensa que ocorreu o grande salto tecnológico que permitiu a muitas pessoas o acesso à cultura escrita.
No século XIX, além do desenvolvimento da imprensa, com jornais e livros, outros avanços tecnológicos permitiram a diversificação das comunicações. Foram então inventados o telégrafo e o telefone, que permitiram a comunicação oral e escrita entre pessoas a grandes distâncias. Com o rádio, apareceu o primeiro meio capaz de eliminar as distâncias em termos sociais mais amplos. Mas todos esses meios mantinham-se no universo da comunicação puramente linguística, escrita ou falada.
Já no final do século XIX e início do século XX apareceu o cinema, primeiro mudo e depois falado, inaugurando um outro universo de comunicação, no qual a imagem se tornou fundamental. A televisão, nascida em meados do século XX, como o próprio nome indica (tele- visão = “ver de longe”), criou um elemento completamente novo, em que o ver tem preponderância sobre o ouvir. A voz dos apresentadores é secundária, pois é subordinada às imagens que comenta e analisa. As imagens contam mais do que as palavras. Nisso o indivíduo volta à sua condição animal.
A televisão nos dá a possibilidade de ver tudo sem sair do universo local, assim, para Sartori, além de um meio de comunicação, a televisão é um elemento que participa da formação das pessoas e pode gerar um novo tipo de ser humano. Essa afirmação está baseada na observação de que as crianças, em várias partes do mundo, passam muitas horas diárias vendo televisão antes de saber ler e escrever. Isso dá margem a um novo tipo de formação, centralizado na capacidade de ver.
Se o que nos torna diferentes dos outros animais é nossa capacidade de abstração, a televisão, para Sartori, “inverte o progredir do sensível para o inteligível, virando-o em um piscar de olhos [...] para um retorno ao puro ver. Na realidade, a televisão produz imagens e apaga os conceitos; mas desse modo atrofia a nossa capacidade de abstração e com ela toda a nossa capacidade de compreender”. Então, o Homo sapiens está sendo substituído pelo Homo videns, ou seja, o que importa é a imagem, é o ver sem entender.
UNIDADE III
ANEXO V - CORDEL DO PRECONCEITO
Preconceito sempre existiu Desde o tempo mais antigo. Em todo mundo tem alguém Que sofre desse perigo.
Quem acha que não, já mentiu. Reflita! e depois concorde comigo!
Preconceito com a raça, Com o pobre e com o rico. Com o alto com o baixo e o anão, Com o João e com o Chico. É só ser diferente dos outros
Logo chega o mexerico.
Quando vieram trabalhar
O nordestino me chamou atenção... São Paulo forte foi pra frente, E eles, sofreram discriminação Ao trazer prosperidade
Também sentiram desilusão.
Sem falar do negro brasileiro Que o traz desde a colonização Explorado por todos os senhores E também depois da Abolição Até quando viveremos
Com hipocrisia no coração?
No relacionamento humano Sempre deve ser lembrado O respeito e o cuidado
Para assim não ser maltratado Pois devemos respeitar para sermos respeitado
Preconceito é um conceito Que a cada dia cresce Muitas vezes vem da alma Quando do amor se esquece não podemos tolerar
Atitude que perece
Aprendamos a lição a lição da tolerância pois se todos somos iguais Fujamos da ignorância Não é a raça ou o sexo
Que dá ao homem importância
O importante é saber Que quando há reflexão O preconceito se desfaz E faz bem ao coração E pessoas estão desejando O fim da exclusão
O preconceito, hoje, é crime,
Quem o pratica está sujeito a punição O amor é atitude de libertação
Como teremos paz no coração Se não amarmos nosso irmão? Cuidado com a discriminação!
(Rosângela)
UNIDADE IV
ANEXO VI - Mudar o mundo – Face da Morte
Mudar o mundo é impossível é o que a maioria diz Engole a dor engole o ódio e tenta ser feliz
Muitas vezes já pensei sinceramente em desistir Nessas idas e vindas da minha vida
Certo dia numa esquina
Fui separar uma briga dois moleques de rua Roupa velha toda suja naquela calçada imunda Retrato do descaso produto da miséria
O clima se acalmou e nos trocamos uma idéia No final perguntaram quem eu era
Sou aliado g do grupo face da morte
Graças a deus tenho família mano eu tive outra sorte Aí o moleque cantou um trecho do tático cinza
E perguntou pra mim: você já fez show lá em brasília? Eu respondi que sim, ele todo sorridente
Então quando voltar lá leva um recado ao presidente Pra não deixar mais a polícia vir aqui bater na gente Mandar comida pro sertão que o povo tá passando fome Aqui a gente se vira roubando bolsa de madame então Vi os olhos dele brilhar
Mesmo sem ter um lugar pro coitado se abrigar Do frio e da chuva apesar
De sua coberta ser a lua ele é o futuro da nação É a esperança deitada numa cama de papelão Que divide a calçada com os vira-latas Que atravessa as madrugadas geladas e tem amor no coração
E ainda pensa na fome dos irmãos do sertão Infelizmente essa é sua rotina
Dessa maneira leva a vida até a próxima chacina Ele é apenas mais um que o imperialismo extermina
É por essa e outras que eu não posso parar Preciso continuar minha luta contra isso Já sei qual o caminho
Já conheço o inimigo
Tô ligado sangue bom também sou cheio de defeitos Mas não posso me cansar porque não tenho esse direito!
Eu não posso me cansar Porque não tenho esse direito
Ninguém aqui tem esse direito sabe por quê? Nós temos esse momento aqui porque um dia Brasileiros foram as ruas, lutaram
Protestaram, o povo derubou a ditadura O povo já tirou até presidente
Porque não mudar o mundo? O meu parceiro aliado g
Tem alguma coisa a falar sobre o presidente Aliado g o povo quer saber maluco
Fala um pouco aí desse cara
Eu acho que realmente o presidente
Pensa que o povo passa fome só de sacanagem Só pra derrubar sua popularidade
Realmente ele é um covarde!
Quando cabral chegou, gritou: "terra a vista... " Puta que pariu, hoje é a prazo que ele vende o brasil! Às vezes eu paro e reparo, começo a pensar
Refletir sobre essa guerra e analisar os fatores Geradores da miséria
Não tem como não esbarrar na questão agrária Uma senhora certa vez me perguntou se eu era A favor dos sem terras
Eu acho que eles agem errado
Que existe por ai tipo lá no piauí Do oiapoc ao chuí... é fácil para julgar