COMUNICACIÓ SOCIAL
5. DEFINICIÓ DEL PROJECTE
Quanto às expectativas da comunicação da ASPEC, no geral, todo o público entrevistado afirma ter aquilo que espera, refletindo a cultura do SCB como um todo. PG1 - “De maneira geral, como é um veículo que se limita ao que acontece aqui
dentro, mas de acordo com a proposta, é o que eu espero, nada além disso. Acho que não sinto falta de outras coisas da pós, até aparece bem”. T2 -“A nossa interação com a comunidade fica limitada, então se não tivesse o trabalho de vocês. Eu não consigo imaginar hoje a gente sem o trabalho de vocês. Para nós da biblioteca é essencial”.
Wagner e Hollembeck (2012), lembram que a credibilidade do emissor, composta pelo conhecimento dele sobre o assunto e a crença do receptor nas mensagens. Este processo está refletido nas respostas. Embora haja pontos e assuntos que possam ser explorados, eles refletem o ambiente de trabalho e estudo no qual a comunidade setorial vive.
Em relação aos assuntos abordados pela ASPEC, os técnico-administrativos mais uma vez relatam a necessidade de se reforçar procedimentos administrativos, prazos de obras, discussões do conselho setorial. Embora as discussões dessa última sejam públicas em atas e haja a orientação de que sejam repassadas pelos departamentos, isso efetivamente não acontece. T9 -“Isso não resolve os problemas
em trâmites legais. Mas eu entendo que mude o foco do informativo. Não sei se esse é o foco e o interesse, mas na minha opinião, seria mais abrangente”.
No questionário, há uma sugestão mais direta para elaboração de material visando a este público: “Criação de manuais de procedimentos administrativos
gerais para servidores técnicos e docentes relativos as principais rotinas administrativas e de pessoal. Este material seria entregue no momento da entrada do servidor para servir de norte as informações mais básicas da estrutura de uma universidade pública federal. Seria algo parecido com o manual do aluno”.
Os alunos de pós-graduação, além de requisitarem espaços para a pesquisa científica e para as competições esportivas (no caso da Educação Física), também solicitam um espaço de reinvindicações próprio, como cartas abertas. PG6 - “Eu
acho que poderia ter um espaço para reclamações no banheiro, segurança, denúncias mesmo dentro do Setor, que tornaria a comunicação mais efetiva. Dificilmente as pessoas se expõem, talvez um espaço aberto poderia usar”.Já os
alunos de graduação solicitaram espaços para avisos mais corriqueiros, como vagas de estágio e de intercâmbios. GR5 - “A UFPR tem muita oportunidade de programas
para outros alunos, como mobilidade, inglês sem fronteiras, é uma proposta da nossa gestão, mas uma proposta que vocês também podem encampar, pois enriquece o nosso currículo”. Uma outra sugestão de discente, vinda dos
questionários, solicita maior contextualização de notícias sobre a ciência de alcance geral, para a realidade do SCB. “Alinhar as notícias do Setor com as Nacionais e
Internacionais nos casos em que estas influenciam as atividades do Setor (por exemplo o incêndio do Museu Nacional - vários pesquisadores da UFPR passaram pelo Museu Nacional, alguns estavam com visita agendada para consulta de
material; A fusão do Ministério da Agricultura e Meio-ambiente, analisar a influência desta mudança para as atividades de pesquisa do Setor), buscando opinião e discussão da comunidade acadêmica sobre os acontecimentos que afetam a Ciência Brasileira”.
Mais uma vez, os docentes solicitam espaço para divulgação científica, embora tenham a consciência de que há membros dessa categoria que tenham mais iniciativa em procurar a assessoria para que esse conteúdo seja veiculado. D6 - “Eu vejo a disponibilidade de vocês. Tem alguns que vão e outros, por exemplo, eu
nunca dei, pois não tenho esse perfil e eu não gosto. Então não sei se teria que ter uma forma escrita, ou aparecer. Outros departamentos, eles avisam e vão aparecendo, e o que eu vejo que nós somos mais tímidos”. Uma professora também
expõe suas limitações pessoais em relação ao tema. D12 - “Eu tenho um pouco de
restrição dos brios de alguns professores que gostam de aparecer mais do que os outros, mas de repente ter uma ‘seçãozinha’ de novas publicações pode ser legal. Eu tenho vergonha de dizer ‘olha que legal, eu publiquei algo interessante’, pois é interessante para mim, mas é para os outros?”.
No questionário, as sugestões quanto ao conteúdo variam. Há a sugestão de reativação do site próprio da ASPEC, para facilitar o acesso ao acervo, a inclusão de informativo sobre concursos públicos para biólogos, e um melhor critério para entrevistas com professores. “Que os critérios de entrevista dos professores fossem
mais claros. Já vi reportagem com pouco destaque e outras com destaque imenso, sem critério nenhum”. Há ainda, por parte de um docente, que seja melhor divulgado
o trabalho extensionista dos profissionais do SCB.“Acho que seria interessante a
divulgação das atividades discentes e docentes em especial com espaços fora da Universidade. Hoje sinto que quando se fala do docente (mais que do discente), se divulga a própria pessoa, mas não o impacto do que faz para o restante da sociedade. Essa é uma lacuna grande que a universidade precisa aprender a suprir”.
No processo de comunicação elaborado por Silva (2013) o contexto histórico e social influencia no entendimento e da ação comunicacional. No caso do SCB, há a cultura do pesquisador, que concentrado em seus estudos, possui dificuldade para expor seus resultados, confundindo isso com autopromoção. Pode ser uma barreira psicológica que fuja ao espectro de ação da ASPEC, porém, a iniciativa de procurá- los e colocar-se à disposição, como foi apontado em diversos momentos, pode ser uma solução que trará abertura para essa divulgação.