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Customizing the File Class

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Observa-se que aumenta o número de desenhos com grades ou cercas, que podem possuir dois significados básicos. O primeiro deles se refere àquele considerado por BUCK (2003), em que a grade ou a cerca representam um comportamento defensivo. Neste caso, ao desenhar a grade as crianças estariam representando que os idosos precisam de proteção, convergendo com o desenho das portas abertas ou fechadas, que expressam sentimento de vulnerabilidade, carência ou defesa contra o mundo.

Mas este estudo considera também a possibilidade de a grade pode representar a situação em si, pois a instituição aqui estudada possui uma grade que a separa da rua. Toda a visão externa que se tem da instituição é tida através da grade. Ao chegarem ao LLPI, os alunos esperavam do lado de fora da grade, até que a pesquisadora, um funcionário ou um idoso, abrisse o portão para eles, ou seja, a grade os separava da instituição, distinguindo os espaços. A necessidade da grade na instituição é óbvia e demonstra o cuidado e a preocupação da instituição para com o idoso (caso ele saia sozinho pelas ruas), pois ela é responsável por sua segurança. Também nesta instituição, os residentes independentes podem sair quando quiserem e, para colaborar com o funcionamento da instituição, alguns deles cuidam do fechamento e abertura da grade, ficando

24% 33%

62% 70%

5% 6%

responsáveis pela chave. Há casos de idosos que passam a maior parte do dia fora da instituição. Também há aqueles que saem de manhã para caminhar, ir à feira ou para comprar algo a pedido de um dos colegas. Neste estudo, a grade pode não ser vista pelo idoso como um cerceamento à sua liberdade, conforme depoimento colhido neste estudo. Ao aplicar a questão “Asilo é...” em um dos idosos (que é independente e não possui comprometimento cognitivo) ele respondeu que

“Asilo para mim é bom. Não sei se é bom para os outros. Aqui tem tudo. Gosto de morar aqui.

Mas quando o presidente (da instituição) mudar e mudar a regra, vou ter que sair, por que o que eu acho mais importante aqui é a liberdade que nós temos. Se entrar alguém que me proíba de sair, eu saio e não volto mais. Aqui não é prisão”. Assim como lembra este idoso, a instituição não é prisão, mas este fato pode ter sido assim interpretado pelos alunos. A ênfase no desenho da grade representa um obstáculo recíproco de acesso dos idosos institucionalizados para com o mundo externo e vice-versa.

 Quanto à categoria Casa, como um todo

Para comparar o desempenho dos alunos entre as categorias, criou-se uma escala de pontuação máxima. Dentro de cada categoria somou-se, portanto, o máximo de pontos possíveis de serem atribuídos e dividiu-se pelo mesmo número, para que o resultado fosse 1. Desta forma, o número máximo de pontos possíveis de serem atribuídos na categoria Casa (8), foi dividido pelo mesmo número (8), o que resultou na pontuação máxima (1), possibilitando comparar o desempenho de todos os alunos nas diferentes categorias. Assim, na categoria Casa, por exemplo, temos como itens a serem avaliados a presença da casa, com pontuação máxima de 1 ponto; cor, porta e janela, com pontuação máxima de 2 pontos cada e grade, com pontuação máxima de 1

ponto. Caso o desenho apresente a figura de uma casa policromática, com porta e janela abertas e sem grades, ele receberia a pontuação máxima a ser atribuída. O mesmo foi feito com as demais categorias. Com o auxílio do software SPSS 14 (2005) todos os desenhos foram pontuados de acordo com a escala de pontuação máxima, o que pode favorecer a comparação entre as categorias e fases. Quanto mais próximo de 1, mais positivo o desenho foi considerado.

O gráfico abaixo demonstra a evolução de cada aluno na categoria Casa:

0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 53 55 57 59 61 Fase 1 Casa Fase 2 Casa

Gráfico 8- Pontuação das crianças na Categoria Casa.

Percebe-se que 57% das crianças mudaram de opinião, obtendo pontuação mais positiva, ou seja, mais próximo do índice de pontuação máxima, na segunda fase. Outros 18% permaneceram com a mesma pontuação no desenho da casa. Os demais (25%) obtiveram pontuação mais baixa no segundo desenho. No entanto, isto não significa, necessariamente, que a opinião destes alunos foi mais negativa, pois estes resultados são parciais, mostrando apenas a pontuação do desenho da casa. Ou seja, isto não impede que o aluno priorize a figura de uma pessoa no segundo desenho. Este fato só será constatado na pontuação total entre as categorias, que será apresentado mais tarde.

A tabela abaixo apresenta a média de pontos obtidos por todos os alunos em cada uma das fases, na categoria Casa, de acordo com o índice de pontuação mínima e máxima:

Tabela 4 - Média, mediana e desvio padrão das crianças na Categoria Casa. Fases Média Índice de

Pontuação Mínima Índice de Pontuação Máxima Desvio Padrão Mediana 1 0,48 0 1 0,25 0,5 2 0,61 0 1 0,24 0,63

Em geral, percebe-se que a pontuação média na categoria Casa obtida pelos alunos na segunda fase foi superior à média obtida na primeira fase. Isto demonstra que, na segunda fase, o desenho realizado foi mais positivo.

Enfim, podemos observar que na categoria Casa, as subcategorias que apontaram maior diferença em pontos percentuais, comparando ambas as fases, foram: aumento de 32 pontos percentuais no número de casas desenhadas com duas ou mais cores na segunda fase; diminuição de 26 pontos percentuais no número de casas desenhadas e não coloridas (acromáticas) e diminuição de 18 pontos percentuais no número de casas desenhadas sem porta. Esta diferença demonstra que, na segunda fase do desenho, os alunos se preocuparam mais em colorir a casa e em desenhar portas (abertas ou fechadas) demonstrando maior preocupação com o contato social do idoso com o meio externo.

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