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Application and Comparison of Classification Techniques in Controlling Credit Risk

1. Credit Risk and Credit Rating

através do letramento científico e tecnológico esses indivíduos foram preparados para uma mudança de atitude pessoal e para um questionamento sobre os rumos do nosso desenvolvimento científico e tecnológico (SANTOS e MORTIMER, 2001).

É válido salientar que não era objetivo da sequência didática fazer com que os alunos se posicionassem contra a instalação da usina na cidade de Macau/RN e sim, apresentar as diferentes perspectivas que giram em torno dessa tecnologia, bem como suas implicações para o ambiente e a sociedade os alfabetizando cientificamente.

Nesse cenário, os estudantes construiriam uma visão ampla da problemática e realizariam uma reflexão crítica sobre o assunto, criando a capacidade de tomada de decisão consciente, daquilo que julgam ser o melhor para o bem-estar individual e coletivo da população macauense, aprendendo assim, através de uma cidadania ativa, a exercer seus direitos de escolha em situações controversas que surgirem no seu cotidiano.

3.5 FASE DA EVALUATION (AVALIAÇÃO):

A fase de avaliação foi o momento em que analisamos tanto a opinião dos alunos sobre as contribuições da sequência didática para o seu processo de aprendizagem, as dificuldades sentidas durante o seu desenvolvimento e as sugestões que eles dariam para aperfeiçoá-la, quanto fizemos uma autorreflexão dos resultados alcançados, das atitudes exibidas pelos alunos e das fragilidades que poderíamos mudar ou melhorar na nossa sequência de ensino investigativo.

Conforme Carvalho (2013), a avaliação no ensino por investigação não possui um caráter somativo que classifica os alunos, mas um caráter formativo que serve como instrumento para que alunos e professor verifiquem se estão aprendendo. Nesse caso é importante avaliar tanto a aprendizagem dos conceitos, termos e noções científicas, quanto o aprendizado de ações, atitudes e valores próprios da cultura científica.

3.5.1 Avaliando a Sequência Didática de Ensino Investigativo

Na última atividade da nossa sequência didática entregamos aos mesmos cinco grupos de alunos da audiência pública um questionário avaliativo que tinha o intuito de

verificar a opinião acerca das atividades que foram desenvolvidas sobre a problemática da água na cidade de Macau/RN.

Diante dessa perspectiva perguntamos aos alunos se, para eles, as atividades desenvolvidas durante a sequência didática trouxeram alguma contribuição no seu processo de aprendizagem. Todos os grupos responderam que sim, dos quais destacamos as seguintes respostas:

G3: “Sim, pois isso serviu para que nós refletíssemos sobre os problemas que

acontecem a nossa volta e tentássemos encontrar soluções para melhorar a vida de todos” (GRUPO, 3);

G5: “Sim, pelo fato da gente ficar cientes dos problemas que podem

acontecer no nosso cotidiano” (GRUPO, 5).

Dando continuidade perguntamos aos grupos se eles sentiram alguma dificuldade no decorrer das atividades e se sim, quais foram. Dos cinco grupos, dois afirmaram que não sentiram nenhuma dificuldade, já os três grupos restantes que responderam que sim, apontaram as seguintes dificuldades:

G1: “Sim, no início nós sentimos dificuldade na hora de falar ou expressar

nosso entendimento” (GRUPO, 1);

G5: “Sim, sentíamos dificuldades em formar uma opinião” (GRUPO, 5).

Tarefas investigativas exigem que o aluno assuma um papel ativo na sua própria aprendizagem e desenvolva uma série de ações como tomar uma decisão, expor ideias, comunicar os saberes construídos de forma autônoma, sem a ajuda da professora exigindo maior responsabilidade. Essas questões implicam na manifestação de algumas dificuldades que são resultado de competências científicas pouco desenvolvidas, porém, à medida que o aluno as desenvolve, cria maior controle da situação e expressa um maior grau de autonomia, maior segurança e confiança em lidar com as problemáticas estudadas (BAPTISTA, 2013).

Para finalizar, perguntamos aos alunos o que eles acharam das metodologias utilizadas nas aulas e quais sugestões eles dariam para melhorar as atividades. Sobre as metodologias os alunos disseram que “foram boas e que deram para todos participarem, super criativas, legais e compreensíveis”; já sobre as sugestões, dois grupos disseram que não mudariam nada, uma vez que as atividades estavam boas da forma como

vinham sendo trabalhadas e os demais grupos sugeriram ter mais debates e interação oral dos alunos.

O aparecimento de sugestões dos alunos para que haja mais debates e interações orais demonstra que eles se sentiram motivados com a problemática e que diferentemente do início da aplicação da sequência didática investigativa, em que apresentavam dificuldades em emitir uma opinião ou expressar seu entendimento, agora demonstram o desejo de interagir mais na aula, apresentar suas ideias e discutir com os seus colegas sobre as questões colocadas. Nessa ótica, os alunos sentem-se capacitados para discussões em sala de aula valorizando a expressão das diferentes opiniões de acordo com suas crenças e princípios (REIS, 2013).

3.5.2 Uma Autorreflexão sobre a Sequência Didática de Ensino Investigativo

Consideramos que realizar uma autorreflexão sobre a nossa sequência didática investigativa constituiu-se um importante momento de avaliação das suas potencialidades e fragilidades e contribuiu significativamente para que aperfeiçoássemos o nosso produto educacional (apêndice), resultado das nossas pesquisas.

Começando pelas fragilidades, percebemos que na atividade de simulação da audiência pública, apesar do material de apoio que foi entregue, dois grupos, mesmo conseguindo participar de forma eficaz do debate através da aprendizagem em aulas anteriores, não haviam estudado em casa e realizado pesquisas mais aprofundadas sobre a problemática como sugeria o guia do aluno. Considerando tais aspectos e buscando assegurar que os alunos ampliem os seus conhecimentos sobre os conteúdos estudados sentimos a necessidade de acrescentar em nossa sequência didática investigativa uma aula destinada a levar os alunos ao laboratório de informática para a realização de pesquisas acerca da problemática.

Outra dificuldade com a qual nos deparamos foi que no início da aplicação das atividades investigativas os alunos não gostavam de ler os textos propostos e demonstravam rejeição pelas atividades de produção textual, o que consequentemente contribuía com as dificuldades que eles relatavam sentir em expressar suas opiniões e/ou tomar uma decisão. Partindo desse contexto, avaliamos como necessário adicionar a nossa sequência didática mais uma atividade de produção textual sobre a importância de água, que pode ajudar tanto os alunos a superarem a aversão por atividades que

exigem leitura e construção de textos, desenvolvendo e/ou melhorando habilidades de leitura e escrita, como auxiliar o professor a verificar as concepções sobre o objeto de estudo.

Partindo para os pontos positivos consideramos que através da nossa sequência didática investigativa os alunos tiveram a oportunidade de aprender sobre uma questão sociocientífica local, discutir suas ideias, ouvir opiniões diferentes das suas, realizar pesquisas, socializar os conhecimentos adquiridos, apontar soluções para a problemática e, como a professora X citou em sua fala anteriormente destacada, tiveram, pela primeira vez, a oportunidade de refletir sobre a mesma problemática através de diferentes olhares e perspectivas para uma tomada de decisão consciente sobre uma questão que afeta diretamente suas vidas.

Com o desenvolvimento das atividades verificamos que os alunos conseguiram dar início a superação das concepções de neutralidade da ciência e da tecnologia e começaram a avaliar os aspectos sociais da tecnologia de dessalinização e as suas implicações para a sociedade e o ambiente (BAZZO; LINSINGEN E PEREIRA, 2003), bem como começaram a demonstrar potencialidades de se posicionar perante uma questão sociocientífica, oferecer justificativas para as suas respostas, discutir a viabilidade das sugestões levantadas e tomar decisões baseadas no conhecimento científico, o que aponta para uma aprendizagem conceitual, procedimental e atitudinal através do desenvolvimento de habilidades que constituem indicadores de que a alfabetização científica encontra-se em processo (SASSERON e CARVALHO 2008).

Por fim, baseados nos estudos de Reis (2013), poderíamos ainda dizer que capacitamos os alunos para ações sociopolíticas que, segundo o autor, implicam no envolvimento dos alunos em controversas sociocientíficas e aspectos da natureza da ciência e na participação em atividades de pesquisa, discussão, representação de papéis e resolução de problemas que permitam o desenvolvimento de capacidades de investigação, argumentação, tomada de decisão e comunicação, ou seja, atividades e habilidades que foram contempladas dentro da nossa sequência didática de ensino investigativo.