Os dados publicados nesses dois grandes grupos são múltiplos conta da situação espacial dos povos indígenas ao não
desagregação da informação. Por exemplo: de um total de 299.311 reconhecem indígenas para o ano 2010, 186.640 moram nos
Grande Buenos Aires, e 112.671 se encontram distribuídos no interior da p capacidade de acesso à informação mais detalhada é restrita
2005), embora sem a possibilidade de criação de mapeamento por etnia (sem distribuição espacial) ou por região de cad
No caso da província de Buenos Aires, só foram pesquisados dados povo mapuche quando, por exemplo,
menos cinco povos diferentes
se apresentam divididos em dois grupos, que são, por sua administrativos, dificultando
desagregação de dados de população indígena. Província de Buenos Aires, Censo Nacional 2010, INDEC
Os dados publicados nesses dois grandes grupos são múltiplos e conta da situação espacial dos povos indígenas ao não oferecer
a informação. Por exemplo: de um total de 299.311 reconhecem indígenas para o ano 2010, 186.640 moram nos 17 partidos
e 112.671 se encontram distribuídos no interior da p
informação mais detalhada é restrita aos resultados da ECPI (2004 2005), embora sem a possibilidade de criação de mapeamentos por ser a informação agrupada por etnia (sem distribuição espacial) ou por região de cada amostra.
No caso da província de Buenos Aires, só foram pesquisados dados quando, por exemplo, o INAI, também instituição estatal menos cinco povos diferentes, que atualmente habitam os limites bonaerenses.
divididos em dois grupos, que são, por sua vez, agrupados
administrativos, dificultando mais ainda a possibilidade de conhecer a situação da província.
desagregação de dados de população indígena. Província de Buenos Aires, Censo
variados, mas não dão oferecer a possibilidade de a informação. Por exemplo: de um total de 299.311 pessoas que se 17 partidos administrativos do e 112.671 se encontram distribuídos no interior da província. Assim, a os resultados da ECPI (2004- por ser a informação agrupada
No caso da província de Buenos Aires, só foram pesquisados dados para a amostra do estatal, reconhece pelo limites bonaerenses. Tais resultados agrupados a outros limites ainda a possibilidade de conhecer a situação da província.
A Figura Nº 01 expõe
qual os dados dos partidos pertencentes
02, que combina o interior de Buenos Aires com a que agrupa os dados da Grande
governo jurídico-administrativo autônomo por ser Capital Federal).
Figura 01: Apresentação dos dados do povo
Fonte: http://www.indec.mecon.ar/micro_sitios/webcenso/ECPI/pueblos/ampliada_index.asp?mode=07
A análise até aqui
certas e localizáveis sobre o número de pessoas indígenas que habitam a província de Buenos Aires e sua distribuição, a um nível de desagregação espacial
a precisão dos dados por parte da população envolvid dados do INDEC (Censo 2010),
total de 600.329 no país. Isso s metade da população indígena da A
expõe as três regiões de amostras definidas para o povo partidos pertencentes à província de Buenos Aires se encontram 02, que combina o interior de Buenos Aires com a província de La Pampa,
Grande Buenos Aires com a cidade de Buenos Aires administrativo autônomo por ser Capital Federal).
: Apresentação dos dados do povo mapuche, segundo a Encuesta Complementaria de Población Indígena (2004-2005), INDEC.
http://www.indec.mecon.ar/micro_sitios/webcenso/ECPI/pueblos/ampliada_index.asp?mode=07 (INDEC, ECPI, 2004-2005).
lise até aqui desenvolvida demonstra a dificuldade de aces
sobre o número de pessoas indígenas que habitam a província de Buenos , a um nível de desagregação espacial que possibilite
a precisão dos dados por parte da população envolvida. Como já foi dito, INDEC (Censo 2010), habitam 299.311 indígenas no território
. Isso significa dizer que Buenos Aires concentra da população indígena da Argentina (49,85%), e embora esta
s para o povo mapuche, na se encontram na Região província de La Pampa, e na Região 03, com a cidade de Buenos Aires (que tem
, segundo a Encuesta Complementaria de Población
http://www.indec.mecon.ar/micro_sitios/webcenso/ECPI/pueblos/ampliada_index.asp?mode=07
monstra a dificuldade de acesso à informações sobre o número de pessoas indígenas que habitam a província de Buenos que possibilite também verificar Como já foi dito, de acordo com os 311 indígenas no território em estudo, de um que Buenos Aires concentra, estatisticamente, a quantidade tenha sido
fortemente contestada pelas comunidades com as quais se trabalha durante a presente pesquisa, é indubitável a forte presença indígena que a província apresenta.
De um modo geral, sabe-se que existem mais de 25 povos indígenas na Argentina, com mais de 15 línguas faladas atualmente. Mas, especialmente em Buenos Aires, qual é a situação? Que povos habitam sob seus limites? Onde e quantas pessoas os representam? Quais os idiomas falados? Em que proporção e onde?
Algumas destas questões são abordadas pelo INAI, que entre outras coisas, é responsável pela concessão de personalidade jurídica às comunidades indígenas, evidenciando que hoje existem 46 comunidades na província de Buenos Aires. No entanto, nos estudos realizados como parte desta pesquisa, a partir da metodologia de mapeamento social participativo, conseguiu-se identificar 83 comunidades, demonstrando que 44,58% delas não são reconhecidas. Ao localizar as comunidades oficialmente reconhecidas, juntamente com aquelas identificadas nesta investigação, conforme evidenciado no Mapa 03, surgiram reflexões interessantes sobre a sua distribuição no âmbito do processo de formação socioespacial da Argentina.
Não aparenta ser coincidência que o uso atual do território das comunidades reconhecidas pelas instituições governamentais, em geral, concorde com a localização das terras incorporadas ao Estado em linhas de fronteiras alcançadas entre os anos de 1852 e 1869. Nesse período, foram implementadas as principais políticas de negociação com os povos indígenas, a partir das alianças de paz com os denominados “índios amigos”, em troca da entrega mensal de mercadorias, participação de lanceiros indígenas no exército oficial e promulgação de leis de entrega de terras aos principais caciques “colaboradores” com o processo de consolidação do Estado nacional argentino. Entre 1863 e 1869, de acordo com as leis provinciais sistematizados na Tabela 01, foram concedidas “terras públicas” aos caciques Melinao, Coliqueo, Ancalao e Raninqueo, o que na verdade significa que foi lhes permitido legalmente fazer uso das terras que já ocupavam.
No intuito de compreender a complexidade que tais relações significaram, o estudo antropológico de Little (2002) pode trazer clareza no que tange à definição dessas vinculações. Ele afirma que
A resistência ativa às invasões representa, sem dúvida, uma das respostas mais comuns na história da expansão de fronteiras. [...] Mas se, por um lado, existem múltiplas formas de resistência, por outro, todas as respostas desses grupos não necessariamente devem ser classificadas como de resistência. Existem também processos de acomodação, apropriação, consentimento, influência mútua e mistura entre todas as partes envolvidas (LITTLE, 2002, p. 5).
A liberação de terras às tribos dos caciques colaboradores, as negociações de paz na troca periódica de bens e o aproveitamento nos confrontos bélicos dos conflitos entre os diversos povos por parte do governo constituem múltiplos processos longos e complexos que testemunham “como a constituição e a resistência culturais de um grupo social são dois lados de um mesmo processo” (LITTLE, 2002, p. 5). A própria expressão “índios amigos”, os coloca em uma posição de imbricação e paralela subjugação que, pode ter sido constituído na tática de sobrevivência, adotando a forma de assimilação, adaptação e conciliação, a qual transformou-se gradativamente em invisibilidade como estratégia de resistência.
Embora atualmente não exista tal denominação para nenhuma das comunidades indígenas da distribuição espacial daquelas reconhecidas pelo INAI (Mapa 03), se deduzem certas continuidades, pelo menos na localização delas. Isso não significa necessariamente que as ligações e relações políticas continuem vigentes na sucessão de gerações e governos só podem ser um resultado daqueles processos descritos que delinearam as condutas territoriais até agora sustentadas.
A situação das comunidades indígenas localizadas na Grande Buenos Aires e no litoral da província será analisada posteriormente, em função da necessidade de apresentar outros elementos para compreender a sua distribuição espacial.