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O presente capítulo versa sobre a prática que foi realizada na escola caixa de aço durante o segundo semestre de 2018. Para tanto, pretendo destacar tantos os aspectos mais estruturantes dentro do Programa de Ensino Integral, quanto as relações que ocorreram entre seus participantes. O trabalho com a disciplina será aqui analisado a partir dos registros feitos no Diário de Campo.

Vale retomar aqui o episódio já narrado por mim e que foi o motivador para a realização de uma prática que envolvesse a cultura afro-brasileira, o ocorrido com a aluna que pertencia ao candomblé e estava com sua guia no pescoço e acabou sendo alvo do preconceito de alguns colegas de classe.

Esse episódio ocorrido anos atrás é que me fez pensar na realização dessa prática, e que me dá o combustível necessário para que eu ainda continue problematizando as práticas que envolvem preconceitos em relação a tal cultura dentro do ambiente escolar.

Na escola caixa de aço já havia notado nas aulas de sociologia e nas conversas com os educandos e educandas uma certa estranheza com a cultura afro-brasileira, dessa forma a motivação para a realização dessa prática por mim sempre existiu nessa escola. Como já dito sei de alguns alunos e alunas que seguem as religiões pertencentes a cultura afro-brasileira e se calam quando esses assuntos vêm à tona.

Dessa forma, como já narrado, quando tive a oportunidade de realizar uma eletiva com um assunto de livre escolha optei pela concretização da tão sonhada prática, enfim poderia problematizar os assuntos relacionados a cultura afro-brasileira. Precisava de um outro professor ou professora que encarasse o desafio, afinal as eletivas devem ser realizadas em duplas de professores(as) de diferentes áreas, foi quando em conversa com a professora de química vimos que poderíamos unir as duas disciplinas dando início então a eletiva que recebeu o nome de Mitologias da Natureza.

Para a realização da prática sobre a cultura afro-brasileira foi escolhida a leitura das mitologias Iorubás, através do livro: Contos e Lendas Afro-brasileiras, A Criação do Mundo, de Reginaldo Prandi. A escolha pelo trabalho com a mitologia Iorubá e não com as religiões de matriz africana foi motivada pelo estudo de Bakke (2011) onde a autora aponta que:

As práticas observadas que tentam driblar a resistência recorrem frequentemente à apresentação dos elementos religiosos a partir de uma abordagem mitológica, talvez porque, nesta chave a religião passe a ser mais explicitamente cultura, e a abordagem de outras mitologias, como a grega, já popularizaram esse tipo de tratamento em ambiente escolar. (p.203)

Ao estudar as mitologias iorubanas também estamos lidando com as relações sociais que se estabeleciam nos territórios africanos que vieram para o Brasil a partir dos negros escravizados. Portanto, através dos mitos aprendemos quais os valores, ritos, aspectos linguísticos que contribuíram para a formação cultural de nosso país, Poli (2014) aponta que:

Em sua função sociológica, o mito pode ajudar a definir não somente o corpo sacerdotal, mas também toda a estrutura social de um povo. Já em sua função pedagógica, podemos ter a definição de um sistema de racionalidade e comunicação dentre outros sistemas. (p.86)

É importante apontar que a prática desenvolvida através das disciplinas eletivas do programa de ensino integral, devem ser realizadas por dois professores(as) de áreas do conhecimento diferentes. Sendo assim, a prática aqui apresentada, foi realizada em conjunto com a professora de química, e se pautou pela construção de um paralelo entre os deuses africanos e suas relações com os elementos da natureza.

A parceria com a professora de química se deu devido ao nosso entrosamento. O fato de trabalharmos juntos por seis anos nos aproximou e facilitou a construção dessa prática. A professora, apesar de não ser de uma religião específica é uma aliada na luta a favor de práticas relacionadas a cultura afro-brasileira. Dessa forma a prática contou com uma grande companheira e as contribuições e relações realizadas pela professora foram de fundamental importância para a realização da disciplina eletiva.

Os alunos e as alunas que compuseram a turma, são estudantes de oitavos e nonos anos do ensino fundamental II. Dessa forma tiveram alunos e alunas de cinco turmas diferentes, pois, a escola conta com três turmas desses anos.

Além da leitura das mitologias contidas no livro de Prandi, foram realizadas discussões e debates em torno do reino Iorubá, a fim de desmistificar a história do continente africano. Foram realizados paralelos entre os deuses iorubás, gregos, romanos

e egípcios, a fim de contribuir com uma visão mitológica que ultrapasse uma perspectiva eurocêntrica.

Na prática realizada foram apontadas as distorções que levaram ao preconceito em relação aos deuses Iorubás e a cultura afro-brasileira e foram discutidas as relações que esses deuses possuem com a natureza e a contribuição dessas mitologias na formação da cultura afro-brasileira.

As discussões apresentadas acima estarão inseridas no contexto apresentado por Romaguera (2002) onde

o exercício da oralidade, próprio das assembleias ou rodas na escola, permite a transmissão oral de histórias pessoais e essa prática coloca, para as crianças, a oportunidade de reflexão e ampliação de suas ideias, articulando-as com outros referenciais, de adultos e de outras crianças. (p.95) A autora ainda aponta que:

Nos momentos de roda, em que a troca oral se estabelece de forma mais sistemática, pode-se acompanhar o aprofundamento das discussões que promovem a superação de senso comum em direção ao pensamento crítico e à postura filosófica. Ao rechear um tema com leituras e debates, ampliamos nossa visão de mundo e nos tornamos mais capazes para estabelecer relações. (p.96)

As trocas que foram realizadas entre os(as) educandos(as), a professora e o professor da disciplina eletiva proporcionaram momentos de reflexão e problematização acerca da cultura afro-brasileira, momentos em que os educandos e as educandas que já possuem um conhecimento sobre o assunto expuseram seus saberes. Momentos em que alunos e as alunas que discordaram de algo também opinaram e dessa forma foi se construindo o debate e ampliando o conhecimento sobre o tema central da disciplina. A prática que levou em conta o(a) educando(a) e seus saberes, pois como já alertava Freire (1996):

Saber que ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, as suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não a de transferir conhecimento. (p.21)

Com essa prática, esperava-se que os alunos e as alunas que desconhecem a cultura afro-brasileira, pudessem ampliar suas visões de mundo para além dos elementos eurocêntricos presentes no cotidiano escolar, como aponta Gonçalves e Silva no parecer CNE/CP 003/2004 sobre a lei 10.639/03:

É importante destacar que não se trata de mudar o foco etnocêntrico marcadamente de raiz europeia por um africano, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também as contribuições histórico- culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e europeia. (p.8)

Além disso a prática teve por objetivo contribuir para que os alunos e as alunas que possuem em sua cultura familiar e cotidiana a raiz afro-brasileira, pudessem sair de uma condição de invisibilidade dentro do contexto escolar devido aos preconceitos e discriminações que sofrem. Pretende-se que eles e elas se tornem visíveis e tenham orgulho de sua cultura. Esse trabalho, portanto, tinha também como objetivo, proporcionar condições para que esses estudantes se orgulhassem de sua cultura pois, como aponta Gonçalves e Silva no parecer CNE/CP 003/2004 sobre a lei 10.639/03:

Os diferentes grupos, em sua diversidade, que constituem o Movimento Negro brasileiro, têm comprovado o quanto é dura a experiencia dos negros de ter julgados negativamente seu comportamento, ideias e intenções antes mesmo de abrirem a boca ou tomarem qualquer iniciativa. Têm, eles, insistido no quanto é alienante a experiencia de fingir ser o que não é para ser reconhecido, de quão dolorosa pode ser a experiência de deixar- se assimilar por uma visão de mundo que pretende impor-se como superior e, por isso, universal e que os obriga a negarem a tradição do seu povo. (p.5)

Entendia que, ao trabalhar com os contos dos orixás iorubás, poderia promover ao mesmo tempo o estudo das relações sociais desses povos, de suas línguas e de suas histórias, apresentando a riqueza e diversidade da cultura iorubá. Ao estudarmos todos os aspectos dessa cultura, a prática acaba por promover o estudo de uma cultura que chegou até o Brasil através da escravidão desses povos, e que se uniu às culturas já existentes à época criando dessa forma o que se denomina hoje de cultura afro-brasileira. Vale lembrar que não se pretende aqui criar uma fórmula para se trabalhar a cultura afro-brasileira nas escolas, indica-se um possível caminho que poderá ser adaptado e modificado por professores e professoras que por ventura venham a ter contato

com esse texto e que queiram se aventurar, junto com seus educandos e educandas, nos contos dos orixás.

Nas páginas abaixo estão organizados, por ordem cronológica, os registros que foram feitos no Diário de Campo. Se faz necessário a compreensão do modo como foram elaborados os registros e das sensações despertadas ao escrevê-los.

Confesso que foram raras as vezes que durante minha prática profissional analisei minhas aulas de forma minuciosa. Normalmente faço uma retrospectiva dos principais acontecimentos de uma aula de forma mais introspectiva sem realizar uma descrição dos fatos. Fiquei maravilhado com o poder que a escrita possui, pois ao me debruçar e escrever pude perceber que minha capacidade de lembrar do que ocorreu aumentou, e com ela aumentou também a capacidade de análise dos fatos.

Para produzir o Diário de Campo se fez necessário o estabelecimento de uma rotina que consistia em: primeiramente organizar as aulas, como é de costume, a diferença é que ao preparar as aulas da prática, tinha que me ater ao fato que depois teria que descrevê-la, sendo essa uma novidade para mim. Preparada a aula da prática o próximo passo seria a aula em si. Durante as aulas ia registrando de tempos em tempos os fatos que ocorriam.

No início das aulas da prática minha maior dificuldade foi a de lembrar de gravá-las para que depois pudesse ter um registro um pouco mais fiel do que havia ocorrido. Essa dificuldade foi sanada rapidamente e a partir da terceira aula já me lembrava de gravar os áudios e vídeos. Ao término da aula, ia direto para uma mesa e de forma manuscrita num simples caderno organizava os registros feitos e ia lembrando de outros fatos e redigindo o diário. Dessa forma os registros eram realizados depois que as práticas ocorriam.

O procedimento descrito acima era realizado mesmo nas aulas que haviam sido gravadas, a diferença é que quando passei a gravar os áudios e vídeos esses eram escutados e vistos e iam acrescentando fatos que não havia compreendido ou esquecido no momento da prática. Após passar os registros para o caderno, esses eram digitados e enquanto a digitação ocorria reflexões sobre os acontecimentos começam a vir à tona e eram registradas.

Dessa forma os registros no Diário de Campo foram sendo realizados e creio que grande parte do ocorrido nas aulas da prática estão aqui descritos. Foram descritos também as dificuldades encontradas devido a estrutura da escola e a fatos externos a

escola que impediram que as aulas ocorressem, assim como a estratégia encontrada para que as aulas previstas fossem dadas aos alunos ou ao menos para uma parte deles.

Espero que os relatos estejam postos de forma a apontar os objetivos da prática realizada e que fiquem claras certas pistas do que ocorreu ao tratarmos do tema da cultura afro-brasileira em sala de aula. As análises mais aprofundadas sobre a prática e como a mesma transformou minha atuação profissional além das dificuldades e dos deslumbramentos do ensino da cultura afro-brasileira serão analisadas em capítulo posterior.

Primeiro dia 17/08/2018

No dia de hoje pela manhã, antes do encontro com a turma da eletiva, recebo a listagem com o nome dos alunos; a lista está completa, portanto, temos em nossa eletiva 35 alunos(as), sendo a sua maioria alunos dos 9º Anos. Tanto eu, quanto a professora de química estamos bem ansiosos para encontrar com os alunos e alunas, no entanto, teremos que esperar mais um pouco, pois, a aula da eletiva se inicia somente após o almoço, ou seja, as 13h 15min.

É chegado o momento da aula. Hoje apenas será mostrada uma breve descrição sobre o que eu e a professora de química iremos trabalhar, com base na apresentação do vídeo que os alunos e as alunas viram para escolher a eletiva. Depois perguntaremos aos alunos e alunas sobre o que eles esperam da eletiva e o que eles e elas gostariam que tivesse presente na prática que será realizada.

O método dessa aula será mostrar o vídeo20 da eletiva e ir pausando e explicando para os alunos e alunas o que veremos ao longo da eletiva. Inicio perguntando aos(as) alunos(as) se eles sabem o que é um orixá, ao término da pergunta houve um momento de suspensão do tempo, creio que todos os professores e professoras já passaram por isso, aquele momento em que ninguém responde, nem respiram e esperam que o(a) professor(a) responda por eles, mas eis que surge um braço levantado, de um aluno chamado Henrique21, pergunto ao aluno se ele gostaria de explicar, no entanto ele

não quer, creio que por vergonha por ser uma turma recém formada.

20 Este vídeo foi realizado por mim e pela professora de química e apresentado aos alunos e as alunas como

introdução a eletiva Mitologia da Natureza,

21 Os verdadeiros nomes dos alunos e das alunas foram substituídos por pseudônimos a fim de preservar

Digo que para responder à pergunta que havia sido feita primeiro teremos que fazer um histórico sobre o reino iorubá na África, digo em poucas palavras a localização e a estrutura, pois, teremos uma aula aprofundada sobre o tema. Logo depois começo a comparar de um modo bem sucinto a mitologia dos orixás, com as mitologias grega, romana e egípcia. No momento das explicações pude perceber que a aluna Clarice não se interessou em nada sobre o assunto e até fez uma cara de desprezo e disse: - Vai falar

sobre isso... Affff. Outro aluno chamado Fábio disse para seu colega: - Deus é Deus. Que outros deuses.

Após esse momento, digo aos alunos e alunas que iremos ler ao longo da eletiva, as histórias mitológicas dos orixás a partir do livro: Contos e lendas Afro-

brasileiros: a criação do Mundo, obra escrita por Reginaldo Prandi e ilustrada por Joana

Lira. Passo o livro aos alunos e alunas e eles e elas vão folheando. Um aluno me pergunta se esse livro está disponível na sala de leitura, digo a ele que não está e me comprometo a trazer de alguma forma os contos para eles, pergunto aos alunos e alunas se todos(as) querem as histórias para si, a maioria diz que gostaria de tê-las.

Para finalizar lanço a seguinte pergunta para os(as) alunos(as): Qual o motivo de termos mais contato com as mitologias grega e romana do que com as mitologias africanas se em nosso país temos praticamente metade da população descendentes de africanos? Percebo que atingi alguns alunos(as), pois, um dos alunos disse ‘que nunca

tinha pensado sobre isso.’

Agora passo a vez para a professora de química e ela explica aos alunos e as alunas que eles(as) irão estudar os biomas africanos, que irão realizar uma agrofloresta22, ter noções de tratamento de água e da conservação do meio ambiente, tudo isso sempre fazendo um paralelo com as mitologias dos orixás que serão estudadas. Só de falar em experiências no laboratório e de plantar as árvores os alunos e as alunas ficaram todos(as) eufóricos e perguntaram se iremos para a área verde (o colégio tem um grande espaço gramado que os(as) alunos(as) chamam de área verde), tanto eu quanto a professora dissemos que sim e que não ficaremos apenas dentro da sala de aula.

Para finalizar a primeira aula eu e a professora entregamos para os alunos e alunas um questionário com dez perguntas, mais um espaço para os alunos e alunas opinarem sobre o que eles(as) querem fazer na eletiva. Disse para eles e elas que podiam

22 Sistema no qual se planta alimentos juntos com árvores nativas de uma determinada região, dessa forma

não é preciso desmatar uma grande região para se produzir alimentos. Sendo assim a agrofloresta se torna um sistema sustentável que envolve uma simbiose entre os seres humanos e a natureza.

opinar e que todas as opiniões serão bem-vindas e discutidas, pois, a eletiva é um espaço de construção conjunta não é somente o professor ou a professora que vai fazer a eletiva os alunos e as alunas também a fazem. Eles(as) levaram bem a sério e todos fizeram e deram suas opiniões.

Eu e a professora ficamos andando pela sala tirando as dúvidas dos alunos e alunas, até que me deparei com a aluna Léia que não estava querendo fazer e fui até ela perguntar o motivo da recusa. Léia de maneira bem ríspida disse que não gosta de orixás, pois, não gosta da religião de sua família materna. Indaguei a aluna e perguntei se essa eletiva havia sido sua primeira opção e ela disse que sim. Brinquei com ela e apostei que até o final da eletiva eu faria com que ela visse o assunto com um outro olhar. Léia ainda de cara amarrada olhou para mim e disse que responderia nas perguntas que não gostava de orixás e pronto! Olhei para ela e respondi que não tinha problemas e que era para ela ser sincera nas respostas, depois de minha fala ela começou a responder o questionário.

Segundo dia 24/08/2018

Na segunda aula da disciplina eletiva Mitologias da Natureza, a proposta era que eu fizesse um aprofundamento sobre o reino iorubá e a estrutura desse reino na África. A professora de química irá comparar os biomas africanos com os biomas brasileiros mostrando as semelhanças entre eles.

Inicio a aula mostrando para os alunos e as alunas o atual mapa do continente africano e perguntando a eles e elas como eles e elas imaginam os reinos africanos. Os alunos e alunas que se arriscam a responder dizem que eles deveriam viver basicamente igual aos índios brasileiros antes da colonização portuguesa, deixo a explicação para depois, e apenas faço uma cara de dúvida a eles(as). Mostro a eles(as) onde fica a Nigéria, região que atualmente abarca grande parte do antigo reino ioruba ou nagô. Mostro outra imagem que reúne os países da Nigéria, do Benin e do Togo, pois, o reino Iorubá se estendia ao que hoje formam esses países.

Mostro um outro mapa com o nome de algumas cidades da Nigéria que aparecerão nos contos que serão lidos, cidades como Ilé Ifé e Oyo. A primeira reação dos alunos e alunas é de rir das palavras. Um dos alunos se espanta quando falo da Nigéria e lembra que o país participou da recente copa do mundo e que todos que ele conhecia estavam torcendo para o time nigeriano em uma das etapas da copa.

Dando continuidade volto a falar do reino iorubá, digo aos alunos e alunas que existiam reinos, que apesar de serem diferentes na forma, em relação aos reinos da Europa medieval, possuíam uma estrutura muito similar com reis, com lutas pelo poder, com súditos, hierarquias sociais dentre outras semelhanças. Lanço então a seguinte pergunta: Por qual motivo estudamos nas escolas mais os reinos da Europa medieval e nem estudamos os reinos africanos? Uma das alunas responde que deve ser por preconceito em relação aos negros. Outra aluna completa que deve ser pelo mesmo

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