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Critère 5 – Le modèle de gouvernance et de gestion de l’organisme

Dans le document Rapport d’évaluation (Page 26-29)

O estudo das transformações ocorridas no setor de supermercados nos últimos 10 anos permite- nos concluir que este processo foi determinado em duas forças. A primeira se refere à reestruturação interna e se dá no sentido de otimizar a atividade dentro do estabelecimento, e busca atingir dois pontos básicos:

• Redução de Custos – A redução de custos é focalizada na introdução das TIs, as quais têm o objetivo de reduzir os fluxos de estoque numa relação direta entre o estabelecimento e os fornecedores.

• Melhoria no atendimento ao Cliente – A busca pela melhor eficiência no atendimento ao cliente se dá por três características:

a) O uso de TI – Se o uso da TI se deu com o objetivo de reduzir os custos (entrada de produtos), teve também como objetivo prestar um melhor atendimento ao cliente (saída de produtos), na medida em que a TI proporcionaram maior agilidade no funcionamento de todo o processo de compra de produtos. Portanto, a TI tiveram um papel importantíssimo dentro da reestruturação produtiva dos supermercados, pois passou a interligar todo o sistema, desde o fornecedor, passando pela intermediação (supermercado), até o consumidor final. Este sistema pode ser caracterizado como a cadeia Fornecedor – Supermercado – Consumidor.

b) Gerenciamento por categoria – Este novo modelo de organização interna da empresa supermercadista procurou garantir uma melhor visualização dos produtos dentro da loja, disponibilizando os produtos por seções e subseções.

c) Fidelização dos clientes – Este conceito tem o objetivo de garantir a fidelidade do cliente ao estabelecimento e é realizado basicamente através de cartões de fidelidade.

d) Marcas próprias – Este novo conceito teve como objetivo agregar valor ao produto vendido por intermédio da própria marca do supermercado. Ou seja, o supermercado

empresta o seu nome aos produtos como forma de garantir a qualidade do mesmo e sua posterior aceitação junto ao consumidor.

A segunda força foi a reestruturação externa e teve como principal objetivo manter parcelas de mercado bem como a busca por novos mercados. Essa busca por novos mercados se deu, sobretudo, através do processo de fusões e aquisições, atingindo diretamente as pequenas redes e os mercadinhos.

Dessa forma, conclui-se que o processo de reestruturação produtiva dos supermercados teve como principais objetivos a redução dos custos e o aumento dos lucros das empresas, e proporcionar ao consumidor maior praticidade e comodidade no momento da compra.

A partir da análise bibliográfica referente aos pequenos supermercados, bem como dos dados referentes à pesquisa de campo, constatou-se que o processo de reestruturação não se restringiu apenas ao conjunto dos grandes supermercados. Foi essencial também para os mercadinhos encarar o processo de reestruturação como um movimento delimitador de novos padrões de atendimentos e prestação de serviço. Nesse sentido, a reestruturação produtiva significou para os mercadinhos algo muito mais amplo que a utilização de novas técnicas e tecnologias no interior do estabelecimento. Significou de um lado a adaptação, total ou em parte, a estes novos conceitos – sistemas de gerenciamento de estoque, informatização, gerenciamento por categoria e marketing -, e de outro, a introdução de novos conceitos e serviços, os quais viriam a se tornar fatores de diferenciação ou pelo menos capazes de propiciar uma inserção mais agressiva dos mercadinhos na nova estrutura do setor.

Entretanto, tornar-se-ia um extremo reducionismo determinar ou pelo menos caracterizar o processo de sobrevivência dos mercadinhos tão somente aos fatores citados acima e que se tornaram característicos da reestruturação produtiva. Paralelo a essas estratégias adotadas pelos mercadinhos estão elementos que se tornaram, senão uma exclusividade, ao menos um símbolo associado à palavra mercadinho. Sendo assim, ao se falar em mercadinho está se falando em características tais como: proximidade, atendimento personalizado e diferencializado, disponibilidade de produtos essenciais, organização e limpeza e em muitos casos preço baixo. Estas são características que de certa forma estão presente em grande parte dos mercadinhos – fato comprovado nos dados da pesquisa de campo -, e que se tornaram também um fator

determinante para a sobrevivência destes estabelecimentos. Ou seja, ao se falar dos impactos do processo de reestruturação e concentração de capital na atividade dos mercadinhos, deve-se observar tal processo a partir da junção das estratégias entendidas como parte do processo de reestruturação com as características que são próprias aos mercadinhos. Dessa forma, pode-se concluir que a sobrevivência dos pequenos supermercados, ou em uma melhor sintaxe, o crescimento das atividades dos mercadinhos ocorreu na medida em que se verificou uma adaptação destes estabelecimentos à nova realidade, com a utilização de novos conceitos e tecnologias, juntamente com uma maior utilização de características próprias, as quais se tornaram um fator de diferenciação dos mercadinhos em relação aos grandes.

A partir dessas conclusões e dos movimentos recentes ocorridos no setor, fica aqui mais que uma expectativa, fica a certeza de que, apesar da crescente expansão das grandes redes de supermercados, os pequenos supermercados têm e terão as suas parcelas de mercado garantidas na medida em que utilizarem cada vez melhor o mix dos fatores citados anteriormente e assim se adaptarem ao processo de concorrência do setor.

Apesar destas conclusões, o presente trabalho carece de uma conclusão mais geral na medida em que se verificou apenas o lado da oferta. Para uma conclusão mais ampla e de caráter geral do setor, seria necessário pesquisar o lado da demanda, a qual não foi objeto de estudo. Dessa forma, fica aqui a perspectiva de trabalhos relativos à demanda no setor de supermercados e que venham a complementar o presente trabalho.

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