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Defining Classes

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Chapter 4. Classes and Objects

4.1 Defining Classes

Antigamente a agricultura71 era a atividade principal. O alimento básico era o aipim doce que era cozido, assado ou utilizado na bebida tradicional shine. Outros produtos que faziam parte da dieta eram variedades de banana, unkuchas, sacha papa, batata doce, cana de açúcar. Também se cultivava coca, tabaco, algodão, cana brava, barbasco72

As roças estavam localizadas ao redor da casa, em distância não superior a 300 metros. Uma família de cinco integrantes necessitava um hectare e meio de roça cultivada para se abastecer. Sobre isso Lyon para pescar, Hayapa, uma planta medicinal e achiote, uma pintura natural cor vermelha.

71 A agricultura ocupava o 75% das atividades de subsistência. (Lyon, 1967). 72 (Lonchocarpus sp.).

69 (1967) assinala:

“Each adult woman had a field which she cultivated which had been cleared by her relatives. The fields were thought to belong half to a woman and half to a man or men who did the clearing. Fields will produce for five to six years, but normally a new field was cleared each year, even though the previous field was still producing” (Lyon, 1967, p. 10-11).

Na atualidade cada família tem aproximadamente duas roças que somam uma área aproximada de um hectare. Algumas estão localizadas ao redor da comunidade, outras levam cerca de 15 minutos a pé. O sistema de derrubada e queima é feito tanto por homens quanto por mulheres. Em algumas famílias o homem trabalha na roça e se encarrega de plantar e colher, por exemplo, milho ou aipim. A mulher, por sua vez, trabalha a coca. Uma vez feita a colheita dos produtos homem e mulher se ajudam para colocá-los em sacolas grandes que são transportadas até Pilcopata.

É importante apontar que antes de existir a estrada73 que liga a comunidade com Pilcopata, a agricultura era, em sua maioria, para o consumo familiar. Os antigos contam que os que queriam vender seus produtos tinham de bandear74

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Esta estrada foi construída em 2000 com ajuda da Prefeitura de Pilcopata que apoiou com máquinas; a ONG CEDIA73 e Pro-Manu ajudaram com o combustível. A comunidade, por sua vez, fez um mutirão comunitário por onze dias. Mas, a estrada não estava em condições para transportar os produtos. Foi recém em 2004 que esta situação melhorou.

74 Atravessar.

o rio Queros e chegar até a estrada de Sabaluyoc para assim poder transportar a mercadoria. Na maioria das vezes os Wachiperi não conseguiam caminhões ou compradores e a mercadoria estragava. Outros bandeavam o rio Queros e vendiam os produtos para o gringo Melin, genro do missionário Whatley, que dirigia a missão. Uma interlocutora (Y.E) contou:

“El comercio ha cambiado mucho, porque antes los productos, sin mentir, yo vi todavía, teníamos maíz por ejemplo, aquí se producía bastante maíz, sacos en temporada de maíz; arroz también, antes había más arroz, ahora ya no. Entonces tenían que hacer pasar así, con bolsas de plástico en balsa, así, tres sacos como máximo en un viaje, hacer crucero en el río para que nuevamente se lo lleve el carro, y era mucho más peligroso”. (Y.E, Queros, 2012).

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Sobre o aipim me disseram que se tem que roçar, queimar e plantar. Para curar a horta se utiliza barbasco e o melhor momento para semear é quando há lua cheia. Na comunidade existem variedades de aipim: panti blanco, panti rosado, panti amarillo. Existe um tipo de aipim nativo75

75 Este tipo de aipim tem variedades (waheitare, waikeren, Kuisutare, Poyogntare). , mas não se vende em grande quantidade.

O valor no mercado por saco (que contem mais de 50 quilos) é de 85 soles. Às vezes, para avançar mais rápido se contrata (25 soles x dia) uma terceira pessoa para limpar as hortas. No caso do arroz, as variedades são: estaquilla, arroz de seis meses, tresmesino que sai em quatro meses. Em Queros não se cultiva o arroz em poços. Seu valor no mercado, por saco que contém cinquenta quilos, é de 120 soles. A melhor época para a venda de arroz é no mês de novembro. Nos meses de março e abril a venda não convém porque seu valor baixa em até 70 ou 85 soles. Mas, mesmo assim os comuneros terminam aceitando vender a esse valor por falta de dinheiro.

Os wachiperi não tem o tipo de cultivo associado, como em Huacaria. Um comunero andino me disse que se ele semear associado, isto é, vários tipos de produtos agrícolas, a colheita serviria apenas para consumo. No caso do milho se vende por quintal e o valor varia entre 50 a 80 soles.

Outro produto que é cultivado só pelas mulheres é a coca. Devido às pragas que atacam às folhas, os Wachiperi usam inseticidas. A coca se vende por arrobas e seu valor depende da temporada. No verão se produz muita coca, então a concorrência aumenta e o valor diminui. Pelo contrário, no inverno que chove muito, a demanda e o valor aumenta porque é difícil secar as folhas.

Depois da madeira, a coca é o produto mais bem vendido em Pilcopata. Uma das minhas interlocutoras comentou que “muchas vezes mi coquita me há sacado de apuros para enviar dinero a mi hija en Cuzco” (E.A, Queros, junho, 2012). No entanto, sua comercialização em pequena escala é complicada no vale de Kosñipata. A ENACO (Empresa Nacional de la Coca) controla o comércio dos pequenos agricultores que têm que vender clandestinamente seu produto sob ameaça do confisco por parte dos representantes da empresa.

71 Até agora, e apesar da estrada que leva até Pilcopata, o problema principal da agricultura segue sendo o transporte. A comunidade não conta com um carro para transportar seus produtos e muitas vezes os comuneros acabam por depender dos colonos que moram perto da comunidade. Neste caso eles pagam uma faixa entre 150 a 200 soles aos colonos para levar os produtos. Uma vez em Pilcopata o lucro obtido pelas vendas não compensa o sacrifício.

Outra opção é contratar um motocar76

Outro inconveniente para a venda de produtos agrícolas é a passarela

. O valor que cobram depende da carga, custa entre 45 e 50 soles. Os intermediários também são outro problema quando se quer vender em quantidade porque eles decidem o valor e os Wachiperi terminam aceitando as condições para evitar ficar com a mercadoria e vê-la estragar. Os intermediários revendem com um valor mais alto, alguns comercializam em Pilcopata, outros enviam até Cuzco.

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76 Veículo usado para o transporte de pessoas e de carga pesada.

77 Pinguela. Espécie de ponte sobre o rio que faz a ligação entre Queros e Pilcopata.

cuja estrutura não aguenta a passagem de caminhões pesados. Os que passam tranquilamente são os motocar e as motos. Um agricultor narrou:

Figura 6. Fase do secado das folhas de coca. O verão é a melhor temporada para a safra deste produto. Foto tirada em Queros, maio, 2012.

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“La pasarela hace que sea un costo más alto trasladar nuestros productos, porque no tenemos la salida, que es un puente para cruzar, para ingresar un carro, creamos un tipo de monopolio para ciertas personas que tienen sus movilidades. Ellos nos manejan a su criterio porque no tenemos movilidad, es una cuestión carísima trasladar. La comparación de éste a otros, el costo es doble. El flete en yuca me cobran 450, 400; en otros lugares, la distancia que tenemos 7 km, 200 soles fácilmente, a Pilcopata” (I.O, Queros, 2012)

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