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b. Les critères liés au dispositif et à son environnement

Dans le document L'image et le procès pénal (Page 151-158)

Para operacionalizar o estudo, foram usadas várias técnicas e instrumentos de recolha de dados. Utilizamos o inquérito por entrevista aos 22 Directores das escolas e aos 5 Directores Regionais de Educação e procedemos também à análise documental dos contratos de autonomia celebrados, dos relatórios anuais de progresso das escolas contratantes e dos pareceres das respectivas Comissões de Acompanhamento Local.

Sabendo que “as entrevistas são um excelente instrumento de pesquisa por permitir a interacção entre pesquisador e entrevistado e a obtenção de descrições detalhadas sobre o que se está pesquisando” (Oliveira, 2007, p. 86), valorizamos como “instrumentos de pesquisa” ou “técnicas de recolha de dados” a entrevista

semi-estruturada que aplicámos aos Directores das Escolas e aos responsáveis das Direcções Regionais de Educação.

Além de servir o objectivo geral do estudo, que é conhecer a contratualização da autonomia em Portugal, possibilitando o acesso “ao que está na cabeça das pessoas” (Tuckman, 2005, p. 196), a entrevista aponta para seis tipos de objectivos: averiguação de “motivações” – conhecer os factores que influenciaram o entrevistado a tomar aquelas atitudes e decisões e porquê; averiguação de “factos” – saber o que na realidade sucedeu e sucede; averiguação de “atitudes” – conhecer qual a atitude do entrevistado em relação aos factos em estudo; averiguação de “decisões” – saber o que o entrevistado decide fazer, perante os factos; averiguação de “opiniões” – conhecer qual a opinião pessoal do entrevistado sobre os factos; averiguação de “sentimentos” – saber o que o entrevistado sente perante aqueles factos (Seltiz, 1965, cit. por Sousa, 2005, p. 247)

Procuramos, com esta investigação, inquirir um determinado número de indivíduos colocando questões específicas que pretendemos estudar (Quivy & Compenhoud, 1992), suscitar um conjunto de discursos individuais, interpretá-los e generalizá-los (Ghiglione & Matalon, 1992, p.2). Com esse objectivo utilizamos a metodologia de inquérito, nomeadamente, uma entrevista centrada ou “focused interview” que “tem como objectivo analisar o impacto de um acontecimento ou fenómeno sobre aqueles que nele participam” (Quivy & Compenhoud, 1992, p. 194), procurando que a mesma fosse centrada no nosso problema.

Optámos por uma metodologia semi-directiva, porque é aquela que melhor se adequa aos objectivos do nosso trabalho e ao horizonte temporal previsto para a duração do mesmo, e utilizamos um guião de entrevista, com perguntas específicas, concebido para apoiar o fio da narrativa do próprio entrevistado e o registo das respostas sob determinada linha de orientação (Bell, 2004, p.143).

Para poder conhecer e cruzar as percepções das partes contratantes sobre as mesmas questões elaboramos guiões semelhantes para as entrevistas semi- estruturadas a aplicar aos Directores das Escolas e aos Directores Regionais de Educação. Ao preparar os guiões das entrevistas, clarificamos os objectivos e

elaboramos as questões de forma a existir uma coerência interna e instrumental, tendo presente os eixos de análise e respectivas categorias – Ver Quadro 4.

Quadro 4 – Eixos de análise e categorias

Contratualização da autonomia das escolas em Portugal

Eixos de Análise Categorias

1. Génese da contratualização da autonomia das escolas.

- Motivações /Expectativas.

- O processo conducente ao contrato - Diferenças entre a versão proposta e a versão assinada.

2. Perfil de escola autonómica. - Perfil de escola autonómica. 3. Implementação do contrato de

autonomia.

- Competências transferidas para a escola. - Evolução do processo.

4. Práticas autonómicas e desenvolvimento profissional.

- Iniciativas autonómicas.

- Efeitos das iniciativas “autonómicas” na melhoria das escolas.

5. Papel da Escola na concepção,

implementação e avaliação do CA. - Papel da Escola. 6. Papel da Administração na

concepção, implementação e avaliação do CA.

- Papel da Administração.

7. Visão crítica, retrospectiva e prospectiva dos contratos de autonomia.

- Vantagens dos CA. - Constrangimentos dos CA.

- Sugestões de melhoria do processo. - Sugestões para as escolas que pretendam estabelecer CA.

8. Apreciação global - Apreciação global.

As respostas livres exigiram uma análise não directamente numérica, mas de conteúdo conduzindo a interpretações e inferências relevantes.

Tendo em vista a padronização, validação e garantia do instrumento antes da aplicação-piloto, solicitámos a investigadores especialistas na criação de entrevistas que efectuassem uma apreciação crítica de que resultaram alterações pontuais de melhoria, contribuindo, assim, para a respectiva validação. Neste estudo, nalguns casos, a validade interna resulta ainda do facto de as entrevistas terem sido validadas pelos próprios entrevistados depois de feita a sua transcrição.

Para dar cumprimento ao Despacho n.º 15847/2007, de 23 de Julho, começamos por solicitar à Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento

Curricular o registo das entrevistas no sistema de Monitorização de Inquéritos em Meio Escolar bem como a respectiva autorização para a aplicação desta entrevista nas escolas. Esta foi concedida com o fundamento de que o pedido, “submetido a análise, cumpre os requisitos de qualidade técnica e metodológica para tal”.

A investigadora enviou e-mail para as 22 escolas e 5 Direcções Regionais a indagar a disponibilidade para participarem neste estudo referindo os objectivos do estudo e a importância da participação para o sucesso da investigação. Foram seguidamente estabelecidos contactos telefónicos tendo-se verificado a disponibilidade da participação de todas as Direcções Regionais de Educação e de todas as escolas. A taxa de adesão foi de 100%.

A aplicação das 27 entrevistas, 5 aos responsáveis das DRE e 22 aos gestores das escolas com contrato de autonomia, do Norte ao Algarve, foi feita entre Junho de 2009 e Março de 2010. No dia marcado realizamos as entrevistas começando por informar novamente os entrevistados sobre os objectivos deste estudo, a importância da sua colaboração, procurando-se uma opinião sincera e pessoal sobre a problemática em estudo, salvaguardando a confidencialidade das suas opiniões.

Para conduzir as entrevistas semi-estruturadas utilizamos as checklists elaboradas e, após a respectiva autorização, as conversas foram gravadas. O tempo de duração das entrevistas oscilou entre 60 a 90 minutos.

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