Détection de personne et estimation de son état
3.1 Détection de personnes
FACTORES DE RISCO FACTORES DE PROTECÇÃOFACTORES DE PROTECÇÃO
Sociedade
Sociedade
• Racismo e cisão cultural
• Motivações políticas, profissionais, etc.
• Elevados níveis de violência nos media
Sociedade
Sociedade
• Bons níveis de organização
• Acontecimentos positivos
• Controlo social e socialização correcta
Comunidade Comunidade • Acessibilidade de drogas • Gangs/bandos Comunidade Comunidade
• Necessidades físicas satisfeitas: comida, vestuário, abrigo
• Disponibilidade de armas
• Falta de apoio da comunidade
• Visibilidade de violência
• Apoio: da escola, da comunidade
• Sentimento de integração Família Família • Desorganização • Violência doméstica • Alcoolismo/toxicodependência parental
• Abuso sexual da criança
• Negligência por parte dos pais
• Deficiências educativas dos pais
Família
Família
• Tradições familiares
• Modelos de comportamentos positivos,
• Coesão familiar
• Educação coerente
• Apoio emocional
• Controlo parental adequado
Indivíduo
Indivíduo
• Aprendizagem de comportamentos agressivos
• Capacidades cognitivas reduzidas
• Reduzida auto-estima
• Vitimação
• Negligência/abandono pelos pais
• Carácter impulsivo
• Problemas psiquiátricos
• Consumo de álcool e drogas
• Lesões cerebrais
Indivíduo
Indivíduo
• Capacidade de resolução de problemas
• Capacidade de relacionamento social
• Inteligência
• Autonomia
• Carácter convicto e motivado
Fonte: Pires Leonardo e Gonçalves Pereira (1998:89)
Ao participar numa discussão sobre o problema da delinquência juvenil, Laurent Mucchielli (2000, 2002), especialista em sociologia do desvio, começou por destacar problemas relacionados com o tráfico e consumo de drogas, a exigirem, na sua opinião, um sério debate sobre o lugar que ocupam ou podem (ou não devem) ocupar os estupefacientes nas actuais sociedades. Para este sociólogo e investigador do CNRS, a prevenção da delinquência juvenil deve organizar-se sobretudo em torno de acções globais, estruturadas segundo três dimensões:
a) A dimensão económica para a inserção dos jovens dos bairros populares; b) A dimensão política para a descontrução de estereótipos discriminatórios
(“nós”/ “eles”, sentimento de insegurança, dificuldade de assimilação das diferenças) que fragilizam as relações interpessoais;
c) A dimensão moral está relacionada com a questão dos valores, a partir dos
quais é construída a educação transmitida às novas gerações.
5. Resumo
Na apreciação da noção de violência humana, enquanto fenómeno social que estende os seus tentáculos à instituição escolar, com consequências para os seus públicos, foram revisitados alguns modelos explicativos e acepções de violência que a literatura justifica pelas mudanças sociais, consciência e sensibilidade dos sujeitos, daí que se fale na «construção histórica da violência humana». Mais recentemente, parece que a atenção das ciências sociais vai para a violência contra os sujeitos e a degradação de bens materiais, entre outras modalidades e áreas de saber como:
a) O combate e controlo da insegurança, violência e delinquência juvenil pelo recurso à Lei penal (Walgrave, 1992; Debarbieux, Dupuch e Montoya, 1997; Vettenburg, 1998; Wacquant, 1999);
b) A experiência de vitimização que trata a violência a partir do ponto de vista da vítima e da sua vivência traumática (reacções, consequências materiais, físicas e psicológicas), em detrimento da actuação do agressor (Zauberman et al. 1990; Zauberman e Robert, 1995; Carra e Sicot, 2001; Debarbieux, 2004, 2005; Pires Leonardo, 2004);
c) A perspectiva intercultural analisa a violência atendendo às mentalidades e sistemas políticos, sociais e culturais distintos num cenário global (Giddens, 1991; Pain e Barrier, 1997; Martuccelli, 2002), relacionando o fenómeno com as minorias desviantes por oposição a uma maioria dominante (Moscovici, 1979; Silva, 1991; Payet, 1992, 1995, 1997; Debarbieux e Tichit, 1997; Brownstein, 2000; Perroton, 2000; Poiret, 2000; Franchi, 2004; DeFour, 2005);
d) A legitimidade e legalidade da violência exercida pelo Estado ou pelas instituições educativas e sociais, que também podem ser vítimas de destruição e vandalização do seu património, enquanto bem comum, ou atingir o seu pessoal (Foucault, 1988, 1998; Pain, 1997, 1999, 2003, 2004; Prairat, 2001; Carra e Faggianelli, 2003; Galand et al., 2004);
e) A violência na escola (Testanière, 1967; Gottfredson e Gottfredson, 1985; Farrington, 1986; Debarbieux, 1996, 2002, 2006; Carra e Sicot, 1997; Charlot e Émin, 1997; Pain e Barbier, 1997; Debarbieux et al. 1999; Charlot, 2000; Payet, 2000b; Debarbieux e Blaya, 2001; Devine, 2001;
Gottfredson, 2001; Ortega, 2001; Smith, 2002; Osborne, 2004; Denmark et
al, 2005);
f) A cobertura jornalística do crime (Penedo, 2003), com consequências para os mais jovens (Almeida et al. 1999; Martins, 2001; Carvalho, 2001), entre outras análises que integram discursos em torno da representação das violências sociais e das que ocorrem no universo escolar (Melo, 1972; Vedel et al., 1995; Huesmann, 1998; Leonardo e Pereira, 1998; Bruel, 1999; Darmame, 1999; Guillerm-Aubertier, 1999; Vedel, 1999; Rodríguez, 2002; Dias, 2003; Leonardo, 2004; Debarbieux, 2006).
Inspirado em Cusson (1990), Bonafé-Schmitt (2001:255) faz notar o uso recorrente do termo «violência» para designar com tom alarmista uma série de comportamentos e de atitudes condenáveis, não apenas as vias de facto, as agressões sexuais, os roubos qualificados, as lutas e os suicídios, mas também o vandalismo, o racismo, o sexismo e a droga. O vocábulo é, por vezes, empregue no plural para enfatizar o recurso a diferentes formas de violência enquanto força, poder e domínio, isto porque «A humanidade instala cada uma das suas violências num sistema de regras, e prossegue assim de dominação em dominação» (Foucault 1994:145).
Cada sociedade, mediante o direito, vai estabelecendo quais os limites de tolerância à violência e os actos que devem ser punidos por violarem a lei (Michaud, 1984:10). A discussão pública admite a criação de um clima de opinião em torno de alguns valores hegemónicos que permitem atribuir etiquetas específicas aos fenómenos. A resistência das várias forças sociais, institucionais, profissionais ou étnicas, como veremos para a violência escolar, produzem acordos e desacordos nem sempre fáceis de gerir pelos sujeitos (Moscovici e Doise, 1991:11-12),20 que se vêem atravessados pela sensação de crescente
insegurança no espaço urbano.
Explorado o carácter polissémico e as diferentes modulações da noção de violência, algumas das quais contêm conotações classificatórias e morais, propomos realizar no próximo capítulo uma interpretação do fenómeno no contexto escolar e participar, com
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A teoria da decisão proposta por Moscovici e Doise (1991:11-12) assenta em dois pilares fundamentais: a implicação colectiva parte do indivíduo, das suas atitudes e comportamentos com vista à assunção colectiva para a «polarização de grupo», participação, liderança, valores e normas comuns; o trabalho de decisão, relacionado com o conflito sociocognitivo, contempla os conceitos de persuasão e argumentação.
outros autores, na tentativa de desconstrução das representações sociais que lhe estão associadas.