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Détermination des paramètres de cisaillement des échantillons de sable-kaolinite

Chapitre04 Essais expérimentaux

Chapitre 05 Présentation des résultats

5.2 Détermination du degré d’affaissement

5.2.3 Détermination des paramètres de cisaillement des échantillons de sable-kaolinite

Os participantes são 3 alunos do 8º ano de escolaridade e a professora de Matemática dessa turma, que está a desenvolver este trabalho de investigação–ação.

A professora pertence ao quadro de nomeação definitiva da escola onde este projeto se desenvolveu, leciona Matemática a alunos do 3º ciclo do

54 ensino básico e do secundário, bem como a uma turma do CEF2. É licenciada em Ensino da Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, desde junho do ano 2000. Trabalha com alunos surdos desde 2001, já trabalhou com turmas mistas, onde havia, simultaneamente, alunos surdos e alunos ouvintes. A professora, ao longo do seu percurso profissional, frequentou diversas ações de formação de língua gestual proporcionadas pela escola onde exerce funções e, concluiu na Escola Superior de Educação de Lisboa, em março de 2011, o curso de Formação Especializada em Educação Especial no ramo de Surdez e Problemas de Linguagem.

A turma é constituída, tal como se referiu anteriormente, por 5 alunos mas só se selecionaram 3 para participarem neste projeto. A seleção dos participantes procurou ser feita de modo a: (i) ter um aluno que, apesar de ter uma deficiência auditiva, comunicasse oralmente; (ii) ter um aluno surdo que tivesse contacto com a Língua Gestual, quer na escola quer fora dela; (iii) ter um aluno surdo que só tivesse contacto com a Língua Gestual Portuguesa na escola.

Os dados apresentados resultaram da consulta de documentos oficiais facultados à professora de Matemática, enquanto Diretora de Turma, pela Equipa Técnica, bem como pelo Departamento de Ensino Especial.

Numa fase prévia, consultámos os planos educativos individuais e verificámos que todos eles mencionavam que os alunos apresentavam dificuldades graves na resolução de problemas matemáticos e dificuldades, que variavam entre moderadas e graves, no que diz respeito à compreensão da linguagem escrita.

Algumas das caracterizações dos alunos foram feitas por referência à Classificação Internacional de Funcionalidade -

CIF-CJ.

Aluno A1:

O aluno é guineense e tem 15 anos, reprovou uma vez no 2º ano e ingressou nesta escola no 5º ano. Beneficiou de um Plano Educativo Individual (ao abrigo do Decreto-Lei 319/91), usufruiu de um currículo

55 escolar próprio e de terapia da fala. O aluno só iniciou a língua gestual portuguesa quando foi para o 5º ano e comunica oralmente com todos os professores.

Apresenta uma deficiência moderada ao nível das funções auditivas, que provém de uma surdez sensorioneural severa do ouvido direito.

Encontra-se em Portugal ao abrigo de um protocolo entre Portugal e a Guiné, para usufruir de tratamento médico numa perna, porque foi vítima de uma bala perdida durante a guerra no seu país.

A informação processual relativa à avaliação psicológica na área das funções intelectuais do aluno não revela a existência de qualquer défice, comparativamente ao seu grupo etário de referência. Ao nível das funções mentais específicas, também não é assinalado qualquer compromisso na área do desenvolvimento emocional.

O aluno é filho de pais ouvintes, integra um agregado familiar monoparental feminino e nenhum membro da família sabe língua gestual portuguesa. O contexto socioeconómico é caracterizado por algumas dificuldades, devido ao agregado subsistir unicamente com base nos baixos rendimentos provenientes da atividade profissional da progenitora.

Durante o ano letivo anterior, o aluno teve sempre aproveitamento satisfatório à disciplina de Língua Portuguesa, não tendo, porém, alcançado nenhum nível superior a três. No que se refere à disciplina de Matemática, o percurso não foi tão regular, obteve nível dois no segundo período, foi proposto para apoio e concluiu o 7º ano com a classificação de três valores.

Aluno A2:

O aluno tem 15 anos e frequentou uma escola de surdos desde o 2º até ao 4º ano de escolaridade. No entanto, devido ao seu comportamento, foi transferido para outra escola onde, pelos mesmos motivos, só frequentou o 5º ano. O aluno ingressou nesta escola no ano letivo 2008/ 2009. Mantém um difícil relacionamento com os seus colegas, professores e educadores quer nas aulas, quer nos intervalos. Tem diversas participações disciplinares resultantes, não só de comportamentos destabilizadores do normal

56 funcionamento da aula tidos com os colegas, mas também de ofensas proferidas aos professores, tanto gestualmente como oralmente, assim como pelas diversas ameaças de violência aos mesmos.

O aluno comunica com os professores e com os colegas através da Língua Gestual, mas quando tenciona provocar e insultar os colegas ouvintes, os professores e os educadores, recorre à oralidade.

Apresenta uma deficiência grave ao nível das funções auditivas, que provém de uma surdez sensorioneural profunda bilateral, não revelando qualquer compromisso cognitivo ao nível das funções intelectuais, de acordo com a avaliação realizada em outubro de 2009.

O aluno é filho de pais ouvintes e integra um agregado familiar monoparental feminino de cinco elementos. Todos os elementos da família comunicam oralmente com o aluno. O contexto socioeconómico é caracterizado por uma dinâmica familiar pouco organizada, na medida em que a mãe é o único elemento do agregado que contribui para o sustento da família e que, neste momento, também se encontra a estudar. A família está a ser acompanhada por instituições sociais na sua área de residência.

No ano letivo anterior, o aluno teve sempre nível dois à disciplina de Língua Portuguesa. Na disciplina de Matemática, teve nível dois no primeiro e no segundo período. No final do ano letivo, de forma a evitar a reprovação do aluno, tendo em conta todo o contexto escolar e familiar do mesmo, a professora de Matemática decidiu, em Conselho de Turma, subir a avaliação para nível três. No entanto, no primeiro período do 8º ano, o aluno volta a ter nível dois nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática.

Aluno A3:

O aluno tem 16 anos, iniciou o seu percurso escolar no ano letivo de 2000/2001 na Pré-escola desta Instituição. Teve uma retenção no 3º e outra no 4º anos. No 4º ano usufruiu de um plano de apoio educativo individual. Apresenta uma deficiência grave ao nível das funções auditivas que provém de uma surdez sensorioneural profunda bilateral e não usa aparelho por

57 opção, justificando que o mesmo o perturba e que lhe causa incómodo. Ao nível das funções intelectuais, não revela qualquer compromisso cognitivo, de acordo com a avaliação realizada em outubro de 2009.

O aluno encontra-se acolhido numa das residências da escola que frequenta, ao abrigo de uma medida jurídica. Na escola e na residência, comunica com os professores, com os educadores e com os colegas através da Língua Gestual Portuguesa.

Mantém contactos quinzenais com a família e desloca-se a casa nas interrupções letivas. A família não sabe língua gestual, mas procura comunicar através de gestos por ela criados, estabelecidos e entendidos por todos.

O contexto socioeconómico é pautado por carências de cariz económico e habitacional, mas destaca-se a ligação emocional forte existente entre os seus membros.

O aluno obteve sempre, ao longo do seu percurso escolar, no que diz respeito ao 7ºano e ao primeiro período do 8º ano, a classificação de nível 3 nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática.

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