Neste trabalho, foram utilizadas duas formas complementares de agrupamento de classes em pacotes: primeiramente pelo domínio do problema, aproveitando os sub- sistemas definidos na fase de análise, e depois por estereótipos, tendo sido utilizados os estereótipos propostos por Coad e Yourdon [Coad93]. Sendo assim, o diagrama de pacotes de nível mais alto, mostrado na figura 18, é praticamente o mesmo da fase de análise, exceto pela remoção do pacote de interoperabilidade, que foi retirado por questões de limitação de tempo e mão-de-obra.
O projeto da arquitetura do sistema, deve considerar quatro componentes básicos, como mostra a figura 19 [BEZERRA 2002]:
Figura 19: Arquitetura Básica de Projeto Orientado a Objetos
• Componente do Domínio do Problema: corresponde aos subsistemas responsá- veis por implementar diretamente os requisitos dos usuários;
• Componente de Interface com Usuário: corresponde aos subsistemas que im- plementam as interfaces com o usuário;
• Componente de Gerência de Tarefa: corresponde aos subsistemas responsáveis por controlar e coordenar tarefas;
• Componente de Gerência de Dados: corresponde aos subsistemas responsá- veis pelo armazenamento e recuperação de objetos (persistência dos objetos).
A figura 20 ilustra o diagrama de pacotes dos referentes a Administração, Submis- são, Busca e Avaliação.
Figura 20: Diagrama de Pacotes - Divisão em Camadas
De acordo com a figura 20, a camada de interface com o usuário (IU) faz uma requisição a gerência de tarefas (GT) onde esta, direciona para a camada de domínio do problema (DP) responsável pela regra de negócio ou para a camada de gerência de dados (GD) que é responsável pela persistência dos dados.
Componente Domínio do Problema
A figura 21 ilustra o diagrama de classes do componente domínio do problema.
Componente Gerência de Tarefas
A figura 22 apresenta o diagrama de classes do componente de Gerência de Ta- refas. Vale ressaltar que a classe Artigo_Situação não foi mapeada pois trata-se de uma classe estática potanto seus dados serão inseridos manualmente.
Figura 22: Diagrama de Classes Gerência de Tarefas
Diagramas de Sequência Revisados
No decorrer da modelagem e desenvolvimento do protótipo, observou-se a neces- sidade do refinamento das interações do sistema. Sendo assim, serão apresentados os diagramas de sequência detalhado do módulo de Administração em nível de pro- jeto, junto as suas camadas.
Figura 23: Diagrama de Sequência Revisado - Inserir Usuário
Figura 25: Diagrama de Sequência Revisado - Alterar Usuário
Figura 27: Diagrama de Sequência Revisado - Listar Artigos
Componente Gerência de Dados Padrão DAO
O padrão DAO abstrai toda a complexidade relativa à interação com a fonte de da- dos sendo utilizada, que poder ser um banco de dados relacional, orientado a objetos, ou mesmo dados provenientes de serviços disponibilizados por sistemas externos. Como a interface de um DAO não se altera quando sua implementação precisa ser modificada, este padrão permite alterar a fonte de dados sendo utilizada numa aplica- ção sem afetar os componentes de negócios que fazem uso deste [SUN, 2010].
A figura 29 apresenta o diagrama de classes do Componente de Gerência de Dados. Nesse diagrama também é omitido a classe Artigo_Situação por ser uma classe estática.
Figura 29: Diagrama de Classes do Componente de Gerência de Dados
Diagrama Relacional
O Diagrama Relacional baseia-se em dois conceitos: Entidade e Relação.
• Entidade: É um elemento caracterizado pelos dados que são recolhidos na sua identificação vulgarmente designado por tabela. Na construção da tabela
identificam-se os dados da entidade a atribuição de valores a uma entidade cons- trói um registro da tabela.
• Relação: Determina o modo como cada registro de cada tabela se associa a registros de outras tabelas.
As tabelas do banco de dados são representadas através de classes e os registros de cada tabela são representados como instâncias das classes correspondentes. A na figura 30 será apresentado o modelo relacional do banco de dados para o sistema pro- posto. Foi acrescentado a todas as tabelas o atributo "Id_Tabela"como chave primária, essa identificação não tem significado no domínio de negócio. Porem a abordagem é utilizada para manter uma padronização e por ser uma das melhores maneiras de associar identificadores a objetos mapeados para tabelas.
Componente de Interface com o Usuário
A figura 31 mostra o diagrama de navegação do sistema proposto.
Padrão de Interface
A tabela 10 apresenta os ícones do sistema e suas respectivas descrições.
Ícone Descrição
Perfil do usuário
Submeter artigo
Artigos que o usuário submeteu
Avaliar Artigo
Gerenciar usuários
Gerenciar artigos
Gerenciar categorias
Gerenciar configurações
Ler / Fazer Download do PDF
Tabela 10: Ícones
As figuras 32, 33, 34 e 35 monstram o padrão de interface das telas a ser utilizado no desenvolvimento do sistema proposto.
Figura 32: Padrão de Interface Busca
Figura 34: Padrão de Interface do Painel de Controle
5.4
Pacote de Publicação
O pacote de Publicação de Artigos será implementado através de uma Stored Procedure e executado pelo SQL Server Agent. As duas tecnologias serão descritas a seguir.
5.4.1
SQL Server Agent
O SQL Server Agent é um serviço do Microsoft SQLServer 2008 R2 que permite automatizar algumas tarefas administrativas. O SQL Server Agent executa trabalhos, monitora o SQL Server e processa alertas. O serviço do SQL Server Agent deve estar instalado e em execução para que os trabalhos administrativos locais ou multiservidor possam ser executados automaticamente [Microsoft 2010].
5.4.2
Stored Procedure
Stored Procedure (procedimento armazenado) é um conjunto de comandos SQL que podem ser armazenados no servidor. Stored procedures encapsulam tarefas re- petitivas, aceitam parâmetros de entrada e retornam um valor de status (para indicar aceitação ou falha na execução). O procedimento armazenado pode reduzir o trá- fego na rede, melhorar a performance, criar mecanismos de segurança entre outros [Microsoft 2010].
5.5
Diagrama de Componentes
O Diagrama de componentes ilustra como as classes deverão se encontrar orga- nizadas através da noção de componentes de trabalho. O diagrama tem por objetivo apresentar a disposição dos componentes físicos de um sistema. Componente é uma parte física do sistema, como o código fonte, biblioteca, tabela de banco de dados e outros [BEZERRA 2002]. A figura 37 exibe a organização dos componentes do sis- tema.
Figura 37: Diagrama de Componentes
5.6
Diagrama de Implantação
A figura 38 apresenta o Diagrama de implantação do sistema proposto. Este dia- grama representa a topologia física juntamente com os componentes dessa topologia
[BEZERRA 2002].
Os elementos de um diagrama de implantação são os nós e as conexões. Um nó é uma unidade física que representa um recurso computacional e normalmente possui uma memoria e alguma capacidade de processamento. Os nós são ligados uns aos outros através de conexões. As conexões mostram mecanismos de comunicação entre os nós.
6
TESTES
Segundo [Fer 2002], um número de quatro a cinco colaboradores é capaz de iden- tificar grande parte dos problemas de usabilidade de um sistema. Deste modo, foi tomada a decisão de reunir um grupo de quatro participantes para realização dos testes.
Assim sendo, foram escolhidos colaboradores de diferentes perfis e conhecimen- tos no uso de sistemas Web, para avaliar o sistema sob ponto de vista de usuários distintos. Vale ressaltar que dois deles, são entendidos quanto à utilização da Internet sobre sistemas de busca e cadastros. O outro participante possui entendimento baixo sobre esse tipo de sistema, justamente por essas características que se deu tal esco- lha para que pudesse adaptar esse tipo de sistema para esse perfil de usuário. E o último colaborador possui nível de entendimento mediano pertinente a sistemas como o proposto.
No período de testes, foi proposto a cada colaborador uma lista de itens a serem feitos dentro da Biblioteca (documento que pode ser verificado no Anexo A - Plano de Teste). Com auxílio de uma planilha, os seguintes dados foram anotados para concretizar os resultados finais: tempo consumo para execução da tarefa, número de erros, se conseguiu ou não realizar a tarefa e algumas observações que possam ser importantes. Depois dos testes, além dos dados coletados durante o procedimento, outras informações são necessárias para se medir a usabilidade do sistema. Logo após tais testes em uma conversa sem formalidades, foram levantadas outras dúvidas a serem discutidas sobre a biblioteca.
Finalizados os testes, e em consequência recolhimento de informações, realizou- se uma pesquisa sobre as reais necessidades de Usabilidade da Biblioteca. Em con- clusão, o software foi bem aceito pelos colaboradores, que não tiverem problemas em executar a maioria dos testes solicitados. Todavia, algumas modificações foram sugeridas e os detalhes dos resultados dos testes serão vistos a seguir.
6.1
Resultados
Os resultados dos testes de usabilidade da Biblioteca foram baseados nos seguin- tes itens: tempo consumido para execução da tarefa, número de erros, se conseguiu ou não realizar a tarefa e resposta do questionário de avaliação pelos participantes.
Na tabela abaixo, serão apresentadas as medidas coletadas na execução das tarefas realizadas no teste de usabilidade.
TAREFAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Pior Nível 18 25 120 35 240 60 60 30 25 110 60 100 Nível Alvo 10 15 60 20 200 40 40 15 15 40 40 60 Usuário 1 6 9 55 17 178 28 32 8 8 22 27 57 Usuário 2 7 9 43 16 129 37 38 5 9 35 34 48 Usuário 3 9 15 132 19 257 32 43 11 12 55 48 59 Usuário 4 8 12 117 22 228 31 38 9 9 60 32 46 Média 8 11 87 19 198 32 38 8 10 43 35 53
Tabela 11: Tempo de Execução das Tarefas (em segundos)
Na tabela Abaixo é apresentado o número de erros de cada colaborador nas tare- fas propostas. TAREFAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Pior Nível 2 3 2 1 4 2 2 1 2 3 2 3 Nível Alvo 0 1 1 0 2 0 0 0 0 1 1 1 Usuário 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 1 Usuário 2 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 Usuário 3 0 1 2 0 3 0 0 0 0 3 0 1 Usuário 4 0 0 1 0 1 1 1 0 0 1 1 1 Média 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Tabela 12: Número de erros por tarefas
Como pode-se perceber nos dados coletados, em termos gerais, a aceitação quanto à usabilidade do sistema foi boa. Mesmo participantes com pouco entendi- mento conseguiram executar todas as tarefas, na maior parte destas, abaixo do pior nível aceitável de tempo estipulado.
7
CONCLUSÕES E TRABALHOS
FUTUROS
Este trabalho verificou e avaliou diversas Bibliotecas Digitais existentes, dentre elas a BDBComp, SciELO e BDTB. Além disso, foi apresentado a importância das Bibliotecas Digitais comparada a revistas e congressos como meio de publicação de artigos científicos. A publicação de trabalhos científicos nessas mídias se mostra um processo lento e burocrático, o que pode fazer com que bons trabalhos não sejam publicados por falta de espaço ou que se tornem obsoletos até a publicação. Neste contexto as Bibliotecas Digitais foram apontadas como uma solução eficiente para este problema, uma vez que estas estão disponíveis por possuírem políticas próprias de funcionamento, avaliação e publicação, além disso, podem ser utilizadas por qualquer instituição.
Entretanto, dentre as diversas Bibliotecas Digitais avaliadas foram constatadas di- versas deficiências. Objetivando a correção das deficiências encontradas por este estudo foi proposto, modelado e implementado um sistema web de Biblioteca Digital.
Desde o início do projeto a proposta foi desenvolver um sistema simples, para que mesmo usuários com pouca experiência fossem capazes de utilizar todos os recursos disponíveis, porem eficiente no que se propõe a fazer. Dos objetivos estipulados no inicio deste trabalho todos foram alcançados, exceto o módulo de interoperabilidade, porem, o resultado final é muito satisfatório uma vez que os módulos de busca, sub- missão, avaliação, administração e publicação foram criados. Módulos esses de suma importância para o funcionamento da biblioteca e que raramente são encontrados em trabalhos similares.
Durante o período de desenvolvimento desse trabalho foi possível perceber que todo conhecimento adquirido durante o curso foi de suma importância. O resultado alcançado foi satisfatório, uma vez que o sistema resolve as principais deficiências encontradas.
Como trabalhos futuros pretende-se desenvolver os módulos de interoperabilidade e personalização de interface para usuários que por restrições de tempo e mão-de- obra não foram implementados.
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[WAZLAWICK 2004] Wazlawick, Raul Sidnei. (2004). Análise e Projeto de Sistemas de Informação Orientados a Objetos. In Editora Campus. Rio de Janeiro.
ANEXO A - Plano de Teste
ITEM TAREFA FACILIDADE DE USO
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