DEFINITION 1.5 The determinant of the 2 × 2 matrix A = (a
1. E, having probability about 0.120
1.2.3 Cryptanalysis of the Vigenere Cipher
Atualmente, pesquisadores de correntes distintas têm indicado a importância da sistematização da ação docente no processo de alfabetização. De um lado, há aqueles que defendem o uso de materiais estruturados para a alfabetização (pois a estrutura e sequência do ensino são importantes) e o emprego do método fônico. Em termos genéricos, defendem que alfabetizar é capacitar o aluno para decodificar com fluência (e.g. OLIVEIRA, 2004). De outro lado, estão aqueles que defendem a alfabetização em uma perspectiva de letramento (e.g. KLEIN, 2000; LEAL, 2004; SOARES, 2004; OLIVEIRA, 2004; ALBUQUERQUE et
al., 2005; PRETO-BAY, 2007; CRUZ, 2008; SANTOS et. al, 2008). O próprio material do
Programa Pró-Letramento, nos fascículos 1 e 2, também defende essa perspectiva (BRASIL, 2007c). A preocupação desses últimos autores citados tem sido a de identificar, principalmente por meio de pesquisas empíricas, as práticas que poderiam ser mais adequadas para se garantir aos alunos a apropriação do sistema de escrita alfabético, da forma mais ampla e no menor tempo possível, para que os alunos da escola pública “possam usufruir o mais cedo possível das possibilidades que lhes são oferecidas pelo domínio do conhecimento mais amplo” (KLEIN, 2000, p. 17). Com base nas conclusões de pesquisas, esses pesquisadores têm indicado que, nas salas de aula onde as práticas são mais sistemáticas, a apropriação do sistema de escrita alfabético tem sido melhor sucedida do que em práticas assistemáticas (MAINARDES, 2008b).
De acordo com Preto-Bay (2007), o desenvolvimento pessoal e social dos alunos somente acontece se o ensino for cuidadosamente planejado, desenvolvido e executado de forma intencional. Para Cruz (2008), uma maior sistematização do ensino da escrita alfabética poderia contribuir para uma diminuição dos mecanismos de exclusão que ocorrem nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Tal sistematização precisaria estar aliada a: a) uma imersão na cultura escrita e uma maior vivência em atividades sistemáticas de reflexão sobre as palavras; b) uma maior oferta de escolarização já aos seis anos de idade e sua garantia durante todo o ciclo de alfabetização; c) uma definição de metas a cada ano do ciclo; d) uma maior sistematização do ensino da escrita alfabética; e d) uma formação continuada competente somada à garantia de melhores condições de trabalho dos professores.
A sistematização é importante, pois, segundo Albuquerque (2005), apenas o convívio intenso com textos que circulam na sociedade não garante que os alunos se apropriem da escrita alfabética, uma vez que essa aprendizagem não é espontânea e requer que o aluno reflita sobre as características do sistema de escrita. Nesse sentido, para essa autora, um trabalho sistemático de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético não pode ser feito apenas através da leitura e da produção de textos, mas com o desenvolvimento de um ensino no nível da palavra, que leve o aluno a perceber que o que a escrita representa é sua pauta sonora, e não o seu significado e que o faz através da relação fonema/grafema. Segundo a autora, é preciso o desenvolvimento de um trabalho sistemático de reflexão sobre as características do sistema de escrita alfabético. Isso implica levar o aluno a pensar sobre essas características, através de atividades diversificadas19.
Na pesquisa de Albuquerque et al. (2005), considerou-se como práticas sistemáticas aquelas nas quais havia um trabalho sistemático de apropriação do sistema de escrita alfabética, contemplando, permanentemente, atividades relacionadas a esse eixo20. Pesquisas dessa natureza parecem indicar elementos importantes para a obtenção de melhores resultados nas práticas de alfabetização, pois é fundamental que se garanta o acesso à educação básica de qualidade, a fim de que, além de permanecerem na escola, os alunos
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Leal (2004) indica nove tipos de atividades predominantes de reflexão sobre a escrita alfabética: - Atividades que buscam familiarização com as letras;
- Atividades que objetivam a construção de palavras estáveis; - Atividades que destacam a análise fonológica;
- Atividades de composição e decomposição de palavras;
- Atividades de comparação entre palavras quanto ao número de letras ou às letras utilizadas;
- Atividades de “tentativas de reconhecimento de palavras”, através do desenvolvimento de estratégias de uso de pistas para decodificação (leitura);
- Atividades de escrita de palavras e textos (que sabem de memória ou ditados pelos professores), utilizando-se os conhecimentos disponíveis sobre o sistema;
- Atividades de sistematização das correspondências grafofônicas; - Atividades de reflexão durante a produção e leitura de textos.
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A pesquisa de Albuquerque et al. (2005), identificou um conjunto de atividades de apropriação do Sistema de Escrita Alfabético – SEA que eram utilizadas em práticas sistemáticas de alfabetização:
- Leitura de letras, sílabas, palavras ou frases com ou sem auxílio do professor; - Escrita de letras, sílabas, palavras e frases com e sem auxílio do professor; - Cópia de letras, sílabas, palavras e frases;
- Contagem de letras em sílabas, de letras e sílabas em palavras e de palavras em frases; - Partição de palavras em sílabas e letras e de frases em palavras;
- Identificação de letras e sílabas em palavras;
- Identificação, exploração e produção de rimas e aliterações;
- Comparação de: sílabas e palavras quanto ao número de letras; palavras quanto ao número de sílabas, palavras quanto à presença de letras iguais / diferentes;
- Formação de palavras a partir de letras ou sílabas dadas;
- Exploração: de diferentes tipos de letra, da ordem alfabética, da segmentação das palavras e das relações som/grafia.
tenham o direito de participarem de um processo educacional que os instrumentalize para a aquisição e uso da leitura e escrita da forma mais ampla e bem sucedida possível. Para Freitas (2007), a defesa de uma educação de qualidade não deve constituir-se apenas como uma manifestação de vontade individual ou coletiva, mas como um ideal concreto a ser realizado no cotidiano das instituições escolares. Para isso, a escola tem que atender seu objetivo primordial que, na perspectiva de Libâneo (2006), é promover a aprendizagem dos alunos, sendo que isso se realiza pela atividade dos professores e pelas condições oferecidas pelas práticas de organização e de gestão.
Nesse contexto, a formação continuada de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental pode ser considerada uma das condições para se alcançar a qualidade da educação, porém, é preciso destacar que não é qualquer formação que será capaz de contribuir para isso. A formação continuada de professores alfabetizadores deveria oportunizar a formação de base teórica sólida, bem como a instrumentalização para a ação docente. A formação de uma base teórica sólida deveria incluir discussões e reflexões mais amplas sobre a educação e o papel da escola na sociedade atual. Desse modo, entende-se que a formação continuada de professores não pode restringir-se à instrumentalização para a ação docente.