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de la programmation pluriannuelle de l’énergie

Fig 5 - Membrana timpânica

Fig 6 – Ossículos do ouvido médio: A(martelo); B (Bigorna); C (estribo);

O ouvido médio corresponde a uma caixa de ar limitada por paredes ósseas que se localiza na espessura da porção petrosa do osso temporal, entre o canal auditivo externo e o ouvido interno, fazendo a protecção deste último (Fain et al,

1996).Trata-se de uma entidade anatómica que funciona como um adaptador da impedância, ao transferir as ondas sonoras do ouvido externo para o ambiente liquido do ouvido interno (Fain et al, 1991). A sua configuração geométrica é semelhante a uma lente bicôncava, pelo que se podem considerar uma parede externa, uma parede interna e para além destas, as paredes superior e inferior e anterior e posterior que, no seu conjunto, conformam a porção circunferencial da cavidade timpânica.

É nesta caixa de ar revestida por uma mucosa timpânica que se encontram os três ossículos do ouvido (martelo, bigorna e estribo) que, funcionalmente, estabelecem uma união entre a membrana timpânica e a janela oval.

A parede externa ou lateral que comunica com o canal auditivo externo, não é uma parede óssea; na realidade trata-se de uma parede constituída pela membrana timpânica. A separação anatómica entre o ouvido externo e o ouvido médio faz-se à custa desta estrutura de natureza membranosa. Trata-se de um tecido constituído por três camadas que se encontra sob tensão de forma que, ao sofrer o “impacto” da onda sonora responda com fenómenos vibratórios cuja intensidade será proporcional à intensidade do som e cuja velocidade de vibração será proporcional à frequência do som. Estes movimentos vibratórios da membrana do tímpano e dado que esta se encontra unida ao martelo vão, depois ser convertidos em energia mecânica que é depois transmitida á globalidade dos ossículos cuja função associada corresponde á amplificação seriada desta mesma onda. A união que estabelece o martelo com a membrana timpânica permite a sua divisão em três regiões, onde se incluem as duas metades da pars densa e a pars flácida, estando a pars densa numa posição inferior à

pars flácida.

A diferente consistência das duas porções da membrana timpânica condiciona a sua vibração a distintas frequências, sendo a porção mais inferior (pars densa) a que mais contribui para a audição.

Em toda a sua circunferência, a membrana timpânica está aderente a uma estrutura que corresponde a um anel fibroso que se insere em torno da parede óssea da metade interna do canal auditivo externo.

A parede interna ou medial é óssea com região central proeminente, formando o promontório. Ainda nesta parede é possível encontrar, supero-posteriormente ao promontório, a janela oval e numa posição infero-posterior a janela redonda. Estas janelas oval e redonda estabelecem contacto com o ouvido interno, já que é a parede medial do ouvido que constitui a interface destes dois compartimentos. A janela oval é constituída por uma estrutura membranosa, a qual está unida à platina do estribo que

é mantida nesta posição pelo referido ligamento anular. Esta janela estabelece a comunicação do sistema ossicular com a rampa coclear do labirinto membranoso do ouvido interno. Já a janela redonda apenas é formada por uma estrutura membranosa. Esta janela tem a seu cargo a dissipação da pressão hidráulica do ouvido interno resultante da energia transmitida pela vibração da janela oval e do movimento dos fluífos do ouvido interno para estimulação do Órgão de Corti. De entre as estruturas relevantes associadas ainda à parede interna do ouvido médio, são de salientar a presença do músculo do estribo e a presença do músculo do martelo.

A parede superior da cavidade timpânica corresponde ao bordo superior e à face ântero-superior do rochedo do temporal, sendo formada por uma fina lâmina óssea designada por tegmen timpani que separa a cavidade craniana da caixa timpânica.

A parede inferior separa o ouvido médio da fossa jugular e correspondente ao seio jugular, podendo ainda estar deiscente.

Quanto à parede posterior ou mastóideia, esta caracteriza-se por apresentar o canal timpânico-mastoideu que estabelece a comunicação entre a cavidade timpânica e a mastóide (cavidade aérea presente no interior do processo mastóideu do osso temporal).

A parede anterior está ocupada pela trompa de Eustáquio, pelo canal do músculo do martelo e por pequenos orifícios destinados à passagem dos feixes nervosos carótico-timpânicos. A trompa de Eustáquio é uma estrutura que permite a manutenção da pressão do ar ao nível do ouvido médio em níveis fisiológicos. Desta forma, a trompa de Eustáquio que é um canal colapsado que faz a comunicação entre a cavidade do ouvido médio e a nasofaringe. Esta estrutura faz a equalização entre a pressão exterior e a pressão do ouvido médio.

Quanto às estruturas de maior relevância do ouvido médio, nomeadamente os ossículos do ouvido, estes assemelham-se a uma ponte que, estabelece a conexão entre as ondas de pressão de ar que estão na génese do som e as ondas de pressão hidráulica que circulam no ouvido interno. O martelo que é o ossículo de posição mais externa é constituído pela cabeça, colo, processo do martelo e manúbrio. O manúbrio cuja designação se atribui à semelhança que este estabelece com o punho de uma espada, está embebido pela membrana timpânica e a superfície redonda lisa e convexa da cabeça está unida ao ossículo que latero-medialmente se lhe segue, a bigorna. A bigorna é o ossículo de posição intermédia constituído pelo corpo e por dois ramos divergentes entre si, sendo que é através do corpo que este se une ao martelo. O estribo é constituído por cabeça, platina e crura anterior e posterior. A cabeça do estribo articula com a bigorna e, a partir desta, emergem dois ramos (cruras) que

acabam por se unir a uma base de morfologia oval (platina), a qual vai ser responsável pela obliteração da janela oval da parede interna da cavidade timpânica.

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