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Comment a-t-on découvert que la chute libre se fait à accélération constante, peu importe la masse   ?

Dans le document 1-La cinématique (Page 36-40)

Todo começou em 1969, nesse ano Peter Checkland foi nomeado como professor de sistemas na universidade de Lancaster e durantes os dez anos seguintes, e uma longa série de projetos de carácter industrial, desenvolveu a Soft Systems Methodology [17].

SSM é uma metodologia de elevada flexibilidade na estruturação de situações problemáticas que recorre ao pensamento sistémico e intervenção crítica dos intervenientes. Na caraterização da complexidade e dinâmica comportamental exibida pelos sistemas ou a interação destes sistemas nas situações problemáticas, Checkland utilizou o termo “systemicity” [5]. Outro ponto forte desta metodologia é a sua usabilidade prática em inúmeras situações por pessoas sem conhecimento ou experiência técnica nestas ferramentas [32].

SSM é um processo de interrogações, onde considera questões “o que fazer?” e “como fazer?” como partes do problema, promovendo ações sobre a situação problemática que poderão originar resultados mais complexos que os modelos sistémicos. Na aplicação destas ações o problema inicial evolui alterando os seus parâmetros, iniciando-se novamente o processo SSM.

A metodologia SSM pode ser representada como um conjunto de sete etapas, figura2.7, mas os intervenientes ao familiarizarem-se com esta metodologia não têm, necessariamente, que percorrer todas as etapas, mas caso o façam, também, não têm que a fazer pela ordem pré-estabelecida.

Figura 2.7: As sete etapas da metodologia SSM

Estas sete etapas, documentadas em [33], refletem o principio de funcionamento da metodo- logia. As etapas 1 e 2 funcionam como etapas introdutórias à situação problemática. Na etapa 1, pretende-se recolher o máximo de informação sobre a história, a natureza, os elementos en- volvidos, refletindo as suas perspetivas e valores, e explorar o sistema ou sistemas envolventes da situação problemática. Na etapa 2 é feita a ilustração de toda a informação recolhida numa imagem, à qual vamos designar por"rich picture" [33]. Estas figuras enriquecidas, devem ser in- teressantes, claras e compreensivas na cobertura dos assuntos, podendo conter informações Hard (estatísticas, . . . ) e Soft (atitudes, impressões, . . . ) [34].

As etapas 3 e 4 tentam "explodir"a metodologia. Aqui é pretendido capturar as várias pers- petivas do rich picture e desenvolvê-las em modelos de atividades. Estes modelos, documentados nos subcapítulos 2.2.4.1e 2.2.4.2respetivamente, são as definições de raiz, com a mnemónica CATWOE, e os modelos concetuais.

Na etapa 5 é feita a comparação dos modelos construídos em etapas anteriores com a realidade. Nesta fase é pretendido gerar o debate entre os stakeholders da qual poderão resultar mudanças que possam melhorar a situação problemática.

A partir da etapa 6 a metodologia deixa de ser sequencial, podendo voltar novamente às etapas anteriores e percorrê-las outra vez. É nesta fase que se pretende definir quais as alterações que deverão ser implementadas por forma a melhorar a situação problemática.

Por fim vem a etapa 7. Esta última pretende terminar o ciclo do SSM com as implementações das soluções encontradas na etapa 6, ou então começar um novo ciclo da metodologia. Assim podemos aferir que o SSM não apresenta um fim de metodologia bem definido.

Em resumo, o processo construtivo de um modelo em SSM corresponde a um número de sis- temas de atividades, cada um com uma visão particular sobre o mundo real, que está declarado no W do CATWOE [33]. Os modelos podem ser usados para explorarem as situações problemáticas

numa maneira estruturada com o propósito de encontrar soluções passíveis de implementar, por forma a melhorar a situação problemática.

2.2.4.1 Definição de Raiz

As definições de raiz são nomes dos sistemas relevantes para explorações mais profundas das situações, que exprimem os objetivos principais das atividades dos sistemas. Estes devem ser descritos com o intuito de se poderem construir modelos do sistema.

Smyth e Checkland (1976) analisaram várias definições de raiz e concluíram que para uma definição de raiz ser eficaz deverá considerar os elementos da mnemónica CATWOE. Esta, fi- gura2.8, tenta capturar todos os objetivos, entidades e processos do sistema numa frase, mas a sua chave é o par “processo de transformação” T e o “Weltanschauung” W, que traduzindo do alemão significa interpretação da realidade.

O elemento chave T, o processo de transformação, que transforma as entradas em saídas, representado na figura2.9, apesar de deter um conceito simples, é muitas vezes mal interpretado na literatura corrente. O erro mais frequente é confundir as entradas do sistema (as entidades que são transformadas em saídas) com os recursos necessários para levarem a cabo essa transformação.

Figura 2.8: Mnemónica CATWOE e as suas definições

2.2.4.2 Modelos Concetuais

Os modelos concetuais podem ser representados como grafos dirigidos, que pretendem trans- mitir as ideais contidas nas definições de raiz e a mnemónica CATWOE. O processo de construção consiste em reunir os verbos que descrevem as atividades que estão no sistema, nomeadas nas de- finições de raiz e estruturá-las de acordo com dependências lógicas. Estas considerações apoiam o desenho da parte operacional do sistema, que desempenhará os processos de transformação no- meados nas definições de raiz.

Na monitorização do sistema são necessárias três medidas:

1. Definição de três critérios de desempenho, podendo chegar a cinco [35], que normalmente são referenciados como os ‘3 Es’ [33]. Os critérios são os seguintes:

• Eficácia: o sistema faz aquilo a que está destinado? • Eficiência: como estão a ser usados os recursos? • Efetividade: estão cumpridas as metas?

2. Uma atividade cuja o seu propósito é a monitorização do desenvolvimento das atividades do sistema.

3. Uma atividade para tomar ações de controlo.

2.2.4.3 Evolução do Soft Systems Methodology

Após o seu desenvolvimento na década de 70 a metodologia sofreu uma nova transformação, na década de 80 [17]. Esta evolução ficou refletida em três aspetos críticos. Primeiro, o modelo de sete etapas passou a ser substituído por um modelo de dois fluxos, ilustrado na figura 2.10. Este novo modelo apresenta um fluxo de uma análise cultural da organização, enquanto o outro corresponde a um processo lógico de inquisição usando a metodologia SSM anterior. Com a junção destes dois fluxos é feito todo um processo de comparação e reflexão sobre as ações a implementar. Em seguida, houve a distinção do uso do SSM em dois modos, modo 1 e modo 2. E por fim o desenvolvimento de “regras construtivas” para o SSM [33].

Figura 2.10: Modelo de dois fluxos

2.2.4.4 Modo 1 e 2

Os autores desta metodologia começaram a reconhecer uma diferença existencial entre o modo de usar o SSM para a realização de estudos, académicos ou não, e desenvolvimento de projetos. A diferença da usabilidade desta metodologia pode ser entendida da seguinte forma, a primeira abordagem pretende estruturar o que está feito, enquanto que a outra tem o objetivo de pensar no que falta realizar e modelar. Estas distinções levaram ao reconhecimento de dois modos de utilização da metodologia, a aplicação clássica das sete etapas do SSM, modo 1, que pretende realizar uma investigação partindo de uma visão exterior à situação problemática. Ou utilizar o modo de pensamento do SSM numa reflexão mais interna, modo 2. Este segundo modo não utiliza as diversas etapas do SSM de forma coerente, aqui os seus intervenientes fazem parte da situação problemática e com as suas experiências técnicas podem utilizar o SSM como recurso para modelar e descrever possíveis soluções aos problemas. Ou seja, a construção da metodologia é feita a partir de uma visão interna ao problema.

Sumarizando, o modo 1 pode ser considerado como uma espécie de intervenção e o modo 2 como uma interação [33].

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