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The defence in depth principle applied to research reactors

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6.4. Internal licensing scheme

7.1.1. The defence in depth principle applied to research reactors

 Sobre a modalidade

O basquete em cadeira de rodas é uma das modalidades mais antigas do programa paralímpico, fazendo parte da primeira edição, em Roma, 1960. Foi, inclusive, a primeira modalidade trazida para o Brasil, em 1951. Os espaços e uso de materiais são os mesmos do basquete convencional, além de se manter também o mesmo número de jogadores em quadra.

A modalidade é praticada por atletas de ambos os sexos que tenham alguma deficiência físico-motora, sob as regras adaptadas da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). As cadeiras são adaptadas e padronizadas, conforme previsto na regra. A cada dois toques na cadeira, o jogador deve quicar, passar ou arremessar a bola. As dimensões da quadra e a altura da cesta são as mesmas do basquete olímpico. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC) (COMITÊ PARALÍMPICO BRASILEIRO, [20--j]).

 Jogo-exibição e vivência

A aula do dia 04 de junho teve por objetivos: a) realizar, na escola, um jogo-exibição da equipe de basquetebol em cadeira de rodas do Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes); b) vivenciar o jogo de basquete em cadeira de rodas; c) dialogar com os atletas do basquetebol em cadeira de rodas.

Para cumprir com esses objetivos, convidamos a equipe de basquetebol em cadeira de rodas do Crefes, sob supervisão do professor e técnico Martoni Moreira Sampaio, para esse encontro. Os atletas foram transportados para a escola pelo serviço de transporte público estadual denominado ―Mão na Roda‖. Tratam-se de carros tipo Van, adaptados com elevadores, próprios para o transporte de pessoas com deficiência física que fazem uso de cadeira de rodas. O transporte é realizado por

meio de um cadastro e agendamento prévio do indivíduo, no endereço, dia, horário de saída e de retorno estabelecidos. Já o transporte de 10 cadeiras de rodas do Crefes para a escola foi realizado com a ajuda de um amigo nosso, usando, também uma Van.

Foto 16 - Alunos da Escola Florescer assistindo à equipe capixaba de basquete em cadeira de rodas

Fonte: arquivo próprio.

Para esse encontro tão importante, a escola liberou todos os alunos e professores para acompanharem a apresentação dos atletas. Assim, com a chegada dos atletas e com a escola reunida, demos início aos trabalhos, declarando aberto o jogo- exibição e passando a palavra para o professor Martoni.

Antes de iniciar o jogo, o professor Martoni apresentou os atletas e fez um discurso curto, mas importante, sobre o tipo e causa das deficiências dos atletas, visando orientar os participantes a respeito de modos de prevenção das deficiências. Ele registrou a situação de um atleta que ficou paraplégico em decorrência de acidente com carro por dirigir embriagado; outros, em decorrência de tiro com arma de fogo; um que sofreu um traumatismo craniano por se envolver em briga etc.

Importante notar que todos ouviram atentamente o discurso do professor Martoni, pois se tratavam de casos verídicos em que os sujeitos que sofreram as experiências traumáticas estavam ali presentes e também se pronunciaram.

Em seguida, o professor Martoni organizou as equipes e iniciou o jogo-exibição. Esse foi o momento esperado por todos. Alunos e professores da escola se dividiram na torcida. Era comum ouvir comentários do tipo: ―Como conseguem

controlar a cadeira e conduzir a bola?‖; ―Que incrível a habilidade deles para jogar!‖; ―Será que consigo jogar sentado na cadeira?‖; ―Nunca vi nada assim!‖; ―Os caras caem e levantam com a cadeira como se fosse o corpo deles.”; “Eles jogam igual às pessoas que andam.‖ etc.

Esse conjunto de falas espontâneas expressa um misto de surpresa, admiração e encantamento por parte dos professores e alunos que assistiam atentamente ao jogo. Além do mais, servem como indicadores de que ações como essa podem sensibilizar e mobilizar as pessoas para acreditar e investir esforços no desenvolvimento do potencial humano (CHICON, 2005).

O jogo foi encerrado após o final de 30 minutos, com os atletas sendo muito aplaudidos e assediados pelos alunos. Na sequência, iniciamos a etapa em que os alunos teriam a chance de vivenciar o jogo, tomando o lugar dos atletas nas cadeiras de rodas. A ansiedade deles para participar era enorme e tivemos que organizar os grupos para iniciar o jogo.

Com as primeiras equipes organizadas em quadra (12 alunos), solicitamos que apenas deslocassem com as cadeiras; depois, que deslocassem e tocassem a bola um para o outro, fazendo arremesso no final; para, só então, iniciarmos o jogo propriamente dito, com duração de dez minutos. Após esse tempo, duas novas equipes participaram e finalizamos, tendo em vista que tínhamos o lanche e a conversa dos alunos com os atletas.

Os alunos demonstraram muita alegria e disseram ter gostado muito da experiência. Os que estavam do lado de fora ficavam pedindo para que acabasse logo para que eles pudessem também sentar na cadeira e jogar, mas não houve tempo e condições de todos participarem. Importante frisar que o aluno Ricardo jogou o basquete em cadeira de rodas empurrado pelos próprios colegas de turma, que se revezavam nessa tarefa, conforme se observa nas Fotos 17 e 18. Analisamos como positivo o fato de que, nessa aula, em nenhum momento tivemos que solicitar ou direcionar essa ação dos alunos para com o Ricardo, ou seja, notamos que a ideia de cooperação e de solidariedade entre os alunos da turma havia sido incorporada.

Foto 17 - O aluno Ricardo, que possui paralisia cerebral, sendo conduzido pelo Bruno, que possui baixa visão

Fonte: arquivo próprio.

Cabe ainda destacar que, após o jogo-exibição da equipe de basquete, os alunos das outras turmas questionaram por que só os alunos das 5ªs séries é que estavam aprendendo aquelas modalidades e as turmas deles não. De fato, naquele momento, percebemos que o conteúdo estava, de alguma forma, atingindo não só os alunos das 5as séries, mas todos os alunos da escola.

Foto 18 - Alunos jogando o basquete em cadeira de rodas na quadra da Escola Florescer

Fonte: arquivo próprio.

No fim da atividade, houve uma integração entre os atletas e os alunos da escola. Todos foram ao refeitório lanchar e aproveitaram para conversar e pedir autógrafos, assim como fizeram com os atletas da natação, na visita ao Clube Álvares Cabral.

Apesar de toda dificuldade em levar as cadeiras de rodas, conseguir autorizações e agendamento dos atletas, consideramos esse momento como uma estratégia

importante de mobilização de toda a escola para o tema. Dessa forma, a intervenção e o reflexo da pesquisa na Escola Florescer não se limitaram apenas às duas turmas de 5ª série (B e C). Conseguimos impactar toda a escola e gerar nos demais alunos uma curiosidade inicial e uma anunciada vontade de vivenciarem e aprenderem sobre o tema.

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