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DANS LES CONDAMNATIONS ET LES COMPOSITIONS PÉNALES

Dans le document Année 2017 (Page 31-34)

De acordo Rodrigues (2013), o PC e o PO executam tarefas de orientação pedagógica, acompanhamento, orientação e supervisão do trabalho dos EEs, sendo o PC quem mais interage connosco no quotidiano, uma vez que concerne a este, a orientação dos EEs na comunidade escolar. Alarcão e Tavares (2003) consideram que a supervisão pedagógica é o processo pelo qual um professor com mais experiência norteia outro professor no seu desenvolvimento humano e profissional. Os mesmos autores salientam que supervisão visa “o desenvolvimento qualitativo da instituição escolar e dos que nela realizam o seu trabalho de estudar, ensinar ou apoiar a função educativa por intermédio de aprendizagens individuais e coletivas, incluindo a formação de novos agentes” (p. 144).

Reportando-me à minha experiência de estágio, saber quem era o PC fez-me ficar descansado porque se tratava de uma pessoa competente, com experiência, rigorosa e que gostava de trabalhar num clima de positivo. Reina (2013) indica algumas características essenciais para ser PC: gostar de ser professor, gostar da escola, gostar do que se ensina, ser entusiasta, aceitar a inovação, aceitar desafios e confrontos, ter paixão pelo exercício físico e ser capaz de passar esse gosto aos seus alunos e EEs. Depois dos primeiros contactos, a minha impressão relativamente ao PC está explanada no seguinte excerto:

“Nestas primeiras reuniões com o PC já deu para perceber que está disposto e sempre disponível a ajudar-nos, mas quer, como contrapartida, trabalho da nossa parte.” (Diário de Bordo – Vivências na Escola, p. 3).

De acordo com as normas orientadoras1, o PC tem a função de “apoiar e

orientar os EEs, nas atividades do projeto de formação desenvolvidas na Escola, promovendo a sua integração na comunidade escolar” (p. 6). Como consequência, integrou-me em todas as atividades que estavam seu cargo e na comunidade escolar, sendo o ponto de comunicação entre nós e a escola. Este agente formativo acompanhou o meu trajeto do primeiro ao último minuto. Não foi um simples vigilante da minha atuação, mas sim um observador. Quando estamos a observar determinada situação é com o intuito de mais tarde refletir sobre ela. Era isso que o PC fazia, apontando no seu bloco de notas ou então emitindo comentários logo após o término da aula, fazendo-nos refletir sobre as nossas escolhas e sobre situações concretas. Semanalmente, normalmente à terça-feira, o NE e o PC reunia para refletir sobre as aulas e as atividades desenvolvidas e delineávamos ações futuras. Entre os assuntos tratados, os que tiveram maior predominância foram: condução do processo E/A, as reflexões escritas das nossas aulas, a nossa participação na comunidade escolar (realização de projetos extra aulas). Com uma atitude questionadora, nunca nos deu soluções, mas mostrou-nos diferentes possibilidades de alteração. Ou seja, o PC tinha ideias claras, mas não fixas. Assumiu, como diz Ferreira (2013, p. 122), a função de “um mapa, que entre um ponto de partida e um destino, te mostra, os possíveis caminhos”. Esta análise e reflexão crítica sobre a nossa prática profissional que decorre deste tipo de processo conduzem a uma mudança a nível da formação de professores, contribuindo para a criação de novas formas de atuação. Desta forma, o PC foi essencial para crescer ainda mais como profissional e como pessoa, contribuiu para desenvolvimento e aperfeiçoamento de competências e para melhoria da minha prática profissional no decurso deste ano de estágio. A liberdade que entregou na organização e planificação das aulas e nas restantes áreas associadas ao EP, serviu como um espaço de profundo de crescimento. Uma das passagens que expõe o que afirmei refere o seguinte:

“Um ponto referido pelo PC, ao qual confesso não estava a colocar muita atenção, é o modo como a turma estava organizada no momento da instrução: todos amontoados e uns em cima dos outros” (Diário de Bordo –

Processo de Ensino-aprendizagem, p.26)

Todavia, o relacionamento com o PC ultrapassou em larga medida a vertente institucional. Muitas foram as conversas, os treinos e os convívios que trespassaram o tema de estágio igualmente importantes para a minha formação pessoal, social e profissional, ajudando -me a construir o meu próprio conhecimento e a criar uma relação de partilha e de confiança.

No que respeita à PO, tive o primeiro contacto com a mesma durante a licenciatura no âmbito de uma unidade curricular optativa. Naquela altura fiquei com a impressão de ser uma professora bastante acessível e compreensiva com os alunos, duas características fundamentais para exercer a função de supervisor. Durante este ano confirmei essa impressão positiva. As minhas expectativas acerca do seu papel para a minha formação profissional, foram completamente concretizadas e até superadas com a proposta de desafios não esperados no início do EP. A reflexão sobre a prática letiva na escola, depois de observar as nossas aulas, foram momentos dignos de aprendizagem, onde foram discutidos vários temas provenientes das dificuldades dos EEs, entre eles: a estruturação dos objetivos de ensino, o controlo e gestão da turma e organização do ensino e a escolha das situações de aprendizagem. A forma como estas reuniões foram conduzidas permitiram a reflexão individual, ou seja, primeiro cada EE falava sobre as aulas e depois era a PO e PC a colocarem os seus pontos de vista. O facto de sermos os primeiros a falar, fez com que criássemos as nossas argumentações com base nas nossas perceções e entendimentos. Ao longo do ano, foram sucedendo-se várias reuniões com intuito de preparar as tarefas da vertente académica, particularmente a elaboração do Projeto de Formação Individual e de Investigação-Ação, assim como, o acompanhamento pormenorizado do relatório de estágio. É de destacar a colaboração preciosa na elaboração dos dois posters apresentados no Seminário Internacional intitulado “O estágio na (re)construção da identidade profissional do professor”, realizado nos dias 24 e 25 de janeiro de 2014, e na “Jornadas de Encerramento do Estágio

Profissional”, realizada no dia 2 de junho de 2014, na FADEUP.

Pelo que foi vivenciado, concluo que a supervisão foi edificada na base da partilha construtivista, ligada às aprendizagens e melhoria das práticas pedagógicas, concorrendo para a melhoria da educação e do desenvolvimento profissional do EE. Todas as intervenções, as interações e as atitudes, em conjunto e em separado do PC e da PO, foram no sentido de autonomizar, de promover, de fomentar e de proporcionar ao EE um ambiente de plena emancipação (Rodrigues, 2013).

3.3.4. Sobre o núcleo de estágio: Da comunidade para comunidade

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