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2.2 Distribution et parallélisation de tâches

2.1.2 Deep Q-Learning

Em todas as sessões, os sujeitos foram capturados com o auxílio de um puçá e transportados de seus viveiros de moradia, por meio de caixas de transporte (35 cm largura x 20 cm de profundidade x 23 cm de altura cada), até a sala de experimento e, após a sessão, retornados ao viveiro moradia. As caixas de transporte não permitiram que o sujeito visualizasse o ambiente e esta possuía uma porta tipo-guilhotina que se acoplava diretamente à porta de entrada/saída do aparato. Em todas as sessões do experimento a técnica de captura acima descrita foi a mesma e todas as sessões foram realizadas na caixa AL. Os procedimentos a seguir foram divididos em cinco fases.

6.1.4.1 Fase 1: Habituação ao Aparato

Foram realizadas quatro sessões de habituação ao aparato, com o objetivo de habituar os sujeitos ao procedimento de captura, transporte e ao novo ambiente. Cada sessão teve duração de 15 min e foram realizadas em intervalos de 48 h. Durante essas sessões, o sujeito teve livre acesso à caixa AL, porém nenhum alimento foi disponibilizado. A ordem dos sujeitos foi estabelecida randomicamente em cada dia de teste; todas as sessões dessa fase foram registradas para análises comportamentais.

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6.1.4.2 Fase 2: Seleção de Grupos

Essa fase teve por objetivo estabelecer grupos homogêneos entre si. Foram realizadas três sessões de 15 min cada, em intervalos de 24 h, na presença do alimento teste (bala de banana), a fim de identificar o perfil inicial de consumo de balas de cada sujeito. A seleção de grupo baseou-se em dois critérios: (1) a quantidade média de bala consumida nas três sessões e (2) a massa corporal aferida na última sessão.

Nas três sessões, todos os sujeitos receberam 50 g de balas nos dois recipientes fixados na caixa AL. Nessa fase, o comportamento não foi registrado para análises comportamentais, pois o objetivo era apenas analisar a quantidade de alimento ingerido.

A quantidade (em gramas) de bala consumida em cada sessão foi calculada ao subtrair a quantidade remanescente da quantidade inicialmente fornecida. Todos os pedaços de bala que foram retirados do recipiente, manipulados pelo animal, mas não consumidos foram adicionados ao peso final do recipiente. Dois grupos foram estabelecidos de modo a não haver diferença estatística em termos dos dois critérios descritos acima.

6.1.4.3 Fase 3: Acesso Intermitente à Bala de Banana

Durante quatro semanas consecutivas, os sujeitos foram submetidos a uma sessão diária de 15 min, na caixa AL, com o objetivo de verificar se, ao fim desse período, os animais apresentavam um comportamento do tipo compulsivo. Cada grupo teve diferentes graus de restrição ao alimento teste, sendo eles:

Grupo HR (High Restriction) – alta restrição à bala de banana: o grupo teve

acesso à bala por 15 min, apenas três dias por semana (em dias estabelecidos de forma aleatória). Nos dias de acesso à bala (operacionalmente denominado binge

day), foram disponibilizadas em um dos pratos 50g de bala e no outro 50g de frutas

variadas. Nos demais dias da semana (operacionalmente denominado non-binge

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prato correspondente à bala. Para um mesmo sujeito, o local onde foi colocado a bala e a dieta regular (esquerda/direita) permaneceu o mesmo durante todo o procedimento, mas variou entre os sujeitos de modo que metade recebeu a bala no lado direito e a outra, no lado esquerdo;

Grupo LR (Low Restriction) – baixa restrição à bala: o grupo teve acesso ao

alimento teste por 15 min, todos dias da semana. Foram disponibilizadas em um dos pratos 50g de bala e no outro 50g de frutas. Para um mesmo sujeito, o local onde foi oferecida a bala e a dieta regular (esquerdo/direito) permaneceu o mesmo durante todo o procedimento, mas variou entre os sujeitos de modo que metade do grupo recebeu a bala no lado direito e a outra, no lado esquerdo.

Durante cada sessão, o mico teve acesso a todo o aparato, sendo disponibilizada a bala e/ou dieta regular no seu interior, de acordo com o esquema alimentar descrito acima. A quantidade consumida (em gramas) de cada alimento foi registrada diariamente. Cada sujeito teve seu comportamento registrado duas vezes por semana, em ‘binge days’. Foram adotados os critérios estabelecidos por Corwin e colaboradores (2011), para determinar o desenvolvimento do comportamento do tipo compulsivo, ou seja: (1) quando os animais do grupo HR ingerem, significativamente, mais balas do que o grupo LR, no mesmo período de tempo; e/ou (2) quando houver um escalonamento na ingestão de balas ao longo das semanas no grupo HR. Passado esse período de quatro semanas, os animais foram submetidos a dois diferentes testes de estresse.

6.1.4.4 Fase 4: Teste de Privação Alimentar

O objetivo desse teste foi analisar se, após 24h de privação de alimentos, o comportamento alimentar dos sujeitos que foram pré-expostos à bala de banana se modificaria.

Ao se concluir a fase anterior, os animais foram testados sem a presença de alimentos (non-binge day) e ao saírem do teste foram privados de alimentos por 24h. Após esse período, os animais foram testados na mesma ordem do dia anterior a fim de garantir o mesmo período de privação. Uma única sessão teste na presença de fruta e bala de banana (ou seja, um ‘binge day’) foi realizada e tanto o

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comportamento alimentar quanto o consumo de bala e fruta foram registrado para análise.

6.1.4.5 Fase 5: Teste de Confronto com Predador

Primatas humanos são uma fonte valiosa para o estudo de distúrbios psquiátricos como por exemplo a ansiedade, devido, principalmente à semelhanças com os seres humanos, tanto nas respostas fisiológicas quanto no comportamento (NEWMAN e FARLEY, 1995). Testes que utlizam-se de choques elétricos e estímulos aversivos são utilizados como geradores de medo/ansiedade em modelos animais. No entanto, é interessante tentar mimetizar estímulos naturais que geram ansiedade para a espécie em estudo, na tentativa de induzir comportamentos naturais de medo/ansiedade (FILE, 1980). O teste de confronto predador mimetiza situações vividas pelos animais na sua condição natural e gera sintomas de ansiedade. Em primatas não-humanos, a vigilância a ativiade locomotara são medidas confiaveis para inferir medo/ansiedade foram superiores às taxas basais, quando o animal é exposto a situações aversivas (CAINE, 1998). Barros e cols., (2000) desenvolveram um teste de confronto com predador para testar ansiedade em calitriquídeos e utlizaram como estímulo um gato empalhado ou uma serpente artificial. Em seus experimentos, foram observados aumentos das taxas de vigilância e locomoção sugerindo aumento dos níveis de ansiedade. (revisado em BARROS e cols., 2000).

O teste de confronto com o predador teve como objetivo avaliar possíveis modificações no comportamento alimentar de animais que foram pré-expostos bala de banana quando submetidos a um fator de estresse, como o confronto com um predador natural (modelo de serpente).

O teste de confronto com o predador ocorreu 48h após o teste de privação alimentar. Entre um teste e outro os animais foram submetidos a uma sessão de

non-binge. O animal foi capturado, transportado até a sala de experimento e

posicionado dentro de uma caixa AL (posicionada no lado direito da sala; vide ilustração gráfica em figura 4). Essa caixa permaneceu sem nenhum alimento. Uma serpente artificial foi posicionada no lado de fora da caixa AL, a um metro do chão em frente à parede de vidro, de modo a possibilitar o contato visual do mico com

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esse estímulo aversivo. O sujeito permaneceu na caixa AL por 5 min e logo em seguida foi transferido (via caixa de transporte) para a segunda caixa AL. A serpente foi removida do campo visual do animal e uma sessão teste, na presença de alimento, foi iniciada. O animal permaneceu na caixa por 15 min na presença de bala e fruta, e o consumo e o comportamento foram registrados e analisados. Comparou-se o consumo alimentar, a frequência e duração do forrageio, bem como vigilância e distancia percorrida na semana 4 com os mesmos parâmetros no teste de confronto com o predador. Para melhor ilustrar o delineamento experimental, vide apêndice A com a representação esquemática do Estudo 1 (Apêndice 1).