mière application de la méthode d’inversion et identifica- identifica-tion de la problématique de directivité
3.1 Déclinaison des outils pour des sources omnidirection- omnidirection-nelles avec propagation multitrajets résolue dans le
Os MaC são grandes ciclos, constituindo a unidade estrutural e funcional do processo de treino, ao qual corresponde um ciclo completo de construção, consolidação e realização da forma desportiva. É um elemento nuclear imprescindível para uma correta conceção do treino e da avaliação da sua respetiva eficácia, devendo assegurar a manifestação plena das capacidades do atleta, permitindo que ele consiga alcançar os melhores resultados nos momentos-chave, promovendo o aumento do nível da forma desportiva sem detrimento da preparação geral dos praticantes, sem prejudicar a sua saúde e sem por em causa a sua integridade física (Figueiredo et al., 2008).
Aquando da realização do MaC, deve-se ter em consideração que este está condicionado por um conjunto de fatores influenciadores do rendimento desportivo. Segundo Fernandes (1999), os fatores bioenergéticos, a par dos fatores biomecânicos e psicológicos, são os parâmetros que mais diretamente influenciam o rendimento do nadador. Nestas circunstâncias, a planificação do treino deve ser um procedimento organizado e cuidadoso, com características científicas, visando a obtenção de elevados índices de treino e condição física (Bompa, 1999).
Segundo, Bompa (1984) o MaC é convencionalmente dividido em três fases: preparatória, competitiva e transitória. Esta divisão também é seguida por Matvéiev (1986), Bompa (1984) e Wilke e Madsen (1990), que sublinham a importância da divisão e da organização do treino em períodos, nos quais devem contemplar exigências diversas por um lado, e específicas por outro:
i) Período Preparatório - trata-se da unidade estrutural mais longa do MaC de treino, desempenhando um papel fundamental para que se atinjam níveis elevados de rendimento. É atribuído grande importância a este período, uma vez que uma inadequada organização irá ter
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consequências negativas a nível técnico, tático, físico e psicológico, durante o período competitivo (Bompa, 1999; Castelo, 1998a). A sua duração é variável dependendo de vários fatores (e. g., a duração de todo o MaC e do nível competitivo dos nadadores). É geralmente neste período que se realizam várias provas de preparação, com o objetivo de controlar o trabalho feito, através da familiarização com a situação de
competição, reforço da autoconfiança e treino de algumas
particularidades específicas.
Este período pode ser dividido em dois, denominados de Período
Preparatório Geral (PPG) e Período Preparatório Específico (PPE).
No PPG, o treino está orientado para aumentar as capacidades funcionais do organismo, onde se dá mais relevância à preparação física geral em detrimento da específica. É caraterizado por treino extensivo com exercícios diversificados para desenvolver habilidades técnicas. No PPE, procura-se desenvolver todas as condições para um imediato incremento da forma desportiva, tratando-se de uma etapa direcionada predominantemente para a forma desportiva específica, onde o desenvolvimento físico geral assume apenas um papel de manutenção. Esta fase do período preparatório é tipicamente mais longa em nadadores de alto nível devido à grande especificidade. Neste período, há uma melhoria gradual da adaptabilidade dos atletas, induzido pelo aumento da estimulação de treino (Issurin, 2010).
ii) Período Competitivo (PC) - neste período há um desenvolvimento de uma predisposição ótima para a competição, sendo uma fase de relativa estabilização, não significando que não se trabalhe no sentido de melhorar as prestações. É no PC onde usualmente se encontra a prova mais importante do MaC, onde o nadador deve apresentar um elevado nível de performance (Manso, 1996).
iii) Período de Transição (PT) - neste período, posterior à competição, há uma diminuição da forma desportiva, caracterizando-se por uma rápida descida do estado de preparação. Esta fase requer que os atletas tenham uma recuperação completa, ultrapassando possíveis e
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frequentes saturações quer físicas, quer psicológicas. É também neste período que se prepara a entrada num novo ciclo de treino.
Depois do MaC, os próximos dois níveis da hierarquia são reservados para os MeC e MiC (Castelo, 1998a; Maglischo, 1993; Olbrecht, 2000). Os MeC consistem na estrutura dos ciclos médios do treino onde estão incluídos uma série relativamente completa de MiC com objetivos semelhantes. Os MiC são os períodos de treino que compõem o MeC, caraterizados como duração típica de uma semana.
Ao projetar uma época desportiva, Olbrecht (2000) e Sokolovas (2005) sugerem:
i) Analisar a época anterior, podendo esta fornecer informações valiosas sobre a relação entre o desempenho dos atletas e a carga de treino aplicada. Além disso, pode ajudar a evitar erros que ocorreram e auxilia na previsão para a carga de treino a utilizar.
ii) Analisar a condição dos nadadores no início da época (resistência, velocidade, força, parâmetros antropométricos, flexibilidade, etc.), devido ao fato de os atletas perderem condição física durante um período sem treinos.
iii) Determinar o número e da duração dos MaC, MeC e MiC de treino de uma época, dependendo da idade dos atletas, do sexo, da orientação à distância (velocistas ou fundistas) e do nível competitivo.
iv) Selecionar as provas em que os nadadores competirão, sendo que, para cada uma delas, deve ser atribuído um determinado grau de importância, podendo assim determinar as competições mais importantes (e. g. Campeonatos Nacionais) e menos importantes (e. g. torneios de preparação).
v) Selecionar as estratégias de treino e os de testes de avaliação, permitindo que os nadadores alcancem a sua melhor performance na competição considerada mais importante. Como tal, a avaliação contínua do trabalho realizado, deverá ser feita para garantir que tal aconteça.
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Raposo (2002) salienta que, depois da definição de objetivos, o passo seguinte é a determinação da quantidade e qualidade da carga de treino necessária para produzir os efeitos desejados. A carga de treino pode ser manipulada através das suas componentes (Figueiredo et al., 2008):
i) Volume - quantidade total de carga realizada numa tarefa, unidade de treino ou ciclo de treino, expressos em distância, duração do esforço ou número de repetições;
ii) Intensidade - componente qualitativa do volume realizado num determinado intervalo de tempo, expresso em parâmetros funcionais e
fisiológicos (e. g. velocidade de execução, consumo de O2, lactato e
perceção de fadiga);
iii) Densidade - frequência na qual um atleta é exposto a um estímulo por unidade de tempo, estabelecendo uma relação temporal entre carga e recuperação;
iv) Complexidade - grau de sofisticação de um exercício, podendo desempenhar um papel importante na intensidade.
O volume e a intensidade são considerados centrais para o processo de planificação na NPD (Navarro & Arsenio, 1999; Navarro & Feal, 2001; Sweetenham & Atkinson, 2003), sendo que o volume é normalmente contabilizado em metros e a intensidade representada em unidades arbitrárias de treino/volume, escala adotada por nós e proposta por Mujika et al. (1995), ficando determinada através da multiplicação do volume da série de treino de uma determinada área bioenergética, por um coeficiente predefinido (Tabela 3). Quando a distância e o tempo são fatores de sucesso para a modalidade, a intensidade absoluta é expressa em velocidade. A intensidade relativa pode ser quantificada como uma proporção entre a máxima velocidade do atleta, o tempo de prova ou uma variável fisiológica (frequência cardíaca (FC) máxima,
concentrações de lactato, %VO2máx, etc.).
A intensidade é o parâmetro que mais influencia os efeitos do treino no sistema cardiorrespiratório (Mujika, 1998; Wenger & Bell, 1986). O estímulo de treino em desportos competitivos é usualmente descrito como a combinação da intensidade de treino, volume e frequência (Davies & Knibbs, 1971). Acredita-
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se, geralmente, que esses fatores produzem uma resposta de adaptação no organismo que pode aumentar a performance (Mujika et al., 1995).
Quadro 3 - Coeficientes de Intensidade consoante a zona de treino bioenergética e
respetivas concentrações de lactato (Figueiredo et al., 2008)
Zona de Treino Coeficiente de
Intensidade
Capacidade Aeróbica de Baixa
Intensidade (Ae1) 1
Capacidade Aeróbica de Moderada
Intensidade (Ae2) 2
Capacidade Aeróbica de Elevada
Intensidade (Ae3) 3
Potência Aeróbia (PA) 3
Tolerância Láctica (TL) 8
Potência Láctica (PL) 8
Velocidade (V) 8
O treino em natação, é uma atividade modulável, perspetivável e controlável, sendo algo que é suscetível de ser pensado a longo prazo, e a prazos sucessivamente menores, seguindo uma lógica concreta e reconhecível, baseada em objetivos decorrentes de protocolos de avaliação do nível de desenvolvimento circunstancial do quadro de competências dos nadadores. Assim, a prestação desportiva é modelável (Vilas-Boas, 1993, 1997) sendo possível perceber quais são as variáveis que definem o rendimento e qual o seu respetivo valor relativo. Deste modo, o treino deverá ser alicerçado em conhecimentos consistentes do foro biomecânico, fisiológico, bioquímico e psicológico (Vilas-Boas, 1989b).
Devido à sua conceção, minuciosidade, controlo e responsabilidade, a planificação do treino é uma tarefa difícil de ser concluída com sucesso. Além disso, existe a complexidade da especificidade do meio onde ocorre normalmente o treino e em que se concretiza a expressão da performance - a água - nomeadamente no que respeita aos constrangimentos impostos à observação e à avaliação em geral - e especialmente do gesto desportivo, mas também à própria realização da técnica (Vilas-Boas, 1998b). Segundo o autor,
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os dez mandamentos da operacionalização de uma conceção do treino em NPD são:
i) A natação é uma modalidade profundamente estudada, devendo o treino ser recetivo à fertilização pelos diversos contributos prodigalizados pela ciência;
ii) A técnica desempenha um papel crucial no quadro da estrutura de rendimento da modalidade, devendo constituir-se como vetor fundamental e prioritário de investimento;
iii) A seleção de nadadores com um perfil morfológico específico e reconhecível é decisiva, fundamentalmente por razões biomecânicas, apesar de não se poder instituir como critério primeiro, e muito menos único, de seleção. A seleção processar-se-á através dos seguintes critérios: nível desportivo, índice de evolução desportiva, nível técnico, estatuto maturacional, altura, razão envergadura/altura e índice de massa corporal, capacidade de treino, entendida como medida de disciplina e de entrega às tarefas.
iv) A natação é uma modalidade eminentemente anaeróbia, devendo o treino ser conforme à essência da realização desportiva.
v) As competências aeróbicas são fundamentais na macroestrutura da capacidade de rendimento do nadador e desempenham um papel fundamental na recuperação e como coadjuvante do treino de recursos anaeróbios;
vi) A avaliação e prescrição bioquímicas do treino são exequíveis, devendo ser implementadas com regularidade;
vii) A flexibilidade é crítica no que concerne à facilitação do gesto desportivo, devendo ser desenvolvida apenas em referência a este propósito e sem comprometer despropositadamente a estabilidade das diferentes articulações.
viii) A força é, naturalmente, um pressuposto de rendimento decisivo também na natação, devendo ser desenvolvido também em seco e referenciada aos contextos de prática;
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ix) As competências do foro psicológico são decisivas havendo que recorrer quer à potenciação de variáveis eminentemente individuais, quer ao condicionalmente da dinâmica do grupo de treino, com vista a assegurar o reforço das primeiras e a facilidade a organização das diferentes atividades;
x) O treinador deve assumir-se, e ser assumido pelos restantes responsáveis como o vértice de todo o processo, promovendo a sua imagem enquanto esteio seguro e líder incontestável de toda a equipa técnica, mas estimulando simultaneamente a amizade entre técnicos e nadadores e valorizando o clima positivo de trabalho como vetores essenciais.