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D’autres méthodes utilisant la paramétrisation du sous-espace bruit

Chapitre 5 Ajustement des sous-espaces 43

5.4 Méthodes sans décomposition en vecteurs propres

5.4.3 D’autres méthodes utilisant la paramétrisation du sous-espace bruit

O maior problema que pode ameaçar o desenvolvimento de uma abordagem do alfabetismo visual, é tentar envolvê-lo num excesso de definições (DONDIS, 2000).

A existência da linguagem, um modo de comunicação que conta com uma estrutura relativamente bem organizada, sem dúvida exerce uma forte pressão sobre todos os que se ocupam da mesma idéia do alfabetismo visual. Se um meio de comunicação é tão fácil de decompor em partes componentes e estrutura, por que não o outro? Qualquer sistema de símbolos é uma invenção do homem. Os sistemas de símbolos, que chamamos de linguagem, são invenções refinadas, do que foram em outros tempos percepções do objeto dentro de uma mentalidade despojada de imagens. Daí e existência de tantos sistemas de símbolos e tantas línguas, algumas ligadas entre si por derivações de uma mesma raiz, e outras desprovidas de qualquer relação desse tipo. Os números, por exemplo, são substitutos de um sistema único de recuperação de informações; o mesmo acontece com as notas musicais. Nos dois casos, a facilidade de aprender a informação codificada baseia-se na síntese original do sistema. Os significados são atribuídos, e se dota cada sistema de regras sintáticas básicas. Existem mais de três mil línguas de uso corrente no mundo, todas elas independentes e únicas. Em termos comparativos a linguagem visual é tão mais universal que sua complexidade não deve ser considerada impossível de superar. As linguagens são conjuntos lógicos, mas nenhuma simplicidade desse tipo pode ser atribuída à linguagem visual, e todos aqueles, dentre nós, que têm tentado estabelecer uma analogia com a linguagem estão empenhados num exercício inútil. (Dondis, 2000, p.16).

Segundo Dondis (2000, p.16), “a visão é natural”- criar e compreender mensagens visuais é natural até certo ponto, mas a eficácia em ambos os níveis, só pode ser alcançada através do estudo. Na busca do alfbetismo visual, um problema deve

ser claramente identificado e evitado. No alfabetismo verbal, se espera que as pessoas sejam capazes de ler e escrever muito antes que palavras como “criativo” possam ser aplicadas como juízo de valor. A escrita não precisa ser necessariamente brilhante; é suficiente que produza uma prosa clara e compreensível, de grafia correta e sintaxe bem articulada. O alfabetismo verbal pode ser alcançado num nível muito simples de realização e compreensão de mensagens escritas. Saber ler e escrever, pela própria natureza de sua função não implica a necessidade de expressar-se em linguagem mais elevada, ou seja, a produção de romances e poemas. Aceitamos a idéia que o alfabetismo verbal é operativo em muitos níveis, desde as mensagens mais simples até as mais complexas.

Em parte devido à separação, na esfera visual, entre arte e ofício, e em parte devido às limitações de talento para o desenho, grande parte da comunicação visual foi deixada ao sabor da intuição e do acaso.Como não se fez nenhuma tentativa de analisá-la ou defini-la em termos da estrutura do modo visual, Dondis (2000), nos diz que nenhum método de aplicação pode ser obtido. Na verdade essa é uma esfera que o sistema educacional se move em lentidão monolítica, persistindo ainda uma ênfase no modo verbal, que exclui o restante da sensibilidade humana, e pouco ou nada se preocupando com o caráter esmagadoramente visual da experiência de aprendizagem da criança. Até mesmo a utilização de uma abordagem visual do ensino carece de rigor e objetivos bem definidos. Em muitos casos os alunos são bombardeados com recursos visuais – diapositivos, filmes, slides, projeções áudio-visuais – mas trata-se de apresentações que reforçam sua experiência passiva de consumidores de televisão. Os recursos de comunicação que vêm sendo produzidos e usados com fins pedagógicos, são apresentados com critérios muito deficientes para a avaliação e compreensão dos efeitos que produzem. O consumidor da maior parte da produção dos meios de comunicação educacionais não seria capaz de identificar (para recorrermos a uma analogia com o alfabetismo verbal) um erro de grafia, uma frase incorretamente estruturada ou um tema mal formulado.

Uma das tragédias do avassalador potencial do alfabetismo visual em todos os níveis da educação é a função irracional, de depositário da recreação, que as artes visuais desempenham nos currículos escolares, e a situação parecida que se usa nos meios de comunicação, câmeras, cinema, televisão. Por que herdamos, das artes visuais uma devoção tácita ao não-intelectualismo? O exame dos sistemas de educação revela que o desenvolvimento de métodos construtivos de aprendizagem visual são ignorados, a não ser no caso de alunos interessados e talentosos. Os juízos relativos ao que é factível, adequado e eficiente na comunicação visual foram deixados ao sabor das fantasias e de amorfas definições de gosto, quando não das avaliações subjetivas e auto-reflexivas do emissor ou do receptor, sem que se tente ao menos compreender alguns dos níveis recomendados que esperamos encontrar naquilo que chamamos de alfabetismo de modo verbal. Isso talvez não se deva tanto a um preconceito como à firme convicção de que é impossível chegar a qualquer metodologia e a quaisquer meios que nos permitam alcançar o alfabetismo visual. Contudo, a exigência de estudo dos meios de comunicação já ultrapassou a capacidade de nossas escolas e faculdades. Diante do desafio do alfabetismo visual, não podemos continuar mantendo nossa ignorância do assunto.

Dentre todos os meios de comunicação humana, o visual é o único que não dispõe de um conjunto de normas e preceitos, de metodologias e de nem um único sistema de critérios definidos, tanto para a expressão quanto para o entendimento dos métodos visuais. Por que, exatamente quando o desejamos e dele tanto precisamos, o alfabetismo visual se torna tão esquivo? Não resta dúvida de que se torna imperativa uma nova abordagem que possa solucionar esse dilema (DONDIS, 2000, p. 17-18).

2.3.1 Uma abordagem do alfabetismo visual

Devemos buscar o alfabetismo visual de muitas maneiras, nos métodos de treinamento de artista, na formação técnica de artesãos, na teoria psicológica, na natureza e no funcionamento fisiológico.

A sintaxe visual existe. Há linhas gerais para a criação de composições. Há elementos básicos que podem ser aprendidos e compreendidos por todos os estudiosos da comunicação visual, sejam eles artistas ou não, e que podem ser usados, em conjunto com técnicas manipulativas, para a criação de mensagens visuais claras. O conhecimento de todos esses fatores pode levar a uma melhor compreensão das mensagens visuais.

Aprendemos a informação visual de várias maneiras. A percepção e as forças sinestésicas, de natureza psicológica, são de importância fundamental para o processo visual (DONDIS, 2000, p.17).

O modo como nos mantemos em pé, nos movimentamos, mantemos o equilíbrio e nos protegemos, reagimos à luz ou ao escuro, ou ainda a um movimento súbito, são fatores que têm uma relação importante com a nossa maneira de receber e interpretar as mensagens visuais. Todas essas reações são naturais e atuam sem esforço: não precisamos estudá-las nem aprender como efetuá-las. Mas elas são influenciadas, e possivelmente modificadas, por estados psicológicos e condicionamentos culturais, e, por último, pelas expectativas ambientais. O modo como encaramos o mundo quase sempre afeta aquilo que vemos. O processo é, afinal, muito individual para cada um de nós. O controle da psique é freqüentemente programado pelos costumes sociais. O ambiente também exerce um profundo controle sobre a nossa maneira de ver. O habitante das montanhas, por exemplo, tem de dar uma nova orientação ao seu modo de ver quando se encontra numa grande planície. Em nenhum outro exemplo se torna tão evidente do que na arte dos esquimós. Tendo uma experiência tão intensa do branco

indiferenciado da neve e do céu luminoso em seu ambiente, que resulta no obscurecimento do horizonte enquanto referência, a arte do esquimó toma liberdade dom os elementos verticais ascendentes e descendentes (DONDIS, 2000, p.18). Mas, apesar dessas modificações, em suas especificidades, não podemos esquecer que, há um sistema visual, perceptivo e básico, que é comum a todos os seres humanos; o sistema, porém, está sujeito a variações nos temas estruturais básicos. A sintaxe visual existe, e sua característica dominante é a complexidade, porém, não se opõe à definição.

Dondis (2000, p.19-20), nos diz que “uma coisa é certa. O alfabetismo visual jamais poderá ser um sistema tão lógico e preciso quanto à linguagem. As linguagens são sistemas inventados pelo homem para codificar, armazenar e decodificar informações. Sua estrutura, portanto, tem uma lógica que o alfabetismo visual é incapaz de alcançar”.